Como fazer café na cafeteira italiana

A cafeteira italiana – ou moka, como também é conhecida – foi inventada em 1933 por Alfonso Bialetti. A história conta que sua inspiração veio de mulheres lavando roupa em um tanque que distribuía sabão e água quente através de uma tubulação central. A partir daí, surgia a ideia da cafeteria a vapor, que pouco mudou desde sua criação.

Dentre os métodos, esse é o que mais se aproxima do espresso, por levar às nossas xícaras um café encorpado e de sabor intenso. Perfeito para pessoas que, assim como eu, precisam de uma boa dose de cafeína para acordar de manhã.

Como fazer café na cafeteira italiana (moka)

Falando sobre a parte um pouco mais prática, vamos, então, explicar como fazer café na cafeteira italiana. Caso você tenha alguma dúvida sobre esse equipamento, vai ver que é muito fácil de usá-lo. Se você ainda seguir nossas dicas de ouro, aí não vai ter pra ninguém. 😉

A água fervente da parte inferior gera vapor, que pressiona a água quente para fora desse compartimento. Assim, a água passa pela parte central, onde está o café e, por fim, chega à parte de cima, que é quando veremos nosso cafezinho pronto. É um processo que depende da pressão do vapor e da gravidade.

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A marca mais conhecida é a Bialetti, claro. No entanto, é possível encontrar outras marcas, diferentes tamanhos e preços. Se você gosta da ideia de fazer café na moka, opções não faltam no mercado.

E você, já provou café feito na cafeteira italiana? Gostou das dicas como fazer café na cafeteira italiana? Tem mais alguma dica para compartilhar com a gente? Escreva nos comentários.

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto de destaque: Pixabay

Blue Box Café serve Breakfast at Tiffany´s em Nova York

Se você é fã do filme Bonequinha de luxo,  da atriz Audrey Hepburn e de café vai gostar da novidade. A joalheria Tiffany & Co. acaba de inaugurar o Blue Box Café no 4º andar da sua loja conceito na 5ª Avenida, em Nova York. Isso significa que agora todos podem ter o prazer de conhecer o verdadeiro Breakfast at Tiffany´s (esse é o título original do filme de Truman Capote, de 1961).

O que tem no Blue Box Café?

O Blue Box Café tem um cardápio simples e inspirador, sem deixar a exclusividade de lado. Os itens vão mudar de acordo com a estações do ano. São servidos clássicos americanos feitos com ingredientes de melhor qualidade sempre de origem regional.

Além do café americano (US$ 6), tem chás, espresso (US$ 5), cappuccino (US$ 7) e latte (US$ 7). Tem também opções para almoço, sobremesas e o clássico Breakfast at Tiffany completo (US$ 29).

Confira o cardápio do Blue Box Café na íntegra (em inglês) aqui. 

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No mesmo piso do café também é possível conferir a nova coleção Home & Acessórios, com peças de decoração, uma linha de baixelas de prata esterlina, uma boutique infantil, uma seleção de livros vintage com curadoria da Assouline e um laboratório de fragrâncias.

A decoração é cheia de detalhes industriais, mármore e pedra amazonita, que reforçam o trabalho manual e artesanal da marca. Da escada que leva ao quarto andar dá para apreciar o lustre, que é uma instalação artística de quase 15 pés de altura, criado pela dupla de designs franceses Ronan e Erwan Bouroullec. O corredor é cercado pela letra “&” caligrafada e desenhada à mão. Um retrato de Charles Lewis Tiffany,  criado com 8 mil parafusos pintados a mão, dão um toque contemporâneo ao espaço.

O filme Bonequinha de luxo (Breakfast at Tiffany´s)

O filme de 1h55 é dirigido por Blake Edwards e conta a história de Holly Golightly, interpretada pela atriz belga Audrey Hepburn. Ela é uma garota de programa de Nova York que quer se casar com um milionário e ser rica, mas acaba se apaixonando pelo jovem escritor Paul Varjak, seu vizinho. Dividida entre o verdadeiro amor e suas ambições e futilidades, Holly escolhe tomar seus cafés da manhã em frente joalheria Tiffany. Por isso, o nome original do filme é Breakfast at Tiffany´s. 

