Roupas feitas de cápsulas de café levam prêmio na Espanha

A busca por novos estilistas é o motivo pelo qual a Bilbao International Art&Fashion promove a cada dois anos o Fashion Design Contest. O concurso internacional que chegou à sexta edição esse ano premiou Gabriela Grajales, colombiana de 31 anos, por sua coleção de roupas feitas de cápsulas de café. ISSO MESMO!

Em entrevista exclusiva aqui para o blog, ela contou como surgiu a ideia de usar 15 mil (QUINZE MIL!) cápsulas de café para confeccionar as roupas. “Na minha casa consumimos muito café, descartamos muitas cápsulas e, observando isso, senti a necessidade de reciclar e dar um novo uso a elas”, conta.

Leia também:

Ok, mas vamos saber mais sobre o desenvolvimento da ideia. Ah, leia até o final, please! 🙂

Processo de criação das roupas feitas de cápsulas de café

Tudo começou com a procura de concursos de moda pela Europa, já que atualmente ela mora em Madrid, na Espanha. “O que mais me chamou a atenção foi o da BIAAF (Bilbao International Arts and Fashion) pelo grande apoio econômico e pela oportunidade de mostrar e impulsionar a criatividade de novos profissionais de moda”, explica.

Para participar, era preciso enviar um projeto sobre qualquer manifestação artística e Gabriela decidiu tratar sobre arte islâmica usando a reciclagem como tema principal. Aqui iniciou, então, a coleção de roupas feitas de cápsulas de café. Chamada Proteo, faz referência ao mosaico islâmico e o caráter transformador de Proteu, um personagem da mitologia grega conhecido como “O Velho Homem do Mar”.

Foto: © Txetxu Berruezo Zárate

A tarefa mais difícil, segundo Gabriela, foi juntar as cápsulas. “Tive muita ajuda da minha família na Espanha para fazer a coleta. Eles me ajudaram, inclusive pegando as cápsulas com os amigos, mas algumas eu tive que comprar mesmo”. Depois de lavar todas, começou um processo de experimentação, afinal como transformar cápsulas de café em roupas? “Desenhei primeiro digitalmente e depois montei direto no manequim”, detalha ela.

Foto: Viviana Gaviria ©

História de Gabriela Grajales na moda começou aos 16 anos

Gabriela aprendeu a desenhar sozinha. Ela fazia pequenas coleções e mostrava em desfiles e showrooms e, aos 21 anos, saiu da Colômbia para estudar design de moda na Argentina. “Eu gostava de desfazer as camisas do meu pai e transformá-las em vestidos”, recorda.

Venho de uma cultura muito “cafeteira”. Sou colombiana e durante toda minha vida estive rodeada pelo café. Me sinto orgulhosa por ter conseguido ganhar esse prêmio, graças a influência de uma parte muito importante do meu país, como é o café.

Planos para o futuro? “Estou construindo uma nova marca para expressar não só meu estilo e minha visão de moda, mas sustentabilidade e consumo consciente”. Adoro quando o café ultrapassa as barreiras da xicrinha.

Você vai gostar de ler:

O que achou sobre as roupas feitas de cápsulas de café? Me conta aqui em baixo se você gostou da história da Gabriela e se gosta desse tipo de entrevista.  Compartilhe aí com o universo usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.  

Foto de destaque: Txetxu Berruezo Zárate ©

Compartilhe com seus amigos:

Café illy: conheça a empresa em Trieste, na Itália

Andiamo in Italia? Neste artigo, você vai conhecer um pouquinho mais sobre a história do tradicional café illy e também a sede da empresa que fica em Trieste, na região nordeste do país. A empresa familiar é comandada pela terceira geração, com Andrea Illy na presidência.

Quem me recebeu para contar essa história foi Anna Illy (foto acima), neta do fundador. Ela é quem  cuida do relacionamento com os produtores de café, que a empresa seleciona cuidadosamente e compra de todo o mundo, inclusive do Brasil.

Sede da illy desde 1965, na via Flavia, em Trieste, na Itália.

Leia também:

A história do café illy em Trieste

O espresso faz parte da vida dos italianos não é de hoje, mas como a Itália não oferecia boas condições para o plantio do café, ele era – e ainda  é – importado e, assim como uma série de outros produtos, chegava pelo porto da cidade.

De origem húngara e formado em economia, Francesco Illy chegou à Trieste depois da Primeira Guerra Mundial e, atento às oportunidades, fundou a illycaffè em 1933.

Trieste já pertenceu ao Império Austro-Húngaro e foi cenário de acontecimentos importantes da Primeira e também da Segunda Guerra Mundial.  Ainda hoje, a cidade é de grande importância para a movimentação da economia italiana.

Desde 1965, a sede do Café illy é na Via Flavia. Um único blend de café 100% arábica é comercializado. De acordo com Moreno Faina, Diretor da Universidade do Café, 120 mil toneladas de café chegam à fábrica por dia. Os grãos chegam de 9 das melhores regiões produtoras de café arábica do mundo e o Brasil é o principal fornecedor

São consumidas mais de 7 milhões de xícaras de café illy por dia em mais de 140 países.

O café chega verde em Trieste. Com a tradição e o apoio de toda a estrutura de ciência e tecnologia que a illy tem internamente, os grãos são selecionados digitalmente um por um, passam pela torra e são embalados. Parece muito simples, mas não é.

Para cada um desses passos, estão envolvidos muitos profissionais e a preocupação com a excelência é algo que pude notar em todos os setores da empresa. Fiquei impressionada com o laboratório e a fábrica, mas pouco pude fotografar por lá.

