Café Regatta em Helsinque, na Finlândia

Antes mesmo de comprarmos as passagens, eu e Flavinha (minha cunhada, mas muito mais que isto, uma das minhas melhores amigas) sabíamos que o Café Regatta em Helsinque seria uma das experiências incríveis na terra do Papai Noel.

Havíamos feito uma promessa de não comer doce até o início de Dezembro para ajudar alguém querido a superar uma questão de saúde, então não víamos a hora de nos deliciar propriamente nesta fofura de café.

Nacionalmente conhecido por seus Cinnamon Buns, uma rosca com massa fofinha enrolada em canela e açúcar, feitos no dia e servidos ainda quentinhos, o Café Regatta foi o mais especial em que já estive e você irá entender o porquê a seguir.

O que você vai encontrar no Café Regatta em Helsinque?

Obviamante, há o fator pessoal de que eu e Flavinha somos apaixonadas por cinnamon buns – originalmente da Suécia e chamada de Kanelbullar, porém naturalmente difundida pela Escandinávia e também pelo mundo.

Nos países desta península, é comum colocar sementes de cardamomo na massa. Isso fez com que nossa ansiedade para conhecer o Café Regatta só crescesse.

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Fomos de transporte público, logo pela manhã e morrendo de fome. Já a chegada foi uma linda supresa.

O café fica afastado do centro da cidade e tivemos de passar por umas florestas, até avistarmos o mar e uma casinha de madeira vermelha isolada.

Ela era envolta por cercas baixas e rodeada de um jardim com muitos pinheiros e enfeites de Natal, mesinhas e, no meio, uma fogueira com bancos cobertos em peles para você se aquecer.

A beira do mar estava congelada e o cheirinho de lenha queimada era um sonho. Seguir o “caminho” demarcado para entrar na cabana vermelha-vinho foi próprio de filme.

Havia muitas pessoas dentro, mas não foi difícil conseguir um lugar porque várias estavam indo embora.

Para entrar na casa, um machado encravado na porta fazia-se de puxador:

O Café Regatta parece uma casinha daqueles duendes inventores de contos, que têm um monte de bugiganga espalhada por todos os lados.

Tem coisa pendurada no teto, as estantes são cheias de objetos, as paredes de quadros, as janelas são decoradas, o clima estava bem natalino e a sensação de estar na casa dos avós e de que você é neta do Papai e Mamãe Noel é inegável.

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Achei muito engraçado esse quadro contornando a esquina da parede:

Essa cortininha é o que separa o “salão” da área de serviço.

Reparem também no leme no teto e nas várias premiações do Café Regatta pela parede:

Cortadores de biscoito, patins de gelo, skis e caldeirão pendurados no teto:

Duendes dentro de um balde, sapatos de salto e uma corda presa à porta, garantindo que ela fechasse automaticamente para ninguém morrer de frio, se algum distraído esquecer de fechar a porta:

Mais quadros e lugar para pendurar os casacos. Realmente uma comunidade hahaha:



Vista da janela para o mar congelado:

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O que comer no Café Regatta em Helsinque?

Na hora de fazer o pedido me deparo com tudo em Finlandês, mas há sim um menu em Inglês, além das opções estarem disponíveis visualmente:

As atendentes são fofas, parecem auxiliares do Papai Noel! Eu perguntei e elas disseram que o Café Regatta é uma empresa familiar com mais de 15 anos de vida.

Hora de apontar o dedo e escolher: nós simplesmente pedimos quase tudo! Fizemos um brunch – ou café da manhã (bem) reforçado:

– Torradinhas de salmão com Crème Fraîche;

– Biscoito de gengibre, típico nesta época do ano;

– Quiche de brócolis e ricotta gluten-free;

– Karjalanpiirakka ou Karelian Pirog, em inglês: esse salgado diferente que você está vendo na foto é tradicional na Finlândia e é muito gostoso, tem sabor de comidinha de vó.

É uma massinha bem fina de centeio em volta desse recheio de arroz molinho e quentinho.

O míni-copo ao lado contém manteiga de ovo (manteiga misturada com ovo cozinho bem picadinho), para você colocar em cima, olhem como é por dentro:

Depois veio a segunda rodada, a principal: cinnamon buns! Sabe quando você até retarda o processo na esperança do momento nunca acabar?

Eu já tinha deixado tudo pago, então voltei pro balcão e peguei nossas roscas de canela e cafés.

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Sobre o café: não há maquina de café espresso. Apenas café coado e você pode escolher se quer o forte ou o fraco / com leite ou sem leite.

Escolhi o forte e estava bem gostosinho! Claro, não posso dizer que foi um dos melhores cafés que já tomei, mas o que é importante entender aqui é que o Café Regatta se trata de uma experiência muito além da bebida.

O que, sem dúvida alguma, eu posso afirmar ter sido o melhor da minha vida é o cinnamon roll. Macio, feito em casa e do dia, com essa crosta de amêndoas açucaradas:

Outro “close”: 

Por dentro:

O sabor estava um sonho, mas é indescritível, vocês terão de ir provar vocês mesmos um dia!

