Cursos para quem gosta de café e para profissionais

Seja para se profissionalizar ou elevar o nível da bebida que preparamos em casa, aprender mais sobre café é sempre uma boa opção. No post anterior, falamos um pouco sobre as atividades e desafios de um barista. Um dos pontos que listamos era sobre a importância de estudar para se desenvolver como profissional. A partir daí resolvemos trazer algumas sugestões de cursos para quem gosta de café e locais para se especializar.

Se a sua ideia não é ter o café como profissão, mas poder preparar a bebida em casa com mais técnica, não se preocupe. Nós também pensamos nisso!

7 lugares pelo Brasil que oferecem cursos para quem gosta de café

1 . Coffee Lab (São Paulo)

“Um laboratório de sensações. Uma escola de baristas. Uma cafeteria especial”. É assim que o Coffee Lab, referência no Brasil, se define. Com anos de experiência no mercado, a escola oferece cursos técnicos e educativos, como Barista Júnior e Sênior e Café em Casa. Eu cursei os dois módulos de Barista e, quando fui atuar na área, percebi que estava bem preparada. Gostei muito e recomendo! 😉

2 . Wolff Café (São Paulo)

Com um time de profissionais de peso, além de estar com seus grãos presentes em diversas cafeterias especiais em São Paulo, o Wolff Café oferece cursos profissionalizantes como Barista, Torra e Latte Art. Eles também possuem um curso de Filtrados, direcionado tanto aos profissionais como quem pretende melhorar as técnicas dos coados em casa.

3 . Um Coffee Co. (São Paulo)

Eleita a melhor cafeteria de São Paulo em 2017 pela Veja SP, a Um Coffee Co. também ministra cursos em sua unidade do Bom Retiro, sendo que alguns deles dão direito à certificação da SCASpecialty Coffee Association.

Além dos profissionalizantes, eles também possuem o curso Métodos de Extração, que abrange Hario V60, Kalita Wave, Aeropress e Prensa Francesa.

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4 . Academia do Café (Belo Horizonte)

Criada com o intuito de ser um lugar destinado ao aprendizado e formação técnica, a Academia do Café disponibiliza diversos cursos e workshops, atendendo às mais variadas necessidades, que vão desde a introdução ao mundo dos cafés especiais com duração de 1 hora e meia, até cursos mais profundos como os técnicos de Torra e de Barista.

5 . Lucca Cafés Especiais (Curitiba)

Reconhecido pelo público e dono de diversos prêmios, o Lucca Cafés Especiais é, sem dúvida alguma, um dos locais de grande destaque quando falamos sobre cursos na área do café. Boa parte dos técnicos oferecem certificação da SCA e os coffee lovers podem contar com o Preparo de Cafés em Casa. Destaque para os cursos de Tecnologia da Água e Cupping Básico.

Além disso, eles atendem pessoas voltadas para a área do empreendedorismo, como é o caso do curso Como Montar seu Plano de Negócio e da Consultoria em Cafés.

6 . Baden Torrefação (Porto Alegre)

Desde 2014 estabelecida na região Sul do país, a Baden Torrefação vem se desenvolvendo e ganhando cada vez mais força. Recentemente um de seus baristas, Andre Martinelli, ficou em 3o lugar no campeonato Brasileiro de Baristas 2018. Eles oferecem workshops e cursos, também atendendo à demanda dos profissionais e amantes do café.

Atualmente, estão divulgando o curso Ciência da Torra do Café. Para saber sobre os próximos, a recomendação é ficar de olho nas mídias sociais.

7 . Kaffe Torrefação e Treinamento (Recife)

Com a missão de ser um centro de disseminação de conhecimento, o Kaffe Torrefação e Treinamento tem como principal objetivo cursos e capacitação de profissionais. Inaugurado em março de 2017 em Boa Viagem, Recife, a casa oferece cursos técnicos de Torra, Barista, Análise Sensorial, entre outros.

Os entusiastas também podem se aperfeiçoar através das diversas oficinas que acontecem durante o ano: Preparo de Café Filtrado, Degustação e Harmonização e Drinks com Cold Brew são alguns exemplos.  As agendas também vão sendo divulgadas nas mídias sociais.

Se faltava um empurrãozinho para aprender mais sobre café, agora não tem mais desculpa. Ainda mais porque a maioria dos locais dá uma facilitada no pagamento. Eu mesma já programei um curso de torra para o final de fevereiro. E aí, quem mais se animou?

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto: Depositphotos

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O que faz um barista?

