Um café e um amor

– Você pode anotar seu e-mail aqui? – disse ele, me dando o celular, de repente.

Ele sempre fez perguntas que me pegaram de surpresa. Vai ver é justamente por isso que prestei atenção nele.

Pensei: – Quem é esse cara? Quem é que pede o e-mail de alguém em um lugar desse?

Até aquele dia eu gostava de outro, achava que esse outro era o amor da minha vida.

Rá. Mal sabia dos cafés que estavam por vir.

Sabe aquele dia que você não está a fim de sair de casa? Me contrariei e fui. Cheguei, peguei uma bebida e fiquei ali de lado a observar o ambiente, as pessoas. Era um bar badalado, gente bonita, mas eu só conseguia pensar na minha cama e no outro – com quem eu havia brigado dois dias antes.

Aí, veio ele cheio de sorriso pro meu canto e foi ficando, como quem não quer nada. Aquele dia não teve nada mesmo. Eu não queria nada. Nem sabia o que eu estava fazendo ali. Tanto era verdade que anotei meu e-mail errado.

Para a nossa sorte e dos cafés que estavam por vir, o amigo dele ficou com uma menina da minha turma. Ele me achou.

Ele estava indo passar um mês fora a trabalho, mas a conversa continuou, por e-mail, telefone, Skype, com perguntas do tipo: – Você dorme de meias? – O que você come no café da manhã? (Depois ele me contou que, assim como a pergunta do e-mail, era só para me chamar a atenção. Ele queria saber, mas a ideia era me fazer rir e me fazer estranhar mesmo cada uma delas para que, então, eu prestasse atenção. Deu certo).

Do segundo encontro em diante, teve sempre café. Acho que o que eu mais gostava era que, quando ele ia me buscar em casa, tinha sempre um copo de café mocha (meu preferido da Starbucks) no console do carro me esperando, com aquele lacrezinho verde espetado para não esfriar.

Na casa dele, a lembrança é daquele café de máquina com chocolatinho para acompanhar. Nosso último encontro não podia ser em outro lugar. Foi ali na Starbucks da Rua Gaivota, esquina com a Av. Pavão, em Moema.

Isso tudo só para dizer que dos melhores amores que tive, o que eles têm em comum é que vem sempre o momento do café na memória. No começo, no meio e no fim.

Alguns valem a pena guardar assim, só registrando as gentilezas e o cheirinho de café.

“Um café e um amor… Quentes, por favor!
Pra ter calma nos dias frios.
Pra dar colo
Quando as coisas estiverem por um fio”.

Caio Fernando Abreu

 

Tem algum amor que te lembra um café ou um café que te lembra um amor? Conte nos comentários.

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Café número seis

Você vai gostar de ler:

 

Fernanda Haddad é idealizadora e editora do projeto @UmCafezinho. Formada em jornalismo, tem uma empresa de conteúdo e estratégia digital. Trabalhou no Grupo Bandeirantes por quase 5 anos, gerenciou o conteúdo do Universo Jatobá nos primeiros 2 anos de portal e trabalhou em outros projetos de Content Marketing para grandes marcas, em startup. Também é locutora e apaixonada por bulldogs e chocolate. Nas horas vagas, toma café, lê, vê um filme ou outro e escreve um pouquinho. Fernanda escreve às terças-feiras.

Foto: Pixabay

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Café 5 – Sobre não fazer planos no banheiro

Outro dia li assim: café ajuda quem dorme pouco e sonha muito. Não encontrei a autoria, mas imediatamente me lembrei da Eva. Eu e Eva nos conhecemos na Bahia, tomando um cafezinho. E foi com ela que aprendi sobre não fazer planos no banheiro. Parece louco, mas vi algum sentido.

Explico.

Estávamos conversando sobre a vida, nada específico. Eu, ela e minha irmã. Ela, a Eva, uma mulher visivelmente forte, cuida de duas filhas adolescentes sozinha e nos contava resumidamente e com muito bom humor – o que ela tem de sobra – sobre como foi para chegar ali. Eis que, do nada, a Eva nos perguntou:

– Vocês não ficam sonhando e fazendo bons planos para a vida enquanto estão tomando banho, né?

