Aquele blazer

Há uns vinte anos, o chefe chegou à minha mesa e perguntou:

– Marcelo, teu passaporte está em dia?
– Está sim! Por quê?
– Vais para Barcelona na semana que vem!

Naquela época pré-histórica da internet, não havia muita informação disponível. Saí entrevistando os colegas viajados: “Marcelo, fica esperto! Lá está muito frio!”.

Depois do expediente fui a uma loja da cidade e pedi um blazer de lã. A vendedora estranhou, estava muito quente: “Vou ver se tem alguma coisa lá em cima, no estoque”. Ela voltou de lá com um casaco dentro de uma capa e disse: “Só temos esse “filho único”. Coloquei o blazer e parecia ser um sob medida. A peça não tinha preço. Ela puxou outro casaco da arara, com uma etiqueta de promoção e me disse: “Vou fazer por esse valor aqui”. Paguei os R$ 100,00 e fui embora faceiro. Fiz a viagem e cumpri a missão da chefia.

Quando chegou o nosso inverno fui para o trabalho com o meu blazer. Como a cidade tem tradição têxtil, já chamou a atenção dos meus colegas que quiseram experimentá-lo. Quando estavam fuçando no casaco, perceberam que era de uma grife internacional, caríssima! Eu nem sabia da fama. Já me considerava satisfeito por ter um casaco que não tinha “cotoveleiras” de couro, pois meses antes havia chegado à cidadezinha um carregamento de roupas usadas dos Estados Unidos e todo mundo da empresa usava aquele modelo de blazer. Usava, não! Usam até hoje! Inclusive eu! Mesmo sendo uma peça clássica, com a tendência slim, o meu blazer de grife parece o casaco do trapalhão Didi. Mas não sou louco de deixar uma peça daquela no armário.

A propósito: foi na viagem do começo desta história que tive noção da fama dos cafés brasileiros e colombianos. As cafeterias eram cheias de plaquinhas identificando as origens. Até então, para mim, os cafés eram todos iguais. Foi usando aquele blazer que comecei a mudar de ideia.

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Cápsula de @UMCAFEZINHO – O que eles disseram…
“O estilo é uma dificuldade de expressão.” Mario Quintana (1906-1994)

Marcelo Lamas é cronista. Autor de “Indesmentíveis”. Trabalha há 23 anos no mesmo endereço.
@marcelolamasbr
marcelolamasbr@gmail.com

Foto: Depositphotos

Café em cápsula: a opinião de uma barista

Outro dia estava almoçando com uma amiga e, em uma determina hora, começamos a falar sobre café. O café em cápsula surgiu na conversa e ela se mostrou surpresa quando eu, barista, disse que tenho uma máquina Nespresso.

A máquina chegou em casa antes de eu entrar profissionalmente para o mundo do café, mas ela é usada até hoje, mesmo que com uma frequência menor. Confesso que durante um tempinho ela ficou meio esquecida, porque aquele gostinho de queimado começou a me incomodar um pouco, já que eu tinha começado a conhecer bons cafés e grande parte dos que eu comprava vinham com essas notas aromáticas ruins.

No entanto, se a gente comparar as cápsulas que temos disponíveis no mercado hoje com as de 5 anos atrás, vamos perceber o quanto esse tipo de bebida evoluiu em vários aspectos e ainda continua se desenvolvendo.

Café em cápsula: o que mudou?

Em uma matéria do Paladar (Estadão) de 2015, que falava sobre a queda da patente das cápsulas, a Nespresso disse que a concorrência é saudável e melhora a qualidade e as opções dos produtos no mercado, ou seja, quem ganha é o cliente.

Quase três anos depois dessa matéria, estava eu na Sirha 2018, vendo um painel da 3 Corações. No final, eles serviram um café em cápsula para quem estava ali assistindo. Gente, que surpresa agradável! Eu estava sem pretensão nenhuma sobre aquela xícara e, de repente, comecei a sentir acidez, doçura, um bom corpo.

Foi nesse exato momento que eu percebi o quanto as cápsulas evoluíram e, principalmente, que as grandes empresas entenderam que há uma parcela de clientes que também evoluiu o sensorial e está buscando mais qualidade em seus cafés, sem perder a praticidade.

Cápsulas de café e o impacto ambiental

As cápsulas se popularizaram principalmente por causa de sua praticidade. Porém, a principal crítica sobre esse produto é o impacto ambiental negativo. Lá no início não havia uma programa para reciclar as cápsulas, feitas de plástico e alumínio, mas hoje esse cenário já é um pouco diferente.