Você sabe o que faz um barista? Bem, eu sou barista. Quando eu digo isso, minha expectativa em relação a como a pessoa vai reagir é a seguinte:

Porém, não é bem assim que acontece na grande maioria das vezes. As pessoas reagem, principalmente, de 3 maneiras diferentes:

Mesmo que elas não se expressem verbalmente, a gente consegue entender seus pensamentos só de olhar. Outras áreas da gastronomia já são mais valorizadas, como acontece com os sommeliers, enólogos e os cozinheiros. Aos poucos, os baristas também vão ganhando seu espaço, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido.

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É claro que dentro desse universo existem diferentes tipos de baristas e cafeterias, porém o que vale dizer é que existem pessoas trabalhando arduamente na área do café e orgulhosas do que fazem. Por isso, é muito importante a gente falar sobre o barismo. Dessa forma, as pessoas terão informações e a possibilidade de entenderem um pouco mais sobre esse mundo fascinante.

Antes de falarmos sobre as atividades, vamos definir o que é um barista. Para isso, vou usar o conceito da Isabela Raposeiras, que descreve muito bem a profissão:

“O Barista é o profissional responsável pela qualidade do café servido ao consumidor, que deve reconhecer tal qualidade. Para tanto, o Barista deve estudar todos os elementos presentes na cadeia produtiva que influenciam o resultado final da bebida”.

O que faz um barista?

Dito isso, vou listar agora algumas das atividades e características dos baristas.

1 . Estudar, estudar e estudar

A primeira coisa que você deve fazer quando decide se tornar barista é estudar. É preciso aprender as técnicas, entender um pouquinho de produção e assim por diante. No entanto, para ser um bom barista, é necessário dedicação. Tem que estudar sempre e ter disposição a estar em constante aperfeiçoamento, além de ficar de olho nas tendências do mercado.

2 . Treinar o sensorial

É muito importante que o barista tenha o sensorial apurado. Ele precisa de seus sentidos treinados para ter a capacidade de avaliar o café. O barista precisa estar apto a usar as técnicas aprendidas para oferecer uma boa xícara ao cliente e é o sensorial desse profissional que dará a palavra final sobre o equilíbrio perfeito da bebida.

3 . Ser criativo

Seja para criar novas bebidas a base de café, melhorar a operação ou identificar novas oportunidades para levar a diante o conhecimento sobre café.

4 . Mil e uma utilidades

Nem só de café vive um barista. No dia-a-dia de uma cafeteria, muitos desses profissionais também são os responsáveis pela limpeza, organização da área de trabalho, reposição de alimentos e insumos no bar, preparo de alimentos e (muita) louça para lavar. Isso significa que não tomamos café o dia todo, sempre tem algo pra fazer.

5 . Saber lidar com as pessoas

Nessa questão, temos duas vertentes – clientes e colegas de trabalho. Lidar com o público é uma surpresa diária, pois você nunca sabe quem pode entrar pela porta e nem qual será o humor daqueles clientes mais assíduos.

Sobre os colegas, eu devo admitir que aprendi muito sobre trabalho em equipe atuando em uma cafeteria. Eu, que sempre tive dificuldade em pedir ajuda, de repente me vi em um lugar onde eu precisava das pessoas o tempo todo. Para as coisas darem certo a gente tem que criar uma relação de confiança mútua e isso não é fácil de se construir.

Na minha opinião, essa é uma das habilidades mais difíceis que um barista precisa desenvolver.

6 . Fazer network

Participar de eventos, estar presente em grupos de mídias sociais, visitar cafeterias e outros locais que fazem parte da cadeia do café. Tudo isso contribui para o crescimento do barista. Trocar experiências e informações é algo muito valioso em qualquer profissão e no barismo não é diferente.

7 . De aluno a professor

O café vive sua terceira onda e, com isso, a procura por cursos cresceu nos últimos anos. Assim, baristas que antes estiveram em sala de aula, acabam tendo a possibilidade de ensinar. Se bem que eu conheço tanto barista apaixonado, que não precisa nem ser professor. Ensina o cliente, os amigos, marido, filhos…

Para não ser injusta, vou terminar esse texto falando de um amigo, o Julio. Quando eu contei para ele que me tornaria barista, ele (que já trabalhou em cafeteria por um período) ficou feliz e me falou que era uma profissão incrível, que nos  ensina muitas coisas. Como a humildade, por exemplo, já que estamos lá para servir o outro.

Por isso, sempre que estou em dúvida ou com alguma dificuldade em relação ao meu trabalho, uma das coisas que faço é lembrar das palavras dele e, principalmente, de um certo brilho que pude enxergar em seu olhar.

