Florada do café na Fazenda Sertãozinho, em Botelhos

Ah, a florada do café… Provavelmente, uma das cenas mais lindas de se ver quando se trata desse ciclo produtivo. A infinidade de flores brancas é um show para os nossos olhos e dura no máximo 3 dias. Eu tive essa oportunidade na Fazenda Sertãozinho, em Botelhos, Minas Gerais. Essa é uma das 5 propriedades produtoras do  Café Orfeu e soma mais de 2 milhões de pés de café.

Se você me acompanha pelo Instagram ou pelo Facebook, é possível que tenha visto tudinho sobre essa visita*. Se não, leia esse artigo até o final, que eu vou contar agora.

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A importância da florada do café

Pode-se dizer que a florada do café é determinante para o sucesso da safra. O que ocorre é um trabalho em equipe do homem com a natureza! O fruto do café vem depois da florada. Ele guarda a semente, que é o café, e que vai ser beneficiado, seco, torrado e moído, antes de virar bebida. O ponto é que a florada depende totalmente das condições climáticas da região de cultivo. Depois disso, sim, entra a força de trabalho humana e das máquinas.

Um detalhe importante entre uma safra e outra é manter o máximo de galhos e folhas nos pés de café. Isso colabora para que haja mais flores e, consequentemente, mais café nas próximas colheitas. Quanto mais nós, melhor. Esses nós são os pontos em que nascem novos ramos e folhas a partir dos ramos laterais formados na safra anterior.

Quando é a florada do café?

Mas, afinal, quando é a florada do café? Em geral, os campos ficam todos floridos durante a primavera, entre os meses de setembro e novembro. Fato é que pode haver mais de uma florada, dependendo do meio ambiente e suas características (temperatura, sol, chuva/água). As mudanças no clima e as estações cada vez menos definidas fazem com que fique cada vez mais difícil precisar o período da florada, afetando, inclusive, a qualidade do café.

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Visita à estrutura do Orfeu Cafés Especiais, na Fazenda Sertãozinho

Depois de conhecer e entender a florada, passamos aos pés do famoso e imponente Jequitibá-Rei, o segundo Jequitibá mais antigo do Brasil, considerado o guardião da lavoura da Fazenda Sertãozinho. São 40 metros de altura e mais de 1500 anos. O que se sente estando ali em baixo é uma energia inexplicável.

O segundo Jequitibá mais antigo do Brasil, com 1500 anos e 40 metros de altura.

Devidamente reenergizados, seguimos para ver de perto a estrutura de torrefação, moagem e encapsulamento do Café Orfeu.

Existe muito cuidado em cada fase do processo. Desde outubro de 2017, a marca começou a fabricar os cafés em cápsulas compatíveis com as máquinas Nespresso® utilizando um material biodegradável e compostável. Isso significa que, depois de preparar o seu cafezinho, a cápsula pode ser descartada junto ao lixo orgânico (cascas e restos de alimentos). Veja aqui onde fazer o descarte de cápsulas corretamente.

Quando esse lixo orgânico é corretamente destinado para a coleta seletiva, depois de 4 meses a cápsula de bioplástico vira adubo. Quando destinado para a compostagem – que pode ser feita em casa, inclusive – o material da cápsula é degradado em um período de 2 a 4 meses. Na composteira elétrica, esse tempo é ainda menor.

Um avanço e tanto para esse mercado que fidelizou tantos consumidores, especialmente motivados pela praticidade das monodoses de café, não acham?

Antes dessa viagem, eu já havia recebido um convite, mas não pude comparecer. Veja o que rolou no artigo escrito pela Litiene, do blog Cappuccino e Cia.

(*) Viajei a convite do Orfeu Cafés Especiais

O que achou de conhecer um pouco mais sobre a florada do café e os processos produtivos na Fazenda Sertãozinho, em Minas? Esse Jequitibá é de cair o queixo, não é? Compartilhe usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Fotos: Fernanda Haddad ©

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Como funciona uma fazenda de café?