Parte de uma das máquinas internas da Fábrica, em Trieste.

Alguns marcos históricos do café illy

  • 1934 – A illycaffè registra patente do sistema de pressurização, que usa até hoje. Com ele, o aroma e frescor do café fica garantido e pode ser exportado  por todo o mundo.
  • 1935 – Francesco Illy inventa a Illeta, precursora das máquinas de café espresso que conhecemos hoje. Essa foi a primeira máquina de café de alta pressão.
  • Anos 1940 – Ernesto, filho do fundador, se forma em química e cria um laboratório internamente para aprimoramento dos produtos com apoio de pesquisa e tecnologia.
  • 1988 – Illy registra a patente de máquina que faz a seleção digital dos grãos perfeitos de café.
Essa embalagem inicialmente era produzida para ser refil. A aceitação foi tão boa, que ela passou a ser vendida assim.

Além do logo da marca, que foi redesenhado por James Rosenquist em 1996, outros três marcos históricos importantes ocorreram nos anos 90. O Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso começou em 1991, a illy Art Collection começou em 1992 e a Universidade do Café foi aberta em 1999.

Confira mais detalhes sobre eles:

Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso

Sempre prezando pelos grãos de café de qualidade e pelos princípios da sustentabilidade, a illy foi a pioneira na compra direta de fornecedores. Neste ano de 2018, o Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso chega à sua 28ª edição.

Desde 1991, a ideia do Prêmio foi justamente para facilitar a seleção dos melhores cafés do mundo desde a sua origem. O cafeicultor pode se inscrever e enviar quantas amostras de café desejar, mas somente concorrerá com a melhor avaliada. As análises são feitas considerando: aspecto, seca, cor, tipo, peneiras, teor de umidade, torração e qualidade da bebida, inclusive com degustação para espresso.

Segundo Anna, essa foi a forma que eles encontraram de garantir excelência e qualidade em todo o processo do café illy. Perguntei para Anna Illy o que é tomar café para ela. Dê o play para assistir a resposta:

Università del Caffè

Em 1999, nasceu a Universidade do Café, com o objetivo fornecer treinamento acadêmico abrangente e prático para cafeicultores, baristas e amantes do café e também difundir a cultura da bebida. A Universidade abriu inicialmente em Napoli e em 2002 foi transferida para Trieste. São 28 sedes pelo mundo – parceria inclusive com a Universidade de São Paulo (USP) – e 26 mil formandos no último ano.

Para o Mestrado Internacional em Economia e Ciência do Café (International Masters in Coffee Economics and Science Ernesto Illy), todos os anos é disponibilizada uma bolsa integral para um brasileiro, reforçando ainda mais esse laço entre a illy e o Brasil. Para a próxima turma, as inscrições para a bolsa já terminaram. Pagantes podem se inscrever de 16 de junho até 1º de outubro de 2018, diretamente pela Fundação Ernesto Illy. Envie um e-mail para  master@illy.com e saiba mais detalhes.

Parede interna da sede da Illy mostra o grão de café logo que é colhido.

illy Art Collection

Uma xícara de porcelana pode levar mais arte, cultura e beleza para o seu momento do café. Ideia de Francesco Illy, irmão de Anna, a illy Art Collection surgiu em 1992. Há mais de 25 anos, artistas renomados são convidados para estampar sua arte em xícaras de café e de cappuccino em coleções incríveis.

Artistas de fama internacional, grandes mestres e jovens talentos da arte contemporânea já participaram do projeto. As xícaras vêm com certificado de autenticidade e são numeradas.

Ainda sobre a visita de hoje, na @illy_coffee, em Trieste. Ganhei de lembrança essa linda xícara da illy Art Collection, exclusiva e assinada pelo fotógrafo Maurizio Galimberti. Essa especificamente é uma homenagem à regata Barcolana, um dos eventos mais famosos da cidade de Trieste, que chega a ter mais de 2 mil embarcações. A coleção recém-lançada traz 6 xícaras de café com fotos de cidades emblemáticas da Itália e essa é uma delas. Maurizio é conhecido pelos mosaicos de Polaroid compostos de retratos do mesmo tema, em diferentes ângulos. A illy Art Collection existe desde 1992 – ideia de Francesco Illy – e a cada ano um artista convidado tem a oportunidade de estampar sua arte num conjunto de xícaras de porcelana para inspirar ainda mais o nosso momento do café. Essa ligação com arte, para mim, é um dos pontos fortes da marca. Sou fã da iniciativa! Para quem ainda não viu, corra no Stories que ainda dá tempo de conferir como foi a visita na #illycaffè. ☕❤ #UmCafezinhoPeloMundo #illyartcollection #livehappilly

Uma publicação compartilhada por umcafezinho.com.br 🇧🇷 (@umcafezinho) em

Sempre reforçando essa ligação do café com a arte e a tradição italiana, a empresa voltou a investir em Marketing em 2017. O tenor italiano Andrea Bocelli é quem protagoniza a campanha:

Hoje, a empresa tem mais de 1200 empregados e cerca de 244 lojas illy em 43 países.

Você vai gostar de ler:

No blog Cappuccino e Cia, você pode conferir também o artigo sobre a visita no Sítio Daniella, em Pardinho, um dos fornecedores brasileiros do Café illy. Clique aqui.

