6 clubes de assinatura de café especial

Os clubes de assinatura de café especial estão com tudo! O mercado vive um bom momento porque você, consumidor da bebida, está mais exigente.

Ele quer saber de onde vem o seu café, como ele é produzido e também valoriza um grão cuidadosamente selecionado. E isso não é capricho, não.

O sabor é completamente diferente, sem o amargor, que muita gente tem por hábito mascarar com açúcar.

Foi para acompanhar a tendência é que surgiram os clubes de assinatura de café especial: você paga por mês e recebe seu café em casa.

Então, continue a leitura e confira 7 opções disponíveis no mercado para você escolher.

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Opções de clubes de assinatura de café especial

1 . Wood Coffee

A Wood Coffee nasceu em 2020, como uma cafeteria, e o clube de assinatura foi fruto da pandemia. Pois é…

Com a surpresa do Coronavírus, eles logo tiveram que fechar as portas e viram no ambiente online uma alternativa para seguir com o negócio de pé. 

Você pode escolher comprar o café em grãos ou moído, a cada 15 ou 30 dias, e ainda tem a opção do box, com um brinde exclusivo a cada mês. 

2 . Moka Clube

A assinatura do Moka Clube custa a partir de R$ 38,00 por mês e pode ser feita pelo site.

Toda primeira semana do mês, você recebe um café especial diferente (250g) em grãos ou moído, como preferir.

Você também pode escolher receber até 4 pacotes por mês e aí o preço da assinatura também é alterado.

3 . ClubeCafé

No ClubeCafé você escolhe o plano que melhor se adequa às suas necessidades a partir de R$ 33,90.

Tem o Plano Clássico, em que você recebe o mesmo sabor de café gourmet na torra escura todo mês, e o Plano Arrojado, em que você recebe uma seleção de diferentes grãos, notas e torras mensalmente.

Além do mais, você tem a opção de escolher o tamanho do seu pacote de café: de 250g, de 500g e de 1kg.  

4 . Have a Coffee

O Have a Coffee oferece 3 tipos de assinatura e você pode escolher de acordo com a necessidade e/ou preferência.

O plano com micro-lotes, em grãos ou moído, pode vir em pacotes de 250g, 500g, 750g e 1kg a partir de R$ 25 por mês.

O plano de café para o dia a dia, em grãos ou moído, pode vir em 500g ou 1kg a partir de R$ 35 por mês.

Tem também o plano de cafés em cápsulas padrão Nespresso ®, em caixas de 40, 80, 120 e 240 unidades, a partir de R$ 124 por mês. 

5 . Grão Gourmet

No Grão Gourmet, você seleciona o tamanho do seu pacote (250g, 500g ou 1kg), o tipo (em grãos ou moído), a torra (Média-clara ou média) e a quantidade (de 1 a 3 pacotes por mês).

A torra é feita sempre aos finais de cada mês e o primeiro envio é feito até 3 dias após cada assinatura.

Os próximos envios respeitam 1 mês de intervalo. Dessa forma, se quiser uma torra mais fresquinha, é só assinar mais para o final do mês.

6 . Coffee & Joy

Na Coffee & Joy, você escolhe entre os 15 cafés especiais disponíveis, em grãos ou moído, a partir de R$ 29,80 por mês.

Além disso, você pode escolher o seu método de preparo preferido para que venha moído na granulometria correta.

Depois, você define a frequência que deseja receber e pronto. O pedido é enviado recém torrado no próximo dia útil após a confirmação do pagamento.

*Os valores dos serviços foram consultados nos sites indicados na data de publicação dessa matéria, porém podem sofrer alterações.

(Atualizado no dia 1 de fevereiro de 2021)

Agora, então, é só escolher entre os clubes de assinatura de café especial e começar a se deliciar com os diferentes sabores do pretinho básico. Compartilhe com quem você acha que vai gostar dessa seleção.

Foto: Pixabay

Qual a diferença entre cold brew e iced coffee?

Duas bebidas geladas e cafeinadas. Muita gente acha que é a mesma coisa, mas não é e essa dúvida vai acabar em dois minutos. A diferença entre cold brew e iced coffee você vai entender hoje assim que terminar essa rápida leitura.

No calor, as opções de café gelado ajudam a refrescar ainda que muita gente não abra mão do cafezinho quente mesmo, aquele pelaaaaaando, sabe?

E tudo bem! O que importa mesmo é aproveitar o café do jeito que você mais gosta. Agora vamos direto ao que interessa.

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A diferença entre cold brew e iced coffee

Cold brew

Enquanto o calor é o responsável por extrair o melhor do café em outros métodos, aqui no cold brew o segredo é o tempo e a água é fria!

Ele pode ser feito por infusão, com uma prensa francesa, por exemplo, ou por gotejamento. Nesse segundo caso, é preciso um equipamento específico.

O pó mais grosso é deixado na água fria por pelo menos doze horas. O sabor vai mudando de acordo com o tempo: quanto mais longo, mais forte. Em geral, o sabor é menos ácido do que o café coado em outros métodos.

A barista Cinthia Bracco, que assina a coluna Litros de Café aqui no blog, já escreveu sobre a história do cold brew e deu algumas boas opções para comprar em São Paulo. Vale a pena ler!

Uma variante interessante e que indico muito é o cold brew nitro, que parece um chopp preto, mas é café.

