Simplicidade

Recentemente fiz uma expedição ao Uruguai e o que mais me impressionou por lá foi a simplicidade das coisas. A seguir listo uma pequena amostra do que me encantou:

O povo

As pessoas são agradáveis, tranquilas e prestativas, o que se percebe desde o serviço de imigração. No Uruguai, se você quiser falar com o presidente, basta esperar a saída do expediente, pois ele tem que caminhar até o local onde é permitido estacionar. Devido à população não ser tão grande – mas ser altamente politizada – as decisões são tomadas mais rapidamente, a lei do divórcio, por exemplo, foi decretada 70 anos antes que no Brasil.

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O homem do Guiness

Voltei a visitar o “Museo de Colecciones Arenas”, em Colônia do Sacramento. Entre frascos de perfumes, pins, chaveiros e bonés, o que se destaca é a maior coleção de lápis do mundo. É o próprio Sr. Emílio Arenas que apresenta as curiosidades do acervo. Ele tem uma cafeteira de 1860, que funcionava originalmente à carvão e que após uma reforma na Argentina, foi modernizada para o gás. Quando perguntamos se ele não tinha problemas com cupins, pois a coleção é cuidadosamente organizada em caixas de madeira, ele respondeu: “Uso Jimo”. Simples assim.

Café

Como sabia que no país vizinho aceitam qualquer moeda, catei todos os níqueis e cédulas de viagens passadas. Para não ficar perdido nas conversões, fazia as contas baseado no preço de um cafezinho(100 pesos). Essa utilidade do café eu ainda não havia experimentado! Em uma loja de esportes, gostei muito de um par de tênis. Não o comprei. Achei que 55 cafezinhos era um valor absurdo.

É importante dizer que só tomamos bons cafés lá no país vizinho – seguramente com boas doses de grãos brasileiros. Eles não vinham harmonizados com chocolatinho para disfarçar o amargor. Todos chegavam ao nosso paladar na temperatura certa, bem quente! Nas nossas incursões pelo Brasil, percebemos por vezes muito glamour nas cafeterias e pouca temperatura dentro das xícaras.

 

Marcelo Lamas é o autor de Indesmentíveis (Camus Ed.). Para poder experimentar mais opções de cafés, padronizou as doses em tamanho pequeno.

@marcelolamasbr / marcelolamasbr@gmail.com / Facebook: @marcelolamasescritor

Foto: Marcelo Lamas

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Café e tecnologia

Não tem muito tempo, a gente falou um pouco das ondas do café. Na ocasião, quando comentamos sobre a 4a onda, que está por vir, foi inevitável não citar a tecnologia. Ela está presente em praticamente tudo, inclusive na nossa xícara de café. Hoje, vamos falar um pouco dessa relação entre café e tecnologia. 

Café e tecnologia: o que esperar dessa relação?

Um estudo divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em janeiro deste ano, intitulado A Cultura do Café: Análise dos Custos de Produção e da Rentabilidade nos Anos-Safra 2008 a 2017,  aponta a tecnologia como grande responsável no amento da produtividade do café.

O uso de máquinas para a colheita e novas técnicas de cultivo são exemplos de otimização. Os cafés especiais não ficam de fora. Segundo o produtor Adolfo Vieira Ferreira, da Fazenda Passeio, os ganhos também são perceptíveis na qualidade da bebida. Ele tem instalado em sua fazenda um laboratório de análise sensorial. Isso é  importante para quem pretende focar no mercado de especiais. Ele acredita que uma planta sadia, cultivada com a ajuda da tecnologia, rende grãos de melhor qualidade. Com isso, os consumidores também saem ganhando.

Indo agora para a outra ponta da cadeia, nas cafeterias, essa semana vi algo na internet que foi o que me motivou a escrever este texto: um robô coando café no Japão! Ao mesmo  tempo em que isso me fascina (adoro robôs!), me preocupa. Afinal, um robô barista que além de coados também opera a máquina de espresso, não precisa de VR/VT, não reclama e, até onde a gente se espera, não vai maltratar o cliente. Parece ser um bom negócio.

Não é de hoje que a gente vê máquinas substituindo humanos. O que há anos atrás não passava de ficção, hoje faz parte da nossa realidade. A tecnologia também está na casa das pessoas. Pequenas máquinas capazes de extrair um bom espresso, moedores, torradores e, principalmente, informação.

