Dia Internacional do Café: ao café, com amor

No Brasil, o Dia Nacional do Café é comemorado em 24 de maio. Nos Estados Unidos é 29 de setembro. Cada país tem o seu dia do café.  Para unir as celebrações pelo mundo, a Organização Internacional do Café definiu o dia 1 de outubro para comemorar com seus membros de todo o planeta o Dia Internacional do Café (#InternationalCoffeeDay). Neste ano, a campanha chama a atenção para a importância das mulheres em qualquer parte da cadeia do café.

Em seguida, compartilho com você a minha cartinha ao café:

Ao café, com amor

Você faz todo bate-papo ficar mais interessante, seja com um velho amigo ou um amigo novo.
Você une as pessoas. Até mesmo aquelas que não gostam de você participam do momento.
Você é meu maior companheiro nos momentos necessários de pausa e solitute.
Você me lembra diariamente da importância de ter momentos de descanso no meio do dia.
Você me dá energia. Depois dos nossos encontros, fico revitalizada.
Gosto de ler na sua companhia. Para escrever, você me ajuda a ter inspiração.

Você é o primeiro pensamento do meu dia e talvez seja o último também porque já durmo pensando no café da manhã. Carlos Drummond de Andrade disse que isso é amor. Bem, se for assim… Eu te amo. Parabéns pelo seu dia e que tenhamos muitos desses para comemorar juntos!

Leia também: 

Vamos tomar um cafezinho?

Um dia eu me perguntei: o que eu faria da vida se não precisasse nunca mais me preocupar com dinheiro? Esse questionamento ainda existe e foi através dele que eu resolvi abrir o @umcafezinho no Instagram para compartilhar com o mundo todo aqueles lugares onde eu ia tomar café, todos os cafés que tomo em casa. Falei um pouco mais sobre isso aqui.

Foto: umcafezinho.com.br ©

Como você vai comemorar o Dia Internacional do Café (#InternationalCoffeeDay)? Conte nos comentários. Gostou da minha cartinha ao café? Quero saber a sua opinião. Mais novidades sobre o dia de hoje, acompanhe pelo Instagram @umcafezinho. Espero vocês!

Foto de destaque: Depositphotos

Um café e um amor

– Você pode anotar seu e-mail aqui? – disse ele, me dando o celular, de repente.

Ele sempre fez perguntas que me pegaram de surpresa. Vai ver é justamente por isso que prestei atenção nele.

Pensei: – Quem é esse cara? Quem é que pede o e-mail de alguém em um lugar desse?

Até aquele dia eu gostava de outro, achava que esse outro era o amor da minha vida.

Rá. Mal sabia dos cafés que estavam por vir.

Sabe aquele dia que você não está a fim de sair de casa? Me contrariei e fui. Cheguei, peguei uma bebida e fiquei ali de lado a observar o ambiente, as pessoas. Era um bar badalado, gente bonita, mas eu só conseguia pensar na minha cama e no outro – com quem eu havia brigado dois dias antes.

Aí, veio ele cheio de sorriso pro meu canto e foi ficando, como quem não quer nada. Aquele dia não teve nada mesmo. Eu não queria nada. Nem sabia o que eu estava fazendo ali. Tanto era verdade que anotei meu e-mail errado.

Para a nossa sorte e dos cafés que estavam por vir, o amigo dele ficou com uma menina da minha turma. Ele me achou.

Ele estava indo passar um mês fora a trabalho, mas a conversa continuou, por e-mail, telefone, Skype, com perguntas do tipo: – Você dorme de meias? – O que você come no café da manhã? (Depois ele me contou que, assim como a pergunta do e-mail, era só para me chamar a atenção. Ele queria saber, mas a ideia era me fazer rir e me fazer estranhar mesmo cada uma delas para que, então, eu prestasse atenção. Deu certo).

Do segundo encontro em diante, teve sempre café. Acho que o que eu mais gostava era que, quando ele ia me buscar em casa, tinha sempre um copo de café mocha (meu preferido da Starbucks) no console do carro me esperando, com aquele lacrezinho verde espetado para não esfriar.

Na casa dele, a lembrança é daquele café de máquina com chocolatinho para acompanhar. Nosso último encontro não podia ser em outro lugar. Foi ali na Starbucks da Rua Gaivota, esquina com a Av. Pavão, em Moema.

Isso tudo só para dizer que dos melhores amores que tive, o que eles têm em comum é que vem sempre o momento do café na memória. No começo, no meio e no fim.

Alguns valem a pena guardar assim, só registrando as gentilezas e o cheirinho de café.

“Um café e um amor… Quentes, por favor!
Pra ter calma nos dias frios.
Pra dar colo
Quando as coisas estiverem por um fio”.

Caio Fernando Abreu

 

Tem algum amor que te lembra um café ou um café que te lembra um amor? Conte nos comentários.

Contador de cafés

Café número seis

Você vai gostar de ler:

 

Fernanda Haddad é idealizadora e editora do projeto @UmCafezinho. Formada em jornalismo, tem uma empresa de conteúdo e estratégia digital. Trabalhou no Grupo Bandeirantes por quase 5 anos, gerenciou o conteúdo do Universo Jatobá nos primeiros 2 anos de portal e trabalhou em outros projetos de Content Marketing para grandes marcas, em startup. Também é locutora e apaixonada por bulldogs e chocolate. Nas horas vagas, toma café, lê, vê um filme ou outro e escreve um pouquinho. Fernanda escreve às terças-feiras.

Foto: Pixabay

Café 5 – Sobre não fazer planos no banheiro

Outro dia li assim: café ajuda quem dorme pouco e sonha muito. Não encontrei a autoria, mas imediatamente me lembrei da Eva. Eu e Eva nos conhecemos na Bahia, tomando um cafezinho. E foi com ela que aprendi sobre não fazer planos no banheiro. Parece louco, mas vi algum sentido.

Explico.

Estávamos conversando sobre a vida, nada específico. Eu, ela e minha irmã. Ela, a Eva, uma mulher visivelmente forte, cuida de duas filhas adolescentes sozinha e nos contava resumidamente e com muito bom humor – o que ela tem de sobra – sobre como foi para chegar ali. Eis que, do nada, a Eva nos perguntou:

– Vocês não ficam sonhando e fazendo bons planos para a vida enquanto estão tomando banho, né?

Eu e minha irmã nos olhamos e rimos, dando a entender que sim. E ela logo continuou, séria:

– Olha, vocês não deviam fazer isso. O que tem de baixo do banheiro é esgoto. O banheiro é um lugar onde a gente se lava, se renova. A gente deixa lá o que não serve mais. Não é lugar de ficar horas e horas pensando e sonhando sobre as coisas boas que queremos para a nossa vida. Tomem banho, escovem os dentes, façam suas necessidades e só.

Fiquei pensando sobre isso naquele dia e, desde então, penso sempre que entro em qualquer banheiro. Se isso tem ou não algum efeito imediato na vida, não sei. Mas, vi algum sentido nas palavras da Eva.

Já tive muitas ideias boas enquanto tomava banho. Isso ainda acontece. Entro com uma questão, saio com uma solução. Espero que isso não mude. Vai ver é porque, ao sair do banho, tudo fica mais limpo, inclusive as ideias. Meu compromisso, a partir de agora, é de tirá-las dali o mais rápido possível.

Continuo dedicando os meus minutos sonhando acordada e fazendo planos para a vida tomando um cafezinho ou antes de dormir. No banheiro, me concentro naquilo que não preciso mais, naquilo que não quero mais. Afinal, é legal fazer planos e sonhar com aquilo que a gente deseja, sim. Mas, também é tão ou mais importante ter bem definido aquilo que não queremos mais. Se água e sabão resolve, pode ser. O exercício é interessante.

Conte aí: você tem esse hábito de fazer planos no banheiro? Divida sua opinião nos comentários. 

 

Contador de cafés

Café número cinco

Esse texto foi escrito no aeroporto de Salvador, na Bahia, no dia 25 de maio, na volta na viagem em que conheci a Eva.

Você vai gostar de ler:

 

Fernanda Haddad é idealizadora e editora do projeto @UmCafezinho. Formada em jornalismo, tem uma empresa de conteúdo e estratégia digital. Trabalhou no Grupo Bandeirantes por quase 5 anos, gerenciou o conteúdo do Universo Jatobá nos primeiros 2 anos de portal e trabalhou em outros projetos de Content Marketing para grandes marcas, em startup. Também é locutora e apaixonada por bulldogs e chocolate. Nas horas vagas, toma café, lê, vê um filme ou outro e escreve um pouquinho. Fernanda escreve às terças-feiras.

Foto: Pixabay