Qual o melhor moedor de café para ter em casa?

Qual o melhor moedor de café para usar em casa? Essa é a dúvida do Fabiano Rampazzo, que enviou uma mensagem pelo Instagram pedindo uma ajudinha antes de comprar o seu.

Moer o café antes do preparo faz muita diferença no resultado da bebida e proporciona uma experiência completamente diferente quando se trata de qualidade de aromas e sabores. Se você não acredita, te convido a fazer o teste. Aí, você me pode me dizer: “ah! Não tenho moedor de café e é muito caro”.

Olha, existem boas opções a preços acessíveis. Para se ter uma ideia, a partir de R$ 60 você consegue comprar um produto legal e arrisco dizer que talvez nunca mais consiga tomar café de outra forma.

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Vamos fazer um comparativo de alguns produtos disponíveis no mercado para te ajudar a escolher a opção de melhor custo-benefício para o seu uso:

Compare e descubra qual o melhor moedor de café para ter em casa

Quando se trata de tipos de moedores, temos o moedor manual, que exige mais paciência e disposição, e o moedor elétrico, que ganha pela praticidade, mas deixa escapar um pouco das características sensoriais do café, já que produz mais calor durante o processo. Confira 5 opções:

1 . Moedor de café manual em inox e cerâmica 

Essa é uma opção de moedor de café manual interessante para os iniciantes, para os que não querem investir muito logo de cara e para viajantes também porque é portátil e não precisa de energia elétrica.

Ele é de aço inoxidável e o uso é simples: basta colocar o café, ajustar a lâmina de acordo com a granulometria desejada, fechar e girar  a manivela. Se você gosta de curtir o ritual do café e fazer isso manualmente não é um problema, vá em frente.  | Clique aqui para comprar

2 . Moedor de Café di Grano, Cadence MDR302-127, Marrom

A segunda opção também é compacta, portátil e tem um bom custo-benefício para iniciantes. Esse produto moí 50 gramas de café por vez e atende bem a quem vai usar em casa ou mesmo levar pra viajar.

A diferença com relação ao primeiro é que ele é elétrico e, por isso, mais prático para usar todos os dias. | Clique aqui para comprar

3 . Moedor de Café Manual Hario Slim

Aqui, temos uma alternativa de moedor de café manual para quem pode pode pagar um pouco mais, mas nem tanto. É portátil e dispensa o uso de energia.

Se você gosta de café, é possível que já tenha ouvido falar da qualidade dos produtos Hario. O ponto forte aqui são os níveis de moagem, que podem ser comparados aos elétricos de alto custo. | Clique aqui para comprar

4 . Moedor de Café 220V, Bialetti

Esse já é um moedor de café elétrico também para quem está disposto a pagar um pouco mais, mas nem tanto assim. A Bialetti é uma marca italiana, que leva o nome do inventor da cafeteira mais popular lá na Itália, a moka.

Ele é portátil, de aço inoxidável, pintura eletrostática e comporta até 50g de café por vez. Aqui paga-se um pouco mais pelo design e pela marca. | Clique aqui para comprar

5 . Moedor Express 127V, Tramontina

Esse aqui é um sonho para ter em casa e exige um investimento maior, mas não é impossível. É um moedor elétrico em aço inox escovado, com funil de 450 gramas para grãos, tela em LCD para exibir o número de doses ou xícaras, possibilidade de configuração do tipo e do tempo de moagem, além de ter o moedor com brocas cônicas.

São 60 configurações de moagem e um limitador de dosagem que ajuda a precisar a quantidade de café na hora do preparo da bebida. | Clique aqui para comprar

Agora já dá para saber qual o melhor moedor de café para você, certo? Avalie considerando o que cada um oferece frente à sua necessidade hoje. O que achou das recomendações? Você usa algum desses em casa? Compartilhe sua experiência aqui.

Se você tem alguma dúvida ou sugestão, faça como o Fabiano e escreva pra cá. Quem sabe sua questão não rende um post aqui também e ajuda mais pessoas? 

Foto de destaque: Depositphotos

Fake news

Nem tinha eu nascido direito e já tinha um primeiro causo para contar. Diz a lenda que minha mãe foi para a maternidade no carro da funerária, o único por perto e à disposição. Ou seja, a coisa já começou invertida, o que costuma ser o último veículo de todo mundo, aquele que não importa a marca, a cor, o ano ou o modelo, foi praticamente o meu primeiro.

