Como funciona uma fazenda de café?

Sempre tive vontade de saber como funciona uma fazenda de café, de conhecer mais a fundo como é todo o processo e o percurso do grão até chegar à xícara. Algumas oportunidades surgiram e não consegui comparecer. Até que no dia 23 de agosto deu certo, finalmente.

Litiene Andrighetti, do blog Cappuccino e Cia, e eu.

A convite da illy fui visitar uma das fazendas fornecedoras de café de qualidade para a marca italiana, aqui no Brasil. O destino era Pardinho, uma pequena cidade próxima de Botucatu, no interior do estado de São Paulo. Lá fica o Sítio Daniella, propriedade familiar da produtora Daniella Pelosini.

Sítio Daniella produz café de qualidade e premiado

A história do Sítio Daniella começou a ser escrita em 1977 pelo pai de Daniella, que chegou priorizar o investimento na produção de leite. Mas, foi só por um período até que o café voltasse a ser cultivado com força total por ali. Ainda bem.

Ainda bem porque estamos falando de 174 mil pés dos cafés Catuaí Amarelo e Vermelho a mil metros de altitude. A dedicação de Daniella rendeu alguns prêmios. Entre outros, ela é campeã do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café Para “Espresso” do Estado de São Paulo nos anos de 2016 e de 2017.

Daniella Pelosini e o marido, os anfitriões da visita

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Agora, confira mais um pouquinho sobre a visita e entenda melhor como funciona uma fazenda de café:

Dia no Campo com illycaffè: como funciona uma fazenda de café?

Chegamos ao Sítio Daniella e fomos conhecer os processos pós-colheita, antes de ver o cafezal. Eles trabalham com Natural e Cereja Descascado.

O Natural é um dos processos mais comuns no Brasil porque o clima favorece e o custo é menor. Depois de colhidos, os grãos de café são lavados e espalhados nos terreiros expostos ao sol para a secagem. É um processo mais lento, com risco um pouco maior de fermentação quando comparado com o Cereja Descascado. Exige mais cuidado na hora de separar os grãos verdes dos cereja.

Cereja Descascado é um processo mais caro, com baixo risco de fermentação, que exige investimento em máquinas específicas e mão de obra treinada. Essas máquinas lavam e separam os grãos verdes dos maduros. Nesse processo, os maduros são descascados facilmente e, em seguida, e passam por um cuidadoso processo de secagem e beneficiamento.

 

Depois, seguimos para o cafezal. No Sítio Daniella, eles têm uma máquina que passa duas vezes pelos pés de café para colher os grãos maduros. Por último, os frutos maduros restantes são colhidos manualmente. A ideia é garantir o aproveitamento máximo da safra.

 

Do cafezal, fomos para a casa da fazenda da anfitriã, onde havia uma linda mesa de café da tarde com degustação dos cafés illy.

Café na cafeteira italiana (moka), no Hario V60, na French Press e também o espresso na máquina, com as cápsulas exclusivas da marca, foram preparados e apresentados pelo Piero de Farias, barista da illy.

 

Confira o vídeo do passeio feito pela Litiene, do Cappuccino e Cia:

Visite uma fazenda de café em Itu, perto de São Paulo

Você quer conhecer uma fazenda de café? A Fazenda Santo Antônio da Bela Vista, em Itu, também no interior de São Paulo, recebe grupos de pessoas para o tour “Do cafezal ao cafezinho”. Para saber mais detalhes desse passeio, confira o texto no blog Cappuccino e Cia.

O caminho do café até a xícara é longo. Que bom que temos tanto empenho e dedicação de pessoas tão apaixonadas por cafezinho quanto nós, não é?

(*) Viajei a convite da illycaffè.

Gostou de saber como funciona uma fazenda de café? Conte nos comentários e compartilhe nas suas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.     

Fotos: Maurício/MP Produtora

Diferença entre café tradicional e especial

Outro dia falamos um pouco mais sobre os cafés especiais e, para dar continuidade ao assunto, hoje você vai entender a diferença entre café tradicional e especial. O tradicional é aquele café forte do Brasil, produzido em grande escala. Devido ao volume de produção e ao baixo custo, ele acaba tendo uma qualidade inferior.

Nós, muitas vezes, estamos acostumados a consumir esse tipo de bebida. Por isso, nem imaginamos as possibilidades de aromas e sabores existentes em grãos de café. Sem dúvida alguma, tudo é uma questão de opinião, mas é sempre muito importante conhecer a origem daquilo que adquirimos. Afinal, cada vez mais os consumidores se mostram responsáveis em suas escolhas. Isso faz com que as empresas se adaptem à essa nova realidade, mesmo que ela esteja um pouco mais distante do objetivo principal do negócio.

Infográfico: café especial x café tradicional

Confira abaixo o infográfico com a diferença entre café tradicional e especial:

Abordamos os principais aspectos da diferença entre café tradicional e especial. Se você tem alguma outra característica para acrescentar, deixe um comentário que a gente tenta incluir nos próximos posts. 😉

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Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto de destaque: Pixabay

Reutilização de filtro de café faz parte do trabalho deste poeta

O nome dele é Carlos La Terza. Esse mineiro, de São Lourenço, no sul de Minas Gerais, tem 31 anos e escreve poesias desde os 13. Do ano passado para cá, ele tem se dedicado mais intensamente a um projeto literário com reutilização de filtro de café para abrigar suas palavras. “Sempre foi algo que cultivei e procurei levar em frente. Sou professor de redação e Inglês também. Sinto que nunca vou conseguir parar de escrever, é uma terapia. Escrever me emociona, muito”, conta.

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Confecção de livros com reutilização de filtro de café

La Terza diz que já perdeu as contas de quantos livros escreveu usando filtros de café. E tudo é feito de forma artesanal, usando máquina de escrever. O primeiro deles, intitulado de Leite de Pedra, vendeu mais de 500 exemplares.

O poeta Carlos La Terza (Divulgação)

Tudo começou porque ele estudou o mercado e a cultura, as tendências do universo literário contemporâneo, e percebeu a oportunidade. “Busquei o formato e o material por algum tempo, passando por papel de pão, guardanapos, entre outros. Como sou viciado em café, os filtros aqui em casa se acumulavam de 3 em 3″, conta.

Do filtro sujo ao livro foi um pulo. A tinta de café foi a solução para a capa, também provinda do vício e dos fundos de xícara com aquele restinho, sabe?

