Café especial da Chapada Diamantina é lançado pelo Grupo 3corações

Neste terça-feira, dia 31 de julho, o grupo 3corações lançou o microlote campeão do Concurso Nacional de Qualidade do Café da ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café) no BIO, restaurante do chef Alex Atala, no Itaim Bibi, em São Paulo. O café especial da Chapada Diamantina faz parte da linha Rituais Microlotes, nova aposta da marca.

Rituais Microlotes e o café especial da Chapada Diamantina

O café vem da Fazenda Divino Espírito Santo, localizada em Piatã, na Bahia. Letícia Conceição é a produtora do café da variedade Catuaí, produzido a 1.350m de altitude e processado por meio do método cereja descascada, que  consiste em descascar e despolpar o café antes da secagem.

Microlotes são cafés com volume mínimo de uma saca de 60kg e máximo de 21 sacas, tratados com o máximo cuidado pelo produtor, e desenvolvem características particulares, que variam de acordo com a safra, variedade, microclima e processamento.

Os cafés vencedores do concurso da ABIC são comercializados por leilão. Nesse caso, o grupo 3corações adquiriu cada saca de café por R$ 9 mil. Para se ter uma ideia, o preço do café tradicional negociado na bolsa de valores é de R$ 500, em média.

Hoje a @3coracoes lançou seu microlote de café especial no @restaurantebio, com ninguém menos que Alex Atala, além de Letícia e Michael Conceição, produtores da safra especial premiada pela Abic, e Silvio Leite, consultor de qualidade com reconhecimento internacional. É muito bom ver uma empresa desse porte trazendo café de qualidade da Chapada Diamantina para o mercado brasileiro. “Se o café, até chegar na nossa mão, não tiver um profissional e um equipamento capacitados, todo trabalho anterior é jogado fora. Acho importante a gente valorizar isso, a cadeia do alimento, a cadeira do café”, reforça o chef @alexatala. O café é delicioso, surpreendente! Teve até sorvete de pão na chapa para harmonizar >> (Tem mais nos Stories) ☕️❤️ #umcafezinhopelomundo . . . 📸 @umcafezinho #umcafezinho #cafezinho #coffeelife #coffeelovers #coffeeexperience #coffeeholic #3coracoes #cafeespresso

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Sugestões de harmonização

Esse café especial da Chapada Diamantina é uma edição limitada. São apenas 40kg, que podem ser degustados no restaurante BIO em três diferentes métodos de extração: espresso, prensa francesa e V60, a partir de R$ 7 a xícara.

O café também pode ser adquirido pelos clientes em embalagens de 250g, em grãos ou moído na hora, por R$ 26. “A possibilidade de servir no restaurante Bio um café especial, de um produtor artesanal, mostra a comunhão entre a excelência e a demanda de mercado e também mostra o esforço conjunto de um grupo de profissionais que querem atingir a excelência”, diz Alex Atala. Para uma experiência mais interessante, o restaurante BIO oferece opções de harmonização. Com o método V60, a sugestão é de pão de mandioca na grelha; Com a Prensa Francesa, pão de queijo tradicional; e com o espresso, bolo de mandioca com goiabada ou ainda o inusitado sorvete de pão na chapa. O café é encorpado, com acidez média, notas delicadas de especiarias e sabores doces que remetem à caramelo e estará disponível no BIO enquanto durarem os estoques.

Restaurante BIO

Av. Horácio Lafer, 38 – Itaim Bibi, São Paulo – SP
Aberto todos os dias, das 8h às 23h.
Telefone: (11) 3071-1968

O que achou do lançamento? Legal ver uma empresa desse porte investindo em café de qualidade para o mercado nacional, não? Deixe sua opinião nos comentários. 

Fotos: Douglas Asarian / Instagram: Fernanda Haddad ©

Como tomar café corretamente? Existe jeito certo?

Um dia desses, um velho assunto foi novamente posto em pauta: colocar açúcar no café ou não? Entre opiniões e provocações, me inspirei a escrever esse texto falando sobre como tomar café corretamente, segundo o meu ponto de vista.

Dividi o texto em alguns pontos relevantes para pensarmos juntos sobre como tomar café corretamente. Confira a seguir:

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Uma análise sobre como tomar café corretamente

1 . Café sem açúcar

Tecnicamente falando, se o café em questão é do tipo especial, ele deve apresentar uma doçura natural. Para os especialistas, essa doçura é suficiente e não há necessidade de se colocar açúcar. Além disso, a ideia é sentir o que aquele café proporciona. Se a gente adoçar a bebida, provavelmente vai mascarar alguma característica interessante.

A verdade, porém, é que a gente se alimenta sem prestar a atenção no gosto das coisas, vai tudo no automático. Quantas vezes você adoçou ou salgou alguma bebida ou alimento sem ter provado antes? Virou hábito e não dá para mudar isso uma hora para outra, é um processo.

