As ondas do café: conheça cada uma delas

Tudo evolui e com o café não poderia ser diferente. Por isso, para você entender um pouquinho mais sobre essa trajetória, vamos falar de três momentos que definem bem as mudanças que ocorreram no decorrer do tempo: as ondas do café.

Primeira onda do café

O considerável aumento do consumo de café em todo o mundo ao final do século XIX e inicio do século XX, marca a primeira onda do café. Nessa mesma época, o Brasil vivia o seu melhor momento relacionado ao produto, já que esta era a sua principal mercadoria de exportação.

O consumidor preocupa-se não com a origem e qualidade do grão, mas com seus efeitos sobre o corpo: concentração, energia, estímulo. O café era apenas o coadjuvante que acompanhava as refeições, poderia ser qualquer um.

Nesse meio tempo, as máquinas de espresso estavam sendo desenvolvidas, mas somente por volta dos anos 60 esse método se popularizou, dando às pessoas uma nova opção de consumo da bebida. Em 1966, Alfred Peet abre a primeira Peet’s Coffee, em Berkeley, CA, o que mais para frente viria a inspirar a Starbucks.

Segunda onda do café

Através dos conceitos da Peet’s e Starbucks, nascia também uma nova maneira de beber café. Grãos recém-torrados, de diferentes partes do mundo, levava uma nova experiência ao consumidor, que começava a perceber como os cafés poderiam se diferenciar entre si.

Um público mais jovem também foi atraído pela variedade de bebidas a base de café que surgiram na época e pelos perfis sensoriais que ofereciam um novo mundo de aroma e sabores.

A segunda onda do café também é responsável por destacar a profissão de barista. A área do café começou a sentir a necessidade de se especializar e esses profissionais apareceram munidos de técnicas e conhecimento que completariam a experiência do cliente, sendo o responsável pela conclusão de todo o trabalho.

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Terceira onda do café

A massificação dos cafés que aconteceu na segunda onda do café, fez com que o mercado sentisse que era preciso se reinventar. Assim, chegamos no momento atual.

Cafés exclusivos provenientes de microlotes, perfis de torra únicos, alta qualidade dos grãos, profissionais super especializados e um consumidor cada vez mais informado e exigente que questiona origem, variedade, proporção utilizada (água x café) e técnicas.

Para atender a essa demanda e se sobressair com relação a concorrência, as cafeterias entenderam que também é necessário dar valor a experiência que o cliente tem no local. Entram aí questões como pessoas muito capacitadas tecnicamente – sejam mestres de torras, baristas ou qualquer outro que faça parte do sistema – e a singularidade no serviço.

As lojas valorizam o preparo artesanal para cada cliente, especialmente os coados como Hario, Kalita, Prensa Francesa e até o cold brew. Alguns locais ainda dão oportunidade ao barista para conversar com os frequentadores sobre os mais diversos assuntos que envolvem a cadeia, fazendo com que esse profissional seja não somente o responsável pela xícara perfeita, mas também o porta-voz de um trabalho árduo e cheio de valor.

Clubes de Café, dos pacotinhos para coados até garrafinhas de cold brew que chegam em casa, marcam essa etapa, pois disponibilizam ao consumidor uma nova maneira de contato com o produto. Do mesmo modo, não poderíamos deixar de falar dos coffee lovers, os quais muitas vezes saem do ambiente da cafeteria para irem à  sala de aula aprender mais sobre o café.

Eles querem ter a possibilidade de preparar uma boa bebida em casa e chegar mais informado à loja sabendo exatamente o que o estabelecimento ou o barista tem a oferecer. Isso está relacionado também à onda de consumo consciente, que está acontecendo não somente com o café, mas com qualquer tipo de item.

Quarta onda do café

Sim, já se fala sobre a quarta onda do café e eu me arrisco a dizer que ela está diretamente ligada, principalmente, à tecnologia. Seja na fazenda, através do controle da plantação e novas técnicas de processamento, ou na casa do consumidor, que terá cada vez mais acesso a equipamentos.

Em alguns locais da Ásia, por exemplo, as pessoas torram o café em casa, momentos antes do café da manhã. Esses consumidores, que hoje já possuem muito conhecimento, estarão sempre atualizados, os permitindo fazer café de alta qualidade no conforto de seu lar, sempre que desejarem.