O mais legal é que a iniciativa sustentável acabou ganhando colaboradores, contagiou as outras pessoas. Muitas delas, sabendo do projeto, deixaram de jogar fora seus filtros de café sujos e passaram a enviar para ele. “Eu lavo e prenso os filtros. No final desse processo, eles estão prontos para serem páginas. Os poemas são datilografados em máquina de escrever, um a um”.  A máquina foi presente de um querido tio, que a usava em seu escritório nos anos 90.

O livro vem com cheirinho de café. Isso porque a capa, também artesanal, é pintada com tinta feita da bebida. “O livro é fechado com lã ou com linha encerada. A cada edição tento mudar algo no fechamento mas de forma sutil. Gosto do formato simples”, reforça.

Segundo ele, a temática varia. “Pode surgir de uma conversa, de um encontro ou de um sentimento que exige sair para o mundo de alguma forma. Desde o amor e as relações humanas como amizade e confiança, apego… Passando por temas políticos ou simples observações despretensiosas do cotidiano, em pequenos Haikais”, completa.

Além de livros, Carlos também faz quadros com poemas, usando a máquina de escrever e os filtros de café. “Faço outros trabalhos em parcerias com artistas sul mineiros e logo lançarei uma linha de camisetas com meus poemas”.

Foto: livro e quadro feitos com reutilização de filtro de café, com a ajuda da máquina de escrever. (Divulgação)

Hora do cafezinho

La Terza contou na entrevista que nem sabe quantas xícaras consome por dia. “Conhecido como um ativador de memórias, o cafezinho me acompanha desde a escrita até o trabalho manual nos livros, o que nos torna uma dupla. Eu e o café, o café e eu”.

Tomar café é ativar a mente com prazer e poesia. Meu tipo preferido é o expresso curto. Tenho uma paixão por café de qualidade coado também, creio que pela lembrança familiar da coisa.

Onde comprar

O projeto de livros e quadros com reutilização de filtro de café funciona de forma independente. Quer conhecer mais de perto? Acesse o perfil no Instagram @poetalaterza. Os livros custam R$ 35 cada e são enviados sem frete para a região Sudeste.

O que achou do trabalho do poeta com reutilização de filtro de café? Conhece mais algum trabalho bacana que envolva o café? Conte nos comentários. Compartilhe usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

Foto de destaque: Divulgação

A jararaca

Há quem diga que eu era o neto preferido da Alice. Essa fama vinha da minha disponibilidade em aceitar os convites incomuns que ela fazia. Numa ocasião fui com ela visitar uma amiga. Ela tinha a intenção de “roubar” a receita de uns pontos de tricot, fazendo perguntas para a hábil senhora. Ouvi tudo, mas não sabia do plano.

Quando chegamos de volta em casa, a avozinha foi traída pela memória e não conseguiu repetir a sequência certa, enquanto tentava mostrar para minha mãe. Vendo sua ansiedade, tentei ajudar, sugerindo “uma laçada, um tricot, dois pontos juntos e um sem fazer tricot”. E – advinhe? – funcionou.

Os olhos azuis da velha – sobre os quais ninguém sabia a origem, pois era descendente de portugueses e africanos – brilharam e ela ficou impressionada com o acerto.
No outro dia, bem cedo, a Alice bateu lá em casa e disse a minha mãe: “Preciso do Marcelo!”. A minha mente infantil não entendia como uma criança de cinco anos poderia ajudar em alguma coisa.

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A mãe me vestiu com a única roupa de passeio e me despachou com ela. No caminho, me explicou que íamos na casa de outra amiga, a qual referia-se carinhosamente com uma alcunha: “Marcelo, nós vamos na casa da Jararaca. Mas tu chamas ela de Olga, viste?!”.

A Jararaca, digo a dona Olga, era a benzedeira da vila, a responsável pela medicina alternativa da época. Por exemplo, se a pessoa tinha dores nas costas, ia ao médico, fazia radiografia, tomava duas caixas de remédio, fazia massagens, mas o que as curava era a benzedura simultânea.

Minha avó passou o plano: “Vou pedir para a Jararaca te benzer. Tudo que ela te disser tu vais decorar, ouviste?!”. A Jararaca realizou o procedimento, falando alto e me afumentando. Eu quietinho tentando memorizar.

Mal saímos do portão gigante, que escondia a casa assombrada e sem cor, a Alice puxou uma caneta BIC verde e um caderninho da bolsa e anotou passo-a-passo a benzedura, não dando chances para o esquecimento.

A Alice passou a ser a benzedeira exclusiva da família e eu, pela primeira vez, me senti útil.

Parafraseando Luiz Toledo: “A saudade é a prova que estamos vivos e que tudo realmente aconteceu”.

 

Marcelo Lamas é cronista e vive anotando tudo para não esquecer. Na infância, acompanhava a avó Alice, em viagens às colônias pomeranas para vender roupas. A melhor hora do dia era a do café na casa da Sra. Renilda.

@marcelolamasbr
marcelolamasbr@gmail.com
Facebook: @marcelolamasescritor
Foto: Pixabay

Campeonato Brasileiro de Baristas: Minha Experiência

No último final de semana, ocorreu o 16º Campeonato Brasileiro de Baristas, que garantiu ao campeão Léo Moço – tricampeão nacional – a vaga para disputar o mundial em Seul, ainda em Novembro deste ano.

Foto: Léo Moço no Campeonato de 2017 (Divulgação/BSCA)

Em resumo, o campeonato consiste em uma apresentação de 15 minutos. Cada competidor fala sobre o café que escolheu, faz a extração de 4 espressos, 4 bebidas iguais com leite e 4 bebidas iguais de assinatura, sendo uma para cada um dos juízes. Parece simples e, para alguns baristas mais experientes, pode até ser mais fácil. Para mim, foi bem difícil e eu vou contar brevemente a minha experiência para vocês entenderem mais sobre o processo.

Depois de definir o café que ia levar para competir, eu me preparei por quase três meses. Ficava treinando na cafeteria até mais tarde. Nos dias em que eu ia embora no horário, produzia alguma coisa em casa até tarde. Era o tempo todo pensando na minha primeira competição.

Fiz seis versões da minha bebida de assinatura e cinco receitas diferentes para a geleia de pimenta que a compõe. Foram vários testes com leites e centenas de espressos. Viajei com três amigos de São Paulo ao Espírito Santo só para conhecer a fazenda onde é produzido o café que eu competi. Fomos em uma sexta e voltamos no domingo, 14 horas de carro na ida e mais 14 na volta.