Adiante, houve uma época da minha infância em que uma das minhas funções era ler a seção de necrologia do jornal para minha avó Alice. Uma vez por semana, eu pegava a organizadíssima agenda telefônica dela e pescava lá dentro o nome completo de uma de suas amigas. Depois, era só abrir o jornal e substituir o nome na notícia.

A vovozinha reagia rápido – e alto: “Morreu a Duduca”. Embora eu tivesse dito “Olga Caruccio”, ninguém daquela geração era chamado pelo nome de batismo. Depois ela começava a rir, pois não tinha como um guri de 12 anos enganar uma comerciante de 72. Até porque ela sabia de cabeça a idade das “migas” e nunca fechava com o que eu lia. E caso uma delas morresse a notícia chegava antes do impresso. Mas toda semana eu tentava aplicar o golpe.

Recentemente mudei de endereço e fui morar ao lado do cemitério. Toda vez que passo na calçada, não resisto a tentação de ler o painel de LED que mostra o nome dos(as) falecidos(as). E lembro do bom humor da minha avó numa longínqua manhã de quinta-feira (#tbt) em que levantei os dados completos da Tusnelda, digo, da dona “Zilda Doceira” e marquei um pontinho na batalha das fake news com a vovozinha.

Já deixei muito bem registrado no meu testamento – crônicas têm valor legal – que não quero saber de velório. Até já falei que era para não ter ninguém desmentindo minhas histórias, mas na verdade, não quero que saiam de lá reclamando do café, ou dizendo que estava frio. Até hoje, nunca vi alguém sair desses lugares elogiando alguma coisa, a não ser alguma prima que era uma criança desajeitada e que virou um mulherão. Ou o moleque espinhento que ninguém dava bola e que agora as mina pira no rapazote.

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CÁPSULA DE UM CAFEZINHO – O que eles disseram…

O velório é um defunto cercado de piadas por todos os lados”.

Max Nunes

 

Marcelo Lamas é cronista. Autor de “Indesmentíveis”, entre outros. O seu bisavô português Manoel Martins, tinha uma fita preta que costumava ser usada para comunicar falecimentos para a vizinhança. Vez por outra, ele escolhia um amigo e colocava a fita na frente da casa do sujeito, sem motivo, só pra ver a confusão.
@marcelolamasbr
marcelolamasbr@gmail.com

Foto: Depositphotos

Cafeterias pelo mundo: como escolher quais visitar em viagens

Que eu gosto de falar sobre cafés e cafeterias pelo mundo, você já sabe. Mas, se já é difícil conhecer todas as que eu gostaria na cidade onde eu moro, como é que eu seleciono aquelas que vou visitar quando viajo? (Isso vale para viagens nacionais e internacionais, tá?)

Rá. É uma tarefa difícil, especialmente se você tem poucos dias em um determinado lugar. Atualmente, eu adoto alguns critérios e é sobre isso que eu vou falar neste artigo.

Dicas para selecionar as cafeterias pelo mundo: quais visitar na sua próxima viagem?

Para toda e qualquer viagem que eu mesma organizo, não tenho um roteiro específico e nem gosto muito desse formato “congelado” de viajar (claro que isso depende muito do nível de segurança do destino e é muito mais fácil para quem viaja sozinho ou com uma dupla que tenha bastante afinidade).

Acho legal descobrir cada canto de um jeito próprio. Ao sair andando ou pegar um ônibus, um metrô rumo a um ponto turístico, por exemplo, que você já vai conhecer, pode ser surpreendente estar atento para ver o que atrai os seus olhos, afinal nem tudo está nos guias e na internet e você pode gostar do que nem todo mundo gosta.

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Cafeterias pelo mundo não faltam e confesso que já passei mal ao ficar o dia todo só tomando café. Hoje em dia, estipulei o máximo de 4 cafés por dia e nunca depois das 18h30. Para alguns, isso já é muito. Não ignore as limitações do seu organismo, dá para se divertir e conhecer muita coisa sem ultrapassá-las.

Vamos às 4 recomendações:

1 . Pesquise as cafeterias que você deseja conhecer

Essa primeira dica funciona como uma prévia. Liste absolutamente todas as cafeterias que você iria: as que se dedicam a cafés especiais, as cafeterias históricas, aquelas que foram cenários de filmes ou séries que você gosta, a que a sua prima indicou, aquela super maravilhosa que serve cappuccino com latte art de ursinho você viu pelo Instagram, etc.