Esse cenário deve criar uma movimentação econômica positiva no mercado de cafés. Eu, como barista, me sinto otimista nessa relação horizontal que estar por vir, pois a partir do momento em que as pessoas têm um maior entendimento sobre o café de qualidade, haverá também a valorização desse produto. Porém, sendo o barismo ainda pouco reconhecido e o público ganhado cada vez mais possibilidades, devo admitir que isso me faz pensar um pouco mais de forma realista no futuro dessa profissão.

A verdade é que somente o tempo vai mostrar o que acontecerá na próxima onda do café. Ela está chegando e cabe a nós da área nos adaptarmos às novas exigências. No entanto, uma coisa é certa: o café continuará nos conectando.

Gostou de conhecer mais sobre as ondas do café? Deixe seu comentário.

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto: Pixabay

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Reutilização de filtro de café faz parte do trabalho deste poeta

O nome dele é Carlos La Terza. Esse mineiro, de São Lourenço, no sul de Minas Gerais, tem 31 anos e escreve poesias desde os 13. Do ano passado para cá, ele tem se dedicado mais intensamente a um projeto literário com reutilização de filtro de café para abrigar suas palavras. “Sempre foi algo que cultivei e procurei levar em frente. Sou professor de redação e Inglês também. Sinto que nunca vou conseguir parar de escrever, é uma terapia. Escrever me emociona, muito”, conta.

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Confecção de livros com reutilização de filtro de café

La Terza diz que já perdeu as contas de quantos livros escreveu usando filtros de café. E tudo é feito de forma artesanal, usando máquina de escrever. O primeiro deles, intitulado de Leite de Pedra, vendeu mais de 500 exemplares.

O poeta Carlos La Terza (Divulgação)

Tudo começou porque ele estudou o mercado e a cultura, as tendências do universo literário contemporâneo, e percebeu a oportunidade. “Busquei o formato e o material por algum tempo, passando por papel de pão, guardanapos, entre outros. Como sou viciado em café, os filtros aqui em casa se acumulavam de 3 em 3″, conta.

Do filtro sujo ao livro foi um pulo. A tinta de café foi a solução para a capa, também provinda do vício e dos fundos de xícara com aquele restinho, sabe?

O mais legal é que a iniciativa sustentável acabou ganhando colaboradores, contagiou as outras pessoas. Muitas delas, sabendo do projeto, deixaram de jogar fora seus filtros de café sujos e passaram a enviar para ele. “Eu lavo e prenso os filtros. No final desse processo, eles estão prontos para serem páginas. Os poemas são datilografados em máquina de escrever, um a um”.  A máquina foi presente de um querido tio, que a usava em seu escritório nos anos 90.

O livro vem com cheirinho de café. Isso porque a capa, também artesanal, é pintada com tinta feita da bebida. “O livro é fechado com lã ou com linha encerada. A cada edição tento mudar algo no fechamento mas de forma sutil. Gosto do formato simples”, reforça.

Segundo ele, a temática varia. “Pode surgir de uma conversa, de um encontro ou de um sentimento que exige sair para o mundo de alguma forma. Desde o amor e as relações humanas como amizade e confiança, apego… Passando por temas políticos ou simples observações despretensiosas do cotidiano, em pequenos Haikais”, completa.

Além de livros, Carlos também faz quadros com poemas, usando a máquina de escrever e os filtros de café. “Faço outros trabalhos em parcerias com artistas sul mineiros e logo lançarei uma linha de camisetas com meus poemas”.

Foto: livro e quadro feitos com reutilização de filtro de café, com a ajuda da máquina de escrever. (Divulgação)

Hora do cafezinho

La Terza contou na entrevista que nem sabe quantas xícaras consome por dia. “Conhecido como um ativador de memórias, o cafezinho me acompanha desde a escrita até o trabalho manual nos livros, o que nos torna uma dupla. Eu e o café, o café e eu”.

Tomar café é ativar a mente com prazer e poesia. Meu tipo preferido é o expresso curto. Tenho uma paixão por café de qualidade coado também, creio que pela lembrança familiar da coisa.