A obra teve cinco indicações ao Oscar em 1962 e venceu em duas categorias: melhor canção original e melhor trilha sonora. Está disponível no Netflix para quem quiser ver.

Blue Box Café – Tiffany & Co

727 Fifth Avenue, New York

Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 10h às 17h30. Aos domingos, do meio-dia às 16h30.

Telefone: +1 212 605 4270

Tiffany & Co é a joalheria mais prestigiada do mundo e berço do design americano, fundada em 1837 em Nova York. São mais de 300 lojas em 28 países. O novo piso Home & Acessórios foi inaugurado no dia 1º de novembro e o The Blue Box Café, no dia 10 de novembro.

Alguém aí está com viagem marcada para a Big Apple e quer conhecer o Blue Box Café? Coloque no roteiro e compartilhe com seus amigos pelas redes sociais usando a #UmCafezinhoPeloMundo. 

Fotos: Divulgação

Pontuação do café

Você sabia que, assim como os vinhos, os cafés também são classificados e pontuados? É dessa forma que a gente sabe se um café entra  para a categoria de especiais, por exemplo. No texto de hoje, vou explicar como funciona a pontuação do café.

A avaliação é feita por especialistas que analisam todos os aspectos do café. Essa prova é feita através de um procedimento o qual chamamos de cupping.

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Cupping

Essa técnica garante que não haja interferência do método utilizado e nem do filtro. Além disso, há padronização de moagem e proporção e, para esse ritual, são necessárias algumas amostras. Pode ser que a ideia seja avaliar um único café, mas é interessante ter também exemplares de outros tipos para que possa haver uma comparação.

Fazer uma boa análise requer muito treino, pois é necessário um sensorial bem desenvolvido para entender as qualidade do café e, principalmente, seus defeitos, que podem passar despercebidos por quem não tem experiência.

O passo a passo do cupping a gente pode falar em uma outra ocasião. Apesar de isso ser utilizado mais entre os profissionais, é legal fazer o teste em casa, pelo menos para perceber as diferenças entre os tipos de café e ir aprimorando o paladar.

O que é avaliado no cupping?

Basicamente, são avaliados 10 itens, com notas de 0 a 10. Ao final, é feita a soma de cada um desses aspectos, que vai resultar na nota final do café. Para ser especial, ele precisa atingir o mínimo de 80 pontos. Para auxiliar, existe um formulário de avaliação sensorial, desenvolvido pela SCA (Specialty Coffee Association), que também utilizamos aqui no Brasil.

  1. Fragrância/Aroma

Nada mais é do que o cheirinho do café. Bom, talvez seja um pouco mais complexo que isso, já que o café pode desenvolver inúmeras fragrâncias, desde frutas, especiarias e flores até aromas não tão bons assim como borracha e fumaça . Em um processo de cupping, deve-se sentir o aroma dos grãos, do café moído e depois de umedecido.

  1.  Sabor

São as sensações que o café vai fazer a gente sentir na boca. Nessa parte do processo deve-se pegar uma quantidade de café com uma colher própria para cupping e sugar o líquido. Você pode cuspir depois de provar, pois no caso de uma quantidade grande de provas, ingerir muito café pode fazer mal.  Aqui, além do gosto em si, a gente começa a ter uma percepção dos demais aspectos.

Foto: Reprodução
  1. Finalização (aftertaste ou sabor residual)

É o sabor que permanece na boca depois do consumo da bebida. Se for bom e permanecer por um tempo considerável, maior a nota.

  1. Acidez

Sim, acidez no café é algo muito bom. Desde que não lembre vinagre… Acidez como a de frutas cítricas, por exemplo, é muito bem-vinda em uma prova de cafés.

  1. Corpo

É aquela sensação de contato tátil que a bebida causa na língua. Um bom corpo faz com que você sinta o café passando suave e vagarosamente.

  1. Uniformidade

Analisamos se todas as amostras de um mesmo café possuem exatamente as mesmas características. Se uma delas estiver diferente, é necessário descontar pontos.

  1. Balanço/Equilíbrio

Nesse quesito devemos avaliar se algum aspecto se sobressai ou se há o equilíbrio na bebida como um todo. Quanto mais equilibrada, maior sua pontuação. Deve haver acidez, por exemplo, mas também precisaremos encontrar doçura em proporção similar.

  1. Xícara limpa

É a ausência de defeitos nas amostras, os quais podemos citar odor ou sabor de remédio, impurezas, falhas no processamento o que pode ocasionar uma bebida fermentada em excesso, entre outros.

  1. Doçura

Café de boa qualidade é naturalmente doce. Por isso, alguns baristas que trabalham com bebidas desse nível, sugerem aos clientes para, pelo menos, provarem o primeiro gole sem colocar açúcar.

  1. Geral

Aqui é uma avaliação geral e pessoal do café. Quanto mais cafés a gente prova, mais referências criamos.

A ideia não é que você vire um especialista depois de ler este texto, mas sim que entenda um pouco mais sobre o mundo dos cafés e o que está por trás de uma pontuação. O importante é você apreciar sua bebida da forma que você mais gosta. Porém, de vez em quando, permita-se experimentar novos aromas e sabores.

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

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A parábola do café

Na casa dos meus pais não tem hora para tomar café. Vez por outra, estou falando com eles, perto da meia-noite, e minha mãe diz: “Vou lá tomar um cafezinho” e dá tchau! E nesse caso, não é desculpa para encerrar a ligação. Posso garantir que não interfere em nada no sono deles. Contrariando o que dizem os especialistas.

Os meus velhos tomam tanto café, que usam um método regional muito peculiar, chamado de “essência”, que consiste no preparo de um café passado no filtro de papel ou de pano, de modo que fique superconcentrado. Essa essência fica numa jarra, e toda vez que dá vontade de tomar um cafezinho, é só pegar uma dose e preencher a xícara com água quente. Assim eles consomem um café amargo e oxidado. Contrariando a sugestão dos especialistas.

Outro dia recebi uma parábola – aqueles textos que fazem uma volta e tem uma moral no final – que contava a história de um professor que convidou para uma conversa, seus ex-alunos que reclamavam de “stress”. O mestre ofereceu café aos bem-sucedidos profissionais. De posse de um bule, ele pediu que cada um pegasse uma xícara. Havia uma de cada tipo: porcelana, plástico, vidro e cristal. Depois que todo mundo tomou seu café, o professor concluiu: “Viram? Todos vocês pegaram a melhor xícara que puderam. Isso é natural, todo mundo prefere o melhor. E é isso que gera o stress de vocês. Asseguro que nenhuma delas acrescentou qualidade ao café. O que vocês queriam era o café, mas institivamente ficaram preocupados com a embalagem e deixaram de lado o que mais importava”.

Depois de ler esta parábola, fui consultar a Cinthia Bracco, da Coluna Litros de Café, minha “vizinha” aqui no @UmCafezinho: “O ideal é usar xícara de porcelana, pois não vai interferir no sabor da bebida e vai manter a temperatura por mais tempo. Antes de servir o café, o legal é aquecer a xícara com água quente para que ela também fique quentinha, ajudando ainda mais a manter a temperatura”. Nesse caso foi a especialista que contrariou o profeta.

Contrariando Millôr Fernandes, em “A Bíblia do caos”: “O especialista é o que só não ignora uma coisa”.

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Marcelo Lamas é cronista. Aos questionar seus pares sobre qual seria a “especialidade” do autor, ouviu: contar histórias e mudar de assunto repentinamente.
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As ondas do café: conheça cada uma delas

Tudo evolui e com o café não poderia ser diferente. Por isso, para você entender um pouquinho mais sobre essa trajetória, vamos falar de três momentos que definem bem as mudanças que ocorreram no decorrer do tempo: as ondas do café.

Primeira onda do café

O considerável aumento do consumo de café em todo o mundo ao final do século XIX e inicio do século XX, marca a primeira onda do café. Nessa mesma época, o Brasil vivia o seu melhor momento relacionado ao produto, já que esta era a sua principal mercadoria de exportação.

O consumidor preocupa-se não com a origem e qualidade do grão, mas com seus efeitos sobre o corpo: concentração, energia, estímulo. O café era apenas o coadjuvante que acompanhava as refeições, poderia ser qualquer um.

Nesse meio tempo, as máquinas de espresso estavam sendo desenvolvidas, mas somente por volta dos anos 60 esse método se popularizou, dando às pessoas uma nova opção de consumo da bebida. Em 1966, Alfred Peet abre a primeira Peet’s Coffee, em Berkeley, CA, o que mais para frente viria a inspirar a Starbucks.

Segunda onda do café

Através dos conceitos da Peet’s e Starbucks, nascia também uma nova maneira de beber café. Grãos recém-torrados, de diferentes partes do mundo, levava uma nova experiência ao consumidor, que começava a perceber como os cafés poderiam se diferenciar entre si.

Um público mais jovem também foi atraído pela variedade de bebidas a base de café que surgiram na época e pelos perfis sensoriais que ofereciam um novo mundo de aroma e sabores.

A segunda onda do café também é responsável por destacar a profissão de barista. A área do café começou a sentir a necessidade de se especializar e esses profissionais apareceram munidos de técnicas e conhecimento que completariam a experiência do cliente, sendo o responsável pela conclusão de todo o trabalho.

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Terceira onda do café

A massificação dos cafés que aconteceu na segunda onda do café, fez com que o mercado sentisse que era preciso se reinventar. Assim, chegamos no momento atual.

Cafés exclusivos provenientes de microlotes, perfis de torra únicos, alta qualidade dos grãos, profissionais super especializados e um consumidor cada vez mais informado e exigente que questiona origem, variedade, proporção utilizada (água x café) e técnicas.

Para atender a essa demanda e se sobressair com relação a concorrência, as cafeterias entenderam que também é necessário dar valor a experiência que o cliente tem no local. Entram aí questões como pessoas muito capacitadas tecnicamente – sejam mestres de torras, baristas ou qualquer outro que faça parte do sistema – e a singularidade no serviço.

As lojas valorizam o preparo artesanal para cada cliente, especialmente os coados como Hario, Kalita, Prensa Francesa e até o cold brew. Alguns locais ainda dão oportunidade ao barista para conversar com os frequentadores sobre os mais diversos assuntos que envolvem a cadeia, fazendo com que esse profissional seja não somente o responsável pela xícara perfeita, mas também o porta-voz de um trabalho árduo e cheio de valor.

Clubes de Café, dos pacotinhos para coados até garrafinhas de cold brew que chegam em casa, marcam essa etapa, pois disponibilizam ao consumidor uma nova maneira de contato com o produto. Do mesmo modo, não poderíamos deixar de falar dos coffee lovers, os quais muitas vezes saem do ambiente da cafeteria para irem à  sala de aula aprender mais sobre o café.

Eles querem ter a possibilidade de preparar uma boa bebida em casa e chegar mais informado à loja sabendo exatamente o que o estabelecimento ou o barista tem a oferecer. Isso está relacionado também à onda de consumo consciente, que está acontecendo não somente com o café, mas com qualquer tipo de item.

Quarta onda do café

Sim, já se fala sobre a quarta onda do café e eu me arrisco a dizer que ela está diretamente ligada, principalmente, à tecnologia. Seja na fazenda, através do controle da plantação e novas técnicas de processamento, ou na casa do consumidor, que terá cada vez mais acesso a equipamentos.

Em alguns locais da Ásia, por exemplo, as pessoas torram o café em casa, momentos antes do café da manhã. Esses consumidores, que hoje já possuem muito conhecimento, estarão sempre atualizados, os permitindo fazer café de alta qualidade no conforto de seu lar, sempre que desejarem.

Esse cenário deve criar uma movimentação econômica positiva no mercado de cafés. Eu, como barista, me sinto otimista nessa relação horizontal que estar por vir, pois a partir do momento em que as pessoas têm um maior entendimento sobre o café de qualidade, haverá também a valorização desse produto. Porém, sendo o barismo ainda pouco reconhecido e o público ganhado cada vez mais possibilidades, devo admitir que isso me faz pensar um pouco mais de forma realista no futuro dessa profissão.

A verdade é que somente o tempo vai mostrar o que acontecerá na próxima onda do café. Ela está chegando e cabe a nós da área nos adaptarmos às novas exigências. No entanto, uma coisa é certa: o café continuará nos conectando.

Gostou de conhecer mais sobre as ondas do café? Deixe seu comentário.

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto: Pixabay

Como fazer café na prensa francesa

Imagine uma boa xícara de café coado, com bom corpo, equilibrado e intenso. Se a ideia te agrada, é sinal de que french press é um método de prepado indicado para você. Hoje eu vou falar sobre como fazer café na prensa francesa. Além dessas características, esse é um equipamento não requer filtro de papel e nem troca das peças, o que faz dele um dos produtos mais ecologicamente correto para extração de café.

No entanto, os pontos fracos, para algumas pessoas, seriam a presença de resíduo na xícara e a limpeza, que não é difícil, mas acaba dando um pouquinho mais de trabalho do que simplesmente descartar o filtro de papel no lixo. Vamos falar um pouco mais sobre isso e também algumas dicas de preparo.

Para o preparo, além da prensa em si, que você encontra em diversos tamanhos, modelos e preços – que variam de R$ 40 a R$ 400 – será necessário também água quente, uma colher ou mexedor, café em grão, moinho e xícaras.

Na minha receita, eu usei 40 g de café, o que equivale a ½ xícara, e 400 g de água, o que vai dar um pouquinho mais de 400 ml ou pouco mais de dois copos americanos. Essa é apenas uma sugestão, sinta-se livre para criar sua própria receita.

Se você não tiver moinho em casa, várias cafeterias hoje em dia, moem o café na hora para o método que você pedir. No caso da prensa francesa, isso é importante porque a moagem deve ser mais grossa. Os cafés moídos que vendem no supermercado não são indicados. O pó é muito fininho, o que vai resultar em uma bebida com resíduo em excesso na xícara. Veja o comparativo do café já moído e da granulometria que precisamos para esse método:

Veja agora como fazer café na prensa francesa

Para ajudar a manter a temperatura da bebida, vamos tirar a tampa da prensa e escaldar o recipiente. Em seguida, descartamos a água e colocamos o café, já moído na granulometria adequada.

Feito isso, o próximo passo é fazer a pré-infusão, que consiste em jogar uma pequena quantidade de água sobre o café moído, suficiente apenas para cobrir e umedecer todo o pó. Esse procedimento, além de já liberar os primeiros aromas e óleos essenciais do café, vai permitir maior homogeneidade na extração.

Aguarde cerca de 30 segundos e complete com o restante da água, fazendo movimentos circulares. Misture com a colher – três “mexidas” é suficiente – e coloque a tampa, sem empurrar o êmbolo. Aguarde 3 minutos.

Passados 3 minutos em infusão, empurre o êmbolo com cuidado. Fazendo isso, você estará extraindo o café, separando o pó do líquido. Pronto! Aí é só servir as xícaras e aproveitar.

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Agora que você já sabe como fazer café na prensa francesa, confira algumas dicas de limpeza e manutenção para aplicar em casa:

Dicas para limpar a french press

Antes de tirar a tampa, vire o recipiente na xícara ou na pia. Deixe escorrer a maior quantidade de líquido possível. Depois, retire a tampa e, com a ajuda de uma colher, descarte a borra no lixo ou a utilize como adubo.

O recipiente pode ser lavado apenas com água quente. A parte onde fica o filtro, na outra extremidade da tampa, deve ser desmontada para uma boa limpeza, que também pode ser feita com água quente. No máximo, use esponja, sem sabão mesmo. Depois que secar, é só montar de novo.

A desmontagem/montagem não é difícil, as partes são presas com rosca.

Com esses pequenos cuidados e não tendo um marido desastrado em casa (estou na minha 4ª prensa), o seu equipamento pode durar para sempre. Eu gosto muito desse método. Junto com a Hario V60, é um dos meus favoritos. E você? Qual o seu método preferido? Gostou de aprender como fazer café na prensa francesa?

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Fotos: Cinthia Bracco

Autodidata

Toda vez que escuto alguém dizer que é autodidata fico com vontade de rir. Não é questão de soberba. Na hora que ouço a palavra, lembro da máxima do Mario Quintana: “O autodidata é o ignorante por conta própria”.

Também fico com a consciência pesada, pois escolhi fazer minhas formações técnica e superior na área de exatas, embora tivesse orientação profissional à época que sugeria migrar para humanas.

Assim, para exercer meu hobby de escrever, procuro participar de oficinas de literatura anualmente. Lembro de uma ocasião em que fui visitar um escritor renomado, já passado dos setenta anos, que durante nossa conversa me perguntou várias vezes: “Mas onde mesmo que fizeste jornalismo?”, e eu tinha que explicar que era apenas um contador de histórias.

Nas últimas duas semanas, tirei férias do meu trabalho formal numa indústria vital e fui atrás de mais um curso de criação literária. Como minha agenda não estaria toda ocupada – e assombrado pelo Mario Quintana – fui atrás de outro curso.

Ocupando o espaço da crônica do cotidiano neste projeto @UmCafezinhoque tem café como ponto de partida”, resolvi investir num curso sobre a bebida e, além de ter contato com pessoas de várias tribos – e estados , encontrei três pluralidades importantes sobre o café:

  1. Ciência: há muito estudo desde o plantio do fruto, as condições de solo, altitude, forma de colheita, entre outros;
  2. Exata: é possível fazer um café excelente, com temperaturas, quantidades e tempos, seguindo as receitas dos baristas;
  3. Humana: faz parte do estilo de vida de empreendedores, baristas e entusiastas que formam uma classe unida, heterogênea e sem preconceitos, na qual a palavra concorrente parece não fazer sentido.

A propósito: No próximo final de semana, este cronista vai participar de um curso de literatura de cordel. Caso algum dia, resolva se aventurar por ali, não poderá ser acusado de ser “autodidata” pela concorrência.

 

Marcelo Lamas é cronista. Já visitou mais de cem cafeterias, e as melhores foram aquelas recomendadas pelo visitado anteriormente.
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Foto: Pixabay

Tomar água com gás antes ou depois do café?

E aí, o certo é tomar água com gás antes ou depois do café? Eu poderia acabar com essa dúvida escrevendo apenas duas linhas: a água com gás vem antes do café. Porém, essa questão não é tão simples quanto parece, ainda mais porque existe uma terceira opção: nem antes, nem depois.

A ideia da água com a gás é limpar e aguçar as papilas gustativas, fazendo com que você tenha uma experiência melhor ao beber o seu café. Por outro lado, o seu paladar estará mais sensível e isso pode não ser exatamente algo positivo, já que ele é acostumado a provar alimentos e bebidas de uma maneira mais natural, sem que seja estimulado dessa forma.

Isso quer dizer que, ao invés de ajudar, a água com gás pode atrapalhar o seu sensorial e, assim, você não conseguirá sentir todo o potencial da sua xícara.

Há quem afirma que água gelada também entra nessa mesma situação. Por isso, alguns profissionais da área do café indicam água sem gás e em temperatura ambiente para limpar a boca.

Eu devo confessar que já tomei muita água com gás em dias de dificuldade na regulagem do espresso. Começava com água filtrada, mas depois de um tempo provando, o paladar não sentia mais nada e aí eu acabava apelando para o gás, dando uma boa limpada no paladar. Até hoje, dependendo do que eu tiver comido antes de tomar café – já que gosto de comidas bem condimentadas e sabores intensos – aceito a água com gás. Em uma situação casual, às vezes prefiro comprometer um pouco meu sensorial a criar uma miscelânea na minha boca.

Agora, falando da terceira opção, há um outro grupo de pessoas que acredita que o café deve ser o destaque da experiência, sem coadjuvantes. Nenhum tipo de água e sem biscoitos. O conceito é que o café seja tão bom, que qualquer outro item perca a importância. Sem contar que tudo isso, querendo ou não, gera um custo para a cafeteria. Por esses motivos, alguns locais optam por não servirem o copinho com a água.

Como a minha curiosidade é inquieta – algumas amigas dizem que isso se deve ao fato de eu ser geminiana – tentei procurar uma explicação científica para essa questão, mas não encontrei. Então, acho válida as nossas próprias descobertas, provando muito café e, nesse caso, muita água também. A partir daí, vamos descobrir a nossa maneira de beber café, aquela que mais nos agrada.

No fim das contas, eu tenho a impressão que eu não ajudei muito. Ao invés disso, levantei mais questionamentos. Por isso, se eu tivesse que dar uma dica sobre por onde você deve começar, eu diria o seguinte: beba água sem gás e em temperatura ambiente antes do espresso. Se ele for ruim, beba água com gás logo em seguida. Se ele for incrível, da próxima vez, esqueça a água.

Você gosta de tomar água com gás antes ou depois do café? Como costuma tomar o seu espresso? Conte nos comentários.

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Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

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Museu do Café é passeio imperdível para coffee lovers

Já pensou em fazer uma visita ao Museu do Café, em Santos? Esse é um dos principais pontos turísticos da cidade e, para quem gosta da bebida, garanto que é um super passeio. Hoje vou contar um pouquinho de tudo o que você pode encontrar por lá. Vamos juntos?

A história do Museu do Café

O café e a cafeicultura no Brasil têm uma presença forte quando se considera o desenvolvimento econômico, político e cultural do país, iniciado em meados do Século XVIII. A proposta da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, ao restaurar o prédio e criar o museu em 1998, é justamente contar essa história.

Entre objetos e documentos, o museu tem exposições permanentes e temporárias e é lá dentro que fica a Bolsa Oficial do Café, inaugurada em 1922 como parte das comemorações dos 100 anos da Independência do Brasil. O Salão do Pregão, onde eram negociadas as cotações das sacas de café na época, funcionou até a década de 50. A partir daí, tudo passou a ser operado do Centro de São Paulo.

A mesa e as setenta cadeiras dos corretores ainda estão lá, envoltas de obras importantes de Benedicto Calixto. Merece destaque o vitral no teto, chamado de “A Epopeia dos Bandeirantes” que, entre uma série de representações, reproduz uma lenda cabocla do início da colonização brasileira relacionada à busca pelo ouro.

O Museu do Café conta ainda com o Centro de Preservação, Pesquisa e Referência Luiz Marcos Suplicy Hafers, que abriga documentos e publicações sobre café. O acervo é aberto ao público.