Apesar da reciclagem das cápsulas ser ainda um pouco confusa, dá para notar que as pessoas estão pensando nisso, sim. Além de programas desenvolvidos pelas próprias marcas, como Dolce Gusto e Pilão, a Orfeu, por exemplo, desenvolveu uma cápsula de bioplástico, que demora cerca de quatro meses para se desintegrar em processo de compostagem. Há também quem transforme cápsulas em objetos de decoração e até bijuterias!

Outra opção são as cápsulas reutilizáveis, como a desenvolvida pelo Eco Reciclos. Esse assunto, na verdade, é um pouco polêmico por dois motivos: muitas pessoas do meu convívio que provaram não gostaram do resultado e porque usar uma cápsula reutilizável faz com que o conceito de praticidade se perca.

Sinceramente, não acho que seja um trabalho tão grande assim encher e depois limpar uma cápsula, considerando que estamos fazendo algo bom para a natureza. Já no sabor, não posso opinar porque infelizmente ainda não tive oportunidade de provar café extraído a partir de cápsula reutilizável.

Preço

Quando a gente fala de café especial, é muito comum ouvir reclamação sobre o preço, geralmente vinda de pessoas que ainda não compreenderam o valor desse tipo de bebida ou simplesmente porque não ligam para isso.

No entanto, parte dessas pessoas consome café em cápsula. Isso significa que elas estão dispostas a pagar entre R$ 200 e R$ 400 no quilo de café em cápsula, mas não querem pagar R$ 156 no quilo do W1 Wolff Café, por exemplo, que é de origem, teve perfil de torra desenvolvido e é café de alta qualidade.

Até entendo que a pessoa pode estar pagando pela praticidade, mas arrisco a dizer que, na maioria das vezes, ela nem faz essa conta. Engraçado, né? É como pagar parcelado com juros. De pouquinho em pouquinho a gente nem sente.

Ok, mas café em cápsula é bom ou ruim?

Café em cápsula é uma realidade e, seja você profissional da área ou coffee lover, não dá para fugir disso. A tendência é que esse mercado continue crescendo com cada vez mais qualidade. Isso é muito legal, porque teremos bons cafés no conforto (ou na correria) do nosso lar.

Isso não exclui o café coado feito com calma, o trabalho do barista e nem a cafeteria. Cada um tem sua função e o momento adequado para serem consumidos. São mais opções a serem exploradas, o que vai fazer com que o consumidor crie mais repertório e amadureça, forçando um desenvolvimento da área do café como um todo, o que é normal e essencial.

No meu ponto de vista, o café em cápsula ainda tem espaço para se desenvolver mais, incluindo nas questões ambientais, como comunicar com mais clareza ao consumidor seus projetos e criar programas realmente efetivos que mostrem seus resultados.

Porém, falando de qualidade, hoje a gente já encontra cafés bem melhores comparando com alguns anos atrás e a ideia é que isso melhore. No entanto, qualidade aliada à praticidade tem um preço. Cabe a cada um de nós se disponibilizar a pagar ou não.

Vocês também acham que os cafés em cápsula estão com mais qualidade? Como vocês descartam suas cápsulas?

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto: Depositphotos

Café San Marco existe desde 1914, em Trieste

Eu amo cafeterias históricas e hoje vou levar vocês ao Café San Marco, um dos que visitei quando estive em Trieste, na Itália. Ele existe desde 1914 e, nessa época, a cidade fazia parte do império Austro-Húngaro. Esse espaço lindo era um popular entre os artistas, estudantes e intelectuais da época e chegou a ser destruído pelas tropas austro-húngaras durante a guerra, em 1915.

Há quem diga que, nesse período, o café chegou a abrigar austríacos que queriam fugir para a Itália. Escritores como Giani Stuparich e Virgilio Giotti eram clientes assíduos, assim como James Joyce, Italo Svevo e Umberto Saba.

Trieste é uma cidade que respira café. Por ser uma cidade portuária e de grande importância para a economia do país, inclusive recebendo cafés do mundo todo, é lá que fica a sede da illycaffè, uma das marcas de café mais importantes e tradicionais do mundo.

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O Antico Café San Marco ficou bastante tempo fechado e foi só reaberto em 1997, depois de ser restaurado pela empresa de seguros Assicurazioni Generali.

Em 2013, o espaço ganhou ainda uma pequena livraria, que trouxe mais charme e cultura ao lugar, sem descaracterizar toda a história que carrega. Entre os livros, tem algumas mesinhas para quem quiser aproveitar o momento para o café, para turistar, trabalhar ou estudar.