Foto: bebida de assinatura, com geleia de pimenta artesanal, abacaxi, raspas e suco de limão siciliano, água com gás, alecrim e espresso. (Cinthia Bracco)

Pensei em cada detalhe da minha apresentação e até canudo de inox eu arrumei na última hora para ter a certeza de que tudo fosse reaproveitável, reforçando a questão de sustentabilidade. Me apresentei vestida de Rey, do Star Wars, com o intuito de fazer uma metáfora. Para ser um bom barista é necessário muito foco, dedicação, estudo, concentração, equilíbrio… Tudo o que se aprende em um treinamento Jedi. Consegui fantasia, pensei nas músicas certas para cada momento, investi tempo e uma quantidade razoável de dinheiro.

Chegando lá, na hora H, nada saiu como eu esperava. Nos 15 minutos que eu tinha para preparar as estações, não consegui regular o espresso perfeitamente. Decidi me arriscar a tentar melhorá-lo ali, na frente do juízes, com o meu tempo correndo. Não deu certo e dali em diante eu me desestruturei. Uma coisa foi levando a outra e até xícara suja eu entreguei.

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Pela música, eu sabia que tinha estourado o tempo. Só depois de algumas horas é que eu lembrei das regras e percebi que eu estava desclassificada. Nada foi tão difícil quanto ler o feedback dos jurados nas folhas de avaliação. Ali estava tudo o que tinha acontecido.

Devo confessar que doeu saber que eu não consegui representar ¼ do que eu realmente era capaz, de mostrar o tanto que me preparei. As pessoas me dizem que é normal, que é meu primeiro campeonato, não tenho muito tempo de barismo, etc. Até pode ser. Agora, o que eu realmente sinto? É que isso não é pra mim.

Já me disseram que falo isso porque perdi ou então que minha opinião vai mudar daqui a um mês e até que estou fazendo um pouquinho de drama. A verdade é que podem dar o nome que quiserem, mas o que coloco aqui é o meu relato mais honesto. É claro que teve o lado bom. Conheci e revi pessoas incríveis. Aprendi com todo o processo, fiquei feliz de ver o esforço de todos aqueles baristas e até recebi alguns elogios. Contudo, entrar numa competição dessas, não faz parte do meu perfil. Descobri que prefiro investir em outros projetos relacionados ao café.

Quero deixar claro que não estou dizendo que as pessoas não devem entrar em campeonatos. Muito pelo contrário. Devem sim, seja para seguirem em frente porque a disputa estimula ou, assim como eu, para descobrir que não querem isso.

Foto: Arquivo Pessoal/Cinthia Bracco

A minha conclusão é de que esse campeonato é para os fortes. Realmente não é fácil e parabenizo cada um dos participantes por estarem lá, trocando experiências, mostrando suas habilidades e, de certa forma, se expondo para o bem e para o mal. Por outro lado, também há espaço para os “fortes” que não querem competir. O barismo no Brasil, ainda mais quando se trata de cafés especiais, é uma área nova e cheia de oportunidades a serem exploradas.

O campeonato mostra uma boa parte do empenho que está por trás dessa profissão, ainda pouco difundida, e isso é extremamente importante. Temos muito trabalho a fazer e diversos caminhos para trilhar. Tenho certeza que coisas extraordinárias ainda estão por vir. Que a força esteja com a gente. E com vocês. 😉

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto de destaque: Pixabay

Um pouco mais sobre cafés especiais

Nós, brasileiros, adoramos café e isso não é segredo para ninguém. O nosso país é um dos maiores produtores do mundo e o consumo vem aumentando a cada ano, com estimativa de 2,9% de crescimento de 2016 a 2017. A expectativa é chegarmos a 21,3 milhões de sacas consumidas no Brasil, de acordo com Nathan Herszkowicz, Diretor Executivo da Abic. No entanto, apesar do nosso ritual diário, será que sabemos o que, exatamente, estamos colocando em nossas xícaras?

Para a grande maioria das pessoas, o entendimento de cafés especiais ainda não é claro. Nas grandes cidades a gente começa a perceber o interesse e uma demanda maior por esse tipo de bebida, que também vem crescendo junto à preocupação sobre a forma de consumo. Quando a gente entende e dá importância à procedência do produto, começamos a medir melhor o custo-benefício, inclusive voltado para a nossa saúde, assim como acontece com os alimentos orgânicos, por exemplo.

Uma tendência positiva e muito interessante citada por Carlos Brando, Diretor da P&A Marketing e membro de importantes associações relacionadas ao café, é de que nos próximos anos o Brasil tende a ampliar o seu consumo no tipo arábica, ao contrário do que vem acontecendo na maioria dos demais países do mundo, onde acredita-se que o aumento se dará principalmente na área de cafés solúveis, nos quais a composição é feita, basicamente, por robusta.

Cupping, o processo de degustação que ajuda a determinar características de um café. Foto: Cinthia Bracco

Parte do interesse dos brasileiros por cafés de melhor qualidade se deve às cafeterias em si, que nos últimos anos inovaram trazendo para o público um novo conceito e, em alguns casos, uma experiência na hora de servir café. Para isso, as lojas investem em equipamentos, em funcionários e, claro, em grãos diferenciados, o que por sua vez, será resultado de um exaustivo e gratificante trabalho que vai da plantação até a torra, chegando nas mãos de baristas qualificados.

 

 

Existem alguns parâmetros técnicos para os cafés especiais, mas para que você possa identificá-lo em sua xícara, vamos focar em alguns aspectos básicos na hora da degustação, que você vai aperfeiçoando com a prática: tomando café!

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Identificando os cafés especiais

01. Aroma

O aroma pode ser percebido em 3 etapas: no café em grão, moído e preparado, após acrescentarmos água. Em cada uma dessas etapas, você poderá ter diferentes percepções olfativas. No caso de um café especial, por exemplo, você poderá lembrar de alguma fruta, chocolate, castanhas, flores. Para se ter uma boa memória olfativa, é preciso treino. Por isso você, eventualmente, poderá ver um barista sentindo o cheiro das mais variadas coisas por aí.

02. Sabor

Vai ser as sensações de gosto que o café causará na sua boca. Aqui também vale o treino de tudo o que você come. Prestar atenção nas sensações que os alimentos e suas características causam em você. Em que parte você percebe o doce, o amargo, o azedo, etc.

03. Corpo

É a sensação de contato com a língua. Algumas pessoas descrevem corpo como “peso” na língua. Se uma bebida passa muito rapidamente por sua boca, é sinal de que ela tem pouco corpo. Se ela dá aquela ideia de preenchimento, ela é encorpada.

