Qual a diferença entre cold brew e iced coffee?

Duas bebidas geladas e cafeinadas. Muita gente acha que é a mesma coisa, mas não é e essa dúvida vai acabar em dois minutos. A diferença entre cold brew e iced coffee você vai entender hoje assim que terminar essa rápida leitura.

No calor, as opções de café gelado ajudam a refrescar ainda que muita gente não abra mão do cafezinho quente mesmo, aquele pelaaaaaando, sabe?

E tudo bem! O que importa mesmo é aproveitar o café do jeito que você mais gosta. Agora vamos direto ao que interessa.

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A diferença entre cold brew e iced coffee

Cold brew

Enquanto o calor é o responsável por extrair o melhor do café em outros métodos, aqui no cold brew o segredo é o tempo e a água é fria!

Ele pode ser feito por infusão, com uma prensa francesa, por exemplo, ou por gotejamento. Nesse segundo caso, é preciso um equipamento específico.

O pó mais grosso é deixado na água fria por pelo menos doze horas. O sabor vai mudando de acordo com o tempo: quanto mais longo, mais forte. Em geral, o sabor é menos ácido do que o café coado em outros métodos.

A barista Cinthia Bracco, que assina a coluna Litros de Café aqui no blog, já escreveu sobre a história do cold brew e deu algumas boas opções para comprar em São Paulo. Vale a pena ler!

Uma variante interessante e que indico muito é o cold brew nitro, que parece um chopp preto, mas é café.

Em São Paulo, provei e aprovei o do Suplicy Cafés Especiais e também já provei a mesma opção na Starbucks em Paris, na França, em 2018.

Iced Coffee

Iced coffee é mais simples e fácil quando comparado com o cold brew. É o café feito com água quente e resfriado em seguida, simples assim.

Se você quer evitar que fique muito aguado, basta preparar um café mais forte e colocar bastante gelo depois. Vai testando e experimentando e, dessa forma, você acha sua receita preferida.

Eu sou fã da variação com leite gelado, que é o iced latte, uma excelente alternativa e é super fácil de fazer em casa. Quem me acompanha no Instagram sabe o quanto amo!

Prontinho, agora você já sabe a diferença entre cold brew e iced coffee, dois deliciosos tipos de café que vão deixar o seu dia de calor mais agradável. Não que você não possa tomar no frio, tá? Então, se curtiu esse conteúdo, compartilha com aquele amigo coffee lover.

Foto de destaque: Matt Hoffman/ Unsplash

Cafezal em Milão, você tem que conhecer

Muito mais que o cheiro bom do café, quem visita a Cafezal em Milão pode sentir um pouco da nossa brasilidade em um espaço lindo, que – definitivamente – faz jus à fama de cidade do design.

A cafeteria que fica no bairro Brera nasceu em 2018 e, além de ser a primeira torrefação de cafés especiais em Milão, está entre as 3 melhores cafeterias da Europa (Best European Coffee Shop 2018/2019).  

Design + café especial 

O fundador e proprietário é o brasileiro Carlos Bitencourt. Ele, que é engenheiro de formação, começou a prestar atenção ao café especial quando morou em Londres.

Carlos viveu na terra da rainha durante 8 anos a trabalho e, motivado por uma nova oferta profissional, se mudou para Milão, onde ousou empreender e abriu a Cafezal em 2018

“Percebi que o mercado de cafés especiais estava crescendo, porém, um tanto preguiçoso no quesito criatividade, sempre seguindo nos estilos minimalista/nórdico e hipster. Queria algo diferente”, contou Carlos.  

De acordo com ele, essa escolha foi feita de forma cuidadosa justamente para não cair na mesmice. “Foram escolhidos designers que nunca tinham feito uma cafeteria. Isso está refletido desde o logo até o espaço”. 

O projeto tem a assinatura da StudioPepe. e o logo foi feito pelo Studio LaTigre.

Agora, vamos falar de café…

Cafezal em Milão oferece cafés de excelência em vários métodos

Quem visita a Cafezal em Milão vai encontrar aquele belo espresso e também métodos filtrados, como French PressChemexV60 e AeroPress.  