Porque, então, ao mesmo tempo que isso acontece, a gente também vê uma cafeteria nova a cada dia e, principalmente, baristas entusiasmados em se desenvolverem e insistindo em se manterem em uma profissão incrível, porém desvalorizada?

Eu mesma, barista, não sei muito bem responder a essa pergunta. Da minha parte, estou na profissão porque simplesmente adoro o que eu faço e vejo que muitos colegas compartilham desse meu sentimento. Provavelmente a gente vai dar um jeito de aliar o novo ao artesanal, esperando que sempre haja alguém fã do café old school. Está aí o disco de vinil, vivo até hoje.

Por outro lado, com todas essas facilidades ao nosso alcance e com relacionamentos cada vez mais online, o que vai motivar as pessoas a frequentarem uma cafeteria no futuro? Especialmente nas grandes capitais, onde a gente percebe em muitas pessoas quase que uma aversão ao contato humano. Essa conversa até me faz pensar no Wall-E, aquela animação da Pixar, lembram?

Podemos até falar de tendências, mas o futuro ninguém sabe. Por enquanto o cenário do café é muito positivo no Brasil. Tem muitos profissionais excelentes suando a camisa – e, provavelmente, usando a tecnologia – para garantir a qualidade em nossas xícaras.

Sinceramente, eu não consigo imaginar um mundo sem cafeterias feitas por humanos, nas quais em cada extração vai haver um pouquinho do amor que a gente tem pelo café. Um robô barista é super legal, mas no final das contas a gente sabe o que vai acontecer: vão querer, de alguma forma, humanizá-lo.

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Gostaram da ideia do robô barista? O que acham dessa junção entre café e tecnologia? E hoje, o que motiva vocês a frequentarem cafeterias? Contem nos comentários.

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto: Depositphotos

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Cursos para quem gosta de café e para profissionais

Seja para se profissionalizar ou elevar o nível da bebida que preparamos em casa, aprender mais sobre café é sempre uma boa opção. No post anterior, falamos um pouco sobre as atividades e desafios de um barista. Um dos pontos que listamos era sobre a importância de estudar para se desenvolver como profissional. A partir daí resolvemos trazer algumas sugestões de cursos para quem gosta de café e locais para se especializar.

Se a sua ideia não é ter o café como profissão, mas poder preparar a bebida em casa com mais técnica, não se preocupe. Nós também pensamos nisso!

7 lugares pelo Brasil que oferecem cursos para quem gosta de café

1 . Coffee Lab (São Paulo)

“Um laboratório de sensações. Uma escola de baristas. Uma cafeteria especial”. É assim que o Coffee Lab, referência no Brasil, se define. Com anos de experiência no mercado, a escola oferece cursos técnicos e educativos, como Barista Júnior e Sênior e Café em Casa. Eu cursei os dois módulos de Barista e, quando fui atuar na área, percebi que estava bem preparada. Gostei muito e recomendo! 😉

2 . Wolff Café (São Paulo)

Com um time de profissionais de peso, além de estar com seus grãos presentes em diversas cafeterias especiais em São Paulo, o Wolff Café oferece cursos profissionalizantes como Barista, Torra e Latte Art. Eles também possuem um curso de Filtrados, direcionado tanto aos profissionais como quem pretende melhorar as técnicas dos coados em casa.

3 . Um Coffee Co. (São Paulo)

Eleita a melhor cafeteria de São Paulo em 2017 pela Veja SP, a Um Coffee Co. também ministra cursos em sua unidade do Bom Retiro, sendo que alguns deles dão direito à certificação da SCASpecialty Coffee Association.

Além dos profissionalizantes, eles também possuem o curso Métodos de Extração, que abrange Hario V60, Kalita Wave, Aeropress e Prensa Francesa.

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4 . Academia do Café (Belo Horizonte)

Criada com o intuito de ser um lugar destinado ao aprendizado e formação técnica, a Academia do Café disponibiliza diversos cursos e workshops, atendendo às mais variadas necessidades, que vão desde a introdução ao mundo dos cafés especiais com duração de 1 hora e meia, até cursos mais profundos como os técnicos de Torra e de Barista.