Eu e minha irmã nos olhamos e rimos, dando a entender que sim. E ela logo continuou, séria:

– Olha, vocês não deviam fazer isso. O que tem de baixo do banheiro é esgoto. O banheiro é um lugar onde a gente se lava, se renova. A gente deixa lá o que não serve mais. Não é lugar de ficar horas e horas pensando e sonhando sobre as coisas boas que queremos para a nossa vida. Tomem banho, escovem os dentes, façam suas necessidades e só.

Fiquei pensando sobre isso naquele dia e, desde então, penso sempre que entro em qualquer banheiro. Se isso tem ou não algum efeito imediato na vida, não sei. Mas, vi algum sentido nas palavras da Eva.

Já tive muitas ideias boas enquanto tomava banho. Isso ainda acontece. Entro com uma questão, saio com uma solução. Espero que isso não mude. Vai ver é porque, ao sair do banho, tudo fica mais limpo, inclusive as ideias. Meu compromisso, a partir de agora, é de tirá-las dali o mais rápido possível.

Continuo dedicando os meus minutos sonhando acordada e fazendo planos para a vida tomando um cafezinho ou antes de dormir. No banheiro, me concentro naquilo que não preciso mais, naquilo que não quero mais. Afinal, é legal fazer planos e sonhar com aquilo que a gente deseja, sim. Mas, também é tão ou mais importante ter bem definido aquilo que não queremos mais. Se água e sabão resolve, pode ser. O exercício é interessante.

Conte aí: você tem esse hábito de fazer planos no banheiro? Divida sua opinião nos comentários. 

 

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Café número cinco

Esse texto foi escrito no aeroporto de Salvador, na Bahia, no dia 25 de maio, na volta na viagem em que conheci a Eva.

Você vai gostar de ler:

 

Fernanda Haddad é idealizadora e editora do projeto @UmCafezinho. Formada em jornalismo, tem uma empresa de conteúdo e estratégia digital. Trabalhou no Grupo Bandeirantes por quase 5 anos, gerenciou o conteúdo do Universo Jatobá nos primeiros 2 anos de portal e trabalhou em outros projetos de Content Marketing para grandes marcas, em startup. Também é locutora e apaixonada por bulldogs e chocolate. Nas horas vagas, toma café, lê, vê um filme ou outro e escreve um pouquinho. Fernanda escreve às terças-feiras.

Foto: Pixabay

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Café 4 – Sobre a capacidade de ouvir o outro

Seja na rede social ou na vida real, estamos vivendo no meio de um diálogo de surdos. (Li esse termo em um artigo e tenho observado muito). Todo mundo só quer falar – ou berrar – o que convém na hora que deseja, quase sempre de si. Só falar. Já reparou?

Estamos perdendo a capacidade de ouvir o outro. Falamos o tempo todo sobre nossas opiniões, sobre o que somos, sobre o que sabemos, sobre o que é importante para nós e nos esquecemos de nos interessar pelo que o outro diz. Uma atitude simples e complementar que pode nos fazer rever conceitos, mudar de ideia e progredir está desaparecendo.

Essa falta da capacidade de ouvir talvez possa ser o motivo de tantos discursos de ódio que circulam por toda parte, especialmente na internet. Se você nunca parou para ler os comentários de matérias que circulam pela rede, nem sei se seria uma boa da minha parte sugerir. As pessoas, que se acham blindadas pelas telas dos seus computadores, vomitam grosserias, palavrões, preconceito, ódio. Tudo isso por nada, de graça, refletindo fortemente aquilo que elas têm dentro de si.

Se lembra do caso da Maju, a moça do tempo do JN, ou da atriz Taís Araújo, que foram atacadas com palavras racistas em seus posts?