Terminamos de beber, conversar e rir da conversa alheia (como o Café Regatta é pequenino, ficamos bem juntinhos dos outros e havia uma moça atrás da gente que só falava em possíveis tragédias e coisas tristes e reclamava, mas como eu e Flavinhas estávamos plenas e nas nuvens, a energia dela se tornou em um mero detalhe da nossa experiência.

Até isso parecia de filme, pois ela falava e falava e reclamava e os companheiros dela ficavam com aquela cara de: “Ai ai… O que responder para tantas neuras?”.

Chegou a hora de nos despedirmos do Café Regatta, mas claro que antes pedimos para a nossa vizinha de mesa registrar nosso momento tão querido:

Ao sair, o cheiro de lenha queimada toma conta da gente e reparei nos detalhes mágicos, que não havia reparado quando entrei, de tanta euforia quando chegamos.

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Tinha uma vassoura de bruxa, roupas do Papai Noel penduradas no varal e mais bugigangas!



Para finalizar e resumir: agora posso dizer que já fiz parte de um conto de fadas natalino! Gratidão à vida, a mim e à minha parceira de momentos, Flavinha.

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Fernanda Rodante é formada em Direito e Gastronomia; sua independência a fez mudar da cidade onde nasceu para o mundo; e seu exagero sagitariano transforma todos seus interesses em paixão, como escrever, compartilhar e conhecer. Enxerga a vida como uma coleção de momentos e um de seus sonhos é montar o seu próprio Café, mas enquanto isto não acontece, ela vai estudando da melhor maneira possível: explorando! 

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Cafeterias pelo mundo: como escolher quais visitar em viagens

Que eu gosto de falar sobre cafés e cafeterias pelo mundo, você já sabe. Mas, se já é difícil conhecer todas as que eu gostaria na cidade onde eu moro, como é que eu seleciono aquelas que vou visitar quando viajo? (Isso vale para viagens nacionais e internacionais, tá?)

Rá. É uma tarefa difícil, especialmente se você tem poucos dias em um determinado lugar. Atualmente, eu adoto alguns critérios e é sobre isso que eu vou falar neste artigo.

Dicas para selecionar as cafeterias pelo mundo: quais visitar na sua próxima viagem?

Para toda e qualquer viagem que eu mesma organizo, não tenho um roteiro específico e nem gosto muito desse formato “congelado” de viajar (claro que isso depende muito do nível de segurança do destino e é muito mais fácil para quem viaja sozinho ou com uma dupla que tenha bastante afinidade).

Acho legal descobrir cada canto de um jeito próprio. Ao sair andando ou pegar um ônibus, um metrô rumo a um ponto turístico, por exemplo, que você já vai conhecer, pode ser surpreendente estar atento para ver o que atrai os seus olhos, afinal nem tudo está nos guias e na internet e você pode gostar do que nem todo mundo gosta.

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Cafeterias pelo mundo não faltam e confesso que já passei mal ao ficar o dia todo só tomando café. Hoje em dia, estipulei o máximo de 4 cafés por dia e nunca depois das 18h30. Para alguns, isso já é muito. Não ignore as limitações do seu organismo, dá para se divertir e conhecer muita coisa sem ultrapassá-las.

Vamos às 4 recomendações:

1 . Pesquise as cafeterias que você deseja conhecer

Essa primeira dica funciona como uma prévia. Liste absolutamente todas as cafeterias que você iria: as que se dedicam a cafés especiais, as cafeterias históricas, aquelas que foram cenários de filmes ou séries que você gosta, a que a sua prima indicou, aquela super maravilhosa que serve cappuccino com latte art de ursinho você viu pelo Instagram, etc.

O livro Where to Drink Coffee ajuda bastante nessa fase. São mais de 600 endereços em 50 países com várias dicas de especialistas. Comprei recentemente e vou estrear na próxima viagem. Mesmo se você não é tão bom com o inglês, é fácil de entender.

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Em alguns lugares, o hábito do café é mais forte do que em outros, mas sempre tem café. Lista feita? Vamos em frente.

2 . Hotel com café da manhã ou não?

A segunda dica (e que tem muito a ver com o seu estilo de viagem) é a escolha da hospedagem. Não adianta chegar em Milão com 15 cafeterias para conhecer em 2 dias se você vai ficar em um hotel com café da manhã.

Vamos otimizar o seu orçamento. Pense comigo: você prefere reservar esse hotel com café da manhã ou tomar café em uma das cafeterias da sua lista? Assim, você consegue economizar de um lado, paga menos no hotel, e começa o dia já conhecendo um lugar diferente.

Talvez você curta:

Tenha a mesma linha de raciocínio ao reservar um hostel, um b&b (bed and breakfast) ou Airbnb. Isso vai muito do gosto de cada um. Se o café da manhã do hotel for muito maravilhoso, pode valer a pena riscar algum da sua lista.

3 . Defina minimamente o seu dia

A terceira dica para escolher as cafeterias pelo mundo que você vai conhecer é fazer um planejamento mínimo. Essa é a parte que eu mais sofro, mas é importante quando se tem limite de tempo.