O livro Where to Drink Coffee ajuda bastante nessa fase. São mais de 600 endereços em 50 países com várias dicas de especialistas. Comprei recentemente e vou estrear na próxima viagem. Mesmo se você não é tão bom com o inglês, é fácil de entender.

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Em alguns lugares, o hábito do café é mais forte do que em outros, mas sempre tem café. Lista feita? Vamos em frente.

2 . Hotel com café da manhã ou não?

A segunda dica (e que tem muito a ver com o seu estilo de viagem) é a escolha da hospedagem. Não adianta chegar em Milão com 15 cafeterias para conhecer em 2 dias se você vai ficar em um hotel com café da manhã.

Vamos otimizar o seu orçamento. Pense comigo: você prefere reservar esse hotel com café da manhã ou tomar café em uma das cafeterias da sua lista? Assim, você consegue economizar de um lado, paga menos no hotel, e começa o dia já conhecendo um lugar diferente.

Talvez você curta:

Tenha a mesma linha de raciocínio ao reservar um hostel, um b&b (bed and breakfast) ou Airbnb. Isso vai muito do gosto de cada um. Se o café da manhã do hotel for muito maravilhoso, pode valer a pena riscar algum da sua lista.

3 . Defina minimamente o seu dia

A terceira dica para escolher as cafeterias pelo mundo que você vai conhecer é fazer um planejamento mínimo. Essa é a parte que eu mais sofro, mas é importante quando se tem limite de tempo.

Com a sua lista em mãos e já sabendo a localização da sua hospedagem, considere os pontos turísticos que vai visitar. Nessas horas um mapa físico ajuda muito (eu prefiro). Em geral, os hotéis ou hostels disponibilizam nas recepções. Pergunte para não gastar dinheiro sem necessidade. Vamos usar o dinheiro pro café.

 

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Risque no mapa os lugares que você vai visitar, inclusive as cafeterias. Com isso, você não perde tempo nem se frusta ao descobrir que no dia anterior passou ao lado de um lugar que queria muito conhecer, mas nem se deu conta que era ali.

Isso quase aconteceu comigo em Budapeste. Passei sem querer ao lado do New York Café, que é considerado o café mais bonito do mundo. Imagina se eu voltasse de lá sem ver isso? Sorte que eu estava hospedada bem perto. Foi pura coincidência. Ainda bem!

4 . Conte com as exceções e imprevistos

Última dica: como em toda viagem, exceções e imprevistos acontecem e temos que estar preparados. Isso vale para coisas boas e para as não tão boas.

Quando se trata das cafeterias, eu chego ao destino consciente de que, mesmo seguindo os passos anteriores, eu posso não dar conta de visitar tudo o que eu gostaria, principalmente se eu não estiver sozinha. Nem todo mundo tem a mesma vibe de coffee shop hunter.

Tem mais dicas legais aqui:

E outra: posso estar caminhando e encontrar alguma cafeteria muito incrível que não está listada e aí é preciso decidir na hora: 1) Paro ali e cancelo alguma das que estão pré-programadas; 2) Passo reto;  3) Acrescento só mais um espresso no meu dia, enquanto espero o celular carregar. Eu, geralmente, fico com a 3. Mas, lembra do que eu falei ali em cima: respeite os limites do seu organismo. Não tem nada pior do que passar mal em viagem.

#UmCafezinhoPeloMundo

O café é um ótimo recurso para conhecer a cultura local. O cappuccino na Itália pode ser completamente diferente daquele servido na Bélgica. Eu já falei sobre isso aqui em algum momento. É lógico que temos que levar em conta que o cappuccino nasceu na Itália, mas o gosto local influi bastante. Um jeito muito legal de reparar isso é observando o cardápio das cafeterias pelo mundo, as bebidas, as comidas e também os hábitos, o que as pessoas mais pedem.

Minha próxima viagem está marcada para fevereiro de 2019, mais pra frente vou dar mais detalhes aqui e pelas redes sociais. Se você ainda não me acompanha pelo Instagram e Stories, vai lá. Além de ter conteúdo diversificado, você pode ver mais de perto sobre essa fase de planejamento, dia a dia e tal…

E aí? Bora fazer o roteiro para conhecer mais cafeterias pelo mundo, coffee lover? Se essas dicas te ajudaram, me conta aqui. Será que você tem alguma outra para complementar essa minha lista? Vou adorar saber. Ah, compartilha com os amigos usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto: Fernanda Haddad ©