Xícaras feitas com borra de café são feitas por startup alemã

A borra de café pode ser reaproveitada de muitas maneiras. O designers por aí estão usando e abusando da criatividade para nos oferecer soluções lindas e sustentáveis. Essa é, aliás, uma característica forte desses produtos porque a matéria-prima vem de um material que iria para o lixo. Engana-se quem pensa que, por isso, a estética é prejudicada, como é o caso dessas xícaras feitas com borra de café. Vou falar sobre esse e outros produtos a seguir:

Acessórios, louças e xícaras feitas com borra de café

Sendo o café a segunda bebida mais consumida do mundo, dá pra imaginar o quanto de borra de café é descartada todos os dias no mundo? A startup alemã Kaffeeform é a responsável pela criação dessas louças e xícaras feitas com borra de café desde 2015.

O designer Julian Lechner passou 3 anos desenvolvendo o produto, que é composto também de serragem de madeira sustentável e cola natural. Além de resistir à máquina de lavar louça, os itens têm um leve cheirinho de café.

Assista:

Os preços variam de 15 a 20 euros, mas, por enquanto só são vendidos na Europa.

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Marca brasileira investe em biojoias e itens de decoração feitos à partir da borra de café

A Recoffee Design é uma marca brasileira que aposta na borra de café para fazer seus produtos. O café que iria para o lixo é misturado com aglutinantes naturais para a confecção de biojoias, peças de decoração e até revestimentos para acabamento de construção.

A Recoffee Design tem um e-commerce e os produtos são entregues em todo o Brasil. O preço dos brincos, por exemplo, varia de R$ 95 a R$ 185. Itens de decoração estão disponíveis a partir de R$ 35.

A criatividade e a inovação podem nos fazer ver até um simples cafezinho de outra forma, nos ajuda a enxergar além. Quem disse que material reaproveitado não pode ter design de qualidade? Não são lindas esses produtos e xícaras feitas com borra de café? Conte sua opinião nos comentários. 

Fotos: Divulgação

Overdose

O pessoal da firma estava ansioso para conhecer a nova cervejaria artesanal da cidade. Uma colega aniversariante chamou a turma e disse: “Vamos lá amanhã! Cada um paga suas cervejas e eu as comidas!”.

Era uma combinação explosiva: o desejo de conhecer cada cerveja que saia das 14 torneiras e o sálario que caiu na conta corrente junto com a participação nos lucros e resultados da companhia.

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Animada por uma banda de rock, a festa entrou na madrugada com toda aquela comilança e “beberragem” – neologismo que parece ter sido criado pela minha tia Elma, de tanto que ela usa.

Na hora de ir embora, fiquei por último na fila do caixa. O dono do boteco passou minha comanda várias vezes. Ele não queria acreditar que este cronista “tirou” o lugar de outro potencial cliente tomador de chopp, pois houve fila a noite inteira – o bar tem 60 lugares. Minha conta registrou míseros R$ 6,60 pelo consumo de duas águas.

Saí de lá, carregando metade do bolo de aniversário, já que me acharam habilitado para transportá-lo pra casa. Desviei do caminho e fui até o posto 24h que dá treinamento de barista aos atendentes. Lá tomei uma overdose de café. Uma beberragem, como diria a tia Elma. Se tivesse café naquela cervejaria, eu seria um cliente bem mais “interessante” para o botequeiro.

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Cápsula de @UmCafezinho – O que eles disseram…

“Há pessoas que só bebem em circunstâncias muito especiais. Mas consideram especiais todas as circunstâncias em que bebem”. Millôr Fernandes (1923-2012)

 

Marcelo Lamas é cronista. Acredita que qualquer estabelecimento só é bom se tiver um bom café. Autor de “Indesmentíveis”, entre outros.
@marcelolamasbr
marcelolamas@gmail.com

Foto: Depositphotos

Bar Luce, o café do Wes Anderson, em Milão

Hoje eu vou contar sobre uma das surpresas lindas que eu tive em Milão, em 2017: o café do Wes Anderson, diretor do filme O Grande Hotel Budapeste. Ele assinou o design do Bar Luce, uma cafeteria cheia de charme, que fica na Fundação Prada.