5 . Lucca Cafés Especiais (Curitiba)

Reconhecido pelo público e dono de diversos prêmios, o Lucca Cafés Especiais é, sem dúvida alguma, um dos locais de grande destaque quando falamos sobre cursos na área do café. Boa parte dos técnicos oferecem certificação da SCA e os coffee lovers podem contar com o Preparo de Cafés em Casa. Destaque para os cursos de Tecnologia da Água e Cupping Básico.

Além disso, eles atendem pessoas voltadas para a área do empreendedorismo, como é o caso do curso Como Montar seu Plano de Negócio e da Consultoria em Cafés.

6 . Baden Torrefação (Porto Alegre)

Desde 2014 estabelecida na região Sul do país, a Baden Torrefação vem se desenvolvendo e ganhando cada vez mais força. Recentemente um de seus baristas, Andre Martinelli, ficou em 3o lugar no campeonato Brasileiro de Baristas 2018. Eles oferecem workshops e cursos, também atendendo à demanda dos profissionais e amantes do café.

Atualmente, estão divulgando o curso Ciência da Torra do Café. Para saber sobre os próximos, a recomendação é ficar de olho nas mídias sociais.

7 . Kaffe Torrefação e Treinamento (Recife)

Com a missão de ser um centro de disseminação de conhecimento, o Kaffe Torrefação e Treinamento tem como principal objetivo cursos e capacitação de profissionais. Inaugurado em março de 2017 em Boa Viagem, Recife, a casa oferece cursos técnicos de Torra, Barista, Análise Sensorial, entre outros.

Os entusiastas também podem se aperfeiçoar através das diversas oficinas que acontecem durante o ano: Preparo de Café Filtrado, Degustação e Harmonização e Drinks com Cold Brew são alguns exemplos.  As agendas também vão sendo divulgadas nas mídias sociais.

Se faltava um empurrãozinho para aprender mais sobre café, agora não tem mais desculpa. Ainda mais porque a maioria dos locais dá uma facilitada no pagamento. Eu mesma já programei um curso de torra para o final de fevereiro. E aí, quem mais se animou?

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

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Cidade fantasma

Estava em férias e voltei para a pequena/média cidade do interior onde vivo, pois precisava resolver uns problemas burocráticos. Fui ao cartório e a Jéssica – sim, aqui as pessoas se conhecem pelos nomes – já avisou que eu teria problemas para conseguir pagar uma taxa da prefeitura.

E foi o que aconteceu. A pessoa responsável pelos tributos estava em férias. Vou ter que esperar ela voltar. Também tentei fazer uma doação de sangue e advinhe? Hemocentro com as luzes apagadas. Fiquei bem chateado com isso. Aliás, a cidade toda estava assim, com plaquinhas de FECHADO, penduradas nas portas. As empresas encerram as atividades antes do Natal e só abrem no meio de janeiro. Como há várias praias num raio de 80 km, parece que boa parte da população migra pra lá. Só tinha uma barbearia funcionando e tive que esperar um bom tempo na fila para cortar o cabelo.

Com tudo isso, só não pensei em enforcamento – alternativa comum nos arredores – porque a melhor cafeteria da cidade só fez uma pausa entre as datas festivas, coincidentemente enquanto eu não estava.

Aqui, o condado é naturalmente protegido por morros e rios, o que impede as ações criminosas, além de ter uma polícia bem equipada pelo empresariado. Tudo isso rendeu o título oficial de cidade mais segura do país.

Certa vez, solicitei à prefeitura que desligasse os semáforos (e as máquinas de multa) na madrugada, para não ficar parado como “presa” debaixo do sinal vermelho. A resposta foi que não havia ocorrências desse tipo nesta latitude. Para essa negativa do poder público não fiquei estressado.

Parafraseando Mario Quintana (1906-1994): “Uma boa frase acaba com qualquer desentendimento”.

Que tenhamos bons cafezinhos em 2018!

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Marcelo Lamas é cronista. Reside em Jaraguá do Sul (170 mil habitantes), no norte de Santa Catarina, estado no qual metade dos municípios não tiveram mortes violentas em 2017.
@marcelolamasbr
facebook: marcelolamasescritor
e-mail: marcelolamasbr@gmail.com

Foto: depositphotos

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O que faz um barista?

