7 cafeterias com opções veganas em São Paulo

Como alguns de vocês sabem, sou vegana e há 16 anos seguindo esse estilo de vida posso falar com propriedade que as coisas melhoraram muito de um tempo para cá.

No início dos anos 2.000 a gente encontrava, basicamente, proteína de soja em pó e texturizada.  Hoje, com o crescimento desse segmento no Brasil, dá para observar uma grande variedade de produtos nas prateleiras dos mercados e restaurantes para atender essa demanda. Segundo o IBOPE, o número de adeptos ao vegetarianismo ou veganismo quase dobrou em 6 anos chegando a 29 milhões de pessoas em todo o território nacional.

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Mesmo assim, ainda há muito espaço e oportunidades a serem exploradas nessa área. Falando mais especificamente de cafeterias, apesar de já ser possível encontrar muitas delas oferecendo opções veganas, a maioria ainda opta em não atender a esse público.

Produtos veganos acabam atingindo outros tipo de pessoas, como alérgicos e intolerantes à lactose e até quem come produtos de origem animal, por que não? Pensando em tudo isso, montamos uma lista de cafeterias com opções veganas em São Paulo, onde uma pessoa adepta ao veganismo pode pedir mais que um cafezinho.

Veja a lista das cafeterias com opções veganas em São Paulo

1 . Clemente

Localizado na Zona Sul, o Clemente sempre tem uma delícia vegana para acompanhar o café. Seja pão, brigadeiro e o famoso banana bread, que só de pensar dá vontade de parar de escrever para ir lá comer! Fica perfeito com um café coado.

Foto: Cinthia Bracco

2 . Catarina Coffee and Love

Agora em um novo endereço, no Jardins, o Catarina foi uma das minhas melhores experiência de café e comidinhas veganas. Bebida surpreendente, bons papos sobre café, focaccia e um cookie de baunilha com gotas de chocolate e sal (sim, sal!) inesquecível. Estava tão bom que até levei um cookie pra casa. Vale a visita!

Foto: Cinthia Bracco

3 . Veggie Café

No térreo de um prédio comercial em Santana, Zona Norte de São Paulo, o Veggie Café é um estabelecimento vegano, que também serve refeições e dispõe de um pequeno empório com produtos à venda, de alimentos a cosméticos.

A maioria dos itens do cardápio é produzida por eles, inclusive o leite vegetal feito a partir de sementes de girassol. Eles utilizam café gourmet e as bebidas disponíveis são sempre feitas à base de espresso. É tudo muito gostoso, dá para sair de lá bem satisfeito.

Foto: Cinthia Bracco

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4 . Pine Coffee Co.

Recém inaugurada na Vila Mariana, a Pine Coffe Co. me fez uma pessoa bem feliz quando fui lá conhecer o local. Além de um café muito bom e pessoas atenciosas, pude comer pão de fermentação natural quentinho com a melhor geleia de laranja que eu já comi (sem exagero). Era boa porque não tinha amargor, como muitas geleias de laranja por aí, e doce na medida, o que combinava bem com o café.

O espaço tem uma proposta legal, lembra uma cabana de lenhadores. Muitas coisas por lá foram feitas por eles mesmos. Novidade bacana entre as cafeterias com opções veganas em São Paulo que não pode ficar de fora da rota dos coffee lovers de plantão.

Foto: Cinthia Bracco

5 . King of the Fork

Devo admitir que essa é uma das minhas cafeterias queridinhas. O ambiente é legal, as pessoas que trabalham lá são incríveis e as opções veganas são ótimas!

Minha combinação preferida é o pão sem queijo de multigrãos, geleia de morango e latte de leite de coco produzido na casa. Tem também brownie e um lanche de cogumelos delicioso. Para mim, o KOF é sempre uma ótima experiência!

Tem torrada nova de LEGUMES DEFUMADOS \o/ Não se enganem com o aroma de bacon, é vegana 🌱

Uma publicação compartilhada por KOF – King of The Fork (@kingofthefork) em

6 . Hey Coffee

Cafeteria linda no centro da cidade que recebe as pessoas com excelentes cafés e um sorriso de quem ama o que faz, também oferece opções veganas, entre elas saborosas empanadas de massa fina e super recheadas.

Provei uma de cogumelos de lamber os dedos e para acompanhar café especial vindo da Bahia.  Visitar a Hey Coffee definitivamente faz o dia valer a pena.

Foto: Cinthia Bracco

7 . Eurobike Café

O Itaim Bibi, bairro da Zona Sul, também não decepciona. Lá a gente encontra o Eurobike Café, com opções veganas bem gostosas, entre elas bolinhos de sabores variados que também não levam glúten. Além disso, eles oferecem diversas opções de leites vegetais.