As mesas são todas com tampo de mármore e pés de ferro fundido super trabalhados. Nas paredes, alguns afrescos do pintor Vito Timmel, molduras lindas com referência às folhas do pé de café e lustres maravilhosos.

No cardápio não tem só café, mas opções que servem bem todas as refeições. Fui para o café da tarde e provei o espresso e o cappuccino e também duas opções de doces. A vitrine é linda e difícil de escolher.

Antico Caffè San Marco
via Battisti, 18 Trieste
+39 0400641724
FUNCIONAMENTO: DE TERÇA A QUINTA, DAS 8H30 às 22h; sextas e sábados, das 8h30 à meia-noite e domingos, das 8h30 às 23h. às segundas-feiras é fechado.

Gostou de conhecer o Antico Café San Marco, em Trieste? Essa é apenas uma das cafeterias históricas na cidade. Conte sua opinião nos comentários e aguarde os próximos posts com cafeterias pelo mundo. 

Fotos: Fernanda Haddad ©

Paixões nacionais

Na abertura da Copa do Mundo publicamos aqui em @UmCafezinho a história do ramo de café estampado dentro do escudo da seleção brasileira no torneio de 1982, quando o IBC (Instituto Brasileiro do Café) buscava aumentar a participação do fruto no mercado internacional.

Nossa crônica foi citada e divulgada em vários sites do mundo do café, devido à relação entre duas de nossas paixões nacionais: a bebida quente e o futebol.

Em 1982, um jornalista que saia do estádio após a derrota da nossa “invencível” seleção foi consolado por um gringo que apontou para um outdoor do IBC numa esquina de Sarriá/Espanha e disse: “Não fique triste. Vocês ainda tem o melhor café do mundo!”.

Há uma outra história com futebol e café que este cronista cafezeiro gostaria de compartilhar. Os dois “templos” de futebol que frequento têm café a venda para esquentar os torcedores nas arquibancadas geladas do inverno gaúcho. Eles são:

  1. A moderna Arena do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense que disputa a série A
  2. O velho estádio Bento Freitas, onde o Brasil de Pelotas joga a série B do Campeonato Brasileiro.

Há uma grande diferença entre eles: A relação entre os cafés é inversa. No estádio velho, do interior,  o café é especial e na arena “gourmet” o café é convencional.

Talvez nem todo mundo tenha percebido isso, o pessoal vai lá pra ver o jogo, mas eu também vou pelo café.

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Marcelo Lamas é cronista, autor de “Indesmentíveis”. Antes de sair de casa, escolhe o caminho por onde encontrará os melhores cafés.
@marcelolamasbr
marcelolamasbr@gmail.com

Foto: Depositphotos

Café illy: conheça a empresa em Trieste, na Itália

Andiamo in Italia? Neste artigo, você vai conhecer um pouquinho mais sobre a história do tradicional café illy e também a sede da empresa que fica em Trieste, na região nordeste do país. A empresa familiar é comandada pela terceira geração, com Andrea Illy na presidência.

Quem me recebeu para contar essa história foi Anna Illy (foto acima), neta do fundador. Ela é quem  cuida do relacionamento com os produtores de café, que a empresa seleciona cuidadosamente e compra de todo o mundo, inclusive do Brasil.

Sede da illy desde 1965, na via Flavia, em Trieste, na Itália.

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A história do café illy em Trieste

O espresso faz parte da vida dos italianos não é de hoje, mas como a Itália não oferecia boas condições para o plantio do café, ele era – e ainda  é – importado e, assim como uma série de outros produtos, chegava pelo porto da cidade.

De origem húngara e formado em economia, Francesco Illy chegou à Trieste depois da Primeira Guerra Mundial e, atento às oportunidades, fundou a illycaffè em 1933.

Trieste já pertenceu ao Império Austro-Húngaro e foi cenário de acontecimentos importantes da Primeira e também da Segunda Guerra Mundial.  Ainda hoje, a cidade é de grande importância para a movimentação da economia italiana.

Desde 1965, a sede do café illy é na Via Flavia. Um único blend de café 100% arábica é comercializado. De acordo com Moreno Faina, Diretor da Universidade do Café, 120 mil toneladas de café chegam à fábrica por dia. Os grãos chegam das 9 das melhores regiões produtoras de café arábica do mundo e o Brasil é o principal fornecedor

São consumidas mais de 7 milhões de xícaras de café illy por dia em mais de 140 países.