*Agradecimento especial à Anna Illy e Moreno Faina pela recepção e também à Agência Ads Brasil

Você gostou de saber mais sobre o café illy na Itália e sua relação com o Brasil? Conte nos comentários. Se você quer ver mais detalhes dessa experiência, as máquinas de torra, de seleção digital de grãos, etc., confira nos Destaques do InstaStories do @UmCafezinho. 

Fotos: Fernanda Haddad ©

Compartilhe com seus amigos:

App Coffee Match usa café como ferramenta de networking

Quantas vezes você já marcou um café com alguém para falar sobre trabalho? Seja qual for a resposta, esse comportamento é uma tendência. As cafeterias oferecem cada vez mais benefícios para manter ali os trabalhadores remotos ou aqueles que escolhem o local para uma simples reunião. Atentos a tudo isso, o empresário brasileiro Nicolas Romano e seus sócios Fernando Epelman e Henrique Emídio apostaram suas fichas no Coffee Match.

Você vai gostar de ler:

Entenda o que é e como funciona o Coffee Match

O Coffee Match foi lançado em abril e, antes de mais nada, não tem nada a ver com Tinder e é diferente de LinkedIn. Essa é uma ferramenta que gera conexões entre pessoas que têm um interesse em comum. “Minha ideia era de criar um aplicativo que conectasse pessoas em cafeterias, mais precisamente a Starbucks, sempre com o intuito de fazer negócios”, conta Nicolas.

Com os testes iniciais, eles perceberam que faltava um propósito para que as pessoas se conectassem de fato para fazer negócios e networking.

“A proposta nunca foi ser um aplicativo de paquera. Para evitar que houvesse essa confusão, lançamos uma nova versão. De um lado estão cadastrados os projetos e suas necessidades e do outro as pessoas e suas habilidades para ajudar na execução de determinadas tarefas dentro desses projetos”, explica.

Aí quem combina um encontro de negócios nas cafeterias parceiras diretamente pelo App ganha cafezinhos, entre outros benefícios. Outro ponto interessante é que os benefícios são constantes e não só para o primeiro encontro. O objetivo principal é fazer com que as pessoas entendam o poder do networking e frequentem mais cafeterias. “Mesmo sendo o maior produtor mundial de café, por aqui só 1% das pessoas frequentam cafeterias”, diz.

O que as cafeterias parceiras ganham com isso? O Coffee Match quer ajuda-las a entender o comportamento desse consumidor para, então, colaborar com essa aproximação. Assim, as cafeterias têm acesso a uma base de dados e podem trabalhar com publicidade e promoções direcionadas para atrair ainda mais o consumidor para o ambiente.

Em São Paulo, Octávio Café e Suplicy Cafés Especiais também já fazem parte do projeto. Ele está disponível para iOS. Para Android deve estar em abril/maio de 2018. Clique aqui para baixar o Coffee Match.

O que achou do App Coffee Match? Gosta da ideia do café como ferramenta de networking? Conte nos comentários e compartilhe com os amigos pelas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto: Fernanda Haddad (umcafezinho.com.br)

Compartilhe com seus amigos:

Ana Moraes: atleta de polo aquático e amante de café

Ela ama café e isso já é suficiente para estar aqui. Mas, vamos às apresentações: a Ana Moraes é atleta de polo aquático, joga pelo Club Athletico Paulistano, em São Paulo, e mora em Florianópolis. Ela apresenta um programa na TV Vento Sul, a série Lifeguard Campeche, e estreia outro em um canal de esportes e aventura no próximo mês.

Formada em Educação Física e Esportes pela Universidade do Estado de Santa Catarina, ela tem especialização em Fisioterapia Desportiva pela Universidade de Sevilla, na Espanha, e trabalha com treinamento esportivo em Floripa. Paralelamente, ela se dedica a fotografia, filmagem e viagem (ô sorte!).

Leia também:

Sempre circulando no eixo São Paulo-Rio de Janeiro-Floripa, Ana conta que se divide entre as três cidades porque não consegue ficar parada. “Eu amo São Paulo, a cidade onde tudo acontece. Meu time é daqui e, além da família, tenho grandes amigos. No Rio de Janeiro, eu gosto do clima cool, do verão o ano todo e da leveza dos cariocas, mas hoje é Floripa que me completa como cidade. Como amo a natureza, me realizo diariamente ao ver o sol nascer da água, remando, surfando ou mesmo correndo, comendo fruta do pé no meu quintal, tomando meu café da manhã ao som dos passarinhos e regando minhas plantas. Acho que o equilíbrio é fundamental e o meu encontro viajando”, explica.

Um cafezinho com Ana Moraes

Na hora do cafezinho, Ana conta que gosta dele puro, pretinho e sem açúcar e toma sempre ao acordar, no meio da manhã e depois do almoço. “Gosto muito. É minha primeira função ao levantar da cama. Se estou atrasada pro surf ou algum compromisso, boto na térmica e vou tomando no carro. Não saio de casa sem”, diz.

“Tomar café é despertar. E despertar é uma das coisas mais maravilhosas que podemos viver diariamente”.

A Ana morou no Hawaii por um tempo e começou a apreciar o café nessa época. “Lá tem um café delicioso que se chama Kona Coffee. Esse café vem de uma ilha chamada Big Island e lá tem uma região com extensas plantações de grãos de café de qualidade porque o clima é super favorável”, conta.

No local onde a atleta morava, havia cozinheiras que sempre faziam garrafas de café para os hóspedes e o cheiro começou a chamar a atenção. “Comecei a tomar sempre depois do almoço, antes de voltar ao trabalho, e fui me apaixonando aos poucos”, relata.