Onde comprar

O projeto de livros e quadros com reutilização de filtro de café funciona de forma independente. Quer conhecer mais de perto? Acesse o perfil no Instagram @poetalaterza. Os livros custam R$ 35 cada e são enviados sem frete para a região Sudeste.

O que achou do trabalho do poeta com reutilização de filtro de café? Conhece mais algum trabalho bacana que envolva o café? Conte nos comentários. Compartilhe usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

Foto de destaque: Divulgação

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Campeonato Brasileiro de Baristas: Minha Experiência

No último final de semana, ocorreu o 16º Campeonato Brasileiro de Baristas, que garantiu ao campeão Léo Moço – tricampeão nacional – a vaga para disputar o mundial em Seul, ainda em Novembro deste ano.

Foto: Léo Moço no Campeonato de 2017 (Divulgação/BSCA)

Em resumo, o campeonato consiste em uma apresentação de 15 minutos. Cada competidor fala sobre o café que escolheu, faz a extração de 4 espressos, 4 bebidas iguais com leite e 4 bebidas iguais de assinatura, sendo uma para cada um dos juízes. Parece simples e, para alguns baristas mais experientes, pode até ser mais fácil. Para mim, foi bem difícil e eu vou contar brevemente a minha experiência para vocês entenderem mais sobre o processo.

Depois de definir o café que ia levar para competir, eu me preparei por quase três meses. Ficava treinando na cafeteria até mais tarde. Nos dias em que eu ia embora no horário, produzia alguma coisa em casa até tarde. Era o tempo todo pensando na minha primeira competição.

Fiz seis versões da minha bebida de assinatura e cinco receitas diferentes para a geleia de pimenta que a compõe. Foram vários testes com leites e centenas de espressos. Viajei com três amigos de São Paulo ao Espírito Santo só para conhecer a fazenda onde é produzido o café que eu competi. Fomos em uma sexta e voltamos no domingo, 14 horas de carro na ida e mais 14 na volta.

Foto: bebida de assinatura, com geleia de pimenta artesanal, abacaxi, raspas e suco de limão siciliano, água com gás, alecrim e espresso. (Cinthia Bracco)

Pensei em cada detalhe da minha apresentação e até canudo de inox eu arrumei na última hora para ter a certeza de que tudo fosse reaproveitável, reforçando a questão de sustentabilidade. Me apresentei vestida de Rey, do Star Wars, com o intuito de fazer uma metáfora. Para ser um bom barista é necessário muito foco, dedicação, estudo, concentração, equilíbrio… Tudo o que se aprende em um treinamento Jedi. Consegui fantasia, pensei nas músicas certas para cada momento, investi tempo e uma quantidade razoável de dinheiro.

Chegando lá, na hora H, nada saiu como eu esperava. Nos 15 minutos que eu tinha para preparar as estações, não consegui regular o espresso perfeitamente. Decidi me arriscar a tentar melhorá-lo ali, na frente do juízes, com o meu tempo correndo. Não deu certo e dali em diante eu me desestruturei. Uma coisa foi levando a outra e até xícara suja eu entreguei.

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Pela música, eu sabia que tinha estourado o tempo. Só depois de algumas horas é que eu lembrei das regras e percebi que eu estava desclassificada. Nada foi tão difícil quanto ler o feedback dos jurados nas folhas de avaliação. Ali estava tudo o que tinha acontecido.

Devo confessar que doeu saber que eu não consegui representar ¼ do que eu realmente era capaz, de mostrar o tanto que me preparei. As pessoas me dizem que é normal, que é meu primeiro campeonato, não tenho muito tempo de barismo, etc. Até pode ser. Agora, o que eu realmente sinto? É que isso não é pra mim.

Já me disseram que falo isso porque perdi ou então que minha opinião vai mudar daqui a um mês e até que estou fazendo um pouquinho de drama. A verdade é que podem dar o nome que quiserem, mas o que coloco aqui é o meu relato mais honesto. É claro que teve o lado bom. Conheci e revi pessoas incríveis. Aprendi com todo o processo, fiquei feliz de ver o esforço de todos aqueles baristas e até recebi alguns elogios. Contudo, entrar numa competição dessas, não faz parte do meu perfil. Descobri que prefiro investir em outros projetos relacionados ao café.