Cartaz do filme O Grande Hotel Budapeste. Reprodução

Quando cheguei a Milão, em fevereiro de 2017, era minha primeira vez na cidade. Cheguei sozinha e ia encontrar uma amiga brasileira. Como sempre, tinha feito uma lista de cafeterias para visitar, sabendo que não conseguiria ir a todas, mas segui o fluxo da vida.

Gosto de viajar assim, sem uma programação muito rígida. Acho legal ter a liberdade de sair andando cada dia para um lado e descobrir o lugar de um jeito que você goste, de um jeito só seu. Até porque sempre tenho em mente que posso encontrar cafeterias incríveis e restaurantes que nem sempre estarão listadas nos sites ou aplicativos pesquisados.

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Muita gente não consegue viajar sem uma programação, talvez seja esse um dos motivos que me faz amar viajar sozinha. (Pensando aqui: isso pode até ser tema de uma crônica em algum momento, BUT voltemos ao café do Wes Anderson).

A Fundação Prada

O Bar Luce fica na Fundação Prada. Se você gosta de exposições e obras de arte, vá em frente. O lugar de 19 mil metros quadrados é todo futurista, cheio de espelhos e tem uma arquitetura diferente, que mistura muito do moderno com o que já havia ali antes do espaço existir: uma destilaria.

O projeto é do arquiteto Rem Khoolas, que já fez também lojas e desfiles da marca. Tem uma torre dourada, inclusive, que é folheada a ouro. Não fica perto da Duomo e sim numa região industrial, cheia de galpões, mas é fácil de chegar de metrô + uma caminhadinha. Eu li que o que o senhor e a senhora Prada queriam era compartilhar sua coleção com os turistas e milaneses. Muitas obras são deles, mas o espaço também recebe outras exposições que não são fixas.

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Pois bem. Eu gosto muito de ver exposições, visitar museus e tal, mas tudo o que eu sabia era que ali havia uma cafeteria… Só não sabia que era o café do Wes Anderson, muito menos inspirado no filme O Grande Hotel Budapeste (sim, sou meio desligada às vezes, o que pode ser bom porque traz surpresas constantes e dá uma certa graça e leveza à vida rs).

Bar Luce: o café do Wes Anderson em Milão

O Bar Luce tem uma decoração linda, tudo rosa, verde e azul. Bemmm a cara do filme! No cardápio tem vários tipos de café, chás, lanches, doces, pizza…

Independente do horário, é claro que eu ia optar pelo café. Escolhi cappuccino e gelato de chocolate. Eu amo affogato (sorvete com café por cima), mas também adoro gelato para harmonizar com café, separados mesmo, para ficar naquela de esfria, esquenta… Foi o que fiz aí. <3 Amei, amei, amei. Uma super experiência e cafezinho delicioso.

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(Preciso confessar pra vocês que só me dei conta que se tratava do café do Wes Anderson depois que voltei pra casa. Foram duas felicidades: uma quando eu estava lá e outra quando eu não estava mais lá, mas me dei conta de que lá era lá :))

Bar Luce – Fundação Prada

Largo Isarco, 2, Milão, Itália (metrô linha amarela – estação lodi t.i.b.b)
Segundas, quartas e quintas, das 9h às 20h; sextas, sábados e domingos, das 9h às 22h; é fechado às terças.
Dica: não sei se ainda funciona assim, mas se você comprar a entrada para ver as exposições na fundação ganha um ingresso para ver um espaço exclusivo da prada dentro da galeria vittorio emanuele. aí pode parar na pasticceria marchesi para mais um cafezinho.

Que tal colocar o café do Wes Anderson no seu roteiro? Juro que é demais. Vai aqui no Booking, que tá no canto direito – se você tá lendo pelo computador – ou aqui em baixo – se você tá lendo pelo celular, e pesquise suas passagens e hotéis para Milão.

Se for na pegada mochilão e hostel, recomendo o Ostello Bello Grande, minha casa italiana, do lado da Estação Central. Eu sempre fico lá quando estou em Milão e já morei um tempo, inclusive. Incrívelllll! Deixe seu comentário e compartilhe com seus amigos pelas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

Foto de destaque: Reprodução do site da Fundação Prada/Attilio Maranzano

Instagram: Fernanda Haddad©

Drink de café com rum cubano é servido em espaço em SP

Se você gosta de drinks com café, vai gostar do Café al Fuego. Esse é o nome de um drink de café com rum cubano que é servido no Espaço Quai D´Orsay, um lugar dedicado aos amantes de charuto, em São Paulo.

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Especialmente agora, com o tempo mais friozinho, a ideia é oferecer uma experiência diferente para quem aprecia café e também para os degustadores de charutos e suas harmonizações.

O Café al Fuego é um drink trazido pelo Club D’Orsay para São Paulo diretamente do Museo Del Ron, em Habana Vieja – Cuba. O drink de café com rum cubano é preparado com o legítimo Ron Dorado Legendario, além de café espresso brasileiro e leite vaporizado.

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Espaço Quay D´Orsay

Endereço: Rua Haddock Lobo, 932 – Jardim Paulista, São Paulo – SP
Horário de funcionamento: Segundas-feiras aberto somente para membros; De terça até sexta-feira, das 15h à 01h; Sábados, das 15h à 00h.
Telefone: (11) 3582-4444

O drink de café com rum cubano parece interessante, não acha? Não experimentei, mas parece interessante e por isso achei legal compartilhar aqui. Conte sua opinião aqui em baixo, nos comentários.  

Foto: Divulgação

Filme Café une três histórias pelo mundo

Na última quinta-feira, dia 2 de agosto, o filme CAFÉ (Califórnia Filmes), de Cristiano Bortone, chegou às salas de cinema. Primeira coprodução entre Itália, Bélgica e China, o filme conta três histórias que acontecem em diferentes partes do mundo, mas que ainda assim são muito próximas. O que as une? O café.

Filme Café: o cafezinho nas telonas

Na Bélgica, Hamed (Hichem Yacoubi) é o proprietário de uma pequena loja de penhores. Ele veio do Iraque procurando por um melhor futuro para si, para sua esposa e para seu pequeno filho. Durante uma violenta revolta na rua, sua loja é saqueada e um precioso pote de café pelo qual tinha grande apreço é roubado. Hamed descobre quem é o ladrão e, independente de sua natureza pacífica, decide fazer justiça com as próprias mãos.

Já na Itália, Renzo (Dario Aita) é um apaixonado sommelier de café, mas trabalha ganhando pouco em um boteco local no país, que está cada vez mais em recessão. Quando sua namorada Gaia descobre que está grávida, ele se vê envolvido em um roubo a uma fábrica de café.

Do outro lado do planeta, na China, Fei (Fangsheng Lu) é um jovem e bem-sucedido gerente. Ele vai casar com a filha de seu chefe, o dono de uma grande empresa química. Tudo parece perfeito em sua vida até que pedem para ele cuidar de um problema em uma fábrica em Yunnan, a rica região de onde ele vem e centro da produção de café na China. Porém, uma misteriosa jovem artista irá forçá-lo a prestar contas por sua vida.

Segundo Cristiano Bortone, diretor, esse é um filme atual e reflete todas as incertezas que a sociedade está passando. “O mundo está passando por grandes mudanças e os desafios que fomos alertados estão aparecendo agora em toda sua intensidade. No filme, esses problemas são expressados através dos destinos que ligam esses três personagens em diferentes partes de um mundo cada vez melhor” diz o diretor.

FICHA TÉCNICA

Direção: Cristiano Bortone
Elenco: Hichem Yacoubi, Dario Aita, Fangsheng Lu
Gênero: Drama
País: Itália, Bélgica, China
Ano: 2016
Classificação: A definir

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Que tal sair para tomar um cafezinho e pegar um cinema depois? O filme Café é extremamente convidativo, não acha? Conte sua opinião aí em baixo, nos comentários, e compartilhe usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.  

Fotos e trailer: Divulgação

Coffee Week Brasil 2018 ocorre de 10 a 26 de agosto

Falta pouco tempo para começar 0 Coffee Week Brasil 2018, considerado o maior festival de cafés do Brasil. O evento, que vai dos dias 10 a 26 de agosto, chega à sétima edição com o objetivo proporcionar experiências únicas com o nosso cafezinho, nas cidades de São Paulo e Curitiba.

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Coffee Week Brasil 2018: o que esperar?

Como nas outras edições, os estabelecimentos participantes estão divididos em 2 categorias: Standard e Excellence. Na categoria Excellence, as cafeterias devem usar grãos de café nacionais e de qualidade no preparo das bebidas.

Z Coffee: cappuccino e torta fudge de chocolate (R$ 14,90) Foto: Divulgação

Todas as cafeterias participantes do Coffee Week Brasil 2018 oferecem combos a preços que vão de R$ 9,90 a R$ 14,90. Junto com o cafezinho tem o acompanhamento, que pode ser petit fours, doces, bolos, sanduíches, sorvetes e outras comidinhas.

Ao todo, o festival já impactou mais de 250 mil pessoas. Para esse ano, os estabelecimentos participantes esperam 50 mil pessoas.

Eurobike Café: espresso e quadradinho (R$ 9,90) Foto: Divulgação

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Coffee Week Brasil 2018

Quando? De 10 a 26 de agosto de 2018
Onde? São Paulo/SP e Curitiba/PR
Clique aqui e consulte os estabelecimentos participantes

Participe do Coffee Week Brasil 2018. Já escolheu as cafeterias que você vai visitar? Conte nos comentários as suas preferidas e compartilhe usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto de destaque: Depositphotos

Como surgiu o cappuccino? Saiba mais

Você sabe como surgiu o cappuccino? A fama dele é mundial e, embora tenha suas versões adaptadas para cada gosto e cada cultura, o cappuccino tradicional leva apenas três partes iguais de café, leite e espuma de leite. Mas, de onde veio essa ideia? Quem o inventou? Qual a história do cappuccino?

Descubra como surgiu o cappuccino

A palavra cappuccino, em italiano, significa pequeno capuz. Cappuccio significa capuz e “ino”é o diminutivo.

Há quem diga que a receita foi inventada por um monge italiano, Marco D’Aviano, que lutou bravamente para evitar a invasão Islâmica na Europa. Lá em 1683, ele estava no exército italiano (cristão), que obrigou os turcos a recuar. Com isso, várias sacas de café caíram e veio a oportunidade de criar a bebida. O nome cappuccino faz, portanto, uma referência às vestes dos monges franciscanos.

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Como fazer um capuccino

Na receita do cappuccino italiano tradicional (um terço de café + um terço de leite + um terço de espuma de leite) características como qualidade do café, temperatura do leite e a textura da espuma são muito importantes para obter um bom resultado. A vaporização do leite é um dos desafios dos baristas em formação. Quanto mais cremoso e aveludado, melhor.

Aqui no Brasil, muitos lugares servem a bebida com canela ou cacau em pó. A alteração das receita de 3 proporções iguais de café, leite e espuma de leite pode resultar em outras bebidas como o café macchiato (café “manchado”com espuma de leite) e o café latte (uma dose de café e duas medidas de leite, mais a espuminha).

Uma das alternativas à receita tradicional é o cappuccino cremoso pré-pronto, que você pode fazer em casa para deixar sempre à mão. Clique aqui e confira a receita da minha avó.

Agora você já sabe como surgiu o cappuccino. O que achou da curiosidade? Você imaginava? Conte a sua opinião nos comentários e compartilhe com aquele seu amigo que ama a bebida. 

Foto: Depositphotos

L’Occitane au Brésil lança linha com óleo de café verde

Café não precisa ser só na xícara. Suas propriedades podem ser valiosas também para o nosso bem-estar. Para o Dia dos Pais desse ano, a L’Occitane au Brésil está lançando uma linha de produtos que tem como protagonista o óleo de café verde.

O óleo do café verde é extraído do grão de café arábica que ainda não passou pela torra. Foi feito um teste clínico com o óleo da semente madura e sem torra e descobriu-se que ele ajuda melhorar a qualidade e o metabolismo da pele. A seguir, conheça um pouco mais sobre a linha de produtos:

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Nova linha de produtos destaca o óleo de café verde

O destaque da linha com óleo de café verde é o Gel Hidratante Matificante 5 em 1 (50ml\R$69), que reduz a oleosidade da pele, protege contra os raios UVA e UVB graças ao FPS 20 e proporciona sensação refrescante e energizante.

Tem também a Deo Colônia Café Verde (100ml\R$145); o Shampoo Multibenefício Café Verde (180ml/R$39), que pode ser usado na limpeza do corpo, rosto, cabelo e barba; o Desodorante Café Verde (150ml\R$33) e o Sabonete Perfumado Café Verde (75g\R$13).

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Todos têm uma fragrância aromática amadeirada, que traz folhas de limão e ruibarbo nas notas de saída. Além disso, as notas de meio são compostas por cardamomo e folhas de violeta. Já as notas de fundo contêm cedro e sândalo. “A linha Café Verde traz inovação para a rotina diária de cuidados dos homens e atende a um público que está sempre em busca de praticidade”, diz Victoria Gallo, diretora de marketing da L’Occitane au Brésil.

O frasco do Desodorante Colônia Café Verde é uma releitura moderna do formato da semente do café, incorporada na moldura do próprio vidro e é assinado pela designer Renata Moura.

Os produtos já estão disponíveis nas lojas físicas e virtual da marca.

Gostou? Conte nos comentários o que achou dessa novidade com óleo de café verde para o Dia dos Pais.    

Foto: Divulgação

Café especial da Chapada Diamantina é lançado pelo Grupo 3corações

Neste terça-feira, dia 31 de julho, o grupo 3corações lançou o microlote campeão do Concurso Nacional de Qualidade do Café da ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café) no BIO, restaurante do chef Alex Atala, no Itaim Bibi, em São Paulo. O café especial da Chapada Diamantina faz parte da linha Rituais Microlotes, nova aposta da marca.

Rituais Microlotes e o café especial da Chapada Diamantina

O café vem da Fazenda Divino Espírito Santo, localizada em Piatã, na Bahia. Letícia Conceição é a produtora do café da variedade Catuaí, produzido a 1.350m de altitude e processado por meio do método cereja descascada, que  consiste em descascar e despolpar o café antes da secagem.

Microlotes são cafés com volume mínimo de uma saca de 60kg e máximo de 21 sacas, tratados com o máximo cuidado pelo produtor, e desenvolvem características particulares, que variam de acordo com a safra, variedade, microclima e processamento.

Os cafés vencedores do concurso da ABIC são comercializados por leilão. Nesse caso, o grupo 3corações adquiriu cada saca de café por R$ 9 mil. Para se ter uma ideia, o preço do café tradicional negociado na bolsa de valores é de R$ 500, em média.

Hoje a @3coracoes lançou seu microlote de café especial no @restaurantebio, com ninguém menos que Alex Atala, além de Letícia e Michael Conceição, produtores da safra especial premiada pela Abic, e Silvio Leite, consultor de qualidade com reconhecimento internacional. É muito bom ver uma empresa desse porte trazendo café de qualidade da Chapada Diamantina para o mercado brasileiro. “Se o café, até chegar na nossa mão, não tiver um profissional e um equipamento capacitados, todo trabalho anterior é jogado fora. Acho importante a gente valorizar isso, a cadeia do alimento, a cadeira do café”, reforça o chef @alexatala. O café é delicioso, surpreendente! Teve até sorvete de pão na chapa para harmonizar >> (Tem mais nos Stories) ☕️❤️ #umcafezinhopelomundo . . . 📸 @umcafezinho #umcafezinho #cafezinho #coffeelife #coffeelovers #coffeeexperience #coffeeholic #3coracoes #cafeespresso

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Sugestões de harmonização

Esse café especial da Chapada Diamantina é uma edição limitada. São apenas 40kg, que podem ser degustados no restaurante BIO em três diferentes métodos de extração: espresso, prensa francesa e V60, a partir de R$ 7 a xícara.

O café também pode ser adquirido pelos clientes em embalagens de 250g, em grãos ou moído na hora, por R$ 26. “A possibilidade de servir no restaurante Bio um café especial, de um produtor artesanal, mostra a comunhão entre a excelência e a demanda de mercado e também mostra o esforço conjunto de um grupo de profissionais que querem atingir a excelência”, diz Alex Atala. Para uma experiência mais interessante, o restaurante BIO oferece opções de harmonização. Com o método V60, a sugestão é de pão de mandioca na grelha; Com a Prensa Francesa, pão de queijo tradicional; e com o espresso, bolo de mandioca com goiabada ou ainda o inusitado sorvete de pão na chapa. O café é encorpado, com acidez média, notas delicadas de especiarias e sabores doces que remetem à caramelo e estará disponível no BIO enquanto durarem os estoques.

Restaurante BIO

Av. Horácio Lafer, 38 – Itaim Bibi, São Paulo – SP
Aberto todos os dias, das 8h às 23h.
Telefone: (11) 3071-1968

O que achou do lançamento? Legal ver uma empresa desse porte investindo em café de qualidade para o mercado nacional, não? Deixe sua opinião nos comentários. 

Fotos: Douglas Asarian / Instagram: Fernanda Haddad ©

Como tomar café corretamente? Existe jeito certo?

Um dia desses, um velho assunto foi novamente posto em pauta: colocar açúcar no café ou não? Entre opiniões e provocações, me inspirei a escrever esse texto falando sobre como tomar café corretamente, segundo o meu ponto de vista.

Dividi o texto em alguns pontos relevantes para pensarmos juntos sobre como tomar café corretamente. Confira a seguir:

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Uma análise sobre como tomar café corretamente

1 . Café sem açúcar

Tecnicamente falando, se o café em questão é do tipo especial, ele deve apresentar uma doçura natural. Para os especialistas, essa doçura é suficiente e não há necessidade de se colocar açúcar. Além disso, a ideia é sentir o que aquele café proporciona. Se a gente adoçar a bebida, provavelmente vai mascarar alguma característica interessante.

A verdade, porém, é que a gente se alimenta sem prestar a atenção no gosto das coisas, vai tudo no automático. Quantas vezes você adoçou ou salgou alguma bebida ou alimento sem ter provado antes? Virou hábito e não dá para mudar isso uma hora para outra, é um processo.

Devo confessar que quando vejo uma pessoa colocando açúcar em um café maravilhoso, me dá um aperto no coração, mas, por outro lado, ela tem que se sentir bem consumindo aquilo. O café deve ser um momento de prazer, não de obrigações. Cabe a nós, baristas, conversar com essas pessoas e propor novas formas de consumo.

Falando nisso, eu proponho que, pelo menos durante uma semana, na hora de se alimentar, vocês esqueçam os problemas e vivam a experiência de aromas e sabores. Se você é do time que coloca açúcar no café, pelo menos uma vez nesse período, beba uma xícara de café especial sem adoçar – ou o primeiro gole, que seja. Converse com o barista, peça uma indicação.

2 . Café só bem quente

Outro ponto importante dessa análise sobre como tomar café corretamente é: café bom, é café quente. Será? Eu discordo. Tem muito café gelado por aí que é uma delícia! No entanto, realmente a gente nota que há uma certa resistência da maioria das pessoas em consumir o café dessa forma. Quando a gente fala de hábitos e questões culturais, realmente pode ser um pouquinho mais difícil convencer as pessoas de que aquilo pode ser bom.

Quando gelado, o café tende a evidenciar suas características. Portanto, um café gelado que passou do ponto de torra e queimou, não vai ficar bom como um café mais aromático, por exemplo.

Claro que você pode provar e não curtir, preferir o seu café bem quentinho mesmo. O que não vale é dizer que não gosta sem ter provado.

A nossa dica aqui é você tomar um espresso tônica em um dia bem quente. Para quem gosta de café gelado sabe do que eu estou falando. Para quem nunca provou, essa é uma deliciosa porta de entrada.

3 . Não tomar mais café na casa da avó

Quem aqui já nasceu bebendo café especial que me desculpe, mas eu cresci lá no Jaçanã bebendo o café forte do Brasil feito pela minha avó. Naquela época, mais gostoso que o café só a sopa de pão, que era café com leite e pedaços de pão cortados com as mãos, tudo colocado em uma tigelinha para comer com a colher.

Alguns de vocês podem achar essa iguaria um pouco estranha, mas era a melhor coisa do mundo, assim como o café que a (já falecida) vovó Julia fazia, o qual eu daria tudo para beber novamente.

Quando a gente acostuma com coisa boa, é difícil voltar atrás, mas também isso não é motivo para a gente apagar nossa memória afetiva ou ignorar uma atitude de carinho. Quando a gente vai à casa da nossa avó, da tia ou de um amigo e uma xícara de café é oferecida, isso vai muito além da variedade do grão, altitude, perfil de torra… É amor também.

Claro que não precisa aceitar a bebida se não quiser, mas recusar com educação basta, nada de lições sobre o café. Ao invés disso, convide a pessoa para ir à sua casa e mostre como podem existir tipos diferentes de café.

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4 . Café só moído na hora

Até posso sentir o cheirinho do café moído na hora, que delícia! Realmente não tem nada igual e não falo apenas da fragrância. Quando a gente mói o café, ele imediatamente começa a perder suas propriedades sensoriais. É como abrir uma embalagem de salgadinho, por exemplo. Se o pacote ficar fechado, o salgadinho vai conservar mais tempo, mas se a gente abrir e não consumi-lo na hora, vai começar a ficar murcho e com sabor estranho.

Hoje em dia existem moinhos elétricos ideais para ser usados em casa e com preço acessível. Alguns baristas recomendam determinadas marcas e modelos e outros não recomendam de jeito nenhum. Isso porque alguns moedores podem moer os grãos de forma irregular, não chegar à granulometria adequada, entre outras coisas.

Sendo assim, temos um dilema: comprar o café em grão e moer em casa ou levar já moído? Isso quem pode decidir é você. Leve em consideração alguns questionamentos. Você quer ou pode investir em um moinho? Com qual frequência você faz café em casa? Para você faz diferença o café moído na hora?

Além dessas questões, você também pode fazer um teste. Sentir o resultada na xícara é,  sem dúvida, o fator decisivo. Tente provar, ao mesmo tempo, uma xícara de café já moído e outra moído na hora em um desses moinhos portáteis. Percebeu a diferença? Se achar que deve, invista em um moinho pesquisando as melhores marcas e modelos. Senão, continue levando seu pacotinho já moído para casa. Apenas tente dar preferência para torras mais frescas e, havendo a possibilidade, peça para o barista moer os grãos para você na hora em que estiver adquirindo o seu café.

5 . Torra escura é ruim

Nós já fizemos um post falando sobre torra, vocês lembram? Lá a gente tinha comentado sobre as tonalidades da torra – clara, média e escura – e também sobre perfis de torra.

Falar sobre perfil é interessante porque a gente consegue mudar nossa opinião sobre alguns preconceitos. Quando a gente entende um pouquinho mais sobre esse assunto, a gente começa a entender que café claro nem sempre é café fraco e que café escuro também pode não ter aquele gostinho de cinzeiro. Cada tipo de grão vai ter o seu ponto ideal de torra e é para descobrir isso que os mestres de torra trabalham como loucos, fazendo incontáveis testes.

Por isso, não vamos julgar um livro pela capa. Vamos também usar nossos outros sentidos para avaliar um café. Se sua visão está querendo dizer alguma coisa, confirme com o olfato. Se ainda tiver dúvidas, chame o paladar. Só depois disso é que a gente vai poder dizer se torra escura é ruim ou boa.

Para resumir essa história de como tomar café corretamente, pense no seu café. Quais são as palavras que você associa a ele?

Se você respondeu prazer, amor, afeto, aconchego, despertar, família… Você está no meu time e, provavelmente, concorda que o jeito certo de tomar café é aquele que nos faz bem, o que não significa que a gente não possa querer aprimorar o nosso conhecimento sobre ele. Agora, se suas respostas foram por outra linha de pensamento, comenta ali embaixo que a gente continua esse papo sobre como tomar café corretamente. 😉

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

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