Em São Paulo, provei e aprovei o do Suplicy Cafés Especiais e também já provei a mesma opção na Starbucks em Paris, na França, em 2018.

Iced Coffee

Iced coffee é mais simples e fácil quando comparado com o cold brew. É o café feito com água quente e resfriado em seguida, simples assim.

Se você quer evitar que fique muito aguado, basta preparar um café mais forte e colocar bastante gelo depois. Vai testando e experimentando e, dessa forma, você acha sua receita preferida.

Eu sou fã da variação com leite gelado, que é o iced latte, uma excelente alternativa e é super fácil de fazer em casa. Quem me acompanha no Instagram sabe o quanto amo!

Prontinho, agora você já sabe a diferença entre cold brew e iced coffee, dois deliciosos tipos de café que vão deixar o seu dia de calor mais agradável. Não que você não possa tomar no frio, tá? Então, se curtiu esse conteúdo, compartilha com aquele amigo coffee lover.

Foto de destaque: Matt Hoffman/ Unsplash

Café descafeinado: como são os processos?

O café descafeinado é uma ótima saída para matar a vontade de mais uma xícara tarde da noite. Mas você já parou para pensar como são os processos utilizados para realizar esse feito? 

A cafeína é a responsável por nos dar aquela energia extra, mas, em excesso, pode causar ansiedade, insônia, tremores musculares e taquicardia.

Para quem deseja diminuir o consumo de cafeína durante o dia (ou durante a noite), sem abrir mão do seu cafezinho, pode recorrer ao café descafeinado.

Continue a leitura e você vai conhecer como são os processos para tirar a cafeína dos grãos e saber também sobre sua eficácia e segurança.

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A história do café descafeinado

O café descafeinado surgiu por acidente. Foi em 1903, quando uma carga de café foi inundada pela água do mar, fazendo com que a cafeína dos grãos fosse liberada em um processo de dissolução química.

O alemão Ludwig Roselius, chefe da empresa Kaffee HAG, iniciou, então, um estudo para reproduzir o processo através de um método industrial.

Roselius cozinhou os grãos com vários ácidos até usar o solvente de benzeno e atingir seu objetivo.

Algum tempo depois, descobriu-se que o benzeno era um possível agente cancerígeno e novos processos precisaram ser desenvolvidos e implementados.

Foto Jeffrey Wegrzyn/ Unsplash

Processos atuais para o café descafeinado

Hoje em dia, pode-se dizer que existem vários processos para se chegar ao café descafeinado. E eles são absolutamente saudáveis e seguros…

Confira a seguir 4 processos:

1 . Solventes

Como em todos os métodos, aqui a cafeína é retirada dos grãos verdes, ou seja, antes da torra.

O café é embebido de água e depois fica de molho em um solvente, que pode ser o cloreto de metileno ou o acetado de etila. Essas substâncias se ligam às moléculas de cafeínas extraindo-as dos grãos.

Como o solvente nunca é completamente removido do café, seu sabor sofre uma pequena alteração, mas isso não compromete a segurança da bebida.

Os solventes utilizados são aprovados pela FDA (The Food and Drug Administration), a agência federal americana que regula remédios e alimentos.

Foto: The Lazy Artist GalleryPexels

2 . Método suíço

O segundo é o método suíco, que foi criado na década de 30 e foi o primeiro a não utilizar solventes. 

Os grãos ficam de molho em água, fazendo com que a cafeína se dilua e as moléculas de sabor boiem. 

A solução, então, passa por um filtro de carvão ativado que retém só a cafeína.

Em seguida, a água é devolvida aos grãos, que reabsorvem as moléculas de sabor.

Foto: Karolina Grabowska / Pexels

3 . Solução saturada

A solução saturada para o processo no café descafeinado é uma adaptação do método suíço.

Basicamente, os grãos são mergulhados em água quente cheia das substâncias químicas do café, menos a cafeína.

Como a solução está saturada com os mesmos compostos dos grãos, as moléculas de sabor não são absorvidas pela água, só a cafeína. Dessa forma, ela é dissolvida e, depois, descartada.

Foto cottonbro / Pexels

4 . Dióxido de carbono

O quarto método é o de Dioxido de carbono. Funciona assim: os grãos são embebidos e amolecidos em água.

Aí, eles são colocados em uma caldeira de alta pressão para a injeção de gás carbônico. O gás se liga às moléculas de cafeína, extraindo-as dos grãos.

O gás, enfim, é retirado e a pressão é reduzida. Depois disso, a cafeína é armazenada em uma câmara separada.

Como as moléculas com o sabor do café são maiores, elas são preservadas. A desvantagem desse processo, porém, é o seu alto custo.

Foto: Elle Hughes / Pexels

O café descafeínado é completamente livre de cafeína?

Mesmo com todos esses métodos para retirar a cafeína do café, é fato que nenhum deles consegue tornar a bebida completamente descafeinada.

Um café descafeinado tem cerca de 97% menos cafeína do que uma xícara comum. Ou seja, QUASEEEE…

Agora você já sabe como é feito o café descafeinado e conhece os vários processos existentes para isso. Se esse conteúdo foi útil para você, compartilhe. Talvez ele seja útil também para aquele seu amigo que ama tomar um cafezinho antes de dormir.

Marcia Kamijo é jornalista, feminista, amante de bons cafés, cinema, TV e cachorros.

Foto de Destaque: Coffee with Joshua / Unsplash