Quero deixar claro que não estou dizendo que as pessoas não devem entrar em campeonatos. Muito pelo contrário. Devem sim, seja para seguirem em frente porque a disputa estimula ou, assim como eu, para descobrir que não querem isso.

Foto: Arquivo Pessoal/Cinthia Bracco

A minha conclusão é de que esse campeonato é para os fortes. Realmente não é fácil e parabenizo cada um dos participantes por estarem lá, trocando experiências, mostrando suas habilidades e, de certa forma, se expondo para o bem e para o mal. Por outro lado, também há espaço para os “fortes” que não querem competir. O barismo no Brasil, ainda mais quando se trata de cafés especiais, é uma área nova e cheia de oportunidades a serem exploradas.

O campeonato mostra uma boa parte do empenho que está por trás dessa profissão, ainda pouco difundida, e isso é extremamente importante. Temos muito trabalho a fazer e diversos caminhos para trilhar. Tenho certeza que coisas extraordinárias ainda estão por vir. Que a força esteja com a gente. E com vocês. 😉

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto de destaque: Pixabay

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5 perfis no Instagram para quem ama café e moda

Café e moda. Para provar que essa união tem tudo a ver e pode trazer muita inspiração para o nosso dia a dia, conversamos com a Mari Flor da Rosa, que sabe tudo sobre o assunto. Ela, que é coolhunter e está à frente do Blog Closet da Mari, tem o cafezinho como integrante do seu lifestyle.

Conversamos um pouquinho sobre a relação entre café e moda e ela ainda compartilhou uma listinha sugerindo 5 perfis no Instagram, cujo tema é justamente esse, com fotos super bacanas.

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Café e moda combinam?

De acordo com a Mari, café e moda tem tudo a ver tanto para quem trabalha com moda como para quem ama esse mundo. “O café se encaixa em todos os momentos. Quem trabalha com moda e precisa criar horas a fio, toma café. Em showrooms e lojas, oferecem café. A gente viaja para pesquisar ou comprar as peças, toma café de novo”, conta ela.

Moda, estilo de vida e café

O café pode, sim, ser o ponto de partida para o seu estilo de vida. Segundo Mari, um cafezinho pode durar 5 minutos ou 3 horas e isso torna o hábito possível em diversos momentos. “Em viagens costumamos parar em cafés para descansar, ver o roteiro ou até conhecer. Porque não fazer isso na sua própria cidade e sair do comum? Isso acaba acontecendo comigo. Visito cafés e conheço lugares e pessoas novas por causa disso”, sugere.

Isso é tão verdade que fotos inspiradoras usando a xícara de café na composição fazem o maior sucesso nas redes sociais. “Essas fotos mostram seu estilo de vida. Um tech lover posta o café na mesa do computador, uma apaixonada por moda posta com looks, um decorador, com ambientes. Ele ajuda a enfeitar e dar um ar mais acolhedor a qualquer lugar”, completa.

Quer saber quais são os perfis sugeridos pela Mari? Confira a seguir:

5 perfis no Instagram que unem café e moda

 

Those cinnamon rolls though… #coffeenclothes #☕️👕 @ktnewms

Uma publicação compartilhada por Coffee ‘N Clothes® (@coffeenclothes) em

Photo by @dhiptadi #igerscoffee 🙌☕🙌

Uma publicação compartilhada por IgersCoffee (@igerscoffee) em

That’s my kinda mug 🙌🏻😍 Photo of @lexymonaco 👇🏻 Email us at hello@womenandcoffee.com or #womenandcoffee to be featured!

Uma publicação compartilhada por WOMEN & COFFEE – Official ☕️ (@womenandcoffee) em

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O que acha dessa mistura? A Mari também tira fotos incríveis com um cafezinho, viu? Conhece algum outro perfil legal para indicar? Escreva nos comentários e compartilhe com seus amigos usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto de destaque: Mari Flor da Rosa/Arquivo Pessoal

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Mari Flor da Rosa conta seus cafezinhos preferidos em SP

Vamos tomar um cafezinho com a Mari Flor da Rosa? Ela tem 30 anos, sempre trabalhou na área da moda, é coolhunter (nome dado ao profissional que busca tendências) e comanda o blog Closet da Mari, em que fala de moda de forma democrática, além de ter um cafezinho sempre à mão. “Sempre tive vontade de desmistificar a moda e torná-la fácil, acessível e gostosa acima de tudo. Sem mimimis”, conta.