04. Doçura

Uma das características dos cafés especiais. Dependendo da bebida, vai ser mais ou menos doce, mas a doçura sempre deverá estar presente.

05. Acidez

Essa é uma das qualidades que, talvez, mais causa estranheza em quem está começando a conhecer os cafés especiais. Pode ser tão presente que, para algumas pessoas, acaba ficando difícil perceber a doçura da bebida. Com o tempo a gente vê que não consegue viver mais sem a acidez.  Lembrando apenas que se for parecida com vinagre, essa acidez passa a ser um defeito.

06. Sabor residual

Conhecido também como aftertast, nada mais é do que o sabor que o café deixa em sua boca. Deve ser agradável e perdurar por um certo tempo.

Defeitos

Você nunca deverá encontrar as seguintes características em um café especial: aroma de terra, de remédio, adstringência, amargor. Cheiro e sabor de madeira, queimado, verde ou cru.

Como é feita a classificação de um café especial?

Existe uma associação chamada Brazil Specialty Coffee Association (BSCA), que é a responsável por classificar os cafés no Brasil. Um profissional, o qual chamamos de Q-grader, faz a degustação – seguindo uma metotologia estipulada – e avalia a bebida. A nota vai de 0 a 100 e um café, para ser especial, precisa atingir pelo menos 80 pontos.

Esse é um padrão internacional utilizado em outras associações como Specialty Coffee Association of Europe (SCAE) na Europa e Specialty Coffee Association (SCA) nos EUA.

Cafés especiais na prática (e no bolso)

Café espresso. Foto: Cinthia Bracco

Indo direto ao ponto, sim, eles podem ser mais caros. Mas, na verdade, tudo depende… Hoje é possível encontrar um espresso de café especial a R$ 4,50. Se a gente analisar bem, tem padaria ou até mesmo essas casas que vendem pão de queijo cobrando valor equivalente por um café de qualidade inferior.

De novo, acaba sendo uma questão de custo-benefício para você e, também, de prioridades. Eu, por exemplo, prefiro ficar sem sapatos novos e gastar tudo com cafés.

Por isso as pessoas sempre vão me encontrar usando um All Star (que não é mais tão barato como antigamente) até fazer furo na sola, mas com uma caneca de “café do bom” na mão e um sorriso, mesmo com o pé molhado pelo combinação do furo com a chuva.

E você, já experimentou café especial? Conta pra gente sua experiência!

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto de destaque: Pixabay

5 perfis no Instagram para quem ama café e moda

Café e moda. Para provar que essa união tem tudo a ver e pode trazer muita inspiração para o nosso dia a dia, conversamos com a Mari Flor da Rosa, que sabe tudo sobre o assunto. Ela, que é coolhunter e está à frente do Blog Closet da Mari, tem o cafezinho como integrante do seu lifestyle.

Conversamos um pouquinho sobre a relação entre café e moda e ela ainda compartilhou uma listinha sugerindo 5 perfis no Instagram, cujo tema é justamente esse, com fotos super bacanas.

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Café e moda combinam?

De acordo com a Mari, café e moda tem tudo a ver tanto para quem trabalha com moda como para quem ama esse mundo. “O café se encaixa em todos os momentos. Quem trabalha com moda e precisa criar horas a fio, toma café. Em showrooms e lojas, oferecem café. A gente viaja para pesquisar ou comprar as peças, toma café de novo”, conta ela.

Moda, estilo de vida e café

O café pode, sim, ser o ponto de partida para o seu estilo de vida. Segundo Mari, um cafezinho pode durar 5 minutos ou 3 horas e isso torna o hábito possível em diversos momentos. “Em viagens costumamos parar em cafés para descansar, ver o roteiro ou até conhecer. Porque não fazer isso na sua própria cidade e sair do comum? Isso acaba acontecendo comigo. Visito cafés e conheço lugares e pessoas novas por causa disso”, sugere.

Isso é tão verdade que fotos inspiradoras usando a xícara de café na composição fazem o maior sucesso nas redes sociais. “Essas fotos mostram seu estilo de vida. Um tech lover posta o café na mesa do computador, uma apaixonada por moda posta com looks, um decorador, com ambientes. Ele ajuda a enfeitar e dar um ar mais acolhedor a qualquer lugar”, completa.

Quer saber quais são os perfis sugeridos pela Mari? Confira a seguir:

5 perfis no Instagram que unem café e moda

 

Those cinnamon rolls though… #coffeenclothes #☕️👕 @ktnewms

Uma publicação compartilhada por Coffee ‘N Clothes® (@coffeenclothes) em

Photo by @dhiptadi #igerscoffee 🙌☕🙌

Uma publicação compartilhada por IgersCoffee (@igerscoffee) em

That’s my kinda mug 🙌🏻😍 Photo of @lexymonaco 👇🏻 Email us at hello@womenandcoffee.com or #womenandcoffee to be featured!

Uma publicação compartilhada por WOMEN & COFFEE – Official ☕️ (@womenandcoffee) em

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O que acha dessa mistura? A Mari também tira fotos incríveis com um cafezinho, viu? Conhece algum outro perfil legal para indicar? Escreva nos comentários e compartilhe com seus amigos usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto de destaque: Mari Flor da Rosa/Arquivo Pessoal

Coffee Week Brasil 2017 vai até o dia 3 de setembro

Já começou o Coffee Week Brasil 2017. Essa é a sexta edição do evento exclusivamente dedicado ao cafezinho e seus mais variados acompanhamentos. Neste ano, 50 estabelecimentos participam, sendo 41 em São Paulo e mais 9 na cidade de Curitiba, no Paraná.

A ideia do festival é permitir diferentes experiências, com degustação de cafés a preços fixos promocionais, exclusivamente no período do Coffee Week Brasil 2017.

A ação nas casas participantes vai até o dia 3 de setembro. Elas estão divididas em 2 categorias: Standard e Excellence. Na Excellence, as cafeterias usam obrigatoriamente grãos de café nacionais e de alta qualidade no preparo das bebidas.

Todos os estabelecimentos servem 2 opções de combos: um por R$ 9,90 e outro por R$ 14,90. 

O que muda? Os cafés são de lotes, regiões e métodos de preparo diferentes. Alguns estabelecimentos optaram por servir drinks com café, gelados ou quentes. Outra diferença é que alguns contam com comidinhas para harmonizar com o café.