Com a sua lista em mãos e já sabendo a localização da sua hospedagem, considere os pontos turísticos que vai visitar. Nessas horas um mapa físico ajuda muito (eu prefiro). Em geral, os hotéis ou hostels disponibilizam nas recepções. Pergunte para não gastar dinheiro sem necessidade. Vamos usar o dinheiro pro café.

 

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Risque no mapa os lugares que você vai visitar, inclusive as cafeterias. Com isso, você não perde tempo nem se frusta ao descobrir que no dia anterior passou ao lado de um lugar que queria muito conhecer, mas nem se deu conta que era ali.

Isso quase aconteceu comigo em Budapeste. Passei sem querer ao lado do New York Café, que é considerado o café mais bonito do mundo. Imagina se eu voltasse de lá sem ver isso? Sorte que eu estava hospedada bem perto. Foi pura coincidência. Ainda bem!

4 . Conte com as exceções e imprevistos

Última dica: como em toda viagem, exceções e imprevistos acontecem e temos que estar preparados. Isso vale para coisas boas e para as não tão boas.

Quando se trata das cafeterias, eu chego ao destino consciente de que, mesmo seguindo os passos anteriores, eu posso não dar conta de visitar tudo o que eu gostaria, principalmente se eu não estiver sozinha. Nem todo mundo tem a mesma vibe de coffee shop hunter.

Tem mais dicas legais aqui:

E outra: posso estar caminhando e encontrar alguma cafeteria muito incrível que não está listada e aí é preciso decidir na hora: 1) Paro ali e cancelo alguma das que estão pré-programadas; 2) Passo reto;  3) Acrescento só mais um espresso no meu dia, enquanto espero o celular carregar. Eu, geralmente, fico com a 3. Mas, lembra do que eu falei ali em cima: respeite os limites do seu organismo. Não tem nada pior do que passar mal em viagem.

#UmCafezinhoPeloMundo

O café é um ótimo recurso para conhecer a cultura local. O cappuccino na Itália pode ser completamente diferente daquele servido na Bélgica. Eu já falei sobre isso aqui em algum momento. É lógico que temos que levar em conta que o cappuccino nasceu na Itália, mas o gosto local influi bastante. Um jeito muito legal de reparar isso é observando o cardápio das cafeterias pelo mundo, as bebidas, as comidas e também os hábitos, o que as pessoas mais pedem.

Minha próxima viagem está marcada para fevereiro de 2019, mais pra frente vou dar mais detalhes aqui e pelas redes sociais. Se você ainda não me acompanha pelo Instagram e Stories, vai lá. Além de ter conteúdo diversificado, você pode ver mais de perto sobre essa fase de planejamento, dia a dia e tal…

E aí? Bora fazer o roteiro para conhecer mais cafeterias pelo mundo, coffee lover? Se essas dicas te ajudaram, me conta aqui. Será que você tem alguma outra para complementar essa minha lista? Vou adorar saber. Ah, compartilha com os amigos usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto: Fernanda Haddad ©

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Brunch na Catedral da Sé chega à 10ª edição

Está chegando o próximo brunch na Catedral da Sé, no centro de São Paulo. O evento chega à 10ª edição no dia 11 de novembro. Com a proposta de angariar fundos para ajudar a preservar e revitalizar um dos cartões-postais mais famosos da cidade, cada brunch conta com um chef diferente como responsável do cardápio.

Dessa vez, a convidada é chef Gil Gondim, autora da obra Conservas do Meu Brasil. Boa mineira que é, Gil é especialista  em compotas, geleias e antepastos, com forte influência da culinária italiana. Em seus cardápios, ela valoriza os sabores originários do Brasil, com as exóticas compotas de cajá, umbu e pêssego, além de suas paixões, as conservas de pinhão, pequi e palmito.

“Tenho uma preocupação especial com a origem e excelência dos produtos que entram em minha cozinha. Escolho pessoalmente”, conta.

Para o cardápio da 10ª edição do Brunch da Catedral da Sé destacam-se as tortas, quiches, antepastos, Avocado Toast e a Vichyssoise. E tem sobremesa também: clafoutis de mirtilo e torta Normanda de maçã e chantilly.

Quer saber mais detalhes? Fique tranquilo (a), que tem café, viu? Olha só:

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Brunch na Catedral da sé assinado por Gil Gondim

Data: 11/11
Horário: às 12h30
Local: 1º andar da Catedral da Sé
Endereço: Praça da Sé – São Paulo – SP
Valor: R$200 por pessoa.
Os ingressos podem ser adquiridos pelo telefone (11) 95456–7632 (diretamente na Catedral) ou pelo site www.aloingressos.com.br

O que achou da ideia do Brunch na Catedral da Sé? Deve ser uma experiência incrível, sem contar a oportunidade de colaborar com a manutenção de um lugar tão cheio de história (eu amo passeios pelo centro! ). Fica aí a dica de programação para um domingo cafeinado e diferente. Conte sua opinião nos comentários e compartilhe nas redes sociais, claaaaro.  

Fotos: Divulgação/Catedral da Sé

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