O café chega verde em Trieste. Com a tradição e o apoio de toda a estrutura de ciência e tecnologia que a illy tem internamente, os grãos são selecionados digitalmente um por um, passam pela torra e são embalados. Parece muito simples, mas não é.

Para cada um desses passos, estão envolvidos muitos profissionais e a preocupação com a excelência é algo que pude notar em todos os setores da empresa. Fiquei impressionada com o laboratório e a fábrica, mas pouco pude fotografar por lá.

Parte de uma das máquinas internas da Fábrica, em Trieste.

Alguns marcos históricos do café illy

  • 1934 – A illycaffè registra patente do sistema de pressurização, que usa até hoje. Com ele, o aroma e frescor do café fica garantido e pode ser exportado  por todo o mundo.
  • 1935 – Francesco Illy inventa a Illeta, precursora das máquinas de café espresso que conhecemos hoje. Essa foi a primeira máquina de café de alta pressão.
  • Anos 1940 – Ernesto, filho do fundador, se forma em química e cria um laboratório internamente para aprimoramento dos produtos com apoio de pesquisa e tecnologia.
  • 1988 – Illy registra a patente de máquina que faz a seleção digital dos grãos perfeitos de café.
Essa embalagem inicialmente era produzida para ser refil. A aceitação foi tão boa, que ela passou a ser vendida assim.

Além do logo da marca, que foi redesenhado por James Rosenquist em 1996, outros três marcos históricos importantes ocorreram nos anos 90. O Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso começou em 1991, a illy Art Collection começou em 1992 e a Universidade do Café foi aberta em 1999.

Confira mais detalhes sobre eles:

Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso

Sempre prezando pelos grãos de café de qualidade e pelos princípios da sustentabilidade, a illy foi a pioneira na compra direta de fornecedores. Neste ano de 2018, o Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso chega à sua 28ª edição.

Desde 1991, a ideia do Prêmio foi justamente para facilitar a seleção dos melhores cafés do mundo desde a sua origem. O cafeicultor pode se inscrever e enviar quantas amostras de café desejar, mas somente concorrerá com a melhor avaliada. As análises são feitas considerando: aspecto, seca, cor, tipo, peneiras, teor de umidade, torração e quanto à qualidade da bebida, inclusive com degustação para espresso.

Segundo Anna, essa foi a forma que eles encontraram de garantir excelência e qualidade em todo o processo do café illy. Perguntei para Anna Illy o que é tomar café para ela. Dê o play para assistir a resposta:

Università del Caffè

Em 1999, nasceu a Universidade do Café, com o objetivo fornecer treinamento acadêmico abrangente e prático para cafeicultores, baristas e amantes do café e também difundir a cultura da bebida. A Universidade abriu inicialmente em Napoli e em 2002 foi transferida para Trieste. São 28 sedes pelo mundo – parceria inclusive com a Universidade de São Paulo (USP) – e 26 mil formandos no último ano.

Para o Mestrado Internacional em Economia e Ciência do Café (International Masters in Coffee Economics and Science Ernesto Illy), todos os anos é disponibilizada uma bolsa integral para um brasileiro, reforçando ainda mais esse laço entre a illy e o Brasil. Para a próxima turma, as inscrições pata a bolsa já terminaram. Pagantes podem se inscrever de 16 de junho até 1º de outubro de 2018, diretamente pela Fundação Ernesto Illy. Envie um e-mail para  master@illy.com e saiba mais detalhes.

Parede interna da sede da Illy mostra o grão de café logo que é colhido.

illy Art Collection

Uma xícara de porcelana pode levar mais arte, cultura e beleza para o seu momento do café. Ideia de Francesco Illy, irmão de Anna, a illy Art Collection surgiu em 1992. Há mais de 25 anos, artistas renomados são convidados para estampar sua arte em xícaras de café e de cappuccino em coleções incríveis.

Artistas de fama internacional, grandes mestres e jovens talentos da arte contemporânea já participaram do projeto. As xícaras vêm com certificado de autenticidade e são numeradas.