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Vamos fazer um roteiro para curtir a Coffee Week Brasil 2017?

Casas participantes da Coffee Week Brasil 2017

São Paulo/SP

1 . Academia do Café

Endereço: Rua Fradique Coutinho, 914 – Pinheiros, São Paulo – SP
Telefone: (011) 30327842
Horário: 
Segunda a sexta, das 12h às 15h e das 19h às 23h.
Sábado, das 12h às 23h.
Categoria: Excellence
Região: Zona Oeste

2 . Alice Café 

Endereço: Rua Cubatão, 305 – Vila Mariana, São Paulo – SP
Telefone: (011) 43277957
Horário:
Segunda a Sexta, das 08h às 20h30
Sábado, das 09h às 18h
Categoria: Excellence
Região: Zona Sul

3 . Aro 27 Bike Café

Endereço: Rua Eugênio de Medeiros, 445 – Pinheiros, São Paulo – SP
Telefone: (011) 25371918
Horário:
Segunda a sexta, das 11h às 20h.
Sábado, das 11h às 16h.
Categoria: Excellence
Região: Zona Oeste

4 . Ballaró Café

Endereço: Alameda Santos, 820 – Jardim Paulista, São Paulo – SP
Telefone: (011) 35412635
Horário:
De segunda a sexta, das 07h30 às 19h20.
Categoria: Excellence
Região: Centro

5 . Bella Paulista

Endereço: Rua Haddock Lobo, 354 – Cerqueira César, São Paulo – SP
Telefone: (011) 32143347
Horário:
Segunda a domingo – 24 Horas
Categoria: Standard
Região: Centro

6 . Béni Café

Endereço: Rua Lubavitch, 79 – Bom Retiro, São Paulo – SP
Telefone: (011) 33318563
Horário:
Segunda à sexta, das 08h às 19h.
Sábado, das 08h às 16h.
Categoria: Excellence
Região: Centro

7 . Beth Bakery

Endereço: Rua Paula Ney, 338 – Vila Mariana, São Paulo – SP
Horário:
Terça a sexta, das 10h às 20h.
Sábado, das 10h às 18h
Categoria: Excellence
Região: Zona Sul

8 . Biopadaria Wheat

Endereço: Rua Carlos Weber, 1622 – Vila Leopoldina, São Paulo – SP
Telefone: (011) 36288209
Horário:
Segunda a sexta-feira, das 08h às 19h.
Sábado, das 08h às 16h
Categoria: Excellence
Região: Zona Oeste

9 . Black´n Load

Endereço: Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 1600-Bicicletário Ed. JK – Itaim Bibi, São Paulo – SP
Categoria: Excellence
Região: Zona Sul

10 . Brigadeiro da Villa

Endereço: Rua Cristóvão de Burgos, 74 – Sumarezinho, São Paulo – SP
Telefone: (011) 28898068
Horário:
Segunda a quinta, das 08h às 20h.
Sexta, das 08h às 22h30.
Sábado, das 10h às 18h.
Categoria: Excellence
Região: Zona Oeste

11 . Café 212

Endereço: Largo do Arouche, 212 – República, São Paulo – SP
Telefone: (011) 32241421
Horário:
Domingo e segunda, das 08h às 16h.
Terça à sábado, das 08h às 23h
Categoria: Standard
Região: Centro

12 . Café Martinelli Midi

Endereço: Rua Líbero Badaró, 508 – Centro, São Paulo – SP
Telefone: (011) 31046825
Horário:
Segunda à Sexta-feira, das 07h30 às 19h30.
Lotação: 22
Categoria: Standard
Região: Centro

13 . Cafelito – Moema

Endereço: Avenida Juriti, 33 – Moema, São Paulo – SP
Horário:
Segunda a sexta, das 09h às 20h.
Sábado, das 11h às 18h
Categoria: Excellence
Região: Zona Sul

14 . Cafelito – Pinheiros

Endereço: Rua Francisco Leitão, 258 – Pinheiros, São Paulo – SP
Horário:
Segunda a Sexta, das 08h às 20h
Sábado, das 11h às 18h.
Categoria: Excellence
Região: Zona Oeste

15 . Caffè Latte

Endereço: Rua Do Comércio, 58 – Centro, São Paulo – SP
Telefone: (011) 32421700
Horário:
Segunda à Sexta, das 08h00 às 20h00.
Sábado, das 10 às 16h (durante o Coffe Week)
Lotação: 45
Categoria: Excellence
Região: Centro

16 . Calla Café

Endereço: Rua Emílio Mallet, 886 – Vila Gomes Cardim, São Paulo – SP
Telefone: (011) 22930391
Horário:
Segunda, das 10h às 18h
Terça a Sexta, das 10h às 20h
Sábado, das 08h às 18h.
Categoria: Excellence
Região: Zona Leste

17 . Chefs Especiais Café

Endereço: Rua Augusta, 2559 – Cerqueira César, São Paulo – SP
Telefone: (011) 26387478
Horário:
Terça a sexta, das 10 às 18h30.
Sábados, das 10h às 15h
Categoria: Standard
Região: Centro

18 . Delícias da Di

Endereço: Rua Doutor César, 966 – Santana, São Paulo – SP
Telefone: (011) 29787392
Horário:
Terça a Quinta, das 12h às 23h
Sexta e Sábado, das 12h à 0h
Domingo, das 12h às 00h.
Nos feriados, 12 às 23h.
Lotação: 35
Categoria: Standard
Região: Zona Norte

19 . Eurobike Café

Endereço: Rua Clodomiro Amazonas, 1012 – Vila Nova Conceição, São Paulo – SP
Telefone: (011) 29248995
Horário:
Segunda a Sexta, das 08h às 19h
Sábado, das 08h às 14h. (Durante o Coffee Week, das 08h às 19h)
Categoria: Standard
Região: Zona Sul

20 . Fernanda Gabriel Pâtisserie

Endereço: Praça Ministro Fagundes de Almeida, 40 – Ipiranga, São Paulo – SP
Telefone: (011) 29143606
Horário:
De segunda a sábado, das 10h30 às 18h30
Domingo, das 11h30 às 16h30
Categoria: Excellence
Região: Zona Sul

21 . Flashback Café

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo – SP
Telefone: (011) 31133676
Horário:
Quarta a segunda, das 09h às 20h.
Categoria: Excellence
Região: Centro