“O diferente é que levamos cafés de origem a partir de uma escolha bem detalhada dos grãos. De cada 20 cafés, um é escolhido”, explica Carlos. 

perfil de torra é definido a partir da escolha do café. “Já consideramos o que fica melhor no espresso e no filtrado”. 

Quem é brasileiro e mora em Milão pode comprar cafés e acessórios para diferentes métodos pelo site.

O modelo de assinatura, em que você paga por mês e recebe em casa o café em grãos ou já moído para espresso ou filtrado, também está disponível.  

“Enfrentamos o risco de trazer algo diferente de tudo que havia aqui até o momento”, finaliza. 

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Cafezal

Via Solferino, 27, Milão, Itália
De segunda a sexta, das 8h às 13h e das 13h30 às 15h. 
Aos sábados, das 9h às 13h e das 13h30 às 17h.
Fechado aos domingos.

Conheci a Cafezal em Milão em 2019, por indicação de uma amiga e fiquei apaixonada. Então, fica mais uma dica para você que tem planeja visitar a cidade. Se você conhece alguém que vai gostar disso, compartilhe. 

Foto de destaque: Fernanda Haddad | umcafezinho.com.br  ©

Meu tio não vive sem café

É fácil passar um café: é só colocar o filtro, depois o pó e a água quente – falando basicamente.

Os mais eruditos, moem os grãos na hora, escaldam o filtro de papel para tirar o gesso, escaldam a xícara, pesam o pó e medem a água e, ainda, cronometram o processo.

Porém, não é todo mundo que sabe passar um café. É o caso do meu tio Chico, lá de Porto Alegre.

Ele sempre toma café na rua, na padaria, na conveniência do posto ou na lancheria (como se chama no RS).

Meses atrás, o prefeito da capital gaúcha intensificou as regras de isolamento social e o meu tio idoso ficou sem o seu @umcafezinho

“Só dá pra pegar um pão seco, no pacotinho, de passagem!”, disse ele, indignado.

Recebi um sinal, de que ele aparecia de surpresa na minha casa, a uns 700 km, para fazer uma visita(!). Fiquei de sobreaviso, ajeitei um quarto de hóspedes e, por sorte, eu estaria em férias.

Para que não ficássemos entediados, bolei um plano: o meu tio Chico Lamas tem um hobby muito específico, o de visitar estádios de futebol pelo mundo inteiro. Já conheceu mais de 2.800 estádios e tem cerca de 7.000 fotografias catalogadas.

Então pensei que pudéssemos fazer o seguinte: sair de casa atrás dos estádios da região, cuidando ao máximo para manter o isolamento social.

Ficamos uns cinco dias no ritual: saindo da garagem, indo até o estádio, fazendo a fotografia dele, em frente ao gramado, com as mãos na cintura, afinal se não tiver esse registro particular, aparecendo na fotografia, como ele vai provar os números citados no parágrafo anterior?

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Cumprimos praticamente todo o protocolo de segurança particular que fizemos, com algumas exceções:

Regra 1 – Não falar com ninguém! Mas tivemos que falar com uma senhora que veio nos abordar sobre o porquê de termos pulado o muro do estádio;

Regra 2 – Não desviar, nem parar no caminho! Porém, nas crises de abstinência, paramos em algumas cafeterias ao longo dos percursos das para visitas aos 13 (!) estádios. Iniciávamos o dia, com o ciabatta com manteiga e um espresso médio na padaria do Tio Carlinhos. Depois, rodávamos uns 50 quilômetros por dia. 

Marcelo Lamas/Arquivo Pessoal

Antes de ir embora, ele me confidenciou que alguns parentes fizeram corpo mole para a visita. Aqui, ele usava máscara até dentro de casa.

Azar daqueles que não receberam o “jovem disposto” de 73 anos e perderam a chance de ouvir um monte de boas histórias. Eu não desperdiço estas oportunidades.

Se você quiser conhecer mais sobre o tio Chico, é só digitar no Google: “Desbravador de estádios”. Se você quiser provar o inigualável ciabatta do tio Carlinhos, precisará vir aqui no interior catarinense e, nesse caso, pode chamar o cronista.

Marcelo Lamas é o autor de “Papo no cafezinho” (Design Editora), disponível em gratuitamente AQUI. marcelolamasbr@gmail.com | @marcelolamasbr

Foto: Vincent Tom/Unsplash