A comunicação em geral está cada vez mais violenta, não só pela web, e isso é um problema. No nosso próprio dia a dia, muitas vezes, respondemos com ataque a qualquer tentativa de diálogo. Atacamos sem ouvir o outro porque julgamos rapidamente qualquer que seja o discurso sem atenção. Não escutamos com a intenção de entender e sim com a intenção de responder.

Pegando a responsabilidade das nossas ações para nós mesmos, e se a gente começar a prestar mais atenção para o que o interlocutor está falando e parar de reagir de imediato? Cada um tem seu certo e seu errado. Cada um foi criado de uma maneira. Podemos começar com respeito, no sentido literal da palavra. Segundo esse mesmo artigo que citei no início, a palavra respeito significa “olhar de novo”. “Re” significa que algo vai acontecer de novo; “spect” significa ver.

“As pessoas não são perturbadas pelas coisas, mas pelo modo que as veem”, Epicteto.

A perda da capacidade de ouvir genuinamente o outro está calando os diálogos. Será que o interlocutor está com os dias contados?

Como anda a sua capacidade de ouvir? Já pensou sobre isso? Conte sua opinião nos comentários e compartilhe nas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

 

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Café número quatro

Esse texto foi escrito durante vários dias, em vários lugares e vários cafés.

Você vai gostar de ler:

 

Fernanda Haddad é idealizadora e editora do projeto @UmCafezinho. Formada em jornalismo, tem uma empresa de conteúdo e estratégia digital. Trabalhou no Grupo Bandeirantes por quase 5 anos, gerenciou o conteúdo do Universo Jatobá nos primeiros 2 anos de portal e trabalhou em outros projetos de Content Marketing para grandes marcas, em startup. Também é locutora e apaixonada por bulldogs e chocolate. Nas horas vagas, toma café, lê, vê um filme ou outro e escreve um pouquinho. Fernanda escreve às terças-feiras.

Foto: Pixabay

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Café 3 – Como você usa seu tempo?

O segredo da vida é saber desfrutar da passagem do tempo. Recebi um cartão com essa frase no meu aniversário de 28 anos no quarto do hotel onde eu estava com a família, em Gramado. Ao procurar pela autoria enquanto escrevia esse texto, achei o trecho na música Secret o´ Life, do James Taylor.

Você desfruta bem da passagem do seu tempo? Pergunto porque foi a partir desse cartão que eu passei a pensar conscientemente sobre isso. Antes, com os pensamentos desorganizados, eu só sabia me expressar sobre isso em forma de reclamação.

Eu achava bonito estar sempre ocupada, trabalhando sempre aos feriados e finais de semana. Nos raros dias em que eu não precisava trabalhar, tudo o que eu queria era ficar na cama para compensar as horas de sono perdidas. Sempre dizia: “faz parte do ofício. Escolhi ser jornalista ciente disso”.

Para qualquer programa que não fosse trabalho, era constante dizer:

– Estou cansada, não tenho tempo. Na semana que vem eu vou.

– Hoje não posso, vou trabalhar até tarde.

– Queria ir, mas não vai dar. Troquei meu plantão e vou trabalhar todo o final de semana.

– Hoje não vai dar. Esse é o único final de semana livre, preciso dormir.

Estava tudo errado. Eu vivia esgotada e achava que era o trabalho que fazia isso. Até o dia em que me dei conta de que a responsável era eu mesma. Eu mudava de trabalho e o problema era o mesmo. Era eu que deixava isso acontecer. Afinal, o tempo é meu, né, gente?

Se pergunte: como você usa seu tempo hoje?

Hoje, depois de mudar muita coisa (isso é assunto para outro texto), minha relação com o tempo vem mudando.

Parei de valorizar a pressa. Valorizo cada cafezinho, seja sozinha ou acompanhada. Procuro ouvir atentamente cada pessoa que se dirige a mim, sem ficar pensando no que tenho que fazer depois. Parei de brigar com o relógio ou com as pessoas quando estou inevitavelmente atrasada para algo. Isso acontece. Se posso, vou a uma exposição que quero muito ou ao cinema no meio da tarde e no meio da semana, sem culpa. Pratico o ócio sem culpa. Faço o que gosto sem culpa.