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto: Depositphotos/ Ilustrações: Cinthia Bracco

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Como treinar a avaliação sensorial do café

Se a gente parar e pensar, vai perceber que tomar café envolve muito mais coisas que simplesmente ingerir uma bebida. Nós estamos ligados emocionalmente com ele, seja pelas memórias afetivas ou pelo conforto que ele nos traz. Café é experiência e para melhorá-la, hoje darei dicas de como treinar para fazer uma boa avaliação sensorial do café.

Talvez você já tenha lido no pacotinho de café algo como: notas de chocolate, caramelo e especiarias. Algumas pessoas até ficam em dúvida se foi adicionado algum tipo de aroma. Nesse caso, essas notas são do próprio grão, desenvolvidas a partir de inúmeras variáveis, como terroir, variedade do grão, processamento, torra.

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Quando começamos a entender essas questões e, principalmente, treinar o nosso sensorial, percebemos que a experiência fica mais legal. Perceber as características sensoriais da bebida é difícil, não vou mentir. Por isso, o que a gente espera com essas dicas é que, aos poucos, você vá percebendo que cada café tem seus próprios atributos.

5 dicas para aprimorar sua avaliação sensorial do café

1) Crie repertório

Essa foi uma das primeiras coisas que aprendi, ainda na escola de barismo, e talvez uma das mais importantes quando o assunto é avaliação sensorial do café. Varie sua alimentação, prove comidas e bebidas diferentes, dê chance para novos sabores. Não somente isso: sinta o aroma de tudo, não se limitando à comida. Cheire uma flor, uma planta, a terra. Lembre-se de itens com cheiros não tão bons assim, como borracha, tabaco e madeira.

Existe um kit de aromas usado pelos baristas chamado Le Nez du Café. Ele serve justamente para treinar o sensorial e custa cerca de R$ 980 ou R$ 2.300 a edição especial. Ou seja, não é algo para se ter em casa. Porém, o site Not Bad Coffee criou uma área que não apenas nos mostra a roda de sabores do café, como também nos dá referências de cada aroma, ensinando como reproduzi-los.

2) Olhe para seu café

Falamos muito dos sentidos olfato e paladar, mas a visão também pode dar alguns indícios sobre o seu café.  Se você estiver bebendo um espresso, avalie a crema. Se for um coado, observe o aspecto em si e a coloração. Cafés muito escuros foram torrados excessivamente, então já imaginamos encontrar amargor e notas desagradáveis na xícara.

3) Concentração

No dia em que você se propor a tentar perceber notas aromáticas em um café, tenha em mãos um produto de qualidade, de preferência especial, para encontrar certa complexidade. Além disso, esteja em um ambiente fresco e silencioso, isso vai facilitar sua concentração. Se envolva em todas as etapas.

Abra o pacotinho, sinta o aroma e tente puxar na memória algum cheiro. Moa o café e sinta o aroma de novo. Umedeça o pó e repita o processo. Terminou a extração, sinta o aroma novamente. Prove o café, tente identificar o sabor, sentindo o corpo da bebida, que é aquela sensação tátil na língua.  Espere o café ficar morno, sinta a fragrância e o gosto. Prove o café frio também, pois ele pode variar de acordo com a temperatura. Às vezes, com o café frio, identificamos uma nota que não percebemos enquanto ele estava quente.

No início você não precisa tentar ser específico, identificando por exemplo, lima da pérsia, canela e mel. Comece de forma mais abrangente, tentado identificar os grupo. Fruta, especiaria, algo doce.

4) Compare

Outro exercício interessante é pegar diferentes tipos de café e compará-los no mesmo momento. Pegue um café tradicional, um gourmet e um especial. Faça o treino de concentração com cada um deles e, nitidamente, você perceberá diferenças.

Você também pode fazer o teste usando dois cafés especiais. Peça ajuda do barista para pegar um café mais ácido e outro mais doce ou com notas mais tradicionais. Prove os dois no mesmo momento ou um logo após o outro, quando suas sensações ainda estão frescas, e faça uma análise.

5) Se especialize

Caso você goste da brincadeira, procure um curso. Alguns locais já oferecem esse tipo de especialização e você poderá adicionar mais esse conhecimento ao seu currículo de coffee lover.

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Algumas pessoas têm mais facilidade para desenvolver o sensorial e, mesmo assim, sabemos que é algo complexo e que requer treino diário. Por isso, não desanime se você não estiver acertando muito nas primeiras tentativas. Afinal, o importante mesmo é se divertir e, principalmente, sentir aquele bem-estar que só uma xícara de café é capaz de nos proporcionar.

E aí, gostou das dicas sobre avaliação sensorial do café? Conta pra gente como é a sua experiência com o café.

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Fotos: Depositphotos

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Cold brew: de onde surgiu, como é feito e muito mais

Café frio ou gelado ainda causa estranheza em muitos brasileiros, mas aos poucos essa forma de consumir a bebida vai ganhando espaço e o coração dos coffeelovers. Hoje eu vou falar do cold brew.

A história do cold brew

Apesar de a gente ter ouvido falar muito do cold brew nesse último ano, sua história começou já tem um bom tempo. E não estou falando de quando a bebida apareceu nas cafeterias dos EUA e Europa. Historicamente, surgiu em meados do século XVII.

A partir da necessidade de transportar o café em viagens e guerras, os holandeses tiveram a ideia de produzir um tipo de extrato de café. Os japoneses relacionaram o método com a forma de produzir chá, sempre muito presente em sua cultura, fazendo com que essa bebida também ficasse bem conhecida na terra do sol nascente.

Porém, naquela época a forma de consumo era um pouco diferente. O extrato era misturado em água quente e dali saía um café quentinho. Se a gente pensar bem, era quase como o café solúvel de hoje em dia.

Somente por volta de 1837, na França, é que a bebida passou a ser consumida gelada, mais parecida com a que fazemos atualmente. Depois disso e do auge desse formato que aconteceu no Japão na década de 60, as técnicas foram se aperfeiçoando até chegarem às latas a garrafinhas de cold brew que a gente vê nas prateleiras.

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Como é feito o cold brew?

O cold brew nada mais é que a extração de café a frio. Ele é feito a partir de duas maneiras: infusão ou gotejamento. Para ambas, a moagem do café deve ser grossa.

Na primeira, basta deixar o café infusionado em água gelada durante algumas horas – o tempo exato e a proporção (café x água) vão depender de cada receita. Depois, é só fazer a separação do líquido.  Um equipamento que a gente pode usar para fazer o cold brew em casa é a prensa francesa. Ao final do período em infusão, basta abaixar o êmbolo. Se você não tiver a prensa ou quiser uma bebida com menos resíduo, dá para usar um coador de pano.

A segunda maneira, gotejamento, já demanda um equipamento próprio, que é um tipo de torre composta por três recipientes: um para a água gelada (em cima), outro para o café moído (meio) e um vazio (base) para receber a extração. No recipiente em que colocamos a água, tem uma torneirinha. É ali que a gente controla o fluxo do gotejamento, que deve ser bem lento.

Sim, nós temos cold brew!

Apesar de não ser um assunto super novo, falar de cold brew é legal porque ainda tem gente descobrindo a bebida por aqui. Se a gente prestar um pouquinho de atenção, vai perceber que o mercado cresceu nesse último ano e continua evoluindo. Até a Starbucks lançou sua bebida há uns meses.

Falando nisso, a gente não pode deixar de citar a True Coffee Inc., que foi uma das pioneiras na produção de cold brew no Brasil. Eles começaram em 2014 e até hoje são referência no assunto, seja pela inovação ou pela qualidade.

Uma marca mais recente é o Amigo Cold Brew, que vale ser citada por seu diferencial na criação de sabores diferentes.  Sempre usando ingredientes naturais e livre de aditivos, a gente pode beber cold brew de limão siciliano e alecrim e até maracujá com canela!

As novidades não param por aí. Tem até clube de assinatura de cold brew, que você recebe a bebida em casa todo mês. O Sede de Café, por exemplo, tem produção artesanal e faz todo um trabalho informativo, dando detalhes sobre o produto que eles estão enviando, além de sugerir formas de consumo.

Muitas cafeterias também fabricam seu próprio cold brew, seja para oferecer ao seu cliente como produto final ou para usar como ingrediente nos drinks da casa. Aproveite que o verão está aí e prove o café gelado!

Sozinho ou acompanhado

Sempre uma boa pedida cafeinada no calor, o cold brew vai bem de qualquer jeito. Pode ser só com gelo, misturado com tônica e até com gim, por que não? 😉

O legal é criar e dar uma chance para o café gelado. São outras sensações de aromas e sabores. Para se ter uma ideia do que o cold brew é capaz, confira duas receitas que a Revista Espresso publicou há um tempinho: Cold Citrus e Coconut Coffee. A gente se refresca só de ler!

E vocês, gostam de cold brew? Alguém tem outra receita para compartilhar? Conte nos comentários.

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Fotos: Depositphotos

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Como fazer café na cafeteira italiana

A cafeteira italiana – ou moka, como também é conhecida – foi inventada em 1933 por Alfonso Bialetti. A história conta que sua inspiração veio de mulheres lavando roupa em um tanque que distribuía sabão e água quente através de uma tubulação central. A partir daí, surgia a ideia da cafeteria a vapor, que pouco mudou desde sua criação.

Dentre os métodos, esse é o que mais se aproxima do espresso, por levar às nossas xícaras um café encorpado e de sabor intenso. Perfeito para pessoas que, assim como eu, precisam de uma boa dose de cafeína para acordar de manhã.

Como fazer café na cafeteira italiana (moka)

Falando sobre a parte um pouco mais prática, vamos, então, explicar como fazer café na cafeteira italiana. Caso você tenha alguma dúvida sobre esse equipamento, vai ver que é muito fácil de usá-lo. Se você ainda seguir nossas dicas de ouro, aí não vai ter pra ninguém. 😉

A água fervente da parte inferior gera vapor, que pressiona a água quente para fora desse compartimento. Assim, a água passa pela parte central, onde está o café e, por fim, chega à parte de cima, que é quando veremos nosso cafezinho pronto. É um processo que depende da pressão do vapor e da gravidade.

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A marca mais conhecida é a Bialetti, claro. No entanto, é possível encontrar outras marcas, diferentes tamanhos e preços. Se você gosta da ideia de fazer café na moka, opções não faltam no mercado.

E você, já provou café feito na cafeteira italiana? Gostou das dicas como fazer café na cafeteira italiana? Tem mais alguma dica para compartilhar com a gente? Escreva nos comentários.

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto de destaque: Pixabay

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Pontuação do café

Você sabia que, assim como os vinhos, os cafés também são classificados e pontuados? É dessa forma que a gente sabe se um café entra  para a categoria de especiais, por exemplo. No texto de hoje, vou explicar como funciona a pontuação do café.

A avaliação é feita por especialistas que analisam todos os aspectos do café. Essa prova é feita através de um procedimento o qual chamamos de cupping.

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Cupping

Essa técnica garante que não haja interferência do método utilizado e nem do filtro. Além disso, há padronização de moagem e proporção e, para esse ritual, são necessárias algumas amostras. Pode ser que a ideia seja avaliar um único café, mas é interessante ter também exemplares de outros tipos para que possa haver uma comparação.

Fazer uma boa análise requer muito treino, pois é necessário um sensorial bem desenvolvido para entender as qualidade do café e, principalmente, seus defeitos, que podem passar despercebidos por quem não tem experiência.

O passo a passo do cupping a gente pode falar em uma outra ocasião. Apesar de isso ser utilizado mais entre os profissionais, é legal fazer o teste em casa, pelo menos para perceber as diferenças entre os tipos de café e ir aprimorando o paladar.

O que é avaliado no cupping?

Basicamente, são avaliados 10 itens, com notas de 0 a 10. Ao final, é feita a soma de cada um desses aspectos, que vai resultar na nota final do café. Para ser especial, ele precisa atingir o mínimo de 80 pontos. Para auxiliar, existe um formulário de avaliação sensorial, desenvolvido pela SCA (Specialty Coffee Association), que também utilizamos aqui no Brasil.

  1. Fragrância/Aroma

Nada mais é do que o cheirinho do café. Bom, talvez seja um pouco mais complexo que isso, já que o café pode desenvolver inúmeras fragrâncias, desde frutas, especiarias e flores até aromas não tão bons assim como borracha e fumaça . Em um processo de cupping, deve-se sentir o aroma dos grãos, do café moído e depois de umedecido.

  1.  Sabor

São as sensações que o café vai fazer a gente sentir na boca. Nessa parte do processo deve-se pegar uma quantidade de café com uma colher própria para cupping e sugar o líquido. Você pode cuspir depois de provar, pois no caso de uma quantidade grande de provas, ingerir muito café pode fazer mal.  Aqui, além do gosto em si, a gente começa a ter uma percepção dos demais aspectos.

Foto: Reprodução
  1. Finalização (aftertaste ou sabor residual)

É o sabor que permanece na boca depois do consumo da bebida. Se for bom e permanecer por um tempo considerável, maior a nota.

  1. Acidez

Sim, acidez no café é algo muito bom. Desde que não lembre vinagre… Acidez como a de frutas cítricas, por exemplo, é muito bem-vinda em uma prova de cafés.

  1. Corpo

É aquela sensação de contato tátil que a bebida causa na língua. Um bom corpo faz com que você sinta o café passando suave e vagarosamente.

  1. Uniformidade

Analisamos se todas as amostras de um mesmo café possuem exatamente as mesmas características. Se uma delas estiver diferente, é necessário descontar pontos.

  1. Balanço/Equilíbrio

Nesse quesito devemos avaliar se algum aspecto se sobressai ou se há o equilíbrio na bebida como um todo. Quanto mais equilibrada, maior sua pontuação. Deve haver acidez, por exemplo, mas também precisaremos encontrar doçura em proporção similar.

  1. Xícara limpa

É a ausência de defeitos nas amostras, os quais podemos citar odor ou sabor de remédio, impurezas, falhas no processamento o que pode ocasionar uma bebida fermentada em excesso, entre outros.

  1. Doçura

Café de boa qualidade é naturalmente doce. Por isso, alguns baristas que trabalham com bebidas desse nível, sugerem aos clientes para, pelo menos, provarem o primeiro gole sem colocar açúcar.

  1. Geral

Aqui é uma avaliação geral e pessoal do café. Quanto mais cafés a gente prova, mais referências criamos.

A ideia não é que você vire um especialista depois de ler este texto, mas sim que entenda um pouco mais sobre o mundo dos cafés e o que está por trás de uma pontuação. O importante é você apreciar sua bebida da forma que você mais gosta. Porém, de vez em quando, permita-se experimentar novos aromas e sabores.

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto de destaque: Pixabay

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Como fazer café na prensa francesa

Imagine uma boa xícara de café coado, com bom corpo, equilibrado e intenso. Se a ideia te agrada, é sinal de que french press é um método de prepado indicado para você. Hoje eu vou falar sobre como fazer café na prensa francesa. Além dessas características, esse é um equipamento não requer filtro de papel e nem troca das peças, o que faz dele um dos produtos mais ecologicamente correto para extração de café.

No entanto, os pontos fracos, para algumas pessoas, seriam a presença de resíduo na xícara e a limpeza, que não é difícil, mas acaba dando um pouquinho mais de trabalho do que simplesmente descartar o filtro de papel no lixo. Vamos falar um pouco mais sobre isso e também algumas dicas de preparo.

Para o preparo, além da prensa em si, que você encontra em diversos tamanhos, modelos e preços – que variam de R$ 40 a R$ 400 – será necessário também água quente, uma colher ou mexedor, café em grão, moinho e xícaras.

Na minha receita, eu usei 40 g de café, o que equivale a ½ xícara, e 400 g de água, o que vai dar um pouquinho mais de 400 ml ou pouco mais de dois copos americanos. Essa é apenas uma sugestão, sinta-se livre para criar sua própria receita.

Se você não tiver moinho em casa, várias cafeterias hoje em dia, moem o café na hora para o método que você pedir. No caso da prensa francesa, isso é importante porque a moagem deve ser mais grossa. Os cafés moídos que vendem no supermercado não são indicados. O pó é muito fininho, o que vai resultar em uma bebida com resíduo em excesso na xícara. Veja o comparativo do café já moído e da granulometria que precisamos para esse método:

Veja agora como fazer café na prensa francesa

Para ajudar a manter a temperatura da bebida, vamos tirar a tampa da prensa e escaldar o recipiente. Em seguida, descartamos a água e colocamos o café, já moído na granulometria adequada.

Feito isso, o próximo passo é fazer a pré-infusão, que consiste em jogar uma pequena quantidade de água sobre o café moído, suficiente apenas para cobrir e umedecer todo o pó. Esse procedimento, além de já liberar os primeiros aromas e óleos essenciais do café, vai permitir maior homogeneidade na extração.

Aguarde cerca de 30 segundos e complete com o restante da água, fazendo movimentos circulares. Misture com a colher – três “mexidas” é suficiente – e coloque a tampa, sem empurrar o êmbolo. Aguarde 3 minutos.

Passados 3 minutos em infusão, empurre o êmbolo com cuidado. Fazendo isso, você estará extraindo o café, separando o pó do líquido. Pronto! Aí é só servir as xícaras e aproveitar.

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Agora que você já sabe como fazer café na prensa francesa, confira algumas dicas de limpeza e manutenção para aplicar em casa:

Dicas para limpar a french press

Antes de tirar a tampa, vire o recipiente na xícara ou na pia. Deixe escorrer a maior quantidade de líquido possível. Depois, retire a tampa e, com a ajuda de uma colher, descarte a borra no lixo ou a utilize como adubo.

O recipiente pode ser lavado apenas com água quente. A parte onde fica o filtro, na outra extremidade da tampa, deve ser desmontada para uma boa limpeza, que também pode ser feita com água quente. No máximo, use esponja, sem sabão mesmo. Depois que secar, é só montar de novo.

A desmontagem/montagem não é difícil, as partes são presas com rosca.

Com esses pequenos cuidados e não tendo um marido desastrado em casa (estou na minha 4ª prensa), o seu equipamento pode durar para sempre. Eu gosto muito desse método. Junto com a Hario V60, é um dos meus favoritos. E você? Qual o seu método preferido? Gostou de aprender como fazer café na prensa francesa?

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Fotos: Cinthia Bracco

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Tomar água com gás antes ou depois do café?

E aí, o certo é tomar água com gás antes ou depois do café? Eu poderia acabar com essa dúvida escrevendo apenas duas linhas: a água com gás vem antes do café. Porém, essa questão não é tão simples quanto parece, ainda mais porque existe uma terceira opção: nem antes, nem depois.

A ideia da água com a gás é limpar e aguçar as papilas gustativas, fazendo com que você tenha uma experiência melhor ao beber o seu café. Por outro lado, o seu paladar estará mais sensível e isso pode não ser exatamente algo positivo, já que ele é acostumado a provar alimentos e bebidas de uma maneira mais natural, sem que seja estimulado dessa forma.

Isso quer dizer que, ao invés de ajudar, a água com gás pode atrapalhar o seu sensorial e, assim, você não conseguirá sentir todo o potencial da sua xícara.

Há quem afirma que água gelada também entra nessa mesma situação. Por isso, alguns profissionais da área do café indicam água sem gás e em temperatura ambiente para limpar a boca.

Eu devo confessar que já tomei muita água com gás em dias de dificuldade na regulagem do espresso. Começava com água filtrada, mas depois de um tempo provando, o paladar não sentia mais nada e aí eu acabava apelando para o gás, dando uma boa limpada no paladar. Até hoje, dependendo do que eu tiver comido antes de tomar café – já que gosto de comidas bem condimentadas e sabores intensos – aceito a água com gás. Em uma situação casual, às vezes prefiro comprometer um pouco meu sensorial a criar uma miscelânea na minha boca.

Agora, falando da terceira opção, há um outro grupo de pessoas que acredita que o café deve ser o destaque da experiência, sem coadjuvantes. Nenhum tipo de água e sem biscoitos. O conceito é que o café seja tão bom, que qualquer outro item perca a importância. Sem contar que tudo isso, querendo ou não, gera um custo para a cafeteria. Por esses motivos, alguns locais optam por não servirem o copinho com a água.

Como a minha curiosidade é inquieta – algumas amigas dizem que isso se deve ao fato de eu ser geminiana – tentei procurar uma explicação científica para essa questão, mas não encontrei. Então, acho válida as nossas próprias descobertas, provando muito café e, nesse caso, muita água também. A partir daí, vamos descobrir a nossa maneira de beber café, aquela que mais nos agrada.

No fim das contas, eu tenho a impressão que eu não ajudei muito. Ao invés disso, levantei mais questionamentos. Por isso, se eu tivesse que dar uma dica sobre por onde você deve começar, eu diria o seguinte: beba água sem gás e em temperatura ambiente antes do espresso. Se ele for ruim, beba água com gás logo em seguida. Se ele for incrível, da próxima vez, esqueça a água.

Você gosta de tomar água com gás antes ou depois do café? Como costuma tomar o seu espresso? Conte nos comentários.

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Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto: Pixabay

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Água e café: entenda a importância dessa relação

Falamos muito sobre a qualidade do café, sua origem, tipos de torra, formas de extração. Porém, você já parou para pensar que a maior parte da sua bebida na xícara é composta por água?

Nesse momento, talvez, você pode estar pensando: “Água não é tudo igual: inodora, insípida e incolor?”. É aí que você se engana!

Vamos falar mais a fundo sobre a relação entre água e café?

Coisa de gente grande

Esse é um assunto tão sério que, hoje em dia, existe gente especializada: sommelier de água. Esses profissionais, entre outras atividades, até participam de degustações competitivas para escolher a melhor água.

Falando mais especificamente de café, é possível encontrar cursos focados em como esse líquido influencia no resultado da bebida.

Que tipo de água devo usar?

Na hora de fazer um cafezinho em casa, muitas pessoas têm dúvida sobre qual tipo de água deve ser usado para a extração. Da torneira, filtrada, mineral?

Você pode usar a filtrada, assim como eu, ou a mineral. Jamais a da torneira, que possui cloro, o que diminui as características aromáticas de seu café. Além disso, um estudo recente realizado pela Orb Media comprovou que há microplásticos na água da torneira de todo o mundo, incluindo no Brasil.

Água e café: a temperatura ideal na hora do preparo

Entre 92°C e 96°C, essa é a temperatura indicada para preparar o café. Água muito quente pode realmente alterar o sabor da sua bebida, dando aquele gostinho de queimando. Se muito fria, possivelmente você não conseguirá extrair todo o potencial do café.