Sabendo disso, chamei a Mari para um bate-papo incrível. Ela contou um pouquinho sobre o seu trabalho e falou sobre os seus cafezinhos preferidos em São Paulo.

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Já ouviu falar do Blog Closet da Mari?

A Mari trabalhava no mercado do varejo de moda. Em meio a números, planilhas e negociações, mesmo gostando do que fazia, ela sentia falta de algo. Queria compartilhar mais do seu conhecimento sobre tendências e sair um pouco do ambiente do escritório. Aí, começou a fazer pesquisas sobre o que estava em alta, desde as roupas até acessórios, como os relógios tech, que eram a grande aposta do momento.

“Percebi que aqui no Brasil tínhamos blogueiras de look do dia incríveis, realmente profissionais, porém ainda não existiam meninas que vieram do mercado da moda ou How To’s como muito se via fora do Brasil. Assim surgiu o blog, sem aparecer a pessoa por trás, com dicas de moda práticas”, explica.

O blog Closet da Mari fala sobre moda e tudo o que está em volta do tema, como marketing, tecnologia, gastronomia, beleza e decoração, sempre considerando as tendências. “Para que elas surjam, precisamos nos inspirar com tudo o que está ao nosso redor”, ensina.

A proposta da Mari é simplificar, mostrando como usar determinada tendência, como combinar uma peça ou mostrar uma novidade que vai sair no mercado, com uma linguagem fácil. A grande aposta é o Youtube e os vídeos fazem o maior sucesso porque ajudam a resolver questões que parecem difíceis, mas rapidinho são resolvidas com a colaboração de quem entende do assunto, no caso a Mari.

Um cafezinho com Mari Flor da Rosa

Agora, vamos falar do cafezinho? Mari revela que sua relação com o café é de amor. “Eu tenho um ritual com o café, acredito demais que, quando estou tomando um cafezinho, estou relaxando e deixando minha mente criativa aflorar”.

“Se não tomo café fico louca (risos), mas realmente me dá mais ansiedade do que tranquilidade”.

Ela conta que chegou a tomar até 7 cafés em um dia, sendo 2 com leite. Mas, de uns tempos para cá, são 5 no máximo. “Depois de levar umas broncas, foquei em sempre pedir aquele carioca ou um café mais fraquinho, sempre sem nada, livre de adoçantes”, declara.

O cafezinho acompanha a Mari desde os tempos de escritório. Segundo ela, o “pretinho básico” fazia parte do momento de pausa, daquela hora de bater um papo com os colegas e dar um tempinho nas tarefas do dia a dia. Hoje, trabalhando como freelancer, ela diz que ainda marca reuniões em cafés para ter sempre uma mistura de prazer com trabalho. “No mundo da criatividade e do marketing, precisamos dessa mistura para surgirem projetos e ideias incríveis”, reforça.

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Cafeterias que a Mari Flor da Rosa indica em São Paulo

1 . CafeLito

R. Francisco Leitão, 258 – Pinheiros. De segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Sábado, das 11h às 18h. Aos domingos, é fechado. Telefone: (11) 3372-1717.

Dica da Mari: Flat White

2 . Starbucks 

A Starbucks é a maior rede de cafeteria do mundo. Clique aqui e localize a loja mais próxima de você.

Dica da Mari: qualquer café! 

3 . Santo Grão

O Santo Grão conta com 7 endereços em São Paulo e um em Curitiba.