A Bolsa Oficial do Café é tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa), pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Centro de Preparação de Café

Em meio a tanta história é que foi criado o Centro de Preparação de Café (CPC) dentro do Museu. Com o apoio técnico do Sindicato da Indústria do Café no Estado de São Paulo (Sindicafé) e o objetivo de trazer educação qualificada para profissionalização, o CPC atua na formação de baristas para o mercado com cursos e oficinas regulares.

Confira aqui a agenda dos próximos cursos e oficinas do CPC. 

Aos finais de semana, o CPC tem degustação de café gourmet ministrada pelo barista do museu. São R$ 10 por pessoa em vários horários: 10h30, 12h, 15h e 17h.

A Cafeteria do Museu

Em um espaço como esse, não podia faltar uma cafeteria, é claro! A Cafeteria do Museu foi inaugurada no ano 2000, no piso térreo. Por sete anos consecutivos eleita a melhor da Baixada Santista pela Revista Veja, o consumidor que entra ali tem uma experiência diferente e pode, inclusive, levar cafés diferentes para fazer em casa.

São servidos cafés especiais de várias partes do país, das melhores regiões produtoras, em diferentes métodos de preparo. Tem o Blend do Museu, café orgânico e também o famoso Jacu Bird, um dos cafés mais caros do mundo.

Aqui no Brasil, o Jacu Bird Coffee é produzido no Espírito Santo com autorização do Ibama. A ave, que é vegetariana, já escolhe os melhores e engole os grãos de café inteiros, sem mastigar. Depois de um rápido processo de digestão, que é natural do animal, o café é retirado das fezes para o consumo. A mágica ocorre no estômago do pássaro, onde o café passa por um processo de fermentação, que garante doçura e acidez.  Hoje, esse é considerado o café mais caro do Brasil.

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Museu do Café de santos

Rua XV de Novembro, 95, Centro Histórico, Santos/SP
Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 17h; aos domingos, das 10h às 17h.
Telefone: +55 (13) 3213-1750
E-mail: museudocafe@museudocafe.org.br
Ingresso: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)

Aos sábados a entrada é gratuita. Atividades e visitas especiais para grupos podem ser agendadas por telefone ou e-mail.

Vamos todos para o Museu do Café? O que acha de programar um passeio em família? Quem mora em São Paulo pode ir e voltar no mesmo dia. Se você já foi, conte nos comentários e compartilhe com seus amigos usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

Fotos: Divulgação/Museu do Café

illy lança cafeteira italiana de alumínio no Brasil

Quem aí gosta de preparar um cafezinho na cafeteira italiana? Confesso que a mokinha é um dos métodos de preparo que eu mais faço em casa e amo. Aprendi a fazer direitinho mesmo, lá na Itália, no ano passado e, desde então, não parei mais. Essa da foto é a nova cafeteira italiana de alumínio que a illycaffè está trazendo para o Brasil.

A cafeteira é obra idealizada pelo designer Michele de Lucchi em parceria com a marca de utensílios Alessi. A Pulcina, como é chamada, é cheia de curvas, com o cabo e o topo na cor vermelha.  Um design super diferente para embelezar o seu cantinho do café. A mokinha tem capacidade para fazer até 6 xícaras de café por vez.

O alumínio é um excelente condutor de calor e o preparo do café pode ser em fogões a gás, elétricos e vitrocerâmicos. O formato interno permite que o aquecimento e a filtragem ocorram no momento ideal, garantindo as qualidades da bebida.

A Pulcina é obra do designer Michele de Lucchi em parceria com a marca de utensílios Alessi, também italiana.

A nova cafeteira italiana de alumínio da illy pode ser encontrada no showroom em São Paulo e também na loja virtual da marca por R$ 272,00*.

Showroom illycaffè em São Paulo

Endereço: Rua Bela Cintra, 1870, Cerqueira César.

Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h30; Aos sábados, das 11h às 17h; Aos domingos, é fechado.

Telefone: +55 (11) 3087-3888.

*O valor foi checado na data de publicação e pode sofrer alterações.

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Fotos: Divulgação