22 . Fora da Lei Café

Endereço: Alameda Joaquim Eugenio de Lima, 616 – Jardim Paulista, São Paulo – SP
Horário:
Segunda a sexta, das 11h30 às 18h30
Categoria: Excellence
Região: Zona Sul

23 . Gelato Boutique

Endereço: Rua Pamplona, 1023 – Jardim Paulista, São Paulo – SP
Telefone: (011) 35411532
Horário:
De segunda à quinta, das 10h às 21h.
Sexta à domingo, das 11h às 22h.
Categoria: Excellence
Região: Centro

24 . Isso é Café – Centro

Endereço: Rua Carlos Comenale, 0 – Bela Vista, São Paulo – SP
Telefone: (011) 38625833
Horário:
De terça à domingo, das 10h às 20h.
Categoria: Excellence
Região: Centro

25 . Isso é Café – Beco do Batman

Endereço: Travessa Alonso, 15 – Jardim das Bandeiras, São Paulo – SP
Telefone: (011) 35545077
Horário:
Terça a domingo, das 11h às 19h.
Categoria: Excellence
Região: Zona Oeste

26 . Jasmim Rosa

Endereço: Rua Itapeva, 182 – Bela Vista, São Paulo – SP
Telefone: (011) 41113437
Horário:
De segunda a sexta, das 08 às 19h
Sábado, das 08h às 15h
Lotação: 45
Categoria: Excellence
Região: Centro

27 . KOF – King of the Fork

Endereço: Rua Artur De Azevedo, 1317 – Pinheiros, São Paulo – SP
Telefone: (011) 25339391
Horário:
Segunda a sexta, das 09h às 20h.
Sábado, das 09h às 18h.
Categoria: Excellence
Região: Zona Oeste

28 . Kofi & Co

Endereço: Rua Alexandre Dumas, 1518 – Chácara Santo Antônio, São Paulo – SP
Telefone: (011) 36244838
Horário:
Segunda, terça, quarta e sábado, das 10h às 18h.
Sábado, das 10h às 22
Lotação: 53
Categoria: Excellence
Região: Zona Sul

29 . Lemni Café

Endereço: Rua General Jardim, 43 – Vila Buarque, São Paulo – SP
Horário:
Segunda a sexta, das 08h30 às 17h.
Categoria: Excellence
Região: Centro

30 . Made By Nina – Brooklin

Endereço: Rua Flórida, 1776 – Cidade Monções, São Paulo – SP
Telefone: (011) 51022442
Horário:
Segunda à sexta, das 07h30 às 19h30
Categoria: Excellence
Região: Zona Sul

31 . Milageh Café 

Endereço: Rua Borges Lagoa, 913 – Vila Clementino, São Paulo – SP
Telefone: (011) 28934378
Horário:
Segunda a sexta, das 07h às 19h
Categoria: Excellence
Região: Zona Sul

32 . Pipoca Café

Endereço: Rua Caio Graco, 24 – Vila Romana, São Paulo – SP
Telefone: (011) 38652305
Horário:
Segunda a sexta, das 12h às 18h.
Sábado, das 09h às 13h
Categoria: Excellence
Região: Zona Oeste

33 . Rendez-Vouz

Endereço: Rua Fradique Coutinho, 179 – Pinheiros, São Paulo – SP
Telefone: (011) 45640146
Horário:
Terça-feira à Domingo, das 08h às 23h
Categoria: Excellence
Região: Zona Oeste

34 . SP Lovers Café

Endereço: Rua Oscar Freire, 1921 – Pinheiros, São Paulo – SP
Telefone: (011) 32942799
Horário:
Segunda a sexta, das 08h às 19h.
Sábado, das 10h às 15h
Categoria: Excellence
Região: Zona Oeste

35 . Sterna Café – Barra Funda

Endereço: Avenida Francisco Matarazzo, 1350-Sala 07 Térreo – Água Branca, São Paulo – SP
Telefone: (011) 38039069
Horário:
Segunda a Sexta, das 07h às 19h30
Categoria: Excellence
Região: Zona Oeste

36 . Toque de Café

Endereço: Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 2504 – Jardim Paulista, São Paulo – SP
Telefone: (011) 32624749
Horário:
Segunda a sexta, das 09h às 18h.
Sábado, das 09h às 16h
Categoria: Excellence
Região: Centro

37 . Um Coffee C0. – Centro

Endereço: Rua Júlio Conceição, 553 – Bom Retiro, São Paulo – SP
Telefone: (011) 32293988
Horário:
Segunda a sexta, das 08h às 17h.
Sábado, das 09h às 17h
Categoria: Excellence
Região: Centro

38 . Um Coffee Co. – Itaim Bibi

Endereço: Rua Iaiá, 62 – Itaim Bibi, São Paulo – SP
Telefone: (011) 35678767
Horário:
Segunda a Sexta, das 8h às 18h
Sábado, das 09h às 16h.
Categoria: Excellence
Região: Zona Sul

39 . Vento a favor

Endereço: Rua França Pinto, 421 – Vila Mariana, São Paulo – SP
Telefone: (011) 55390125
Horário:
Segunda a sexta, das 11h às 20h.
Sábado, das 10h às 17h.
Lotação: 18
Categoria: Excellence
Região: Zona Sul

40 . Villa Roma Bistrô

Endereço: Alameda Jaú, 1191 – Jardim Paulista, São Paulo – SP
Telefone: (011) 30609556
Horário:
Domingo a segunda, das 18h às 00h
Terça a quinta, das 18h às 23h.
Sexta e sábado, das 18h à 01h
Categoria: Excellence
Região: Centro

41 . ZCoffee

Endereço: Av. Nove de Julho, 5143 – Jardim Paulista, São Paulo – SP
Telefone: (011) 30712398
Horário:
Segunda a sexta, das 08h às 18h.
Categoria: Excellence
Região: Zona Sul

Curitiba/PR

1 . Café Catedral

Endereço: Rua Barão do Serro Azul, 81 – Centro, Curitiba – PR
Telefone: (041) 30221443
Horário:
Segunda a sexta, das 13h às 20h.
Sábado, das 12h às 19h
Categoria: Excellence
Região: Centro

2 . Café do Paço – Senac

Endereço: Praça Generoso Marques, 189 – Centro, Curitiba – PR
Telefone: (041) 32194890
Horário:
Terça a sexta-feira, das 11h30 às 20h.
Sábado e domingo, das 11h às 16h30
Categoria: Excellence
Região: Centro