“Tempo é o tecido da nossa vida, é esse minuto que está passando. Daqui a 10 minutos eu estou mais velho, daqui a 20 minutos eu estou mais próximo da morte. Portanto, eu tenho direito a esse tempo. Esse tempo pertence a meus afetos. É para amar a mulher que escolhi, para ser amado por ela. Para conviver com meus amigos, para ler Machado de Assis. Isso é o tempo”. Antonio Candido

E você, tem tempo para fazer as coisas que te deixam feliz? Ou vive dizendo que não tem tempo para nada? Tá na hora de pensar em como você usa seu tempo, não? Conte sua opinião nos comentários. 

 

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Café número três

Estou escrevendo de Itaparica, na Bahia. Dia 21 de maio de 2017, às 16h03.

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Fernanda Haddad é idealizadora e editora do projeto @UmCafezinho. Formada em jornalismo, tem uma empresa de conteúdo e estratégia digital. Trabalhou no Grupo Bandeirantes por quase 5 anos, gerenciou o conteúdo do Universo Jatobá nos primeiros 2 anos de portal e trabalhou em outros projetos de Content Marketing para grandes marcas, em startup. Também é locutora e apaixonada por bulldogs e chocolate. Nas horas vagas, toma café, lê, vê um filme ou outro e escreve um pouquinho. Fernanda escreve às terças-feiras.

Foto: Pixabay

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Café 2 – Vamos falar sobre postar fotos nas redes sociais

Pega um cafezinho aí e vamos falar sobre postar fotos nas redes sociais. Não vou me estender muito. As fotos nas redes sociais refletem, na maioria das vezes, uma ilusão de como gostaríamos que fosse a vida todos os dias, mas a gente sabe que não é bem assim, né? Se não sabe, deveria.

Veja esse vídeo antes de continuar:

A gente precisa se lembrar que ninguém é feliz 24 horas por dia, 365 dias no ano. A vida não é toda essa paisagem e ostentação, não. Vida que é vida tem altos e baixos, dias bons e ruins. Quem posta sabe disso. Quem posta sabe que, às vezes, é aquele #tbt de quinta-feira que traz alegria para uma semana ou dia que não foi tão bom assim, só pela oportunidade de lembrar do momento. Mas quem vê precisa ser lembrado, especialmente quando julga as fotos do amiguinho.

O que eu quero dizer com isso é que essa é uma questão que, na minha opinião, precisa ser trabalhada muito mais na cabeça de quem vê do que de quem posta. É bem aquilo de ter responsabilidade pela própria vida e pelas atitudes, sabe? Sinceramente, eu não gosto de ver fotos feias em rede social nenhuma. Quero mais é ver gente feliz, paisagens lindas, viagens incríveis, pratos de comida de restaurantes legais e por aí vai.

A nossa felicidade e autoestima não pode nem deve ser medida pela timeline do amigo que a gente julga ser mais bonito e interessante e que já teve a oportunidade de conhecer mais lugares pelo mundo. Talvez não seja ele que deva diminuir ou parar de postar o que bem quiser. Talvez seja o nosso olhar que precise ser melhor treinado para observar com mais carinho para as coisas boas que acontecem na nossa própria vida. Aposto que esse treinamento pode, inclusive, render fotos bacanas, sabia?

 

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Café número dois

Estou escrevendo do meu quarto, em São Paulo. Dia 14 de maio de 2017, às 20h03.

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Fernanda Haddad é idealizadora e editora do projeto @UmCafezinho. Formada em jornalismo, tem uma empresa de conteúdo e estratégia digital. Trabalhou no Grupo Bandeirantes por quase 5 anos, gerenciou o conteúdo do Universo Jatobá nos primeiros 2 anos de portal e trabalhou em outros projetos de Content Marketing para grandes marcas, em startup. Também é locutora e apaixonada por bulldogs e chocolate. Nas horas vagas, toma café, lê, vê um filme ou outro e escreve um pouquinho. Fernanda escreve às terças-feiras.

