Harmonização de cafés com queijos e brigadeiros

No dia 26 de janeiro, participei do workshop de harmonização de cafés com queijos e brigadeiros, promovido pela minha amiga Litiene Andrighetti, que está à frente do blog Cappuccino e Cia.

Esse foi um evento de alto nível, com degustação de cafés especiais premiados(alguns dos mais caros do mundo), queijos finos e, ao final, brigadeiros.

Continue a leitura até o final e saiba todos os detalhes dessa experiência super enriquecedora. 

Experiências Cappuccino e Cia: como foi a harmonização de cafés com queijos e brigadeiros

Com o tema pineapple, tudo era surpresa e a recepção foi com uma bela pinacolada sem álcool só para entrarmos no clima. 

Em seguida, todos foram vendadose conduzidos até o ambiente onde aconteceriam todas as experiências da tarde. 

Começamos degustando o café Geisha em 2 copinhos diferentes, ainda DE OLHOS VENDADOS. 

Ouvindo músicas também diferentes, tivemos uma experiência COMPLETAMENTE DIFERENTE tomando exatamente o mesmo café. Acredite! 

Em seguida, já sem as vendas, pudemos melhorar nossa percepção sobre acidez, amargor, doce e salgado, com uma dinâmica super interessante feita com várias gelatinas.  

A próxima atividade foi prática. Colocamos a mão na massa para preparar o próprio café em diversos métodos: Hario V60, Pressca, French Press, coador de pano, AeroPress e Pour Over (Bialetti).

Eu escolhi preparar o café na AeroPress porque era o único que eu ainda não havia feito, apesar de já ter degustado várias bebidas nesse método.  

Harmonizamos o café di pássaro, da Unique, com queijos suaves e o café Forquilha do Rio com queijos intensos, todos da Président, além de pão de queijo, da Formaggio Mineiro. 

Para finalizar, degustamos o Inspirazione Shakerato, da Nespresso, com os brigadeiros da Amor aos Pedaços. 

A escolha dos cafés para cada acompanhamento resultou numa experiência muito interessante e agradável. Além de ajudar a apurar o paladar, foi um momento divertido, informativo e que dificilmente não agradaria qualquer coffee loverdo mundo.  

Ao final, todos saímos com café e outros presentes para continuar a experiência em casa, sem contar o sorteio de uma linda moka da Bialetti, com as cores da bandeira da Itália, mas não fui eu a sortuda. 

O mais legal é que a proposta da Litiene é continuar com eventos como esse, porém nunca iguais, sempre cheios de surpresas. 

Leia também o texto sobre o evento no blog Cappuccino e Cia.

Se você gostou de saber como foi esse workshop de harmonização de cafés com queijos e brigadeiros, um novo evento vai ocorrer em São Paulo no dia 06 de abril, às 14h30. Para saber sobre inscrições, clique aqui. Você conhece alguém que vai gostar dessa dica? Compartilhe pelas redes sociais. 

Fotos: Fernanda Haddad | umcafezinho.com.br  ©

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Metas

Estava no trânsito e começaram a chegar mensagens de um número desconhecido. Já em casa, ouvi os áudios:

“Oi Lamas. Aqui é o Guilherme. Peguei teu número com o pessoal”.

O sujeito era um novato na empresa e na cidade. Eu tinha trocado uma ideia com ele na apresentação corporativa e – como sempre faço – recomendado uns lugares para comer. Coisa de taurino. Nem conheço as pessoas e já vou sugerindo comilança.

Lembrei da minha história com outro colega que na minha chegada perguntou se eu gostava de bolos. Pensei que ia ter um convite para ir à casa dele, para conhecer a família e de quebra matar uma fome. Mas ele puxou um bilhetinho e fez um mapa de onde ficava uma famosa loja de cucas da cidadezinha. E ficou nisso. Achei estranho à época. Mas me aculturei e faço a mesma coisa hoje em dia.

Voltando aos áudios do rapaz:

“O pessoal me disse que era melhor falar contigo. Estou com uma dor no joelho. Os caras me disseram que tu já fizeste várias cirurgias e que poderias me ajudar”.