3 . Café Dugraum

Endereço: Rua Vicente Machado, 141 – Centro, Curitiba – PR
Telefone: (041) 30783707
Horário:
Segunda a sexta, das 08h30 às 19h.
Categoria: Excellence
Região: Centro

4 . Caramelodrama Confeitaria

Endereço: Alameda Presidente Taunay, 434 – Batel, Curitiba – PR
Telefone: (041) 32062271
Horário:
Segunda a sexta-feira, das 10h às 20h.
Sábado, das 10h às 19h.
Categoria: Excellence
Região: Matriz

5 . Chelsea Café 

Endereço: Rua Marechal Hermes, 113 – Centro Cívico, Curitiba – PR
Telefone: (041) 33283197
Horário:
Terça, das 11h30 às 19h.
Quarta a sexta, das 11h30 às 22h.
Sábado e domingo, das 13h30 às 22h
Categoria: Excellence
Região: Centro

6 . Degusto Café – Centro

Endereço: Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 1148 – Centro, Curitiba – PR
Telefone: (041) 33879233
Horário:
Segunda a sábado, das 09h às 21h.
Domingo, das 15h às 20h.
Categoria: Excellence
Região: Centro

7 . Degusto Café – Mercadoteca

Endereço: Rua Paulo Gorski, 1309 – Mossunguê, Curitiba – PR
Telefone: (041) 33879233
Horário:
Terça a sábado, das 10h às 22h.
Domingo, das 11h às 20h.
Categoria: Excellence
Região: Mossunguê

8 . Empório Muf´s 

Endereço: Rua Lamenha Lins, 467 – Centro, Curitiba – PR
Telefone: (041) 35384848
Horário:
De segunda a sábado, das 09h às 22h
Categoria: Excellence
Região: Santa Felicidade

9 . Gregário Café

Endereço: Rua General Mário Tourinho, 2350 – Seminário, Curitiba – PR
Telefone: (041) 41991905
Horário:
Segunda à sexta, das 10h às 22h.
sábado, das 10h às 18h.
Categoria: Excellence
Região: Santa Felicidade

Faça já o seu roteiro para o festival Coffee Week Brasil 2017 e divirta-se! O café pode promover encontros incríveis e experiências gastronômicas inesquecíveis. Conte sua opinião nos comentários e compartilhe usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

Foto de destaque: Divulgação

Combo servido no Café Martinelli, em São Paulo. (Drink de Café Amaretto servido com mini brigadeiro gourmet | R$ 14,90).

Medo de Vírus

O seu Lamas, meu pai, sempre gostou de fotografias. Tem uma coleção enorme de originais em P&B, de times de futebol, nos quais ele jogava desde a década de 1950. Lembro que sempre tivemos câmera em casa, desde a pequena Kodak Instamatic, que tinha flashes descartáveis e depois evoluindo até as máquinas digitais.

Acontece que meu pai não usa computador, sempre imprime as suas fotos preferidas e as coloca em uns porta-retratos, numa parede infinita que ele tem na garagem. Numa ocasião, cansado de anotar meu e-mail e celular em guardanapos de papel nos eventos literários, providenciei cartões de visita. Quando entreguei um deles para o seu Lamas, ele pediu uma caixinha, e toda vez que alguém fazia uma foto, dizia: “Envia para o meu filho, por favor?”. Adiante, ficava me cobrando o recebimento.

Recentemente, meus pais participaram de uma colônia de férias. No primeiro dia, a recreadora bateu uma foto dos “velhos” e recebeu meu cartão. Toda vez que falava com ele, me questionava: “Recebeste a foto?”. Depois de uma semana de atividades, como bingo, pingue-pongue, caminhada e teatro, Seu Lamas, foi taxativo:

– Marcelo! A Íris ainda não te enviou a foto? Ela disse que mandou vários e-mails!
– Pera aí… Tu disseste Íris?
– Sim, a recreadora.
– Deixa eu olhar minha lixeira…
– Lixeira?
– Sim pai. O primeiro e-mail que ela mandou tinha como assunto: “FOTOS DO CASAL NA PISCINA”.
– E o que que tem isso?
– Achei que fosse vírus, e passei a apagar tudo que chegava dessa Íris.

Semana passada, me cadastrei no site de uma universidade americana, a pedido de um colega, para recomendá-lo profissionalmente a uma bolsa de estudos. Ontem, ele me indagou sobre o recebimento do e-mail de confirmação. Estou quase certo que o apaguei. Sabe como é? Mensagem em inglês e cheia de palavras em caixa alta, certeza de que é vírus.

Leia também:

 

Marcelo Lamas tem medo de vírus do mundo digital e no mundo real esquece de segurar com a mão esquerda as xícaras de café que empunha na rua, como faz religiosamente um amigo, dizendo que isso diminui as chances de contrair qualquer doença do usuário anterior, desde que aquele não fosse canhoto.

@marcelolamasbr
marcelolamasbr@gmail.com

Foto Pixabay

Você conhece o seu barista?

Todo mundo sabe que o café é uma das bebidas mais consumidas no Brasil. Ele ocupa o segundo lugar no ranking, perdendo apenas para a água, de acordo com uma pesquisa divulgada pela Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café) em 2015.

O consumo do café cresce a cada ano e, além disso, novas tendências surgem, abrindo espaço para oportunidades dentro dessa área.  Um bom exemplo são os cafés especiais. Esse mercado tem crescimento aproximado de 15% ao ano e vem conquistando não apenas consumidores, mas também profissionais que descobrem um mundo envolvente de aromas e sabores.

Todas as pessoas que compõem o processo, da plantação até a xícara, possuem um papel fundamental para que você possa tomar um café de qualidade. Existe muito estudo e dedicação, horas e horas de trabalho.

Andrea, Gabriel e Cinthia

O nosso dia-a-dia é tão corrido que, muitas vezes, nem percebemos esses pequenos detalhes e não temos tempo de parar para pensar nas pessoas que, de alguma forma, fazem parte de nosso cotidiano.

Você, por exemplo, alguma vez já se perguntou quem é o seu barista? Nós achamos que não… Por isso, na estreia da nossa coluna, resolvemos contar um pouquinho de nossas trajetórias até chegarmos a ser profissionais, que amam o que fazem e que colocam muito carinho em cada xícara de café.

Cinthia, Positive Mental Attitude

Eu sou Cinthia, filha e neta de boleira e salgadeira. Cresci em uma cozinha caseira, vendo minha avó e minha mãe fazerem suspiro, coxinha, brigadeiro, bolo, empadinha. Sempre estive em contato com a área da gastronomia de certa forma, mas escolhi estudar publicidade.