  • Rua Oscar Freire, 413, Jardins. Segundas, das 9h à 1h. De terça a quinta-feira, das 7h30 à 1h. Sextas, das 7h30 às 2h. Sábados, das 8h às 2h. Domingos, das 8h a meia-noite. Telefone: (11) 3062-9294.
  • Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena. De segunda a sexta, das 9h às 22h. Sábados, das 10h às 19h30. Domingos, das 11h às 18h. Fechado no feriado de 1º de maio. Telefone: (11) 3034-3164
  • Av. Higienópolis, 618, no Shopping Higienópolis, dentro da Livraria da Vila. De segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingos e feriados, das 12h às 20h30. Telefone: (11) 3661-2496.
  • Rua Jeronimo da Veiga, 179, Itaim Bibi. Segundas, das 9h a meia-noite. Terças e quartas, das 7h30 a 1h. De quinta a sábado, das 7h30 às 2h. Domingos, das 7h30 a meia-noite. Telefone: (11) 3071-3169.
  • Av. Moema, 493, dentro da Livraria da Vila. De segunda a sexta, das 12h às 21h. Sábados, das 10h às 20h. Domingos e feriados, das 11h às 18h. Fechado no feriado de 1º de maio. Telefone: (11) 5051-8069
  • Av. Dr. Chucri Zaidan, 1240 (Antiga Rua Henri Dunant, 1383), no Condomínio Morumbi Corporate Towers. De segunda a sexta, das 7h30 às 20h. Sábados, 9h às 17h. Aos domingos, é fechado. Telefone: (11) 3957-9592.
  • Av. Magalhães de Castro, 12.000 – 2 piso, no Shopping Cidade Jardim, dentro da Livraria da Vila. De segunda a sábado, das 10h às 22h. Aos domingos, das 12h às 20h. Telefone: (11) 3198-9373.
  • Av. do Batel, 1868, no Shopping Pátio Batel, em Curitiba, dentro da Livraria da Vila. De segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingos e feriados, das 14h às 20h. Fechado no feriado de 1º de maio. Telefone: (41) 3020-3438.

Dica da Mari: café coado

4 . Isso é Café

R. Carlos Comenale, s/n – Bela Vista, no Mirante 9 de Julho. Às segundas, é fechado. De terça a domingo, das 10h às 20h. Telefone: (11) 3554-5077.

5 . Da Feira ao Baile 

R. Mateus Grou, 80 – Pinheiros. Segundas, das 11h às 19h. De terça a sexta, das 10h30 às 19h. Sábados, das 11h às 18h. Aos domingos, é fechado. Telefone: (11) 3062-0450.

Dica da Mari: café orgânico com pão de queijo.

6. Torra Clara

Rua Oscar Freire, 2286 – Pinheiros. Segundas, das 10h às 18h30. De terça a sexta, das 8h às 18h30. Sábados, das 10h às 15h. Aos domingos, é fechado. Telefone: (11) 3297-8486.

Gostaram de conhecer um pouquinho mais sobre a Mari Flor da Rosa e suas cafeterias preferidas em São Paulo? Conte nos comentários e compartilhe com os amigos pelas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Fotos: Mari Flor da Rosa/Closet da Mari/Arquivo pessoal

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Café com design: conheça a Boutique Du Design

Café com design. Quando esses dois se juntam só pode resultar em coisa boa, não é? Essa é a ideia da Boutique Du Design, resultado da união de duas paixões de Cris Duarte, que é paulistano, designer gráfico e super criativo.

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Reprodução – Cappuccino e Cia

Esses são os pilares do modelo de negócio do Cris, que também é noivo de uma francesa e que, por isso, passou por uma temporada em Paris, na França. Foi nessa fase da vida que ele começou a trabalhar e atender os clientes em espaços coletivos, como coworkings e cafeterias.

Assim começou a Bonjob, a Boutique Du Design. Não é difícil imaginar que Bonjob vem da palavra bonjour (bom dia, em francês). Afinal, segundo ele, um bom trabalho e um bom dia sempre começam com um bom café.

Ele voltou ao Brasil junto com a noiva e segue atuando com esse modelo de negócio por aqui. Os clientes da Boutique Du Design têm um menu para escolher o tipo de trabalho que mais se adequa às suas necessidades: Job boteco, Job coado, Job espresso, Job longo e Job Premium.

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O que mais sai é o coado. Quer conhecer as características de cada um deles e saber mais detalhes? Acesse o site Cappuccino e Cia e confira na íntegra.

Gostou da união de café com design? Uma ideia criativa e interessante, não acha? Conhece mais algum projeto que tenha a ver com café? Conte aí. Compartilhe sua opinião nos comentários e use a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto de destaque: Pixabay

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Mudas de plantas vão parar em cápsulas de café

Se você usa café em cápsulas com frequência já deve ter reparado a sua quantidade de lixo aumentou, não é mesmo? O que você faz com cápsulas de café usadas? Muitas pessoas ainda têm o hábito de jogá-las no lixo comum, mas existe também quem pensa no destino delas de forma mais sustentável.