Devo confessar que quando vejo uma pessoa colocando açúcar em um café maravilhoso, me dá um aperto no coração, mas, por outro lado, ela tem que se sentir bem consumindo aquilo. O café deve ser um momento de prazer, não de obrigações. Cabe a nós, baristas, conversar com essas pessoas e propor novas formas de consumo.

Falando nisso, eu proponho que, pelo menos durante uma semana, na hora de se alimentar, vocês esqueçam os problemas e vivam a experiência de aromas e sabores. Se você é do time que coloca açúcar no café, pelo menos uma vez nesse período, beba uma xícara de café especial sem adoçar – ou o primeiro gole, que seja. Converse com o barista, peça uma indicação.

2 . Café só bem quente

Outro ponto importante dessa análise sobre como tomar café corretamente é: café bom, é café quente. Será? Eu discordo. Tem muito café gelado por aí que é uma delícia! No entanto, realmente a gente nota que há uma certa resistência da maioria das pessoas em consumir o café dessa forma. Quando a gente fala de hábitos e questões culturais, realmente pode ser um pouquinho mais difícil convencer as pessoas de que aquilo pode ser bom.

Quando gelado, o café tende a evidenciar suas características. Portanto, um café gelado que passou do ponto de torra e queimou, não vai ficar bom como um café mais aromático, por exemplo.

Claro que você pode provar e não curtir, preferir o seu café bem quentinho mesmo. O que não vale é dizer que não gosta sem ter provado.

A nossa dica aqui é você tomar um espresso tônica em um dia bem quente. Para quem gosta de café gelado sabe do que eu estou falando. Para quem nunca provou, essa é uma deliciosa porta de entrada.

3 . Não tomar mais café na casa da avó

Quem aqui já nasceu bebendo café especial que me desculpe, mas eu cresci lá no Jaçanã bebendo o café forte do Brasil feito pela minha avó. Naquela época, mais gostoso que o café só a sopa de pão, que era café com leite e pedaços de pão cortados com as mãos, tudo colocado em uma tigelinha para comer com a colher.

Alguns de vocês podem achar essa iguaria um pouco estranha, mas era a melhor coisa do mundo, assim como o café que a (já falecida) vovó Julia fazia, o qual eu daria tudo para beber novamente.

Quando a gente acostuma com coisa boa, é difícil voltar atrás, mas também isso não é motivo para a gente apagar nossa memória afetiva ou ignorar uma atitude de carinho. Quando a gente vai à casa da nossa avó, da tia ou de um amigo e uma xícara de café é oferecida, isso vai muito além da variedade do grão, altitude, perfil de torra… É amor também.

Claro que não precisa aceitar a bebida se não quiser, mas recusar com educação basta, nada de lições sobre o café. Ao invés disso, convide a pessoa para ir à sua casa e mostre como podem existir tipos diferentes de café.

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4 . Café só moído na hora

Até posso sentir o cheirinho do café moído na hora, que delícia! Realmente não tem nada igual e não falo apenas da fragrância. Quando a gente mói o café, ele imediatamente começa a perder suas propriedades sensoriais. É como abrir uma embalagem de salgadinho, por exemplo. Se o pacote ficar fechado, o salgadinho vai conservar mais tempo, mas se a gente abrir e não consumi-lo na hora, vai começar a ficar murcho e com sabor estranho.

Hoje em dia existem moinhos elétricos ideais para ser usados em casa e com preço acessível. Alguns baristas recomendam determinadas marcas e modelos e outros não recomendam de jeito nenhum. Isso porque alguns moedores podem moer os grãos de forma irregular, não chegar à granulometria adequada, entre outras coisas.

Sendo assim, temos um dilema: comprar o café em grão e moer em casa ou levar já moído? Isso quem pode decidir é você. Leve em consideração alguns questionamentos. Você quer ou pode investir em um moinho? Com qual frequência você faz café em casa? Para você faz diferença o café moído na hora?

Além dessas questões, você também pode fazer um teste. Sentir o resultada na xícara é,  sem dúvida, o fator decisivo. Tente provar, ao mesmo tempo, uma xícara de café já moído e outra moído na hora em um desses moinhos portáteis. Percebeu a diferença? Se achar que deve, invista em um moinho pesquisando as melhores marcas e modelos. Senão, continue levando seu pacotinho já moído para casa. Apenas tente dar preferência para torras mais frescas e, havendo a possibilidade, peça para o barista moer os grãos para você na hora em que estiver adquirindo o seu café.

5 . Torra escura é ruim

Nós já fizemos um post falando sobre torra, vocês lembram? Lá a gente tinha comentado sobre as tonalidades da torra – clara, média e escura – e também sobre perfis de torra.