Ainda sobre a visita de hoje, na @illy_coffee, em Trieste. Ganhei de lembrança essa linda xícara da illy Art Collection, exclusiva e assinada pelo fotógrafo Maurizio Galimberti. Essa especificamente é uma homenagem à regata Barcolana, um dos eventos mais famosos da cidade de Trieste, que chega a ter mais de 2 mil embarcações. A coleção recém-lançada traz 6 xícaras de café com fotos de cidades emblemáticas da Itália e essa é uma delas. Maurizio é conhecido pelos mosaicos de Polaroid compostos de retratos do mesmo tema, em diferentes ângulos. A illy Art Collection existe desde 1992 – ideia de Francesco Illy – e a cada ano um artista convidado tem a oportunidade de estampar sua arte num conjunto de xícaras de porcelana para inspirar ainda mais o nosso momento do café. Essa ligação com arte, para mim, é um dos pontos fortes da marca. Sou fã da iniciativa! Para quem ainda não viu, corra no Stories que ainda dá tempo de conferir como foi a visita na #illycaffè. ☕❤ #UmCafezinhoPeloMundo #illyartcollection #livehappilly

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Sempre reforçando essa ligação do café com a arte e a tradição italiana, a empresa voltou a investir em Marketing em 2017. O tenor italiano Andrea Bocelli é quem protagoniza a campanha:

Hoje, a empresa tem mais de 1200 empregados e cerca de 244 lojas illy em 43 países.

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No blog Cappuccino e Cia, você pode conferir também o artigo sobre a visita no Sítio Daniella, em Pardinho, um dos fornecedores brasileiros do Café illy. Clique aqui.

*Agradecimento especial à Anna Illy e Moreno Faina pela recepção e também à Agência Ads Brasil

Você gostou de saber mais sobre o café illy na Itália e sua relação com o Brasil? Conte nos comentários. Se você quer ver mais detalhes dessa experiência, as máquinas de torra, de seleção digital de grãos, etc., confira nos Destaques do InstaStories do @UmCafezinho. 

Fotos: Fernanda Haddad ©

O café brasileiro na Copa do Mundo

Começa hoje a copa do mundo de futebol, o que para muitos é o maior espetáculo da terra. Por aqui há um preconceito enraizado de que pessoas mais esclarecidas, os intelectuais, os eruditos, não deveriam apreciar o esporte. Nelson Rodrigues definiu assim: “O futebol é o ópio do povo”. Já o filósofo Millôr Fernandes complementou: “O futebol é o ópio do povo e o narcotráfico da mídia”. No próximo domingo, dia de jogo do Brasil, veremos as pessoas andando por aí vestidas de amarelo e mesmo aqueles mais críticos, acabam se rendendo ao “nacionalismo”.

E por que a cor predominante do uniforme não é o verde, como nossa bandeira? Até 1950, nossa seleção usava o branco. Com a derrota para o Uruguai, na final jogada no Maracanã – numa tragédia similar ao 7×1 – parte da culpa foi jogada sobre a camisa que não ganhava títulos.

Em 1953, o gaúcho Aldyr Schlee, aos 19 anos, vencia um concurso nacional, criando a harmoniosa combinação camisa amarela + calção azul + meias brancas. Como havia a exigência de utilizar todas as cores da bandeira, ele optou por colocar o verde nos detalhes das meias, da gola e das mangas. E assim ele criava um símbolo nacional, identificado em qualquer parte do planeta.

Foi na copa de 1982 que houve uma mudança surpreendente. A CBF mudou o escudo da seleção, inserindo UM RAMO DE CAFÉ. Como a FIFA não permitia o uso de patrocínio nos uniformes, essa foi a forma encontrada para garantir a verba publicitária do IBC (Instituto Brasileiro do Café), que buscava ampliar a divulgação da bebida no mercado internacional.

Não tenho visto aquela expectativa pelo começo dos jogos. Acredito que depois que a bola rolar, quem ainda não pegou sua camisa verde-amarela, vai correr lá no armário. Ninguém vai querer ficar de fora da festa.

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Marcelo Lamas é cronista e autor de “Indesmentíveis”. Foi jogador de futebol das categorias de base do Farroupilha / RS e coleciona camisas de futebol.
@marcelolamasbr
marcelolamasbr@gmail

Fotos: Acervo/CBF

Café e sustentabilidade

Já diziam nossos avós: “por fora bela viola, por dentro pão bolorento”. Esse sábio ditado, que facilmente pode ser usado nos dias de hoje, se aplica não somente às pessoas, mas também aos lugares que frequentamos.

Outro dia fui à uma cafeteria  que abriu num shopping perto de casa. É uma gracinha e tem uma vitrine de doces de encher os olhos, mas também tem atendente bufando porque nitidamente está sobrecarregada e quando fui ao balcão pagar, a pessoa que aparentava ser o dono, permaneceu no celular sem olhar para a minha cara. Quando a atendente deu um toque nele, sem tirar os olhos do aparelho, fez sinal para a gente esperar. Depois de terminar o que estava fazendo, foi me atender e deu bronca na funcionária, na minha frente, por ela ter escrito meu nome errado na comanda.

O que quero dizer com essa história é que, no meu ponto de vista, uma cafeteria para ser boa de verdade deveria se preocupar além do café. Isso porque, hoje em dia, temos consumidores mais atentos e mais conscientes, além da concorrência crescendo. Não apenas isso, mas pensar em um negócio sustentável, por exemplo, é querer que todas as partes se deem bem simplesmente por uma questão ética e justa.

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Você sabe o que é sustentabilidade?

Outro dia vi uma live de uma grande figura do mundo café, que tinha ido à um simpósio internacional, e estava compartilhando sua experiência. Entre outras coisas, ela contou que um dos temas abordados foi a sustentabilidade e, com isso, ela percebeu que o conceito ainda é confuso na cabeça da maioria.

As pessoas e empresas têm esse tema relacionado unicamente ao meio ambiente. Dessa maneira voltam seus esforços para projetos como troca de sacola de plástico pela de papel, por exemplo. Algumas até fazem isso aleatoriamente apenas para se encaixarem em algo que está sendo muito discutido.

No entanto, a sustentabilidade é mais que isso. Há um modelo chamado Triple Bottom Line que engloba três pilares: ambiental (como já sabemos), econômico e social. Assim, para uma empresa – no nosso caso, uma cafeteria – ser sustentável, ela deve fazer com que esses três pilares interajam e convivam de forma harmoniosa, dentro de suas possibilidades, claro.

Tripé da sustentabilidade – Meio ambiente, sociedade e economia. Foto: Depositphotos

O café e os pilares da sustentabilidade na prática

Ambiental

Minimizar ao máximo os impactos ambientais. Isso não se refere apenas ao que está dentro da cafeteria aos olhos do cliente, como abolir os canudos e colocar lixeiras de coleta seletiva. Essas atitudes são importantes, sim, mas para ser sustentável precisamos ir além.

É necessário saber como os fornecedores trabalham. Não adianta  comprar copos de papel de alguém que descarta resíduos desenfreadamente no meio ambiente. Repare se mesmo podendo abrir janelas e persianas para usar iluminação natural, o local prefere manter as luzes acesas. É importante também que as cafeterias façam um planejamento para não desperdiçar alimentos.

Esses são apenas alguns exemplos para explicar que tudo o que envolve o negócio, direta ou indiretamente, deve estar em sintonia com a questão do meio ambiente. São muitos detalhes e, às vezes, demanda investimento de tempo e dinheiro. Trocar um fornecedor por outro ecologicamente correto pode ter um custo no final do mês e pesar no bolso.

Econômico

Buscar soluções para o desenvolvimento de um negócio sem que isso agrida os ecossistemas ao seu redor não é fácil, mas isso, ao invés de ser encarado como um problema, deveria ser um desafio.

A sustentabilidade se baseia no equilíbrio e quando falamos da parte econômica, significa que a empresa deve manter uma competitividade justa com relação aos concorrentes, de maneira que respeite a sociedade e o meio ambiente. Um bom administrador preocupado com esses temas vai saber lidar com isso de maneira que o negócio não deixe de lucrar e crescer.

Não adianta a empresa ter um preço competitivo e se desenvolver economicamente se isso é feito através de más condições de trabalho.

Social

O capital humano que está relacionado com as atividades da empresa, seja ele os funcionários, clientes, fornecedores, a comunidade e a sociedade de maneira geral, é o que define o pilar social da sustentabilidade.

Lembram da atendente da cafeteria que eu comentei ali em cima? Ela se encaixa muito bem aqui. Além de eu ser ignorada pelo dono, naquele dia eu já percebi que o local não valoriza e desrespeita seus funcionários. Por isso, nem vou mais nesse lugar.

O dono desse café deve achar que já faz muito por essa moça por pagar VR e VT, quando na verdade isso é obrigação. Uma cafeteria cuida bem de um barista, por exemplo, quando oferece um espaço decente para comer, descansar, se desenvolver e quando se preocupa com um salário um pouco mais justo ao invés de pensar somente na média.

O social não é só recolher agasalhos na época de frio para ter uma boa imagem perante o cliente. Isso é legal, ainda mais se for feito de coração, mas o social começa dentro da empresa. Como um negócio pode se preocupar com as demais pessoas se não dá valor para quem faz sua empresa funcionar? Estranho, né?

Sei que vocês gostam de dicas de lugar para conhecer ou de como preparar café em um determinado método. Eu também adoro falar sobre isso, mas sustentabilidade é algo que precisa ser dito e que a gente tem que começar a prestar mais atenção.

Se eu como barista, vocês como consumidores de café, e todo mundo que faz parte dessa cadeia deixar isso pra lá, o produtor vai ser mal pago e vai resolver plantar outra coisa. O barista ou mestre de torra sem condições descentes de trabalho vai desistir da área e a mão de obra qualificada vai ficar escassa. O serviço nas cafeterias vai decair e isso vai chegar até o cliente.

O que eu proponho é um exercício de observação nas cafeterias que vocês já frequentam. Converse com os baristas, peça para visitar a cozinha (isso é direito do consumidor), veja se há muita rotatividade de pessoas, repare quais são as preocupações com o meio ambiente e nas ações que esses locais fazem para apoiar a comunidade. Dê sugestões e faça críticas, vamos construir isso juntos. O Sofá Café tem um projeto lindo chamado Fazedores de Café, vocês conhecem?

Qual outra cafeteria tem um projeto assim? Pensando nessas questões e na relação entre café e sustentabilidade, qual cafeteria vocês indicariam ou qual fez uma ação legal? Conta pra gente!

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto de destaque: Depositphotos

Cafés conversados

Toda cidade tem seus cafés conversados, aqueles em que o café é o motivo para um bom papo; ou uma há conversa que precisa de um lugar para acontecer.

O cronista Paulo Mendes Campos (1922-91) dizia que muitos relacionamentos terminavam em “cafés engordurados”, daqueles tradicionais, que em cidades mais antigas chegam a ser centenários.

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O escritor uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015) frequentou por vinte anos o mesmo lugar em Montevidéu, o Café Brasilero, fundado em 1877. Ele sentava em uma mesa próxima à janela e dali fazia a observação social que depois seria explorada em seus textos, alguns redigidos ali mesmo, na companhia de uma xícara de café com leite e duas medialunas (croissant).

Galeano costumava dizer: “Devo tudo aos cafés de Montevidéu, porque não tive educação formal(…). Neles aprendi a arte de viver e de narrar”. Além da literatura e dos cafés, ele era apaixonado futebol. Na época da Copa do Mundo, afixava uma plaquinha em frente sua casa, escrita de próprio punho: Cerrado por Fútbol. Era um aviso para não ser importunado por transeuntes enquanto assistia aos jogos.

Recentemente, adquiri um livro póstumo em espanhol que reúne as crônicas acerca do esporte escritas pelo autor e espalhadas ao longo de sua obra, traduzido no Brasil pela L&PM com o título “Fechado por motivo de futebol”, preço sugerido de R$ 39,90.

Marquei minhas férias para as próximas semanas. Pretendo assistir aos jogos, colocar a leitura em dia e tomar bons cafés.

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Marcelo Lamas é cronista. Autor de “Indesmentíveis”.
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Foto: Depositphotos

Processamento do café é o que vem depois da colheita

Uma das melhores coisas da vida para mim é aquele cheirinho de café pela manhã, que logo preenche minha xícara e me transforma em uma pessoa mais sociável. Quem me conhece sabe que não sou uma boa companhia logo cedo. Imagino que, assim como eu, muitos de vocês gostam dessas sensações que o café nos proporciona. Acredito também que nem todo mundo parou para fazer o seguinte questionamento: o que acontece com o café depois que é colhido?

Se você já leu alguns textos dessa coluna, provavelmente aprendeu que o café está relacionado com a ciência. Hoje vamos falar de uma etapa, ainda na fazenda, na qual acontecem transformações físicas, fisiológicas e bioquímicas: o processamento do café.

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O que é exatamente o processamento do café?

Quando falamos sobre os tipos de café, vimos que tudo começa na lavoura. Aprendemos também que o café é um fruto e que, no caso dos cafés especiais, apenas os que estão no auge da maturação são colhidos. Os frutos maduros são chamados de cereja. O que vai ser torrado, moído e preparado para compor a nossa xícara serão as sementes desse fruto.

Assim, o processamento do café é a parte em que frutos ruins são separados dos bons. Esses bons, por sua vez, passam por um processo para terem suas sementes extraídas.

Existem três métodos de processamento do café: natural, descascado e despolpado.  Cada um dos métodos tende a destacar determinadas características do grão.

Métodos de processamento do café

1 . Natural

Idealmente o primeiro passo é fazer a separação dos “bóias”, que são os frutos que secaram no pé. Eles receberam esse nome porque, quando são colocados no lavador, os mais secos boiam por terem densidade diferente dos cerejas ou verdes.