Me enganei. Ele não queria saber o endereço da cafeteria que recomendei.

Facilmente, respondi ao novato, com as melhores referências da cidade e dos arredores. Tinha todos os contatos na agenda e sabia quais atendiam pelo plano de saúde. Acho que os colegas que passaram o meu nome para o novato estavam certos. Melhor dizendo, “meio certos”. Nunca fiz cirurgia alguma, apenas frequentava os ortopedistas por causa das entorces do futebol. 

Naquela mesma semana minha irmã me telefonou solicitando orientações para amenizar dores na panturrilha. Preciso mudar essa fama. Aí está uma boa meta…

Aproveitando que estamos começando um novo ano, vou assumir um compromisso: passarei a convidar os novos colegas de trabalho para irem lá em casa tomar um café. Nem que o motivo seja conhecer a nossa nova chaleira ou o novo moedor de café. Para comprar este último fizemos um pequeno desvio de 60 km no roteiro de férias, para ir à loja de fábrica. Chegando lá custava bem mais caro que no site.

Um bom 2019 à todos. Teremos boas novidades por aqui. Não posso dizer que vou “tirar” um projeto do papel, porque há papel envolvido no meu principal projeto. Aguardemos. 

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Marcelo Lamas é cronista. Autor de “Indesmentíveis”, “Arrumadinhas” e “Mulheres casadas têm cheiro de pólvora”.
marcelolamasbr@gmail.com

Foto: Depositphotos

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Café Regatta em Helsinque, na Finlândia

Antes mesmo de comprarmos as passagens, eu e Flavinha (minha cunhada, mas muito mais que isto, uma das minhas melhores amigas) sabíamos que o Café Regatta em Helsinque seria uma das experiências incríveis na terra do Papai Noel.

Havíamos feito uma promessa de não comer doce até o início de Dezembro para ajudar alguém querido a superar uma questão de saúde, então não víamos a hora de nos deliciar propriamente nesta fofura de café.

Nacionalmente conhecido por seus Cinnamon Buns, uma rosca com massa fofinha enrolada em canela e açúcar, feitos no dia e servidos ainda quentinhos, o Café Regatta foi o mais especial em que já estive e você irá entender o porquê a seguir.

O que você vai encontrar no Café Regatta em Helsinque?

Obviamante, há o fator pessoal de que eu e Flavinha somos apaixonadas por cinnamon buns – originalmente da Suécia e chamada de Kanelbullar, porém naturalmente difundida pela Escandinávia e também pelo mundo.

Nos países desta península, é comum colocar sementes de cardamomo na massa. Isso fez com que nossa ansiedade para conhecer o Café Regatta só crescesse.

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Fomos de transporte público, logo pela manhã e morrendo de fome. Já a chegada foi uma linda supresa.

O café fica afastado do centro da cidade e tivemos de passar por umas florestas, até avistarmos o mar e uma casinha de madeira vermelha isolada.

Ela era envolta por cercas baixas e rodeada de um jardim com muitos pinheiros e enfeites de Natal, mesinhas e, no meio, uma fogueira com bancos cobertos em peles para você se aquecer.

A beira do mar estava congelada e o cheirinho de lenha queimada era um sonho. Seguir o “caminho” demarcado para entrar na cabana vermelha-vinho foi próprio de filme.

Havia muitas pessoas dentro, mas não foi difícil conseguir um lugar porque várias estavam indo embora.

Para entrar na casa, um machado encravado na porta fazia-se de puxador:

O Café Regatta parece uma casinha daqueles duendes inventores de contos, que têm um monte de bugiganga espalhada por todos os lados.

Tem coisa pendurada no teto, as estantes são cheias de objetos, as paredes de quadros, as janelas são decoradas, o clima estava bem natalino e a sensação de estar na casa dos avós e de que você é neta do Papai e Mamãe Noel é inegável.

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Achei muito engraçado esse quadro contornando a esquina da parede:

Essa cortininha é o que separa o “salão” da área de serviço.