Sempre tive vontade de saber como funciona uma fazenda de café, de conhecer mais a fundo como é todo o processo e o percurso do grão até chegar à xícara. Algumas oportunidades surgiram e não consegui comparecer. Até que no dia 23 de agosto deu certo, finalmente.

Litiene Andrighetti, do blog Cappuccino e Cia, e eu.

A convite da illy fui visitar uma das fazendas fornecedoras de café de qualidade para a marca italiana, aqui no Brasil. O destino era Pardinho, uma pequena cidade próxima de Botucatu, no interior do estado de São Paulo. Lá fica o Sítio Daniella, propriedade familiar da produtora Daniella Pelosini.

Sítio Daniella produz café de qualidade e premiado

A história do Sítio Daniella começou a ser escrita em 1977 pelo pai de Daniella, que chegou priorizar o investimento na produção de leite. Mas, foi só por um período até que o café voltasse a ser cultivado com força total por ali. Ainda bem.

Ainda bem porque estamos falando de 174 mil pés dos cafés Catuaí Amarelo e Vermelho a mil metros de altitude. A dedicação de Daniella rendeu alguns prêmios. Entre outros, ela é campeã do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café Para “Espresso” do Estado de São Paulo nos anos de 2016 e de 2017.

Daniella Pelosini e o marido, os anfitriões da visita

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Agora, confira mais um pouquinho sobre a visita e entenda melhor como funciona uma fazenda de café:

Dia no Campo com illycaffè: como funciona uma fazenda de café?

Chegamos ao Sítio Daniella e fomos conhecer os processos pós-colheita, antes de ver o cafezal. Eles trabalham com Natural e Cereja Descascado.

O Natural é um dos processos mais comuns no Brasil porque o clima favorece e o custo é menor. Depois de colhidos, os grãos de café são lavados e espalhados nos terreiros expostos ao sol para a secagem. É um processo mais lento, com risco um pouco maior de fermentação quando comparado com o Cereja Descascado. Exige mais cuidado na hora de separar os grãos verdes dos cereja.

Cereja Descascado é um processo mais caro, com baixo risco de fermentação, que exige investimento em máquinas específicas e mão de obra treinada. Essas máquinas lavam e separam os grãos verdes dos maduros. Nesse processo, os maduros são descascados facilmente e, em seguida, e passam por um cuidadoso processo de secagem e beneficiamento.

 

Depois, seguimos para o cafezal. No Sítio Daniella, eles têm uma máquina que passa duas vezes pelos pés de café para colher os grãos maduros. Por último, os frutos maduros restantes são colhidos manualmente. A ideia é garantir o aproveitamento máximo da safra.

 

Do cafezal, fomos para a casa da fazenda da anfitriã, onde havia uma linda mesa de café da tarde com degustação dos cafés illy.

Café na cafeteira italiana (moka), no Hario V60, na French Press e também o espresso na máquina, com as cápsulas exclusivas da marca, foram preparados e apresentados pelo Piero de Farias, barista da illy.

 

Confira o vídeo do passeio feito pela Litiene, do Cappuccino e Cia:

Visite uma fazenda de café em Itu, perto de São Paulo

Você quer conhecer uma fazenda de café? A Fazenda Santo Antônio da Bela Vista, em Itu, também no interior de São Paulo, recebe grupos de pessoas para o tour “Do cafezal ao cafezinho”. Para saber mais detalhes desse passeio, confira o texto no blog Cappuccino e Cia.

O caminho do café até a xícara é longo. Que bom que temos tanto empenho e dedicação de pessoas tão apaixonadas por cafezinho quanto nós, não é?

(*) Viajei a convite da illycaffè.

Gostou de saber como funciona uma fazenda de café? Conte nos comentários e compartilhe nas suas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.     

Fotos: Maurício/MP Produtora

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