O Kona é um dos cafés mais caros do mundo. Há pesquisas que dizem que as mudas do café chegaram na região por volta de 1828, vindas do Brasil com Samuel Reverend Ruggles. O reconhecimento veio no final do século XIX, com a ajuda de um comerciante inglês.

Cafeterias preferidas da Ana Moraes

Coffee Lab – São Paulo/SP

Rua Fradique Coutinho, 1340, Vila Madalena

Todos os dias, das 10h às 20h. Aos feriados, varia. Consulte pelo telefone.

Telefone: +55 (11) 3375-7400

Café Cultura – Florianópolis/SC

Unidade Primavera

SC 401, Km4 – Espaço Primavera Garden

De segunda a sábado, das 9h às 20h. Aos domingos, das 9h às 19h.

Telefone: +55 (48) 3307-9350

Unidade Lagoa da Conceição

Rua Manoel Severino de Oliveira, 669, loja 3

De segunda a domingo, das 8h30 às 23h, inclusive feriados.

Telefone: +55 (48) 3334-0483

Shopping Iguatemi

Avenida Madre Benvenuta, 687, quiosque 06, piso L2

De segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingos e feriados, das 13h às 20h.

Telefone: +55 (48) 3028-0420

O Café Cultura tem mais lojas nas cidades de Balneário Camboriú, São José e Criciúma, todas em Santa Catarina. Consulte os endereços aqui. 

E aí, gostou de conhecer a Ana Moraes e sua relação com café? Tem alguém que você sabe que gosta de café e queira ver por aqui? Conte nos comentários e compartilhe usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Fotos: Arquivo pessoal

Compartilhe com seus amigos:

Cafeterias em Nova York: Bruna, do NYC Tips, dá as dicas

Se você é do tipo que começa qualquer roteiro de viagem pelas cafeterias que tem vontade de visitar e está de malas prontas rumo à Big Apple, está no lugar certo. As cafeterias em Nova York são um charme e opções não faltam. Tem para todos os gostos e estilos.

Confesso para vocês que, se estou viajando sozinha, troco o almoço e até o jantar pela oportunidade de conhecer mais uma cafeteria bacana. Se for daquelas históricas ou dentro de museus… Pode me esquecer. Fico o máximo de tempo que puder. E, se precisar carregar o celular, é a desculpa perfeita para entrar em mais alguma pelo caminho.

Eu estive em Nova York em 2014 e tomei muito café, mas na época não existia esse espaço e não fiquei tão atenta aos detalhes. Sabendo que tem muita coisa legal por lá, conversei com a Bruna Paraiso, uma das responsáveis pelo NYC Tips, e ela deu ótimas dicas.

NYC Tips te ajuda a encontrar o melhor em Nova York

A Bruna mora em Nova York há quase 5 anos e conta que o NYC Tips começou sem pretensão nenhuma: “Uns amigos meus vieram para cá e passamos a semana inteira andando pelos bairros, indo a restaurantes, etc… No último dia, estávamos jantando e eles falaram: ´Bru, nós só fomos em lugar legais. O que pode não ser mais novidade para você, para gente ainda é. Você devia divulgar essas dicas´”.

Em pouco tempo, ela sentiu os resultados e decidiu criar um site e as dúvidas não paravam de chegar! Além disso, ela faz roteiros personalizados. “Elaboro tudo de acordo com o perfil de cada cliente, desde os que nunca vieram até aqueles que já vieram 10 vezes e buscam algo diferente, aos olhos de quem vive aqui”. (Tem, inclusive, um canal no Youtube super legal!)

Agora que você já sabe um pouco sobre o trabalho da Bruna e percebeu que ela entende bem do que está falando, vamos tomar um cafezinho?

Ela disse pra gente que ama café e que toma, pelo menos, duas vezes por dia. “O meu dia não começa se não tomo um cafezinho preto. Tomo de manhã e depois do almoço para dar aquela acordada (risos). Após as 17h, eu não posso tomar de jeito nenhum, tenho insônia. O que é uma pena porque, muitas vezes, me dá uma super vontade depois do jantar”.

Para mim acordar e já sentir o cheirinho de café me faz lembrar que tenho mais um dia pela frente e fico feliz! Meu dia melhora muito depois do meu cafezinho.

Você vai gostar de ler:

Confira a seguir as dicas dela de cafeterias em Nova York:

Cafeterias em Nova York: o que não dá para perder?

Se você vai para Nova York e ama café, a dica da Bruna é andar pelo West Village. “Lá tem diversas opções deliciosas e tem até uma loja chamada Porto Rico Importing Co.(aberta desde 1907), com diversos tipos de grãos”, indica. Segundo ela, os funcionários explicam tudo sobre os cafés e é super bacana.

Agora, veja mais 3 recomendações:

1 . Bakeshop by Woops

548 Driggs Ave.
Brooklyn, NY 11211
Phone: 718-384-4410

(Esse é o endereço da unidade de Williamsburg. É só clicar no link ali em cima, no nome da cafeteria, que dá para consultar os outros).

Dica da Bruna: “Meu coffee shop preferido de NY e a melhor unidade é a de Williamsburg. É MUUUUITO charmoso, o café delicioso, e os docinhos e macarons são de comer rezando. Amo trabalhar de lá”.

2 . TAP NYC

267 Columbus Avenue.
New York, NY – 10023

Dica da Bruna: “É um coffee shop “brasileiro”. Tem tapiocas, o melhor pão de queijo, açaí… E o melhor: o cafezinho pode vir acompanhado até de um brigadeiro. Não tem melhor combinação”.