Reparem também no leme no teto e nas várias premiações do Café Regatta pela parede:

Cortadores de biscoito, patins de gelo, skis e caldeirão pendurados no teto:

Duendes dentro de um balde, sapatos de salto e uma corda presa à porta, garantindo que ela fechasse automaticamente para ninguém morrer de frio, se algum distraído esquecer de fechar a porta:

Mais quadros e lugar para pendurar os casacos. Realmente uma comunidade hahaha:



Vista da janela para o mar congelado:

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O que comer no Café Regatta em Helsinque?

Na hora de fazer o pedido me deparo com tudo em Finlandês, mas há sim um menu em Inglês, além das opções estarem disponíveis visualmente:

As atendentes são fofas, parecem auxiliares do Papai Noel! Eu perguntei e elas disseram que o Café Regatta é uma empresa familiar com mais de 15 anos de vida.

Hora de apontar o dedo e escolher: nós simplesmente pedimos quase tudo! Fizemos um brunch – ou café da manhã (bem) reforçado:

– Torradinhas de salmão com Crème Fraîche;

– Biscoito de gengibre, típico nesta época do ano;

– Quiche de brócolis e ricotta gluten-free;

– Karjalanpiirakka ou Karelian Pirog, em inglês: esse salgado diferente que você está vendo na foto é tradicional na Finlândia e é muito gostoso, tem sabor de comidinha de vó.

É uma massinha bem fina de centeio em volta desse recheio de arroz molinho e quentinho.

O míni-copo ao lado contém manteiga de ovo (manteiga misturada com ovo cozinho bem picadinho), para você colocar em cima, olhem como é por dentro:

Depois veio a segunda rodada, a principal: cinnamon buns! Sabe quando você até retarda o processo na esperança do momento nunca acabar?

Eu já tinha deixado tudo pago, então voltei pro balcão e peguei nossas roscas de canela e cafés.

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Sobre o café: não há maquina de café espresso. Apenas café coado e você pode escolher se quer o forte ou o fraco / com leite ou sem leite.

Escolhi o forte e estava bem gostosinho! Claro, não posso dizer que foi um dos melhores cafés que já tomei, mas o que é importante entender aqui é que o Café Regatta se trata de uma experiência muito além da bebida.

O que, sem dúvida alguma, eu posso afirmar ter sido o melhor da minha vida é o cinnamon roll. Macio, feito em casa e do dia, com essa crosta de amêndoas açucaradas:

Outro “close”: 

Por dentro:

O sabor estava um sonho, mas é indescritível, vocês terão de ir provar vocês mesmos um dia!

Terminamos de beber, conversar e rir da conversa alheia (como o Café Regatta é pequenino, ficamos bem juntinhos dos outros e havia uma moça atrás da gente que só falava em possíveis tragédias e coisas tristes e reclamava, mas como eu e Flavinhas estávamos plenas e nas nuvens, a energia dela se tornou em um mero detalhe da nossa experiência.

Até isso parecia de filme, pois ela falava e falava e reclamava e os companheiros dela ficavam com aquela cara de: “Ai ai… O que responder para tantas neuras?”.

Chegou a hora de nos despedirmos do Café Regatta, mas claro que antes pedimos para a nossa vizinha de mesa registrar nosso momento tão querido:

Ao sair, o cheiro de lenha queimada toma conta da gente e reparei nos detalhes mágicos, que não havia reparado quando entrei, de tanta euforia quando chegamos.

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Tinha uma vassoura de bruxa, roupas do Papai Noel penduradas no varal e mais bugigangas!



Para finalizar e resumir: agora posso dizer que já fiz parte de um conto de fadas natalino! Gratidão à vida, a mim e à minha parceira de momentos, Flavinha.

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Fernanda Rodante é formada em Direito e Gastronomia; sua independência a fez mudar da cidade onde nasceu para o mundo; e seu exagero sagitariano transforma todos seus interesses em paixão, como escrever, compartilhar e conhecer. Enxerga a vida como uma coleção de momentos e um de seus sonhos é montar o seu próprio Café, mas enquanto isto não acontece, ela vai estudando da melhor maneira possível: explorando! 

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