Você sabe o que faz um barista? Bem, eu sou barista. Quando eu digo isso, minha expectativa em relação a como a pessoa vai reagir é a seguinte:

Porém, não é bem assim que acontece na grande maioria das vezes. As pessoas reagem, principalmente, de 3 maneiras diferentes:

Mesmo que elas não se expressem verbalmente, a gente consegue entender seus pensamentos só de olhar. Outras áreas da gastronomia já são mais valorizadas, como acontece com os sommeliers, enólogos e os cozinheiros. Aos poucos, os baristas também vão ganhando seu espaço, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido.

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É claro que dentro desse universo existem diferentes tipos de baristas e cafeterias, porém o que vale dizer é que existem pessoas trabalhando arduamente na área do café e orgulhosas do que fazem. Por isso, é muito importante a gente falar sobre o barismo. Dessa forma, as pessoas terão informações e a possibilidade de entenderem um pouco mais sobre esse mundo fascinante.

Antes de falarmos sobre as atividades, vamos definir o que é um barista. Para isso, vou usar o conceito da Isabela Raposeiras, que descreve muito bem a profissão:

“O Barista é o profissional responsável pela qualidade do café servido ao consumidor, que deve reconhecer tal qualidade. Para tanto, o Barista deve estudar todos os elementos presentes na cadeia produtiva que influenciam o resultado final da bebida”.

O que faz um barista?

Dito isso, vou listar agora algumas das atividades e características dos baristas.

1 . Estudar, estudar e estudar

A primeira coisa que você deve fazer quando decide se tornar barista é estudar. É preciso aprender as técnicas, entender um pouquinho de produção e assim por diante. No entanto, para ser um bom barista, é necessário dedicação. Tem que estudar sempre e ter disposição a estar em constante aperfeiçoamento, além de ficar de olho nas tendências do mercado.

2 . Treinar o sensorial

É muito importante que o barista tenha o sensorial apurado. Ele precisa de seus sentidos treinados para ter a capacidade de avaliar o café. O barista precisa estar apto a usar as técnicas aprendidas para oferecer uma boa xícara ao cliente e é o sensorial desse profissional que dará a palavra final sobre o equilíbrio perfeito da bebida.

3 . Ser criativo

Seja para criar novas bebidas a base de café, melhorar a operação ou identificar novas oportunidades para levar a diante o conhecimento sobre café.

4 . Mil e uma utilidades

Nem só de café vive um barista. No dia-a-dia de uma cafeteria, muitos desses profissionais também são os responsáveis pela limpeza, organização da área de trabalho, reposição de alimentos e insumos no bar, preparo de alimentos e (muita) louça para lavar. Isso significa que não tomamos café o dia todo, sempre tem algo pra fazer.

5 . Saber lidar com as pessoas

Nessa questão, temos duas vertentes – clientes e colegas de trabalho. Lidar com o público é uma surpresa diária, pois você nunca sabe quem pode entrar pela porta e nem qual será o humor daqueles clientes mais assíduos.

Sobre os colegas, eu devo admitir que aprendi muito sobre trabalho em equipe atuando em uma cafeteria. Eu, que sempre tive dificuldade em pedir ajuda, de repente me vi em um lugar onde eu precisava das pessoas o tempo todo. Para as coisas darem certo a gente tem que criar uma relação de confiança mútua e isso não é fácil de se construir.

Na minha opinião, essa é uma das habilidades mais difíceis que um barista precisa desenvolver.

6 . Fazer network

Participar de eventos, estar presente em grupos de mídias sociais, visitar cafeterias e outros locais que fazem parte da cadeia do café. Tudo isso contribui para o crescimento do barista. Trocar experiências e informações é algo muito valioso em qualquer profissão e no barismo não é diferente.

7 . De aluno a professor

O café vive sua terceira onda e, com isso, a procura por cursos cresceu nos últimos anos. Assim, baristas que antes estiveram em sala de aula, acabam tendo a possibilidade de ensinar. Se bem que eu conheço tanto barista apaixonado, que não precisa nem ser professor. Ensina o cliente, os amigos, marido, filhos…

Para não ser injusta, vou terminar esse texto falando de um amigo, o Julio. Quando eu contei para ele que me tornaria barista, ele (que já trabalhou em cafeteria por um período) ficou feliz e me falou que era uma profissão incrível, que nos  ensina muitas coisas. Como a humildade, por exemplo, já que estamos lá para servir o outro.

