Gisele

Há alguns meses comecei a programar minha participação na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre. Em meados de junho, cheguei em casa avisando: “Olha, vamos ter somente um dia e meio na feira do livro, teremos que deixar a expedição cafezeira para outra ocasião”. Minha namorada respondeu: “Tudo bem, Marcelo, vamos aproveitar a feira”.

Tenho várias listas no bloco de notas, intituladas com nomes de cidades com um monte de lugares – principalmente cafeterias – a serem explorados oportunamente. A de Porto Alegre era grande. Mas nem fiquei sugerindo nada, já que eu mesmo tinha inventado a regra “foco na feira”.

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Na semana passada, dias antes de embarcar para o RS, fui olhar o que estaria acontecendo naquele final de semana, e tive que mudar o discurso, com a namorada: “Eu estava olhando o que fazer lá em Porto Alegre, durante a feira…”. Ela emendou: “Marcelo, não íamos só na feira?”.

Não toquei mais no assunto. Aos poucos fui revelando o novo plano. Chegamos em POA e fomos de mala e cuia (literalmente) direto ao Quiero Café, uma cafeteria que também serve almoço, incluindo uma deliciosa “A la minuta”, prato tradicional do sul do mundo, cujo sabor estava a altura da imagem do cardápio. E o cafezinho espresso – para acompanhar – era cortesia.

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Dali fomos direto para a exposição “Museu do futebol na área”, uma amostra itinerante. Para minha sorte, a guria parecia mais interessada do que eu. O numero de fotos que ela fez me convenceu disso.

Depois, cumprimos o roteiro inicial, de banca em banca, fuçando no que nos interessava e vez por outra, colocando mais um volume na mochila. Visitamos uma exposição incrível em homenagem ao Fernando Pessoa, assistimos uma palestra cuja escritora, não parecia a mesma pessoa da foto de divulgação – a gente também envelhece e não percebe. No meio da feira havia um carrinho de pipoca que também servia café moído na hora.

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No dia seguinte, antes de voltar pra casa, passamos em um shopping em busca de @umcafezinho. Escolhemos o que tinha também uma livraria que nos interessava. Percebemos que a segurança estava reforçada. Havia uma fila enorme de pessoas com livros para autografar. Procurei ver de quem seria a obra. Era o livro da Gisele. Não sei quantas “giseles” você conhece, lá no RS só tem uma. Ela não precisa de sobrenome. Se quiser confirmar, olhe lá no @gisele.

 

Marcelo Lamas é cronista. Autor de “Indesmentíveis”.
@marcelolamas
marcelolamas@gmail.com

Foto: Depositphotos

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