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Projeto usa cápsulas de café para colocar mudas de plantas

As principais empresas que vendem cafés em cápsulas têm se preocupado com o descarte correto cada vez mais e estão buscando alternativas e ações que engajem seus consumidores. Mas, a realidade está longe de ser a ideal. Segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), em 2019, serão consumidas 16 mil toneladas de café por meio dessas cápsulas. Acadêmicos do bacharelado em Ciências Biológicas da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) encontraram uma utilidade nada convencional para a reutilização dessas embalagens: abrigar mudas de orquídeas e suculentas.

A aluna Diliane Harumi Yaguinuma, que está envolvida na iniciativa, conta que as mudas de suculentas foram produzidas por eles, já as de orquídeas foram doadas pelo docente da graduação, Dr. Nelson Barbosa Machado Neto. “Realizamos uma campanha para a arrecadação na comunidade em geral. Esses pequenos vasinhos poderão dar um toque diferenciado nos jardins e residências. Agora é só aguar e cuidar para que essas plantinhas se mantenham com vida e saudáveis”, conta Diliane.

“Além da produção extra de lixo, existe outro agravante: o desinteresse ou a dificuldade em realizar a reciclagem das cápsulas. Por serem muito pequenas e compostas de alguns materiais não recicláveis, muitas são simplesmente descartadas como lixo orgânico por causa da borra de café”, acrescenta Diliane.

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Os pequenos vasos serão distribuídos gratuitamente aos participantes da 23ª Jornada de Educação da Faculdade de Artes, Ciências, Letras e Educação de Presidente Prudente (Faclepp/Unoeste), que será realizada entre os dias 22 e 27 de maio.

O que achou da ideia de projeto sustentável com cápsulas de café? Conhece mais alguma iniciativa nesse sentido? Conte nos comentários. Ações como essa merecem ser compartilhadas! Não se esqueça de usar a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo nas suas redes sociais. 

Fotos: Gabriela Oliveira

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Capa de celular diferente faz café na hora

O smartphone já é praticamente parte do corpo da maioria das pessoas hoje em dia, não é? A notícia boa é que agora a gente não precisa mais se preocupar com aquela vontade louca de tomar café quando não tiver nenhuma cafeteria por perto. A Mokase é uma capa de celular diferente que faz café, não importa a hora nem o lugar.

Mokase: a capa de celular diferente vem da Itália

A ideia é dos designers italianos Luigi Carfora e Clemente Biondo, da Smart K. Eles se inspiraram justamente nesses momentos em que buscamos um cafezinho e não tem nenhum lugar por perto para matar a vontade.

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O projeto está disponível em um site de financiamento coletivo, onde também é possível encontrar mais detalhes. A capinha tem menos de 1 cm de espessura e espaço para guardar um sache de café selado a vácuo. Ao acionar o comando por um aplicativo, o sache é aquecido e pode ser servido, abrindo uma espécie de “portinha” na capinha. Essa “portinha” rompe o  lacre do sache.

Veja o vídeo:

O capa de celular diferente tem uma bateria de lítio e pode aquecer cerca de 25 ml de café em até 8 segundos. Esse calor, por sua vez, não estraga o aparelho, segundo os desenvolvedores. Para recarregar, basta conectar a capinha a uma entrada USB.

São algumas versões disponíveis, compatíveis com Iphone 6, 6S e 7, além de opções para celulares Samsung e LG. O copinho, também criado por eles, é dobrável e pode ser usado como chaveiro. Legal, né? A primeira entrega está programada para setembro deste ano e o preço depende do kit escolhido. Acesse o site de financiamento coletivo.

Capa de celular diferente, cheia de design e ainda faz café? Que a ideia se multiplique. Gostou da ideia? Comente e compartilhe nas suas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Fotos: Divulgação

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Quer fazer novos amigos tomando café? Sente-se neste banco

Além de ser uma delícia, o cafezinho pode ser um ótimo aliado para te ajudar a fazer novos amigos. Sabendo disso, a Nescafé Itália promoveu uma ação incrível durante a Semana de Design de Milão justamente com a ideia de ajudar as pessoas construir novas amizades, usando o café.