Foto: Pixabay

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Café 1 – Menos é mais? Uma reflexão sobre minimalismo

Menos é mais? Minimalismo pode até parecer (ser) modinha, mas vejo mais como o único caminho para não surtar nesse mundo louco e viciado em insatisfação. Esse mesmo, onde eu e você vivemos. No último fim de semana, tive o prazer de assistir ao documentário “Minimalismo: um documentário sobre as coisas que importam” no Netflix. Um alento.

Foto: Reprodução

O filme traz a história de dois amigos Joshua e Ryan, já conhecidos por espalhar os conceitos e práticas do minimalismo por aí. Eles são os autores do site The Minimalists e vivem o que escrevem. O documentário conta com outros relatos, tanto de especialistas como de outros personagens praticantes do minimalismo, com o objetivo de tentar nos fazer enxergar o que é que nós nos tornamos.

Minimalismo, no dicionário*, significa predisposição para redução e simplificação dos elementos que compõem um todo. Nos tornamos o oposto disso. Somos viciados em novidades e excessos. Vivemos imersos na ilusão criada pelas redes sociais. As campanhas publicitárias estão cada vez mais agressivas, inclusive para o público infantil. As revistas fazem questão de nos colocar como fora de moda, fazendo com que a gente se sinta sempre inadequado. Sem-pre. É uma busca sem fim e, muitas vezes, a gente nem se dá conta. E sofre.

Foto: Reprodução

Hoje em dia, a moda, por exemplo, trabalha não pensando nas 4 estações do ano e sim em 52 coleções para produzir uma necessidade desnecessária, que está deixando o mundo doente. Se você nunca parou para pensar nisso, recomendo também que veja The True Cost, outro documentário interessante sobre o impacto social, econômico e ambiental do voraz fast fashion no mundo todo – também tem no Netflix.

O que me conforta é saber que temos alternativa, mas precisamos estar atentos porque é uma armadilha, sim. E não falo de radicalismos, gente! Não precisa quebrar o iPhone, viver com duas trocas de roupa de segunda a sexta e mais uma um pouco mais arrumadinha para sair no final de semana. Não é nada disso.

Também não acho que seja condenável usar maquiagens da M.A.C nem bolsas Chanel, ou seja lá o produto ou marca que você preferir, se você tem condições para isso. A questão é o erro de achar que dentro de uma bolsa caríssima tenha um “certificado de felicidade”. Pior ainda: quando a solução para ter a bolsa da moda é pagar o mínimo do cartão de crédito esse mês e ver se dá para parcelar a parte que a sua poupança de anos não conseguir completar, tem algo errado.

O grande problema não é o dinheiro nem ter muito dinheiro. Talvez seja o excesso de tudo o que achamos que precisamos e a forma como lidamos com o dinheiro. Ou ainda: o grande problema talvez seja o preço que estamos dispostos a pagar quando nosso principal objetivo na vida é ganhar cada vez mais dinheiro – e poder – para ter mais coisas. O preço é alto e requer tempo, inclusive aquele que dedicamos aos nossos amigos e familiares. É uma conta que não fecha. Não tem como dar certo lá na frente, já que o preço que pagamos pela busca da “felicidade” causa esse desequilíbrio, que parece satisfazer, mas colabora com a insatisfação no médio e longo prazo.

“Bem no fundo, nós realmente não queremos mais coisas, mais brinquedos, mais carros. Queremos o que eles trarão para nós. Queremos nos sentir completos. Queremos nos sentir satisfeitos” – Rick Hanson, neuropsicólogo (Ph.D)

O que eu quero mesmo é conseguir enxergar o caminho do meio. E tenho certeza de que preciso de muito menos para isso. E você? Você acha que menos é mais? Conte sua opinião nos comentários.

 

*Definição encontrada no dicionário Michaelis.

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Café número um

Estou escrevendo da sala da minha casa em São Paulo. Dia 8 de maio de 2017, às 16h03.

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Fernanda Haddad é idealizadora e editora do projeto @UmCafezinho. Formada em jornalismo, tem uma empresa de conteúdo e estratégia digital. Trabalhou no Grupo Bandeirantes por quase 5 anos, gerenciou o conteúdo do Universo Jatobá nos primeiros 2 anos de portal e trabalhou em outros projetos de Content Marketing para grandes marcas, em startup. Também é locutora e apaixonada por bulldogs e chocolate. Nas horas vagas, toma café, lê, vê um filme ou outro e escreve um pouquinho. Fernanda escreve às terças-feiras.

Foto de destaque: Pixabay

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Café 0 – Contando casos e cafés: vamos começar?

Sabe quando você sai para tomar um café e pensar na vida, em alguma decisão importante que precisa ser tomada? Ou quando você vai tomar um cafezinho com um amigo e tem aquele papo que te faz repensar e questionar sua própria vida? É sobre esse tanto de coisas que eu vou falar aqui na coluna Contando casos e cafés.

Para quem não leu o ´Sobre´ aqui do site, eu sou formada em jornalismo com alguma experiência no mercado e já escrevi inúmeros textos para outras pessoas assinarem. Isso só importa porque foi aí que, cheia de vontade de publicar o que eu já escrevo com meu próprio nome, decidi criar um espaço para falar de café e também escrever sobre os casos que o café me fez e faz pensar.

Por que Contando casos e cafés?

Porque foi tomando café, por exemplo, que tomei uma das decisões mais difíceis e importantes da minha vida: pedir demissão de um emprego que já não me fazia feliz para abrir uma empresa e, então, viver fazendo freelas, pelo menos por enquanto.

Foi tomando café que me despedi para sempre de um grande amor e foi tomando café também que comecei a me questionar sobre a possibilidade de ter outra profissão, sem deixar o jornalismo de lado, mesmo estando perto dos 30 anos. Esses anos que, aliás, estão chegando e que tanto me fazem pensar desde que fiz 28. Não é pela idade, não, mas pelo que foi feito até aqui, pelo que não foi feito também e pelas escolhas, pela minha responsabilidade pela minha própria vida. Foi tomando café que decidi passar um tempo – ou quem sabe a vida toda fora do Brasil. Com as malas quase prontas, isso só o tempo vai dizer.

Costumo dizer que escrever é esvaziar-se em palavras. Vou tentar e te convido a se sentar aí à mesa para saborear esse cafezinho junto comigo. Os comentários de vocês aqui e nas redes sociais é que vão sinalizar o rumo dessas crônicas, ok?

A cada café contabilizado, um caso sobre um assunto diferente. Ou o mesmo assunto, se render. A gente nunca sabe.

Vou contando casos, mas quero saber os de vocês também, viu? Comente e use a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo nas suas redes sociais para que eu possa te encontrar.

Contador de cafés

Café número zero

Estou escrevendo da sala da minha casa em São Paulo. Dia 2 de maio de 2017, às 15h15.

 

***A ideia aqui é trazer, aos poucos, outros colunistas semanais que gostem de cafés e tenham conteúdo bacana para compartilhar. Vamos abrir espaço também para os que tenham conhecimento técnico em qualquer área relacionada ao universo dos cafés. Indicações são bem-vindas. Todas serão avaliadas pela nossa equipe.

 

Fernanda Haddad é idealizadora e editora do projeto @UmCafezinho. Formada em jornalismo, tem uma empresa de conteúdo e estratégia digital. Trabalhou no Grupo Bandeirantes por quase 5 anos, gerenciou o conteúdo do Universo Jatobá nos primeiros 2 anos de portal e trabalhou em outros projetos de Content Marketing para grandes marcas, em startup. Também é locutora e apaixonada por bulldogs e chocolate. Nas horas vagas, toma café, lê, vê um filme ou outro e escreve um pouquinho. Fernanda escreve às terças-feiras.

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