Falar sobre perfil é interessante porque a gente consegue mudar nossa opinião sobre alguns preconceitos. Quando a gente entende um pouquinho mais sobre esse assunto, a gente começa a entender que café claro nem sempre é café fraco e que café escuro também pode não ter aquele gostinho de cinzeiro. Cada tipo de grão vai ter o seu ponto ideal de torra e é para descobrir isso que os mestres de torra trabalham como loucos, fazendo incontáveis testes.

Por isso, não vamos julgar um livro pela capa. Vamos também usar nossos outros sentidos para avaliar um café. Se sua visão está querendo dizer alguma coisa, confirme com o olfato. Se ainda tiver dúvidas, chame o paladar. Só depois disso é que a gente vai poder dizer se torra escura é ruim ou boa.

Para resumir essa história de como tomar café corretamente, pense no seu café. Quais são as palavras que você associa a ele?

Se você respondeu prazer, amor, afeto, aconchego, despertar, família… Você está no meu time e, provavelmente, concorda que o jeito certo de tomar café é aquele que nos faz bem, o que não significa que a gente não possa querer aprimorar o nosso conhecimento sobre ele. Agora, se suas respostas foram por outra linha de pensamento, comenta ali embaixo que a gente continua esse papo sobre como tomar café corretamente. 😉

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Fotos: Depositphotos

Florada do café na Fazenda Sertãozinho, em Botelhos

Ah, a florada do café… Provavelmente, uma das cenas mais lindas de se ver quando se trata desse ciclo produtivo. A infinidade de flores brancas é um show para os nossos olhos e dura no máximo 3 dias. Eu tive essa oportunidade na Fazenda Sertãozinho, em Botelhos, Minas Gerais. Essa é uma das 5 propriedades produtoras do  Café Orfeu e soma mais de 2 milhões de pés de café.

Se você me acompanha pelo Instagram ou pelo Facebook, é possível que tenha visto tudinho sobre essa visita*. Se não, leia esse artigo até o final, que eu vou contar agora.

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A importância da florada do café

Pode-se dizer que a florada do café é determinante para o sucesso da safra. O que ocorre é um trabalho em equipe do homem com a natureza! O fruto do café vem depois da florada. Ele guarda a semente, que é o café, e que vai ser beneficiado, seco, torrado e moído, antes de virar bebida. O ponto é que a florada depende totalmente das condições climáticas da região de cultivo. Depois disso, sim, entra a força de trabalho humana e das máquinas.

Um detalhe importante entre uma safra e outra é manter o máximo de galhos e folhas nos pés de café. Isso colabora para que haja mais flores e, consequentemente, mais café nas próximas colheitas. Quanto mais nós, melhor. Esses nós são os pontos em que nascem novos ramos e folhas a partir dos ramos laterais formados na safra anterior.

Quando é a florada do café?

Mas, afinal, quando é a florada do café? Em geral, os campos ficam todos floridos durante a primavera, entre os meses de setembro e novembro. Fato é que pode haver mais de uma florada, dependendo do meio ambiente e suas características (temperatura, sol, chuva/água). As mudanças no clima e as estações cada vez menos definidas fazem com que fique cada vez mais difícil precisar o período da florada, afetando, inclusive, a qualidade do café.

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Visita à estrutura do Orfeu Cafés Especiais, na Fazenda Sertãozinho

Depois de conhecer e entender a florada, passamos aos pés do famoso e imponente Jequitibá-Rei, o segundo Jequitibá mais antigo do Brasil, considerado o guardião da lavoura da Fazenda Sertãozinho. São 40 metros de altura e mais de 1500 anos. O que se sente estando ali em baixo é uma energia inexplicável.

O segundo Jequitibá mais antigo do Brasil, com 1500 anos e 40 metros de altura.

Devidamente reenergizados, seguimos para ver de perto a estrutura de torrefação, moagem e encapsulamento do Café Orfeu.

Existe muito cuidado em cada fase do processo. Desde outubro de 2017, a marca começou a fabricar os cafés em cápsulas compatíveis com as máquinas Nespresso® utilizando um material biodegradável e compostável. Isso significa que, depois de preparar o seu cafezinho, a cápsula pode ser descartada junto ao lixo orgânico (cascas e restos de alimentos). Veja aqui onde fazer o descarte de cápsulas corretamente.

Quando esse lixo orgânico é corretamente destinado para a coleta seletiva, depois de 4 meses a cápsula de bioplástico vira adubo. Quando destinado para a compostagem – que pode ser feita em casa, inclusive – o material da cápsula é degradado em um período de 2 a 4 meses. Na composteira elétrica, esse tempo é ainda menor.

Um avanço e tanto para esse mercado que fidelizou tantos consumidores, especialmente motivados pela praticidade das monodoses de café, não acham?

Antes dessa viagem, eu já havia recebido um convite, mas não pude comparecer. Veja o que rolou no artigo escrito pela Litiene, do blog Cappuccino e Cia.

(*) Viajei a convite do Orfeu Cafés Especiais

O que achou de conhecer um pouco mais sobre a florada do café e os processos produtivos na Fazenda Sertãozinho, em Minas? Esse Jequitibá é de cair o queixo, não é? Compartilhe usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Fotos: Fernanda Haddad ©

Cafeteria da Amélie Poulain, em Montmartre, Paris

Se você gosta de cinema, acho difícil que não conheça o filme francês O Fabuloso Destino de Amélie Poulainprotagonizado pela atriz Audrey Tautou. Com direção de Jean-Pierre Jeunet, a história se passa no charmoso bairro de Montmartre, em Paris, onde a fica o Café des Deux Moulins, a cafeteria da Amélie Poulain. Neste artigo, vou contar um pouquinho do que eu vi por lá. Será que vale a pena?

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Café des Deux Moulins: a cafeteria da Amélie Poulain

Minha lista de cafeterias para visitar em Paris, era extensa (continua sendo, já que não deu tempo de finalizar) e esse era um dos lugares que eu, uma fã do filme, mais queria visitar. A sensação é mesmo de estar no cenário do filme e, logicamente, é cheio de turistas.

A parada foi para o café da tarde. Nas fotos, parece noite, mas era inverno e escurece mais cedo mesmo. Eles têm várias opções para café, almoço e jantar, mas como tínhamos acabado de comer, então ficamos apenas com um cappuccino (para mim – 5,50 euros) e um chocolate quente (para minha irmã – 4,50 euros). Mas, fiquem tranquilos…  Tem creme brulée.

[Paris 🇫🇷] – “Bonjour, Amélie!”. Se você gosta de cinema, sabe onde é essa foto. “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” é um filme de 2001, lindo, cheio de significados que valorizam a simplicidade e com uma trilha sonora incrível (procurem no YouTube). Esse é um dos filmes que eu mais amo, gente! A escolha foi um cappuccino (5,50€) é um chocolate quente (4,50€). Não deu para comer o crème brulèe e quebrar a casquinha porque não cabia, mas tem! 😍 Vale a visita! 📍15 Rue Lepic, 75018. De segunda a sexta, das 7h30 às 2h. Sábados e domingos, das 8h às 2h. #UmCafezinhoPeloMundo ☕️❤️💚 Quem já foi? Nos destaques dos Stories tem mais das cafeterias pelo mundo, vai lá ver! 😉

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Aí você me pergunta: vale a pena ir à cafeteria da Amélie Poulain? Eu te respondo: se você gosta do filme e quer perambular pelo bairro e parar para comer alguma coisa gostosa e tomar um cafezinho, almoçar, jantar… Sim. Agora, se você nem gosta do filme e tem um paladar muito exigente para o café, não vá. Paris tem opções de lugares que servem apenas cafés especiais, mas eu não gosto de me limitar a eles, como já expliquei aqui no blog.

Também não vale comparar o cappuccino na França com o cappuccino italiano, tá? Isso em qualquer lugar na França! Temos que considerar que cada país tem suas preferências e adaptações AND que nem todo mundo sabe fazer bem a receita original do cappuccino italiano, mesmo na Itália.

No mesmo bairro ficam pontos turísticos como o Moulin Rouge e a famosa e linda igreja Sacré-Coeur. Prepare as pernocas para caminhar bastante e subir escadas e ruas mais íngremes. Vale a pena e você poderá comer o creme brulée e quebrar a casquinha sem culpa (quem já viu o filme sabe do que eu tô falando!).

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

Um filme que fala sobre sonhos e sobre valorizar as coisas mais simples da vida. A fotografia e a trilha sonora são os quesitos que mais me encantam.

Estranho o destino dessa jovem mulher, privada dela mesma, porém, tão sensível ao charme das coisas simples da vida… – Frase do filme

Amélie foi criada isolada do mundo, em casa. Quando adulta, ela começa a trabalhar como garçonete no Café des Deux Moulins. Um belo dia, ela acha uma caixa com brinquedos antigos do ex-morador do seu apartamento. Ela decide procurar por ele para devolver, de forma anônima. Ao ver a felicidade dele com seus objetos de infância, Amélie percebe que pode tornar a vida das pessoas a sua volta mais feliz, com pequenos gestos. Esse passa, portanto, a ser o sentido da sua vida.

Veja o trailer (tem no Netflix):

Café des Deux Moulins

15 Rue Lepic, Paris > > > (LEVE SEU BICHINHO, é PETFRIENDLY)
De segunda a sexta-feira, das 7h30 às 2h. Sábados e domingos, das 8h às 2h.
Metrô | linha 12 – estação pigalle ou linha 2 – estação blanche

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E aí, deu vontade de conhecer a cafeteria da Amélie Poulain, em Paris? Coloque no seu roteiro de viagem. Gostou da dica? Me conte aí em baixo e compartilhe usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Fotos: Fernanda Haddad ©

Fazenda Santa Alina: uma experiência única no cafezal

A Fazenda Santa Alina fica em São Sebastião da Grama, no Estado de São Paulo, próxima a Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais. A convite do Suplicy Cafés Especiais, fui passar dois dias lá e viver uma experiência incrível em uma fazenda de café.

História da Fazenda Santa Alina

A história da Fazenda Santa Alina começou em 1907, com o bisavô da Tuca Dias, que faz parte da  4° geração da família e é quem cuida da propriedade hoje em dia, junto com tantas outras pessoas maravilhosas. Desde o início, a Santa Alina é uma fazenda de café, porém o cultivo foi sendo aprimorado com o passar dos anos e hoje é uma referência na produção de café de qualidade. São 239 hectares cultivados a 1.100 metros de altitude.

Na fazenda com Suplicy Cafés Especiais

Chegamos à Fazenda Santa Alina numa quinta-feira (28 de junho), no final do dia, sem saber o que aconteceria nos próximos dias. Essa, aliás, é a principal característica da nossa viagem e também de quem visita a Fazenda: não existe um roteiro e a Tuca sabe surpreender como ninguém.

Dedicar parte do meu tempo a um hobby como o café me traz experiências incríveis como essa dos últimos dias na Fazenda Santa Alina. Depois de uma hora e meia de colheita ontem, hoje separamos o café, entendemos e praticamos a secagem, conhecemos uma fazenda produtora de azeite (com sabonetes maravilhosos) e ainda almoçamos no meio da natureza. A verdade é que não dá vontade de ir embora! Esses dias ocorreram sem roteiro, tudo era surpresa, assim como a vida! Agradeço à @tucadias e toda a equipe da Fazenda Santa Alina e também ao @suplicycafes pelos lindos dias de tanto aprendizado. (Tem mais nos Stories e logo vou escrever um artigo no blog porque todo mundo pode conhecer esse paraíso) ☕️❤️ #umcafezinhopelomundo . . . . #suplicycafes #coffeelovers #coffeelife #coffeetime #cappuccinoecia #coffeeexperience #cafezinho #cafestagram ▶️ Primeira foto: 📸 @cappuccinoecia

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Quinta-feira, 28 de junho de 2018

Deixamos as malas nos quartos e nos pediram para escrever numa tag o nome de 4 pessoas da nossa família de diferentes gerações. Seguimos andando, com lanternas presas à cabeça, rumo à primeira atividade: um plantio de árvores noturno. As diversas mudas já nos esperavam ao lado dos buracos e a ideia era colocar a mão na terra mesmo (como é bom!). Depois de plantar, cada um colocou sua tag na muda. Estava ali, então, uma singela homenagem aos nossos ancestrais.

Em seguida, pegamos carona com um tratorzinho da Fazenda e ele nos deixou na frente da Capela. Tuca nos contou um pouco da história e nos convidou para entrar e fazer um agradecimento. Quando acenderam a luz, supresa! Nos prepararam um lindo jantar ali mesmo, dentro da capela.

Jantar dentro da capela na Fazenda Santa Alina. Foto: Cappuccino e Cia.

Eram três mesas de 4 pessoas. A ideia era escolher jantar com pessoas que não fossem conhecidas. Já sentados, as mãos de cada 4 participantes foram amarradas entre si com uma fita e, assim, deveriam se servir em um buffet ao lado e jantar.

E mais: uma pessoa de cada mesa deveria passar pela experiência com os olhos vendados. Eu me candidatei para ser vendada e foi uma das experiências mais incríveis que já tive. Um exercício e tanto de solidariedade e confiança no próximo.

Sexta-feira, 29 de junho de 2018

No dia seguinte, acordamos e fomos tomar café da manhã no curral, mais uma surpresa da Tuca e dos colaboradores da Fazenda.

O cafezinho passado na hora e os quitutes da Lúcia (não sei descrever o quanto ela cozinha bem!) ajudam qualquer pessoa a acordar de bom humor. Queijo, geleia, manteiga, pão com castanha, biscoito de polvilho. Apenas imagine! Precisávamos de energia para o que viria em seguida: a colheita do café.

Duplas foram sorteadas, equipamentos de segurança distribuídos e colocados. Seguimos para o cafezal. Colhemos café por uma hora e meia, sem descanso. No final, tomamos um lanche ali, na sombra, com as mãos sujas de terra e tudo. Confesso que a experiência mudou o gostinho do meu café na xícara para sempre.

Na hora da colheita do café. Foto: Tuca Dias

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O resto do dia foi de descanso e, na hora do jantar, mais uma supresa: churrasco, caldinho de feijão, fogueira e cinema ao ar livre, com sofás, cobertinhas e um espaço na grama e cheio de almofadas. Terminamos o dia assistindo ao vídeo que a Tuca fez durante a nossa experiência na colheita, além de outros que contavam a história da Fazenda Santa Alina e dos seus colaboradores.

Cinema ao ar livre. Foto: Fernanda Haddad

Sábado, 30 de junho de 2018

No último dia, o café da manhã foi no jardim da casa. Para tornar a experiência ainda mais completa, fomos conhecer a estrutura do beneficiamento do café e também da secagem. Separamos o café que colhemos à mão e passamos o rastelo no café que secava no terreiro.

Café da manhã na varanda da casa. Foto: Fernanda Haddad

A próxima surpresa foi uma visita na Fazenda Irarema, produtora de um dos melhores azeites do mundo, premiado em Nova York. Eles têm uma estrutura super preparada para receber visitantes e grupos, com um espaço para degustar e comprar azeites, além da Lili Doces Gourmet, uma cafeteria, e também uma loja de sabonetes 100% naturais. Comprei um esfoliante de café, claro.

Voltamos para almoçar na Fazenda Santa Alina, onde mais uma surpresa nos aguardava, antes de ir embora: um almoço ao ar livre. Eles montaram tudo literalmente no meio da natureza. O tempo todo ouvíamos o som da água corrente, que passava em baixo da mesa.

Almoço de despedida. Foto: Fernanda Haddad

Visite a Fazenda Santa Alina

Telefone: (35) 3714-1256
E-mail: tucadias10@gmail.com.br

Visitar um lugar como a Fazenda Santa Alina faz com que qualquer pessoa saia de lá diferente, transformada para melhor. Isso porque é fácil de perceber que todos que vivem ali são uma grande família, que zelam pelo bem comum.

É bem verdade que todo amor pelo ser humano e pela natureza chega ao café. Nunca mais vou tomar café do mesmo jeito.

Clique aqui e confira a experiência da minha amiga Litiene, do blog Cappuccino e Cia, que também estava no grupo.

O que achou dessa experiência na Fazenda Santa Alina? Conte sua opinião nos comentários e compartilhe com seus amigos pelas redes sociais usando hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.  

Foto de destaque: Fernanda Haddad©

Coca-café

Mal o G1 deu a notícia de que a Coca-Cola anunciou a venda no Brasil de sua versão com sabor de café, e o meu celular começou a receber mensagens de várias latitudes.

Bem que o motivo poderia ser a tentativa dos meus amigos de colaborar com este cronista de um site/projeto de estilo de vida dedicado ao café (@umcafezinho). Mas não era.

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Os meus comparsas mais antigos me relacionam mais ao refrigerante do que ao cafezinho. E eles têm razão.

Acontece que na maior parte da minha vida, fui um consumidor sem freio da bebida originada nos Estados Unidos. Ainda outro dia, comentei com minha enteada – que tem 12 anos, nunca tomou refrigerante, mas anda por aí com um moleton da Coca-Cola – que minha primeira palestra no colégio foi sobre a história de John Pemberton (1881-1888), farmacêutico e inventor da fórmula do refrigerante mais vendido no planeta. E a segunda palestra da minha vida, já em outra escola, foi sobre o quê? Advinhe.

Ao longo de duas décadas, perdi a conta de quantas vezes citei a força do meu relacionamento com a bebida gelada. Cheguei a usar numa assinatura de crônica em um livro que participei: “Marcelo Lamas é articulista (…) e prefere Coca-Cola”.

Sempre fui muito fiel. Era só Coca-Cola. Cheguei a comprar uma geladeira maior, pois concluí que não era (é) à toa que toda a propaganda trazia a bebida em um copo cheio de gelo. A combinação ideal.

Depois de muita campanha da minha mãe, que é professora da área da saúde, consegui me desvencilhar de todo aquele consumo do refrigerante e do índice limítrofe de glicose do sangue.

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Se viciado é que aquele que consome algo com frequência, fui um viciado em Coca-Cola. Sempre saia da empresa no horário do almoço e pegava uma garrafinha (ks) no boteco. Hoje em dia, a coisa mudou muito. Já falei aqui: saio da firma e vou pegar um espresso no posto da esquina. Todos os dias.

Aguardemos a chegada da Coca-Cola Plus Café Espresso, com 40% a mais de cafeína e menos açúcar. Minha sorte está lançada.

 

Marcelo Lamas é cronista. Recebeu recomendação do cardiologista para evitar cafeína. Optou por não ter muita expectativa de vida do que viver triste. Autor de “Indesmentíveis”.
@marcelolamasbr
marcelolamas@gmail.com

Foto: Divulgação/Coca-Cola

São Lourenço Coffee Music 2018 vai de 17 a 19 de agosto

Entre os dias 17 e 19 de agosto, a cidade de São Lourenço, em Minas Gerais, vai estar com um aroma diferente. A cidade, que já é conhecida pela qualidade da água, recebe o São Lourenço Coffee Music 2018, evento dedicado ao café especial, com música (blues, jazz, MPB), palestras workshops e experiências cafeinadas incríveis.

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Já na segunda edição, o São Lourenço Coffee Music 2018 segue com o objetivo de promover e incentivar o consumo de bons cafés e reunir coffee lovers e a entrada é gratuita. A programação traz também o Campeonato Brasileiro da BSCA (Brazilian Specialty Coffee Association), o prêmio ao Melhor Café da Serra da Mantiqueira, uma vila gastronômica protagonizada pela culinária mineira e passeio à Rota do Café Especial.  

Você pode fazer uma visita guiada à Fazenda Centenária, que é reconhecida por produzir O Melhor Café do Mundo, e também pode fazer o passeio de balão sobrevoando a fazenda de café, entre outras experiências. Esses passeios são pagos e, se pretende aproveitar, o melhor mesmo é fazer a reserva com antecedência, especialmente no final de semana do evento. Para saber mais detalhes, clique aqui. 

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São Lourenço Coffee Music 2018 

Onde? Praça Brasil – São Lourenço/MG
Quando?  17 a 19 de agosto de 2018
Quanto? Entrada Gratuita

Vamos ao São Lourenço Coffee Music 2018? Eu vou estar lá e te convido para um cafezinho! Se precisar fazer reservas de hotel, a busca do Booking.com está disponível aqui no blog no canto direito da tela do computador ou logo abaixo do post, caso você esteja lendo pelo celular. Compartilhe com seus amigos pelas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. Deixe um comentário aqui com a sua opinião.   

Foto de destaque: Depositphotos

Conheça o Café de Chamarel, produzido nas Ilhas Maurício

O café de Chamarel começou a ser cultivado em 1967, nas Ilhas Maurício. Ele é o único café cultivado, torrado e comercializado na região, de forma artesanal. Quem esteve por lá foi minha irmã e meu cunhado. Logo que me falaram do café, ativei meu lado jornalístico e mandei um monte de perguntas, comecei a fazer pesquisas e pedi fotos do que eles viam por lá, além do café (claro!), para fazer esse post.

As Ilhas Maurício fazem parte do continente africano, são banhadas pelo Oceano índico e ficam próximas a Madagascar. A independência veio só em 1968. Descoberta por portugueses 5 anos depois da chegada deles aqui no Brasil, a ilha foi colonizada por holandeses em 1598 e chegou a ser governada por França e também Reino Unido.

Além de café arábica, a região vive do turismo e da produção de cana-de-açúcar, que é bem forte, aliás, e chega a ocupar mais da metade da região.

O Café de Chamarel é um dos orgulhos do local

A cada ano, a produção do café de Chamarel soma 10 mil toneladas, mas aos poucos vão aumentar essa quantidade, já que novos pés de café estão sendo cultivados. Isso é feito em dois lugares: na aldeia de Chamarel, próximo das Terras das Sete Cores (passeio turístico imperdível, além das belas praias), onde o solo, a chuva e a temperatura favorecem, e também em Case Noyale, onde a luz do sol é abundante.

O processo de pós-colheita é o lavado, comum também na América Central, Quênia e aqui no Brasil. Primeiro, passa pelo tanque e os grãos verdes e cereja são separados dos secos (boia). Na segunda fase, eles são despolpados com a ajuda da água e, em seguida, passam pelo processo de degomagem (desmucilagem), lavagem e secagem.

Para a torra, só passam os grãos em perfeito estado. Eles são verificados manualmente e os quebrados são retirados da produção. No caso do café de Chamarel, os grãos de café verde passam pela torra a 200 graus por 20 minutos.

A embalagem do Café de Chamarel contém 225 g e o produto é distribuído pela Scott & Co Ltd. desde 1999, mas infelizmente não encontrei nenhuma opção de entrega para o Brasil até a data de publicação desse artigo. Isso significa que, se você quiser provar esse cafezinho, só programando uma viagem para lá nas próximas férias. Garanto que vale cada xícara!

Para facilitar a sua vida, já deixei até o Booking.com ali no canto direito da tela ou logo aqui em baixo do post, se você estiver lendo pelo celular. Comece a planejar sua viagem agora mesmo.

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O que achou dessa viagem às Ilhas Maurício para conhecer o Café de Chamarel? Deixe aqui o seu comentário e compartilhe com seus amigos pelas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Fotos: umcafezinho.com.br ©

Caffè degli Specchi está na praça principal de Trieste desde 1839

Hoje eu trago aqui a última das cafeterias históricas que visitei em Trieste, na Itália. O Caffè degli Specchi (Café dos Espelhos, em português) foi fundado em 1839 e hoje é o único café da praça principal da cidade: a Piazza Unità d’Italia. A Itália tem muitas praças lindas, mas, como essa, não encontrei por enquanto. Ela é em formato de U e, logo em frente, a vista é para o mar.

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Visitar o Caffè degli Specchi é como voltar no tempo

Mesmo durante o inverno, as mesas externas do Caffè degli Specchi – que contam com aquecedores e mantinhas nas cadeiras – chamam a atenção na praça. A decoração é deslumbrante e o cardápio de doces e cafés é super variado, mas as outras refeições também podem ser feitas por lá porque tem um restaurante. O século é o XXI, mas a sensação é mesmo de estar lá no Século XIX, durante o de Império Habsburgo.

Muita história aconteceu por lá. Isso porque o local era o escolhido para encontros importantes entre intelectuais, oficiais, artistas e escritores da época, como como Joyce e Svevo. Além disso, o café era cenário de concertos dirigidos por Franz Lehar, um dos maiores compositores austríacos, que se mudou para Trieste.

A origem do nome vem de uma tradição de gravar eventos históricos em placas de vidro ou espelhos. Poucos deles ainda existem.  No período pós-guerra, o Caffè degli Specchi tornou-se a sede da marinha britânica. 

Hoje, o espaço está sob comando da família Faggiotto, que também é reconhecida pela produção de chocolates artesanais italianos.

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Caffè degli Specchi
Piazza dell’Unità d’Italia, 7.
Funciona todos os dias, das 8h às 23h.

O que achou do Caffè degli Specchi? Vale a pena colocar no seu roteiro de viagem na próxima ida à Itália. A cidade está cheia de cafeterias bacanas. Compartilhe sua opinião com a gente nos comentários e conte para os seus amigos nas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

Foto de destaque: Depositphotos/Foto do post: Fernanda Haddad©

Caffè Tommaseo, o círculo dos eruditos, em Trieste

O Caffè Tommaseo é um dos lugares mais lindos que eu já pisei na vida. Eu tinha pouco tempo na cidade de Trieste e esse foi um dos 3 cafés históricos da cidade escolhidos para visitar. O primeiro, eu já contei aqui no blog. Foi o Antico Caffè San Marco, que chegou a ser destruído no período de guerra, mas foi restaurado e hoje abriga também uma linda livraria. Saindo de lá, fui ao Tommaseo, o mais antigo da cidade, que me foi indicado pela Anna Illy, neta do fundador da illycaffè, motivo da minha ida até lá.

Um pouco da história do Caffè Tommaseo

Fundado em 1830 por Thomas Marcato, conhecedor de arte de Pádua, o Caffè Tommaseo fica ao lado da Piazza Unità d’Italia, um dos pontos turísticos da cidade. O nome do lugar vem de Niccolò Tommaseo, herói da República de San Marco (1848-1849). Há quem diga que Carolina Bonaparte, irmã mais nova de Napoleão e esposa do general Joaquim Murat, compraram o local em segredo.

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Segundo informações oficiais, Thomas Marcato chegou a Trieste para trabalhar e foi o primeiro a introduzir o consumo de sorvete na cidade. Ele abriu o café e, com o passar dos anos, o espaço passou por algumas renovações, mantendo a inspiração no estilo tradicional dos cafés vienenses.

Apelidado de “La conventicola dei dotti” (O círculo dos eruditos), o local era frequentado por nomes como Svevo, Joyce, Stuparich, Quarantotti Gambini, Franz Kafka e Umberto Saba. Além de artistas, intelectuais e advogados, o Caffè Tommaseo também era ponto de parada dos banqueiros da Bolsa de Valores.

Atualmente, ele está sob gerência de Enoteca Bischoff, tradicional na cidade de Trieste desde 1777. Sem deixar a cafeteria histórica de lado, vinhos de alto nível estão disponíveis para os clientes, que podem aproveitar o lindo espaço para todas as refeições.

Caffè Tommaseo
Piazza Tommaseo 4,C
O café funciona de segunda a domingo, das 10h às 22h. O restaurante funciona de terça a domingo, das 12h às 15h e das 19h às 22h.

Gostou de conhecer o Caffè Tommaseo, em Trieste? Conhece mais alguma cafeteria por lá para indicar? Deixe o seu comentário e compartilhe nas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto de destaque: Fernanda Haddad©