Por isso, sempre que estou em dúvida ou com alguma dificuldade em relação ao meu trabalho, uma das coisas que faço é lembrar das palavras dele e, principalmente, de um certo brilho que pude enxergar em seu olhar.

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto: Depositphotos/ Ilustrações: Cinthia Bracco

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Como treinar a avaliação sensorial do café

Se a gente parar e pensar, vai perceber que tomar café envolve muito mais coisas que simplesmente ingerir uma bebida. Nós estamos ligados emocionalmente com ele, seja pelas memórias afetivas ou pelo conforto que ele nos traz. Café é experiência e para melhorá-la, hoje darei dicas de como treinar para fazer uma boa avaliação sensorial do café.

Talvez você já tenha lido no pacotinho de café algo como: notas de chocolate, caramelo e especiarias. Algumas pessoas até ficam em dúvida se foi adicionado algum tipo de aroma. Nesse caso, essas notas são do próprio grão, desenvolvidas a partir de inúmeras variáveis, como terroir, variedade do grão, processamento, torra.

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Quando começamos a entender essas questões e, principalmente, treinar o nosso sensorial, percebemos que a experiência fica mais legal. Perceber as características sensoriais da bebida é difícil, não vou mentir. Por isso, o que a gente espera com essas dicas é que, aos poucos, você vá percebendo que cada café tem seus próprios atributos.

5 dicas para aprimorar sua avaliação sensorial do café

1) Crie repertório

Essa foi uma das primeiras coisas que aprendi, ainda na escola de barismo, e talvez uma das mais importantes quando o assunto é avaliação sensorial do café. Varie sua alimentação, prove comidas e bebidas diferentes, dê chance para novos sabores. Não somente isso: sinta o aroma de tudo, não se limitando à comida. Cheire uma flor, uma planta, a terra. Lembre-se de itens com cheiros não tão bons assim, como borracha, tabaco e madeira.

Existe um kit de aromas usado pelos baristas chamado Le Nez du Café. Ele serve justamente para treinar o sensorial e custa cerca de R$ 980 ou R$ 2.300 a edição especial. Ou seja, não é algo para se ter em casa. Porém, o site Not Bad Coffee criou uma área que não apenas nos mostra a roda de sabores do café, como também nos dá referências de cada aroma, ensinando como reproduzi-los.

2) Olhe para seu café

Falamos muito dos sentidos olfato e paladar, mas a visão também pode dar alguns indícios sobre o seu café.  Se você estiver bebendo um espresso, avalie a crema. Se for um coado, observe o aspecto em si e a coloração. Cafés muito escuros foram torrados excessivamente, então já imaginamos encontrar amargor e notas desagradáveis na xícara.

3) Concentração

No dia em que você se propor a tentar perceber notas aromáticas em um café, tenha em mãos um produto de qualidade, de preferência especial, para encontrar certa complexidade. Além disso, esteja em um ambiente fresco e silencioso, isso vai facilitar sua concentração. Se envolva em todas as etapas.

Abra o pacotinho, sinta o aroma e tente puxar na memória algum cheiro. Moa o café e sinta o aroma de novo. Umedeça o pó e repita o processo. Terminou a extração, sinta o aroma novamente. Prove o café, tente identificar o sabor, sentindo o corpo da bebida, que é aquela sensação tátil na língua.  Espere o café ficar morno, sinta a fragrância e o gosto. Prove o café frio também, pois ele pode variar de acordo com a temperatura. Às vezes, com o café frio, identificamos uma nota que não percebemos enquanto ele estava quente.

No início você não precisa tentar ser específico, identificando por exemplo, lima da pérsia, canela e mel. Comece de forma mais abrangente, tentado identificar os grupo. Fruta, especiaria, algo doce.

4) Compare

Outro exercício interessante é pegar diferentes tipos de café e compará-los no mesmo momento. Pegue um café tradicional, um gourmet e um especial. Faça o treino de concentração com cada um deles e, nitidamente, você perceberá diferenças.