3 . Blue Bottle Coffee

São 12 unidades em Nova York. Consulte aqui o mais próximo de você.

Dica da Bruna: “Esse coffee shop é mais descolado, costuma até ser mais simples que os outros, mas eles tem um café gelado que eu adoro durante o verão. Café gelado para nós brasileiros pode parecer estranho, mas depois que experimentei fiquei viciada”.

No blog Cappuccino e Cia, tem mais dicas de cafeterias em Manhattan.

O que achou das dicas de cafeterias em Nova York? Conhece alguma delas ou quer acrescentar dicas na lista? Escreva nos comentários. Compartilhe nas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Fotos: Reprodução/Instagram/NYC Tips

Compartilhe com seus amigos:

Reutilização de filtro de café faz parte do trabalho deste poeta

O nome dele é Carlos La Terza. Esse mineiro, de São Lourenço, no sul de Minas Gerais, tem 31 anos e escreve poesias desde os 13. Do ano passado para cá, ele tem se dedicado mais intensamente a um projeto literário com reutilização de filtro de café para abrigar suas palavras. “Sempre foi algo que cultivei e procurei levar em frente. Sou professor de redação e Inglês também. Sinto que nunca vou conseguir parar de escrever, é uma terapia. Escrever me emociona, muito”, conta.

Você vai gostar de ler:

Confecção de livros com reutilização de filtro de café

La Terza diz que já perdeu as contas de quantos livros escreveu usando filtros de café. E tudo é feito de forma artesanal, usando máquina de escrever. O primeiro deles, intitulado de Leite de Pedra, vendeu mais de 500 exemplares.

O poeta Carlos La Terza (Divulgação)

Tudo começou porque ele estudou o mercado e a cultura, as tendências do universo literário contemporâneo, e percebeu a oportunidade. “Busquei o formato e o material por algum tempo, passando por papel de pão, guardanapos, entre outros. Como sou viciado em café, os filtros aqui em casa se acumulavam de 3 em 3″, conta.

Do filtro sujo ao livro foi um pulo. A tinta de café foi a solução para a capa, também provinda do vício e dos fundos de xícara com aquele restinho, sabe?

O mais legal é que a iniciativa sustentável acabou ganhando colaboradores, contagiou as outras pessoas. Muitas delas, sabendo do projeto, deixaram de jogar fora seus filtros de café sujos e passaram a enviar para ele. “Eu lavo e prenso os filtros. No final desse processo, eles estão prontos para serem páginas. Os poemas são datilografados em máquina de escrever, um a um”.  A máquina foi presente de um querido tio, que a usava em seu escritório nos anos 90.

O livro vem com cheirinho de café. Isso porque a capa, também artesanal, é pintada com tinta feita da bebida. “O livro é fechado com lã ou com linha encerada. A cada edição tento mudar algo no fechamento mas de forma sutil. Gosto do formato simples”, reforça.

Segundo ele, a temática varia. “Pode surgir de uma conversa, de um encontro ou de um sentimento que exige sair para o mundo de alguma forma. Desde o amor e as relações humanas como amizade e confiança, apego… Passando por temas políticos ou simples observações despretensiosas do cotidiano, em pequenos Haikais”, completa.

Além de livros, Carlos também faz quadros com poemas, usando a máquina de escrever e os filtros de café. “Faço outros trabalhos em parcerias com artistas sul mineiros e logo lançarei uma linha de camisetas com meus poemas”.

Foto: livro e quadro feitos com reutilização de filtro de café, com a ajuda da máquina de escrever. (Divulgação)

Hora do cafezinho

La Terza contou na entrevista que nem sabe quantas xícaras consome por dia. “Conhecido como um ativador de memórias, o cafezinho me acompanha desde a escrita até o trabalho manual nos livros, o que nos torna uma dupla. Eu e o café, o café e eu”.

Tomar café é ativar a mente com prazer e poesia. Meu tipo preferido é o expresso curto. Tenho uma paixão por café de qualidade coado também, creio que pela lembrança familiar da coisa.

Onde comprar

O projeto de livros e quadros com reutilização de filtro de café funciona de forma independente. Quer conhecer mais de perto? Acesse o perfil no Instagram @poetalaterza. Os livros custam R$ 35 cada e são enviados sem frete para a região Sudeste.

O que achou do trabalho do poeta com reutilização de filtro de café? Conhece mais algum trabalho bacana que envolva o café? Conte nos comentários. Compartilhe usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

Foto de destaque: Divulgação

Compartilhe com seus amigos:

5 perfis no Instagram para quem ama café e moda

Café e moda. Para provar que essa união tem tudo a ver e pode trazer muita inspiração para o nosso dia a dia, conversamos com a Mari Flor da Rosa, que sabe tudo sobre o assunto. Ela, que é coolhunter e está à frente do Blog Closet da Mari, tem o cafezinho como integrante do seu lifestyle.

Conversamos um pouquinho sobre a relação entre café e moda e ela ainda compartilhou uma listinha sugerindo 5 perfis no Instagram, cujo tema é justamente esse, com fotos super bacanas.

Você vei gostar de ler:

Café e moda combinam?

De acordo com a Mari, café e moda tem tudo a ver tanto para quem trabalha com moda como para quem ama esse mundo. “O café se encaixa em todos os momentos. Quem trabalha com moda e precisa criar horas a fio, toma café. Em showrooms e lojas, oferecem café. A gente viaja para pesquisar ou comprar as peças, toma café de novo”, conta ela.