Agora vamos lembrar um pouco das aulas de ciências. O ponto de ebulição da água está relacionado à pressão atmosférica. Ou seja, a água ferve em temperaturas diferentes dependendo da localização com relação ao nível do mar. Quanto maior a altitude, menor será o ponto de ebulição. Por isso, aquela história de que você deve desligar o fogo assim que as bolinhas começarem a se formar, não é necessariamente verdade.

Eu moro na cidade de São Paulo e sim… Já usei termômetro para saber qual é a temperatura de ebulição na minha casa. Fervendo, ainda com o fogo ligado, marcou 95°C.

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Faça o teste

Se você é movido a curiosidade – como eu sou – faça o teste. Devo confessar que me surpreendi quando fiz degustação de água. Essa é uma variável muito importante da sua bebida na xícara, a qual não deve ser ignorada.

Agora você tem mais um motivo para tomar café! Já coloca na lista do mercado uns três tipos de água e depois fala pra gente o que achou da experiência.

Gostou de saber da importância da relação entre água e café? Conte nos comentários.

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

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Coador de pano ou de papel?

Os coados estão com tudo! Em diversas cafeterias do país já é possível tomar um cafezinho passado na hora. Até o nostálgico coador de pano voltou a ganhar força e hoje ainda habita muitos lares brasileiros. Na hora de escolher o que beber ou qual comprar, pode surgir a dúvida: coador de pano ou de papel? Se essa pergunta já passou pela sua cabeça ou se você é um coffeelover curioso, esse post é para você!

Coador de pano ou de papel: dicas para ajudar na escolha

Vamos falar agora sobre algumas características de cada um deles para você ter mais informações na hora de decidir.

Coador de papel

É inquestionável a sua praticidade. Usou, jogou fora. O odor e resíduo do papel é eliminado quando molhamos o filtro com água quente, antes de colocar o café para fazer a extração.

O uso dele não requer cuidados de higiene para prevenir bactérias. Em termos de grana, vai sair mais caro. Sob a ótica da sustentabilidade, considerando não só o tempo de vida na natureza, mas também o seu processo de produção e quantidade utilizada, vai ser mais agressivo ao meio ambiente.

Na xícara, o papel vai absorver um pouco mais os óleos e deixar o café menos encorpado. Mesmo assim, o resultado será de uma bebida saborosa, aromática e limpa.

Coador de pano

Só de escrever essas palavras, já imagino a vida no campo, o fogão de lenha e o cheirinho de café. Consequentemente, eu lembro da minha avó, que vivia me contando histórias do interior. Para mim, o coador de pano tem algo a mais: afeto.

Indo dessa calmaria para o nosso dia-a-dia, coador de pano acaba sendo inviável na opinião de algumas pessoas. Não é nada prático. Também é recomendado umedecê-lo antes do colocar o café para a extração.

O uso do coador de pano requer limpeza e cuidados de armazenamento para evitar o acúmulo de bactérias. Deve ser lavado somente com água, sem fazer uso de sabão ou outro produto, e mantido submerso em água dentro da geladeira.

Mesmo seguindo todos esses os cuidados, o filtro de pano deve ser trocado periodicamente. Dependendo da frequência de uso, a cada dois ou três meses.

Na xícara, eventualmente pode apresentar poucos resíduos e leve sabor do café que foi extraído ali anteriormente. A bebida será levemente mais encorpada, quando comparada ao papel, e vai conter mais óleos. Aroma e sabor também serão somados ao resultado final.

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Outras opções

Hoje já existem algumas opções de filtros permanentes, feitos de aço inoxidável ou titânio, por exemplo, como é o caso de produtos oferecidos pela Able Brewing e pela dinamarquesa Bodum. Não são facilmente encontrados no Brasil, mas se você tiver oportunidade de beber uma café a partir desses equipamentos, certamente vale a experiência.

Esse tipo de filtro não vai reter os óleos essenciais do café, como acontece com o pano e papel. Conserva melhor a temperatura da bebida e é fácil de limpar. O problema aqui para algumas pessoas, além do investimento, é que ele deixa passar resíduos.

Uma das coisas mais legais do mundo do café é poder experimentar, criar e descobrir novos sabores. Faça alguns testes em casa ou indo às cafeterias. Converse com o barista e preste um pouquinho mais de atenção em cada uma das maneiras para encontrar suas particularidades. Depois, vem aqui e conta pra gente de qual deles você gostou mais! Qual você usa: coador de pano ou de papel?

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto: Pixabay

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