Você também pode fazer o teste usando dois cafés especiais. Peça ajuda do barista para pegar um café mais ácido e outro mais doce ou com notas mais tradicionais. Prove os dois no mesmo momento ou um logo após o outro, quando suas sensações ainda estão frescas, e faça uma análise.

5) Se especialize

Caso você goste da brincadeira, procure um curso. Alguns locais já oferecem esse tipo de especialização e você poderá adicionar mais esse conhecimento ao seu currículo de coffee lover.

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Algumas pessoas têm mais facilidade para desenvolver o sensorial e, mesmo assim, sabemos que é algo complexo e que requer treino diário. Por isso, não desanime se você não estiver acertando muito nas primeiras tentativas. Afinal, o importante mesmo é se divertir e, principalmente, sentir aquele bem-estar que só uma xícara de café é capaz de nos proporcionar.

E aí, gostou das dicas sobre avaliação sensorial do café? Conta pra gente como é a sua experiência com o café.

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Fotos: Depositphotos

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Presente de Natal

Véspera do aniversário de Cristo. Depois de dirigir por doze horas, cheguei ao extremo sul do Brasil para passar as festas de fim–de–ano com meus pais. Mal tinha largado a mala, fui intimado pela mãe: “Marcelo! Recebi um telefonema da Santa Casa. Está faltando alguém para ser o Papai Noel. Acho que podes ajudar”.

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Também era o meu primeiro dia de férias e ainda estava meio amassado da viagem. Na hora, lembrei da máxima da sabedoria popular: “Se família fosse bom, Deus tava cheio de irmãos”. O termômetro marcava 35°C, vestir uma fantasia de mangas longas e com barba comprida não estava nos planos daquela tarde ensolarada. E tinha o agravante de ter que colocar uma almofada na barriga, para disfarçar meu modesto peso, insuficiente para o novo cargo. 

Porém, a consciência pesou. Minha mãe sempre trabalhou no Centro Cirúrgico daquele hospital e, mesmo após a aposentadoria, continuava ministrando aulas de Enfermagem e Obstetrícia na Santa Casa. Lembrei das inúmeras festas de funcionários que frequentei na infância, dos presentes, doces e refrigerantes ganhos. Na instituição, havia o ícone Padre Barbieri, um franciscano sexagenário que dava aulas de reforço em várias ciências e que me ajudava com os problemas da matemática.

Resolvi retribuir as gentilezas e fui para o nobre evento. Juntamente com a equipe do presépio, andei pelos corredores, quartos e salas do hospital, cumprimentando as pessoas e distribuindo pequenos panetones.  Fiz uma voz que julguei ser parecida com a do Noel oficial. Na maternidade, as mães faziam questão que eu segurasse suas pequenas jóias. Na pediatria, as crianças comemoravam minha chegada. Na geriatria, os idosos ficavam emocionados, como se estivessem diante de um ídolo. Outros, “esquecidos” pelas famílias, incontidos, mostravam alguma nova esperança. 

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Na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) uma jovem paciente que parecia estar há tempo imóvel, com uma lenta e esforçada piscada de olhos, “me disse”: “Obrigado por ter vindo!“. Foi meu presente de Natal inesquecível. Naquela tarde, nem senti falta do meu sagrado cafezinho.

Feliz Natal!

 

Marcelo Lamas é cronista. Em 1978 pediu uma irmãzinha (a Susana) para o Papai Noel. 

*Crônica original publicada no livro “Mulheres Casadas têm Cheiro de Pólvora” – Design Editora, 2009.
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Gran Caffè Defilla funciona desde 1914, em Chiavari

O Gran Caffè Defilla foi a primeira cafeteria histórica que conheci neste retorno à Itália. Fica no centro histórico da cidade de Chiavari, na costa da Ligúria, região bastante badalada durante o verão europeu especialmente. As praias são lindas e, independentemente da época que você for visitar, não tem como não gostar.

A história do Gran Caffè Defilla

O Gran Caffè Defilla foi fundado em 1914 por Gaspero Defilla, integrante de família vinda da Suíça para a Itália. Ele comprou o restaurante dos irmãos Sanguineti e começou, então, a reestruturar o espaço, que conta com 15 lindas e grandes janelas com vista para as arcadas do Corso Garibaldi.

 Frequentado pela burguesia, políticos importantes e pelos intelectuais do começo do século XX, o lugar é ainda hoje conhecido pelos produtos e serviço de alta qualidade mesmo tendo passado por diversos donos.

O café é divido em salas, todas bem decoradas no estilo clássico e floral e mesas em madeira, além dos candelabros de vidro do final do século XIX. Destaque para a sala de chá e a enoteca, que foi implantada algum tempo depois, e que hoje oferece bons rótulos para degustar ali ou levar para casa. Na calçada também há mesas com aquecedores no período de inverno.

O cardápio é farto não só de cafés, acompanhamentos e vinhos, mas de boa comida também. Vale a parada para qualquer refeição do dia. Na confeitaria, destaco a torta de maçã com sorvete de baunilha (famosa!) e todos os doces com chocolate (só porque eu amo chocolate). O cappuccino, o chocolate quente e o toast de queijo são maravilhosos!

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Gran Caffè Defilla

Endereço: Corso Garibaldi, 4 – Chiavari (Ge)

Horário de funcionamento: aberto todos os dias das 7h30 a meia-noite. Aos feriados, podem ocorrer alterações.

Telefone: +39 0185 309829

Conte nos comentários a sua opinião sobre o Gran Caffè Defilla. Tem vontade de conhecer? Já visitou? Coloque no seu roteiro de viagem para a Itália. Ali no canto direito você pode fazer a sua reserva de voo e hospedagem pelo Booking. Facilitamos a sua vida e você ajuda o blog a continuar trazendo conteúdos interessantes sobre as cafeterias históricas pelo mundo. Vai compartilhar? Use a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

Fotos: Fernanda Haddad ©

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App Coffee Match usa café como ferramenta de networking

Quantas vezes você já marcou um café com alguém para falar sobre trabalho? Seja qual for a resposta, esse comportamento é uma tendência. As cafeterias oferecem cada vez mais benefícios para manter ali os trabalhadores remotos ou aqueles que escolhem o local para uma simples reunião. Atentos a tudo isso, o empresário brasileiro Nicolas Romano e seus sócios Fernando Epelman e Henrique Emídio apostaram suas fichas no Coffee Match.

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Entenda o que é e como funciona o Coffee Match

O Coffee Match foi lançado em abril e, antes de mais nada, não tem nada a ver com Tinder e é diferente de LinkedIn. Essa é uma ferramenta que gera conexões entre pessoas que têm um interesse em comum. “Minha ideia era de criar um aplicativo que conectasse pessoas em cafeterias, mais precisamente a Starbucks, sempre com o intuito de fazer negócios”, conta Nicolas.

Com os testes iniciais, eles perceberam que faltava um propósito para que as pessoas se conectassem de fato para fazer negócios e networking.

“A proposta nunca foi ser um aplicativo de paquera. Para evitar que houvesse essa confusão, lançamos uma nova versão. De um lado estão cadastrados os projetos e suas necessidades e do outro as pessoas e suas habilidades para ajudar na execução de determinadas tarefas dentro desses projetos”, explica.

Aí quem combina um encontro de negócios nas cafeterias parceiras diretamente pelo App ganha cafezinhos, entre outros benefícios. Outro ponto interessante é que os benefícios são constantes e não só para o primeiro encontro. O objetivo principal é fazer com que as pessoas entendam o poder do networking e frequentem mais cafeterias. “Mesmo sendo o maior produtor mundial de café, por aqui só 1% das pessoas frequentam cafeterias”, diz.

O que as cafeterias parceiras ganham com isso? O Coffee Match quer ajuda-las a entender o comportamento desse consumidor para, então, colaborar com essa aproximação. Assim, as cafeterias têm acesso a uma base de dados e podem trabalhar com publicidade e promoções direcionadas para atrair ainda mais o consumidor para o ambiente.

Em São Paulo, Octávio Café e Suplicy Cafés Especiais também já fazem parte do projeto. Ele está disponível para iOS. Para Android deve estar em abril/maio de 2018. Clique aqui para baixar o Coffee Match.

O que achou do App Coffee Match? Gosta da ideia do café como ferramenta de networking? Conte nos comentários e compartilhe com os amigos pelas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto: Fernanda Haddad (umcafezinho.com.br)

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Cold brew: de onde surgiu, como é feito e muito mais

Café frio ou gelado ainda causa estranheza em muitos brasileiros, mas aos poucos essa forma de consumir a bebida vai ganhando espaço e o coração dos coffeelovers. Hoje eu vou falar do cold brew.

A história do cold brew

Apesar de a gente ter ouvido falar muito do cold brew nesse último ano, sua história começou já tem um bom tempo. E não estou falando de quando a bebida apareceu nas cafeterias dos EUA e Europa. Historicamente, surgiu em meados do século XVII.

A partir da necessidade de transportar o café em viagens e guerras, os holandeses tiveram a ideia de produzir um tipo de extrato de café. Os japoneses relacionaram o método com a forma de produzir chá, sempre muito presente em sua cultura, fazendo com que essa bebida também ficasse bem conhecida na terra do sol nascente.

Porém, naquela época a forma de consumo era um pouco diferente. O extrato era misturado em água quente e dali saía um café quentinho. Se a gente pensar bem, era quase como o café solúvel de hoje em dia.

Somente por volta de 1837, na França, é que a bebida passou a ser consumida gelada, mais parecida com a que fazemos atualmente. Depois disso e do auge desse formato que aconteceu no Japão na década de 60, as técnicas foram se aperfeiçoando até chegarem às latas a garrafinhas de cold brew que a gente vê nas prateleiras.

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Como é feito o cold brew?

O cold brew nada mais é que a extração de café a frio. Ele é feito a partir de duas maneiras: infusão ou gotejamento. Para ambas, a moagem do café deve ser grossa.

Na primeira, basta deixar o café infusionado em água gelada durante algumas horas – o tempo exato e a proporção (café x água) vão depender de cada receita. Depois, é só fazer a separação do líquido.  Um equipamento que a gente pode usar para fazer o cold brew em casa é a prensa francesa. Ao final do período em infusão, basta abaixar o êmbolo. Se você não tiver a prensa ou quiser uma bebida com menos resíduo, dá para usar um coador de pano.

A segunda maneira, gotejamento, já demanda um equipamento próprio, que é um tipo de torre composta por três recipientes: um para a água gelada (em cima), outro para o café moído (meio) e um vazio (base) para receber a extração. No recipiente em que colocamos a água, tem uma torneirinha. É ali que a gente controla o fluxo do gotejamento, que deve ser bem lento.

Sim, nós temos cold brew!

Apesar de não ser um assunto super novo, falar de cold brew é legal porque ainda tem gente descobrindo a bebida por aqui. Se a gente prestar um pouquinho de atenção, vai perceber que o mercado cresceu nesse último ano e continua evoluindo. Até a Starbucks lançou sua bebida há uns meses.

Falando nisso, a gente não pode deixar de citar a True Coffee Inc., que foi uma das pioneiras na produção de cold brew no Brasil. Eles começaram em 2014 e até hoje são referência no assunto, seja pela inovação ou pela qualidade.

Uma marca mais recente é o Amigo Cold Brew, que vale ser citada por seu diferencial na criação de sabores diferentes.  Sempre usando ingredientes naturais e livre de aditivos, a gente pode beber cold brew de limão siciliano e alecrim e até maracujá com canela!

As novidades não param por aí. Tem até clube de assinatura de cold brew, que você recebe a bebida em casa todo mês. O Sede de Café, por exemplo, tem produção artesanal e faz todo um trabalho informativo, dando detalhes sobre o produto que eles estão enviando, além de sugerir formas de consumo.

Muitas cafeterias também fabricam seu próprio cold brew, seja para oferecer ao seu cliente como produto final ou para usar como ingrediente nos drinks da casa. Aproveite que o verão está aí e prove o café gelado!

Sozinho ou acompanhado

Sempre uma boa pedida cafeinada no calor, o cold brew vai bem de qualquer jeito. Pode ser só com gelo, misturado com tônica e até com gim, por que não? 😉

O legal é criar e dar uma chance para o café gelado. São outras sensações de aromas e sabores. Para se ter uma ideia do que o cold brew é capaz, confira duas receitas que a Revista Espresso publicou há um tempinho: Cold Citrus e Coconut Coffee. A gente se refresca só de ler!

E vocês, gostam de cold brew? Alguém tem outra receita para compartilhar? Conte nos comentários.

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Fotos: Depositphotos

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