Ação da Nescafé Itália ajuda a fazer novos amigos

Imagine que você esteja sozinho em um lugar público, como uma praça ou um shopping, por exemplo. Aí pega o seu cafezinho e se depara com um banco vazio para se sentar e relaxar. Maravilha, né? Agora, quando já tem alguém sentado, a tendência (sem generalizar) é que você se sente na outra ponta e que não troque uma palavra sequer com a outra pessoa.

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Para desconstruir esse comportamento, a Nescafé Itália fez um banco diferente. A todos que passavam pelo espaço público era oferecida uma caneca com café e o banco ficava ali, bem na frente, como um convite para sentar e apreciar a sua bebida.

Sempre que uma pessoa estivesse sentada em cada extremidade, o banco era ativado e ficava mais curto, aproximando as pessoas. Uma ideia divertida e que quebra o gelo, fazendo com que as pessoas comecem uma conversa na hora. Um bom jeito de fazer novos amigos, não?

Pegue um cafezinho e dê o play no vídeo:

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O café já te ajudou a fazer novos amigos? Conte nos comentários e compartilhe nas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto: Reprodução/Youtube

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Café suspenso é tradição na Itália. Já ouviu falar?

A tradição do café suspenso tem origem na cidade de Nápoles, no Sul da Itália. Não se sabe exatamente como tudo começou, mas é certo que foi no período da Segunda Guerra Mundial. Em um tempo de tanta escassez, o café suspenso era – e ainda é – considerado um pequeno gesto de gentileza protagonizado pelo café: você paga o seu e deixa mais um pago para o próximo cliente que não tiver condições financeiras, tudo de forma anônima.

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Café suspenso: de Nápoles para o mundo

A história do café suspenso começou em Nápoles e, aos poucos, foi se espalhando pelo resto da Itália e para outros países do mundo. Hoje, até mesmo cafeterias no Brasil praticam a ideia. Alguns lugares são mais organizados quanto a isso: ou fazem uma lista dos cafés suspensos e deixam no caixa para controle ou deixam um recipiente no balcão para que os recibos sejam depositados. Assim, quem não tem como pagar, entra, pega o recibo e toma o seu café. Claro, que depende muito da honestidade de quem atende, mas aí já é outra história.

Tomar café na Itália faz parte da cultura e é também um ato social. É um bom motivo para fazer aquela pausa no meio do dia, bater um papo e descansar a cabeça, além do que essa é uma boa maneira – e barata – de se fazer o bem sem olhar a quem. Afinal, todo mundo merece um cafezinho, né?

Experiência da Editora na Itália

Como surgiu no Sul da Itália, a prática do café suspenso é mais comum à medida que se chega mais perto de lá. Passei exatos 3 meses no Norte da Itália, para fazer o processo da minha cidadania italiana, e uma das tradições que eu mais queria ver de perto era essa.

Fiquei perto da cidade de Treviso, na região do Veneto. Foi lá na cidade de Istrana que encontrei essa plaquinha. Na legenda tem a tradução:

Essa foi a única cafeteria de todas que eu fui que encontrei um aviso sobre o café suspenso. Acho provável que tenha em muitas das que eu estive, mas não é tão explícito. Esse ano pretendo retornar à Itália e aí, sim, vou visitar todas as cafeterias que ficaram só na vontade.

Aqui no Brasil sei que isso acontece em alguns lugares porque já vi pela internet e pelas redes sociais, mas, de fato, nunca presenciei um estabelecimento que pratique o café suspenso por aqui. Quem conhecer algum bacana pode colocar nos comentário que eu vou amar saber.

De coração, torço para que essa iniciativa se espalhe. Acho lindo o poder transformador que o café pode oferecer para a sociedade.

Comece você a corrente do café suspenso

Deixo aqui uma sugestão para fazer na Itália, no Brasil ou onde você estiver: quando parar para tomar um cafezinho e puder, é claro, deixe mais um pago. Avise ao atendente para oferecer a quem não puder pagar. Comece a corrente. Quem sabe você não inspira mais alguém pelo caminho!

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O que achou da tradição do café suspenso? Conte sua opinião nos comentários e compartilhe com seus amigos usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.  

Foto de destaque: Pixabay

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