Moda, estilo de vida e café

O café pode, sim, ser o ponto de partida para o seu estilo de vida. Segundo Mari, um cafezinho pode durar 5 minutos ou 3 horas e isso torna o hábito possível em diversos momentos. “Em viagens costumamos parar em cafés para descansar, ver o roteiro ou até conhecer. Porque não fazer isso na sua própria cidade e sair do comum? Isso acaba acontecendo comigo. Visito cafés e conheço lugares e pessoas novas por causa disso”, sugere.

Isso é tão verdade que fotos inspiradoras usando a xícara de café na composição fazem o maior sucesso nas redes sociais. “Essas fotos mostram seu estilo de vida. Um tech lover posta o café na mesa do computador, uma apaixonada por moda posta com looks, um decorador, com ambientes. Ele ajuda a enfeitar e dar um ar mais acolhedor a qualquer lugar”, completa.

Quer saber quais são os perfis sugeridos pela Mari? Confira a seguir:

5 perfis no Instagram que unem café e moda

 

Those cinnamon rolls though… #coffeenclothes #☕️👕 @ktnewms

Uma publicação compartilhada por Coffee ‘N Clothes® (@coffeenclothes) em

Photo by @dhiptadi #igerscoffee 🙌☕🙌

Uma publicação compartilhada por IgersCoffee (@igerscoffee) em

That’s my kinda mug 🙌🏻😍 Photo of @lexymonaco 👇🏻 Email us at hello@womenandcoffee.com or #womenandcoffee to be featured!

Uma publicação compartilhada por WOMEN & COFFEE – Official ☕️ (@womenandcoffee) em

Leia também:

O que acha dessa mistura? A Mari também tira fotos incríveis com um cafezinho, viu? Conhece algum outro perfil legal para indicar? Escreva nos comentários e compartilhe com seus amigos usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto de destaque: Mari Flor da Rosa/Arquivo Pessoal

Compartilhe com seus amigos:

Mari Flor da Rosa conta seus cafezinhos preferidos em SP

Vamos tomar um cafezinho com a Mari Flor da Rosa? Ela tem 30 anos, sempre trabalhou na área da moda, é coolhunter (nome dado ao profissional que busca tendências) e comanda o blog Closet da Mari, em que fala de moda de forma democrática, além de ter um cafezinho sempre à mão. “Sempre tive vontade de desmistificar a moda e torná-la fácil, acessível e gostosa acima de tudo. Sem mimimis”, conta.

Sabendo disso, chamei a Mari para um bate-papo incrível. Ela contou um pouquinho sobre o seu trabalho e falou sobre os seus cafezinhos preferidos em São Paulo.

Você vai gostar de ler:

Já ouviu falar do Blog Closet da Mari?

A Mari trabalhava no mercado do varejo de moda. Em meio a números, planilhas e negociações, mesmo gostando do que fazia, ela sentia falta de algo. Queria compartilhar mais do seu conhecimento sobre tendências e sair um pouco do ambiente do escritório. Aí, começou a fazer pesquisas sobre o que estava em alta, desde as roupas até acessórios, como os relógios tech, que eram a grande aposta do momento.

“Percebi que aqui no Brasil tínhamos blogueiras de look do dia incríveis, realmente profissionais, porém ainda não existiam meninas que vieram do mercado da moda ou How To’s como muito se via fora do Brasil. Assim surgiu o blog, sem aparecer a pessoa por trás, com dicas de moda práticas”, explica.

O blog Closet da Mari fala sobre moda e tudo o que está em volta do tema, como marketing, tecnologia, gastronomia, beleza e decoração, sempre considerando as tendências. “Para que elas surjam, precisamos nos inspirar com tudo o que está ao nosso redor”, ensina.

A proposta da Mari é simplificar, mostrando como usar determinada tendência, como combinar uma peça ou mostrar uma novidade que vai sair no mercado, com uma linguagem fácil. A grande aposta é o Youtube e os vídeos fazem o maior sucesso porque ajudam a resolver questões que parecem difíceis, mas rapidinho são resolvidas com a colaboração de quem entende do assunto, no caso a Mari.

Um cafezinho com Mari Flor da Rosa

Agora, vamos falar do cafezinho? Mari revela que sua relação com o café é de amor. “Eu tenho um ritual com o café, acredito demais que, quando estou tomando um cafezinho, estou relaxando e deixando minha mente criativa aflorar”.

“Se não tomo café fico louca (risos), mas realmente me dá mais ansiedade do que tranquilidade”.

Ela conta que chegou a tomar até 7 cafés em um dia, sendo 2 com leite. Mas, de uns tempos para cá, são 5 no máximo. “Depois de levar umas broncas, foquei em sempre pedir aquele carioca ou um café mais fraquinho, sempre sem nada, livre de adoçantes”, declara.

O cafezinho acompanha a Mari desde os tempos de escritório. Segundo ela, o “pretinho básico” fazia parte do momento de pausa, daquela hora de bater um papo com os colegas e dar um tempinho nas tarefas do dia a dia. Hoje, trabalhando como freelancer, ela diz que ainda marca reuniões em cafés para ter sempre uma mistura de prazer com trabalho. “No mundo da criatividade e do marketing, precisamos dessa mistura para surgirem projetos e ideias incríveis”, reforça.