A seguir, os bóias vão para o terreiro ou secador, separados dos demais. Os cerejas podem ser separados dos verdes nessa parte do processo ou no beneficiamento– falaremos disso em outra oportunidade. Estes também vão para o terreiro.

No caso de o produtor optar pelo terreiro, o café será espalhado sob o sol e mexido várias vezes para uma secagem uniforme. Existem também os terreiros suspensos, nos quais a estrutura permite um melhor fluxo de ar, reduzindo em até 30% o tempo de secagem do café, segundo reportagem do Globo Rural.

A tendência desse tipo de processamento do café é deixar o grão doce e encorpado – seca com casca e polpa.

Frutos verde e cereja. Foto: Cinthia Bracco

2 . Descascado (CD)

Aqui, como o próprio nome diz, os frutos perdem sua casca após passarem pelo descascador. A máquina pressiona os cerejas e verdes contra um cilindro cheio de furos. Os cerejas  passam – perdem sua casca pelo grau de maturidade – e os verdes ficam retidos.

Depois, esses grãos – temos a mucilagem envolvida pelo pergaminho – são levados para o terreiro onde ocorre a secagem.

Nesse tipo de processamento do café a tendência é resultar em um café com sabor equilibrado e delicado.

Terreiro com café secando. Foto: Cinthia Bracco

3 . Despolpado ou Lavado

Depois de descascado, como explicamos ali em cima, ao invés de o café ir para o terreiro ou secador diretamente, ele será submerso em tanques de água para passarem por um processo de fermentação induzida. Durante esse período, ocorre a eliminação da mucilagem, que será encontrada na superfície da água. O pergaminho, que agora está sem a mucilagem, vai para o terreiro ou secador.

A tendência é uma bebida frutada, floral e com acidez acentuada, desde que as características já pertençam ao tipo de café.

Interessante, não é mesmo? O que não podemos esquecer é que o resultado que sentimos na xícara está atrelado à todas as etapas do café. Isso significa que não adianta o produtor investir em um tipo de processamento do café se não cuidou bem na lavoura. Da mesma forma, uma torra mal feita pode desvalorizar o cuidado do produtor ou o barista pode estragar tudo isso se fizer uma má extração.

Cada pessoa tem sua responsabilidade na cadeia do café. É por isso que a gente estuda bastante. Ainda mais sabendo que os consumidores e coffee lovers estão cada vez mais munidos de informações.  Isso só faz esse mundo se fortalecer.

Foto: Cinthia Bracco

Vocês já conheciam essa etapa? Já repararam que em alguns pacotinhos de café de melhor qualidade vem escrito o tipo de processamento? (Veja na foto acima)

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto de destaque: Depositphotos

Um ano, @Umcafezinho

Há um ano ocupo este espaço no @UmCafezinho. Quando me propus a ingressar no projeto, sugeri à Fernanda – idealizadora e editora – que a coluna se chamasse “Papo no cafezinho”, o que não seria uma simples alusão ao site, mas a situação propriamente dita, aquela quotidiana, da conversa enquanto degustamos um café.

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Depois de publicar as primeiras crônicas em @UmCafezinho, percebi que estava conectando minhas vivências ao universo inesgotável do café, relacionando minhas experiências à bebida dos brasileiros e nesses papos falamos que o café pode ser com açúcar, melhor se este açúcar for um quindim ou qualquer outro docinho para acompanhar – exceto aquele chocolatinho mentolado para disfarçar o café de má qualidade. Também falamos que o café pode não ser recomendado pelo seu médico e que, por sorte, há vários outros “doutores” por aí. E dissemos que o café corporativo pode ser bom, mas geralmente é ruim, entre muitas outras considerações.

É um excelente desafio encarar uma página em branco quinzenalmente buscando levar ao leitor alguns minutos de distração do seu mundo e – paradoxalmente – de concentração naquela historinha, contando sempre com a ajuda de uma pequena dose de cafeína.

Ao longo de mais de duas décadas colaborando com jornais, revistas e sites, houve várias mudanças na minha forma de pensar e de escrever, mas uma coisa não mudou: ao lado, sempre houve uma xícara de café.

Obrigado a todos pela companhia e um brinde, advinhe com o quê?

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Marcelo Lamas é cronista e conta com uma “personal café”, a coffee lover Ingrid, que o acompanha nas incursões pelo mundo da bebida e é a primeira revisora dos textos aqui publicados.
@marcelolamasbr
marcelolamasbr@gmail.com

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