Como consequência do apoio de meus pais e de meu esforço e dedicação, tive a oportunidade de trabalhar por quase 9 anos atuando em Marketing e Comunicação. Meu último emprego nessas áreas foi em uma ótima empresa, que oferecia um salário digno e diversos benefícios, inclusive GymPass, mesa de pebolim e vídeo game.

Porém, um dia parei para analisar e percebi que, mesmo tendo chegado numa posição legal, eu não me sentia completa. Então, nessa busca interior, resolvi entender um pouco mais sobre café, algo que já há algum tempo me interessava muito. Cursei o Barista Júnior no Coffee Lab. Me apaixonei, ali, naquele curso. Fui lá e fiz o Sênior. Aí, percebi que não era apenas uma paixonite de verão, era o que eu queria para a minha vida.

Entre sonhos e devaneios, um dia surgiu um post na minha timeline do Instagram, publicado pela Um Coffee Co.: Precisamos de Barista/Ajudante Geral. Eu, que já imaginava ser demais trabalhar nessa cafeteria, fiquei com aquela vaga na cabeça. Depois de muito pensar, resolvi mandar o meu CV.

Após três dias montando um currículo – afinal, como eu iria tentar explicar uma mudança dessas de carreira? -,  enviei o e-mail para o endereço indicado. Fui até a cafeteria duas vezes para entrevistas. E, desde o meu primeiro contato com eles, eu pensava todos os dias que eu ia conseguir. Eu queria muito estar lá, até troquei a senha do meu computador do escritório para UmCoffeeCo. Sério.

Então, num sábado de outubro, recebi o e-mail de um dos proprietários dizendo que eles tinham me escolhido. Eu fique tão feliz, mas tão feliz que até chorei de emoção. Juro que isso não é nenhuma técnica de storytelling, eu chorei de verdade! Assim começou minha vida como barista e a cada dia eu tenho mais certeza de que fiz a escolha certa.

Gabriel, Explorador

Escrever um texto nunca é fácil, principalmente quando ele é baseado em você. Digo isso porque antes de começar a digitar essas primeiras palavras me deparei com uma daquelas “lembranças” do Facebook. Um Gabriel com seus 25 anos, cheio de esperança, energia e praticamente fechando um acordo vitalício com o universo. Porém, como qualquer burocrata engravatado, o universo é alguém de quem você precisa duvidar. As coisas se perdem no meio do caminho, as escolhas se tornam maiores e as dúvidas crescem muito mais do que as certezas. Acho que esse pode ser considerado um dos principais motivos que faz alguém virar um barista.

Eu cresci em uma família em que todas as minhas ideias ganhavam reticências e alguém falava: “Ok Gabriel, se você quer mesmo construir uma máquina do tempo, iremos te apoiar”. Isso me deu a chance de explorar uma série de coisas, conhecer diferentes pessoas e testar o máximo de possibilidades possíveis. Foi aí que me deparei com o universo do café e, consequentemente, com o Barismo. Depois de perambular por diferentes carreiras, achei que precisava mais. Tinha que me reinventar de alguma forma e começar do zero de novo. Fiz um curso de barista e, em pouco tempo, já estava empregado. Além de conhecer pessoas incríveis as quais gostaria muito de guardar dentro de um potinho e carregar por aí, a profissão já me possibilitou expandir diferentes sensações, que estavam hibernadas dentro de mim, e até mesmo um talento despercebido.

Ainda é cedo para dizer que ficarei nesse ramo para sempre, mas no momento o café e tudo que o rodeia tem sido meu ópio durante esses últimos meses e, pelo andar das coisas, acho que esse vício ainda tem muito para render.

Andrea, Punk Rock Girl

O café apareceu na minha vida em 3 ondas. A primeira por volta dos 5 anos de idade. Nesta época eu morava num sobrado cor de rosa pastel, cujo chão era um mosaico de tijolinhos vermelhos, amarelos e pretos. Sendo a mais velha de 3 irmãos, sobrava sempre para mim ajudar nos afazeres domésticos.

Não podia tomar café porque era muito nova, mas tinha de servi-lo para as visitas e, foi numa dessas ocasiões, que acabei derrubando uma bandeja cheia de xícaras de café em mim mesma. Veja bem: minha mãe nunca respeitou o limite de temperatura da água de 90 a 100 graus, ela sempre a fervia bem antes de coar o seu café tradicional. O acidente acarretou em uma cicatriz que carrego até hoje.

A segunda onda se deu na minha adolescência quando, diagnosticada com gastrite nervosa e início de úlcera, tive de começar um tratamento médico com uma dieta bem restrita. Nessa época eu gastava todo o meu salário em CDs, revistas musicais da “gringa” e equipamentos para a minha banda riot grrrl. Lógico que sempre guardava uns 10 “conto” por semana para os meus prazeres proibidos – junk food e café de padoca.

Caro leitor, vamos esclarecer uma coisa: se você tem úlcera, beber um café preto tradicional, daqueles carbonizados mesmo, é a coisa mais punk rock do universo, cara! E eu fui uma adolescente bem punk rock.

A terceira onda foi mais uma tsunami, dessas que destroem tudo e te fazem recomeçar do zero. Sou geração X, nunca tive medo de mudar de carreira. Já fui secretária, fotógrafa, assistente pessoal, professora de inglês e tive um brechó e loja de acessórios. Quando ser dona do próprio negócio parou de ser lucrativo, acabei fazendo uns extras nos finais de semana para ajudar no orçamento. Hostess, bartender, garçonete, o que aparecesse…

Até que acabei descolando um trampo de bartender num café bar que trabalha com cafés especiais. Foi paixão ao primeiro gole. A partir daí, fiz curso de barista, de métodos de preparo e de águas (Sim! Existe um curso que explica como os diferentes tipos de águas influenciam no café, mas isso é assunto pra uma próxima coluna). O interessante é que o café é muito mais complexo do que se imagina e estar na área do barismo é ser um eterno estudante, não só da bebida, mas de tudo que a envolve: terroir, torra, variedades, etc.

Atualmente, trabalho em uma cafeteria que me proporciona as ferramentas para me aprimorar como barista. Me sinto muito realizada e aguardo ansiosamente a 4ª onda do café.

Está no ar oficialmente a coluna Litros de café, assinada por Cinthia, Gabriel e Andrea, sempre às quartas-feiras. Conte sua opinião nos comentários e compartilhe usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto de destaque: Pixabay