Leia também:

Cafeterias que a Mari Flor da Rosa indica em São Paulo

1 . CafeLito

R. Francisco Leitão, 258 – Pinheiros. De segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Sábado, das 11h às 18h. Aos domingos, é fechado. Telefone: (11) 3372-1717.

Dica da Mari: Flat White

2 . Starbucks 

A Starbucks é a maior rede de cafeteria do mundo. Clique aqui e localize a loja mais próxima de você.

Dica da Mari: qualquer café! 

3 . Santo Grão

O Santo Grão conta com 7 endereços em São Paulo e um em Curitiba.

  • Rua Oscar Freire, 413, Jardins. Segundas, das 9h à 1h. De terça a quinta-feira, das 7h30 à 1h. Sextas, das 7h30 às 2h. Sábados, das 8h às 2h. Domingos, das 8h a meia-noite. Telefone: (11) 3062-9294.
  • Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena. De segunda a sexta, das 9h às 22h. Sábados, das 10h às 19h30. Domingos, das 11h às 18h. Fechado no feriado de 1º de maio. Telefone: (11) 3034-3164
  • Av. Higienópolis, 618, no Shopping Higienópolis, dentro da Livraria da Vila. De segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingos e feriados, das 12h às 20h30. Telefone: (11) 3661-2496.
  • Rua Jeronimo da Veiga, 179, Itaim Bibi. Segundas, das 9h a meia-noite. Terças e quartas, das 7h30 a 1h. De quinta a sábado, das 7h30 às 2h. Domingos, das 7h30 a meia-noite. Telefone: (11) 3071-3169.
  • Av. Moema, 493, dentro da Livraria da Vila. De segunda a sexta, das 12h às 21h. Sábados, das 10h às 20h. Domingos e feriados, das 11h às 18h. Fechado no feriado de 1º de maio. Telefone: (11) 5051-8069
  • Av. Dr. Chucri Zaidan, 1240 (Antiga Rua Henri Dunant, 1383), no Condomínio Morumbi Corporate Towers. De segunda a sexta, das 7h30 às 20h. Sábados, 9h às 17h. Aos domingos, é fechado. Telefone: (11) 3957-9592.
  • Av. Magalhães de Castro, 12.000 – 2 piso, no Shopping Cidade Jardim, dentro da Livraria da Vila. De segunda a sábado, das 10h às 22h. Aos domingos, das 12h às 20h. Telefone: (11) 3198-9373.
  • Av. do Batel, 1868, no Shopping Pátio Batel, em Curitiba, dentro da Livraria da Vila. De segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingos e feriados, das 14h às 20h. Fechado no feriado de 1º de maio. Telefone: (41) 3020-3438.

Dica da Mari: café coado

4 . Isso é Café

R. Carlos Comenale, s/n – Bela Vista, no Mirante 9 de Julho. Às segundas, é fechado. De terça a domingo, das 10h às 20h. Telefone: (11) 3554-5077.

5 . Da Feira ao Baile 

R. Mateus Grou, 80 – Pinheiros. Segundas, das 11h às 19h. De terça a sexta, das 10h30 às 19h. Sábados, das 11h às 18h. Aos domingos, é fechado. Telefone: (11) 3062-0450.

Dica da Mari: café orgânico com pão de queijo.

6. Torra Clara

Rua Oscar Freire, 2286 – Pinheiros. Segundas, das 10h às 18h30. De terça a sexta, das 8h às 18h30. Sábados, das 10h às 15h. Aos domingos, é fechado. Telefone: (11) 3297-8486.

Gostaram de conhecer um pouquinho mais sobre a Mari Flor da Rosa e suas cafeterias preferidas em São Paulo? Conte nos comentários e compartilhe com os amigos pelas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Fotos: Mari Flor da Rosa/Closet da Mari/Arquivo pessoal

Compartilhe com seus amigos:

Brasileiro faz convite para um café e publica experiência no Instagram

Um brasileiro de 30 anos começou um projeto muito interessante pelo Instagram. Victor Freitas chama os amigos que tem nas redes sociais, faz um convite para um café e depois publica a experiência em sua conta. Ele mora em São Paulo e explica que foi inspirado pela iniciativa de Matt Kulesza, um australiano que criou um projeto similar com o objetivo de encontrar pessoalmente os seus amigos virtuais.

Você vai gostar de ler:

Victor deu o ponta pé inicial no projeto em agosto de 2016 e o convite para um café com amigos do mundo digital é semanal. “Após ter passado por um momento de depressão, tomei a decisão de fazer algo novo e também aproveitar para conhecer mais quem eu supostamente conhecia. Percebi que, na verdade, eu não conhecia nem mesmo as pessoas que moravam comigo. Tem sido uma ótima oportunidade para aprender com suas histórias“, diz.

​Convite para um café: conheça melhor o #CafeComVito

Victor conta que até agora tem quase 60 registros no seu Instagram e que algumas pessoas já participaram e aceitaram o convite para um café, mas não quiseram que fosse publicado, o que totaliza uma média de 80 cafés. “Quando eu convido alguém é porque aparece o nome em alguma rede social minha e eu penso: ‘poxa, gostaria de tomar café com essa pessoa'”. Mas, de acordo com ele, também pode ocorrer de amigos cobrarem ou mesmo pedirem para participar e não tem regra nem seleção.