Foto: Cinthia Bracco

É bom saber que cada vez mais posso frequentar os lugares sem ter que levar alguma coisa na bolsa para acompanhar o meu café. E vocês já provaram alguma dessas gostosuras? Tem mais cafeterias com opções veganas em São Paulo ou em algum outro lugar vocês indicam?

 

Cinthia Bracco é filha e neta de boleira e salgadeira. Atuou por 9 anos nas áreas de Marketing e Comunicação, mas não conseguiu fugir de seu destino. Assim como a mãe e a avó ingressou na área de gastronomia depois de ter se apaixonado pelo café. Em Novembro de 2016 tornou-se barista profissional e hoje está trabalhando em um dos maiores projetos de sua vida: ter a própria cafeteria. É vegana, adora comer, tem um Bull Terrier chamado Tofu e é fã de ficção científica, especialmente Battlestar Galáctica.

Foto de destaque: Depositphotos

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Como tomar café corretamente? Existe jeito certo?

Um dia desses, um velho assunto foi novamente posto em pauta: colocar açúcar no café ou não? Entre opiniões e provocações, me inspirei a escrever esse texto falando sobre como tomar café corretamente, segundo o meu ponto de vista.

Dividi o texto em alguns pontos relevantes para pensarmos juntos sobre como tomar café corretamente. Confira a seguir:

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Uma análise sobre como tomar café corretamente

1 . Café sem açúcar

Tecnicamente falando, se o café em questão é do tipo especial, ele deve apresentar uma doçura natural. Para os especialistas, essa doçura é suficiente e não há necessidade de se colocar açúcar. Além disso, a ideia é sentir o que aquele café proporciona. Se a gente adoçar a bebida, provavelmente vai mascarar alguma característica interessante.

A verdade, porém, é que a gente se alimenta sem prestar a atenção no gosto das coisas, vai tudo no automático. Quantas vezes você adoçou ou salgou alguma bebida ou alimento sem ter provado antes? Virou hábito e não dá para mudar isso uma hora para outra, é um processo.

Devo confessar que quando vejo uma pessoa colocando açúcar em um café maravilhoso, me dá um aperto no coração, mas, por outro lado, ela tem que se sentir bem consumindo aquilo. O café deve ser um momento de prazer, não de obrigações. Cabe a nós, baristas, conversar com essas pessoas e propor novas formas de consumo.

Falando nisso, eu proponho que, pelo menos durante uma semana, na hora de se alimentar, vocês esqueçam os problemas e vivam a experiência de aromas e sabores. Se você é do time que coloca açúcar no café, pelo menos uma vez nesse período, beba uma xícara de café especial sem adoçar – ou o primeiro gole, que seja. Converse com o barista, peça uma indicação.

2 . Café só bem quente

Outro ponto importante dessa análise sobre como tomar café corretamente é: café bom, é café quente. Será? Eu discordo. Tem muito café gelado por aí que é uma delícia! No entanto, realmente a gente nota que há uma certa resistência da maioria das pessoas em consumir o café dessa forma. Quando a gente fala de hábitos e questões culturais, realmente pode ser um pouquinho mais difícil convencer as pessoas de que aquilo pode ser bom.

Quando gelado, o café tende a evidenciar suas características. Portanto, um café gelado que passou do ponto de torra e queimou, não vai ficar bom como um café mais aromático, por exemplo.

Claro que você pode provar e não curtir, preferir o seu café bem quentinho mesmo. O que não vale é dizer que não gosta sem ter provado.

A nossa dica aqui é você tomar um espresso tônica em um dia bem quente. Para quem gosta de café gelado sabe do que eu estou falando. Para quem nunca provou, essa é uma deliciosa porta de entrada.

3 . Não tomar mais café na casa da avó

Quem aqui já nasceu bebendo café especial que me desculpe, mas eu cresci lá no Jaçanã bebendo o café forte do Brasil feito pela minha avó. Naquela época, mais gostoso que o café só a sopa de pão, que era café com leite e pedaços de pão cortados com as mãos, tudo colocado em uma tigelinha para comer com a colher.

Alguns de vocês podem achar essa iguaria um pouco estranha, mas era a melhor coisa do mundo, assim como o café que a (já falecida) vovó Julia fazia, o qual eu daria tudo para beber novamente.

Quando a gente acostuma com coisa boa, é difícil voltar atrás, mas também isso não é motivo para a gente apagar nossa memória afetiva ou ignorar uma atitude de carinho. Quando a gente vai à casa da nossa avó, da tia ou de um amigo e uma xícara de café é oferecida, isso vai muito além da variedade do grão, altitude, perfil de torra… É amor também.

Claro que não precisa aceitar a bebida se não quiser, mas recusar com educação basta, nada de lições sobre o café. Ao invés disso, convide a pessoa para ir à sua casa e mostre como podem existir tipos diferentes de café.

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4 . Café só moído na hora

Até posso sentir o cheirinho do café moído na hora, que delícia! Realmente não tem nada igual e não falo apenas da fragrância. Quando a gente mói o café, ele imediatamente começa a perder suas propriedades sensoriais. É como abrir uma embalagem de salgadinho, por exemplo. Se o pacote ficar fechado, o salgadinho vai conservar mais tempo, mas se a gente abrir e não consumi-lo na hora, vai começar a ficar murcho e com sabor estranho.

Hoje em dia existem moinhos elétricos ideais para ser usados em casa e com preço acessível. Alguns baristas recomendam determinadas marcas e modelos e outros não recomendam de jeito nenhum. Isso porque alguns moedores podem moer os grãos de forma irregular, não chegar à granulometria adequada, entre outras coisas.

Sendo assim, temos um dilema: comprar o café em grão e moer em casa ou levar já moído? Isso quem pode decidir é você. Leve em consideração alguns questionamentos. Você quer ou pode investir em um moinho? Com qual frequência você faz café em casa? Para você faz diferença o café moído na hora?

Além dessas questões, você também pode fazer um teste. Sentir o resultada na xícara é,  sem dúvida, o fator decisivo. Tente provar, ao mesmo tempo, uma xícara de café já moído e outra moído na hora em um desses moinhos portáteis. Percebeu a diferença? Se achar que deve, invista em um moinho pesquisando as melhores marcas e modelos. Senão, continue levando seu pacotinho já moído para casa. Apenas tente dar preferência para torras mais frescas e, havendo a possibilidade, peça para o barista moer os grãos para você na hora em que estiver adquirindo o seu café.

5 . Torra escura é ruim

Nós já fizemos um post falando sobre torra, vocês lembram? Lá a gente tinha comentado sobre as tonalidades da torra – clara, média e escura – e também sobre perfis de torra.

Falar sobre perfil é interessante porque a gente consegue mudar nossa opinião sobre alguns preconceitos. Quando a gente entende um pouquinho mais sobre esse assunto, a gente começa a entender que café claro nem sempre é café fraco e que café escuro também pode não ter aquele gostinho de cinzeiro. Cada tipo de grão vai ter o seu ponto ideal de torra e é para descobrir isso que os mestres de torra trabalham como loucos, fazendo incontáveis testes.

Por isso, não vamos julgar um livro pela capa. Vamos também usar nossos outros sentidos para avaliar um café. Se sua visão está querendo dizer alguma coisa, confirme com o olfato. Se ainda tiver dúvidas, chame o paladar. Só depois disso é que a gente vai poder dizer se torra escura é ruim ou boa.

Para resumir essa história de como tomar café corretamente, pense no seu café. Quais são as palavras que você associa a ele?

Se você respondeu prazer, amor, afeto, aconchego, despertar, família… Você está no meu time e, provavelmente, concorda que o jeito certo de tomar café é aquele que nos faz bem, o que não significa que a gente não possa querer aprimorar o nosso conhecimento sobre ele. Agora, se suas respostas foram por outra linha de pensamento, comenta ali embaixo que a gente continua esse papo sobre como tomar café corretamente. 😉

 

Cinthia Bracco é filha e neta de boleira e salgadeira. Atuou por 9 anos nas áreas de Marketing e Comunicação, mas não conseguiu fugir de seu destino. Assim como a mãe e a avó ingressou na área de gastronomia depois de ter se apaixonado pelo café. Em Novembro de 2016 tornou-se barista profissional e hoje está trabalhando em um dos maiores projetos de sua vida: ter a própria cafeteria. É vegana, adora comer, tem um Bull Terrier chamado Tofu e é fã de ficção científica, especialmente Battlestar Galáctica.

Fotos: Depositphotos

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Café em cápsula: a opinião de uma barista

Outro dia estava almoçando com uma amiga e, em uma determina hora, começamos a falar sobre café. O café em cápsula surgiu na conversa e ela se mostrou surpresa quando eu, barista, disse que tenho uma máquina Nespresso.

A máquina chegou em casa antes de eu entrar profissionalmente para o mundo do café, mas ela é usada até hoje, mesmo que com uma frequência menor. Confesso que durante um tempinho ela ficou meio esquecida, porque aquele gostinho de queimado começou a me incomodar um pouco, já que eu tinha começado a conhecer bons cafés e grande parte dos que eu comprava vinham com essas notas aromáticas ruins.

No entanto, se a gente comparar as cápsulas que temos disponíveis no mercado hoje com as de 5 anos atrás, vamos perceber o quanto esse tipo de bebida evoluiu em vários aspectos e ainda continua se desenvolvendo.

Café em cápsula: o que mudou?

Em uma matéria do Paladar (Estadão) de 2015, que falava sobre a queda da patente das cápsulas, a Nespresso disse que a concorrência é saudável e melhora a qualidade e as opções dos produtos no mercado, ou seja, quem ganha é o cliente.

Quase três anos depois dessa matéria, estava eu na Sirha 2018, vendo um painel da 3 Corações. No final, eles serviram um café em cápsula para quem estava ali assistindo. Gente, que surpresa agradável! Eu estava sem pretensão nenhuma sobre aquela xícara e, de repente, comecei a sentir acidez, doçura, um bom corpo.

Foi nesse exato momento que eu percebi o quanto as cápsulas evoluíram e, principalmente, que as grandes empresas entenderam que há uma parcela de clientes que também evoluiu o sensorial e está buscando mais qualidade em seus cafés, sem perder a praticidade.

Cápsulas de café e o impacto ambiental

As cápsulas se popularizaram principalmente por causa de sua praticidade. Porém, a principal crítica sobre esse produto é o impacto ambiental negativo. Lá no início não havia uma programa para reciclar as cápsulas, feitas de plástico e alumínio, mas hoje esse cenário já é um pouco diferente.

Apesar da reciclagem das cápsulas ser ainda um pouco confusa, dá para notar que as pessoas estão pensando nisso, sim. Além de programas desenvolvidos pelas próprias marcas, como Dolce Gusto e Pilão, a Orfeu, por exemplo, desenvolveu uma cápsula de bioplástico, que demora cerca de quatro meses para se desintegrar em processo de compostagem. Há também quem transforme cápsulas em objetos de decoração e até bijuterias!

Outra opção são as cápsulas reutilizáveis, como a desenvolvida pelo Eco Reciclos. Esse assunto, na verdade, é um pouco polêmico por dois motivos: muitas pessoas do meu convívio que provaram não gostaram do resultado e porque usar uma cápsula reutilizável faz com que o conceito de praticidade se perca.

Sinceramente, não acho que seja um trabalho tão grande assim encher e depois limpar uma cápsula, considerando que estamos fazendo algo bom para a natureza. Já no sabor, não posso opinar porque infelizmente ainda não tive oportunidade de provar café extraído a partir de cápsula reutilizável.

Preço

Quando a gente fala de café especial, é muito comum ouvir reclamação sobre o preço, geralmente vinda de pessoas que ainda não compreenderam o valor desse tipo de bebida ou simplesmente porque não ligam para isso.

No entanto, parte dessas pessoas consome café em cápsula. Isso significa que elas estão dispostas a pagar entre R$ 200 e R$ 400 no quilo de café em cápsula, mas não querem pagar R$ 156 no quilo do W1 Wolff Café, por exemplo, que é de origem, teve perfil de torra desenvolvido e é café de alta qualidade.

Até entendo que a pessoa pode estar pagando pela praticidade, mas arrisco a dizer que, na maioria das vezes, ela nem faz essa conta. Engraçado, né? É como pagar parcelado com juros. De pouquinho em pouquinho a gente nem sente.

Ok, mas café em cápsula é bom ou ruim?

Café em cápsula é uma realidade e, seja você profissional da área ou coffee lover, não dá para fugir disso. A tendência é que esse mercado continue crescendo com cada vez mais qualidade. Isso é muito legal, porque teremos bons cafés no conforto (ou na correria) do nosso lar.

Isso não exclui o café coado feito com calma, o trabalho do barista e nem a cafeteria. Cada um tem sua função e o momento adequado para serem consumidos. São mais opções a serem exploradas, o que vai fazer com que o consumidor crie mais repertório e amadureça, forçando um desenvolvimento da área do café como um todo, o que é normal e essencial.

No meu ponto de vista, o café em cápsula ainda tem espaço para se desenvolver mais, incluindo nas questões ambientais, como comunicar com mais clareza ao consumidor seus projetos e criar programas realmente efetivos que mostrem seus resultados.

Porém, falando de qualidade, hoje a gente já encontra cafés bem melhores comparando com alguns anos atrás e a ideia é que isso melhore. No entanto, qualidade aliada à praticidade tem um preço. Cabe a cada um de nós se disponibilizar a pagar ou não.

Vocês também acham que os cafés em cápsula estão com mais qualidade? Como vocês descartam suas cápsulas?

 

Cinthia Bracco é filha e neta de boleira e salgadeira. Atuou por 9 anos nas áreas de Marketing e Comunicação, mas não conseguiu fugir de seu destino. Assim como a mãe e a avó ingressou na área de gastronomia depois de ter se apaixonado pelo café. Em Novembro de 2016 tornou-se barista profissional e hoje está trabalhando em um dos maiores projetos de sua vida: ter a própria cafeteria. É vegana, adora comer, tem um Bull Terrier chamado Tofu e é fã de ficção científica, especialmente Battlestar Galáctica.

Foto: Depositphotos

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