Café com Vito #59 – Isabela Gómez Nos últimos anos eu me dediquei bastante ao trabalho. Não que não me dedique mais, até porque atualmente estou trabalhando em vários projetos. Mas isso me fez me questionar bastante ultimamente. A vida adulta traz muitas responsabilidades, e com ela chega o cansaço e as incertezas. Talvez seja a idade, 30, que tenha trazido momentos de reflexão sobre o que quero e para onde vou. Percebi que essas responsabilidades na verdade pesam porque abraço mais do que posso suportar. Seja por mim mesmo ou porque aprendi que seria bom, ou tem que ser, dessa forma. É necessário pisar um pouco no freio às vezes. Recentemente tive a oportunidade de voltar a morar na minha cidade. Perto da minha família, velhos amigos e principalmente da minha filha. Uma decisão que me trouxe mais paz e capacidade de olhar as coisas de uma outra perspectiva. Tenho aprendido que não preciso viver para trabalhar, que é importante aproveitsr mais a vida e o que ela tem de tão bom. Todas as coisas vão se encaixar como devem ser, mas eu preciso me encaixar mais no aqui e agora, estar presente. Bela, que tenhamos mais cafés iguais a esse. Foi ótimo e passou muito rápido, tanto que nem vi que já éramos os últimos clientes. Muito obrigado pelo papo e companhia. Nos vemos no próximo. ☕ . . . Eu convido pessoas (sejam conhecidas ou não) para tomarem um café comigo a fim de estreitar e explorar os relacionamentos interpessoais que acabamos perdendo nessa era digital. O texto, que acompanha as fotos, é a minha reflexão sobre o que conversamos. Vamos tomar um café? #cafecomvito

Uma publicação compartilhada por Victor Freitas (@viktorfreitas) em

A conversa ocorre naturalmente, sem roteiro. Ele procura também conhecer as histórias de vida das pessoas na essência, e não só o que elas fazem para viver e suas questões de trabalho, problemas ou mesmo as conquistas do dia a dia. “​Focamos muito na vida digital e esquecemos de ter conversas reais olho no olho. E quando um “desconhecido” para para te ouvir, te conhecer de verdade, é algo que pode ser maravilhoso. As pessoas, muitas vezes, se emocionam”, comenta.

Leia também:

Abordar pessoas completamente desconhecidas nas cafeterias também é algo que está nos planos de Victor. “Ainda não o fiz. Não tenho ideia de como vai ser, apenas vou deixar acontecer”, completa.

Australiano começou o seu projeto em 2014

Matt Kulesza é o australiano de 28 anos, que inspirou o #CafeComVito. Ele decidiu marcar encontros em cafés com seus mais de mil amigos no Facebook. A iniciativa leva o nome de “1000+ Coffees”  e tudo fica registrado no blog. Em reportagem ao Portal G1, ele contou que, na rede social, ele só tem pessoas com quem já encontrou pelo menos uma vez.


​​A tecnologia facilitou muita coisa, é verdade, mas também vem causando uma super transformação na forma como nos relacionamos com as pessoas. Que essa proposta se multiplique não só na rede, mas no nosso dia a dia! Por menos dedo na tela e mais olho no olho. Não é incrível o que um simples convite para um café pode fazer?

Sabe aquele amigo que você não vê faz tempo e que mora na mesma cidade? Que tal fazer um convite para um café? Conte para gente o que achou usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Fotos: Reprodução/Instagram

Compartilhe com seus amigos:

Como fazer um bom café coado? Veja as dicas

Quem resiste ao cheiro do cafezinho? Não importa a hora, tomar café é sempre uma boa pedida e é fato que as pessoas estão cada vez mais exigentes e interessadas em saber mais sobre a bebida de qualidade. Em quase toda casa do mundo, o pretinho básico passado na hora, aquele de coador, é querido e muito requisitado. E acredite: tem gente que não sabe como preparar. Sabendo disso, conversamos com a Tabatha Creazo, barista do Octavio Café, em São Paulo, e ela deu todas as melhores dicas sobre como fazer um bom café coado.

Veja como fazer um bom café coado

Segundo Tabatha, a água tem que ser mineral ou filtrada, preferencialmente, e a temperatura deve estar entre 96 a 98ºC, ou seja, não deixe que chegue ao ponto de fervura. “É importante também moer sempre o café na hora”. Ela explica que quando você mói o café, aumenta o contato da superfície com o oxigênio e, com o tempo, todos os sabores e aromas do café podem mudar.

De acordo com ela, a torra também deve estar sempre fresca. O prazo ideal para consumo é de, no mínimo, dois dias depois da torra e de, no máximo, 30 dias depois. O armazenamento correto também impacta no sabor, sabia? Tabatha recomenda que o café seja guardado em um recipiente hermético (o mesmo que usamos para guardar bolacha de água e sal) dentro da embalagem de origem e sem contato com luz.

Passo a passo do café de coador

Chegou a hora de saber como fazer um bom café coado em casa. Confira:

1 . Moa o café na hora;

2 . Use sempre água mineral ou filtrada;

3 . Coloque o filtro de papel no porta filtro;

4 . Molhe o filtro com água quente para lavar e tirar o gosto da celulose;

5. Coloque o café moído no filtro (10 gramas de café para 100 ml de água);

6 . Pré-infusão: coloque parte da água (só o suficiente para hidratar o café, liberar os gases e conseguir uma extração homogênea);

7 . Depois, coloque o restante da água devagar em círculos, molhando o café inteiro.

Prontinho, agora é só arrumar a mesa e curtir o seu momento.

Gostou das dicas sobre como fazer um bom café coado? Deixe um comentário e compartilhe usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

Foto: Pixabay

Compartilhe com seus amigos: