Coffee Design Lavazza: a loja conceito da marca, em Milão

Hoje eu vou dividir com vocês um pouco sobre um dos meus lugares favoritos para tomar café em Milão: Coffee Design Lavazza. Essa é a loja conceito da marca italiana, que abriu há um ano mais ou menos. Quando estive lá em 2016, o lugar abrigava uma loja de produtos de decoração e design. Aí, voltei em novembro de 2017 e me deparei com um espaço todo repaginado com cheirinho de café, melhor impossível!

O que você vai encontrar no Coffee Design Lavazza?

Desde que conheci o Coffee Design Lavazza era raro o dia em que não passava lá pelo menos para o espresso ou para encontrar amigos brasileiros que moravam ou estavam de passagem pela cidade. Primeiro porque ele fica muito pertinho da Duomo, da Galeria Vittorio Emanuele, do Teatro La Escala, do famoso panzerotto do Luini, que é uma massa de pizza frita ou assada com vários recheios (faz fila e sou viciada), e também do Cioccolatitaliani, uma boa parada para o gelato ou café. Ou seja: todo mundo que vai pra Milão passa ali perto inevitavelmente.

O Coffee Design Lavazza tem muito de café e muito de design. Além do espaço para aproveitar qualquer refeição, tem uma parte dedicada à torra e moagem de grãos de vários países, inclusive do Brasil, e também o balcão para quem passa rapidamente para o café. (Dica: pedir o café no balcão é sempre mais barato na Itália. Se quiser economizar, é só pedir o cafezinho e tomar em pé mesmo).

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Para quem gosta de métodos de extração diferentes, tem também e o atendimento é muito bom. Eles estão preparados para explicar tudinho sobre cada item do cardápio com a maior gentileza possível. Ah: a máquina de latte art é sensacional. Cada cappuccino vem com um desenho diferente. Perdi as contas de quantos tomei.

 

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A verdade é que virei uma master cliente, tanto que cheguei a encontrar por lá muita gente para quem recomendei, sem querer. Já não vejo a hora de voltar!

Coffee Design Lavazza Milano

Piazza san fedele, 2, milão
Horário: de segunda a quarta, das 8h às 20h30; quintas e sextas, das 8h às 21h; sábados e domingos, das 9h às 21h.

O que achou do Coffee Design Lavazza, em Milão? Comente aqui e compartilhe nas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

>>>> Ah! Para você que vai pra Itália e quer procurar passagens, hospedagens e alugar carro, tem a caixinha do Booking.com aqui no blog (no canto direito pra quem tá vendo pelo computador e aqui em baixo do post para quem está vendo pelo celular). Facilita sua vida e você ajuda o blog a continuar trazendo informações bacanas de cafés e cafeterias pelo mundo.   

Foto de destaque: Divulgação | Instagram: umcafezinho.com.br ©

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Bar Luce, o café do Wes Anderson, em Milão

Hoje eu vou contar sobre uma das surpresas lindas que eu tive em Milão, em 2017: o café do Wes Anderson, diretor do filme O Grande Hotel Budapeste. Ele assinou o design do Bar Luce, uma cafeteria cheia de charme, que fica na Fundação Prada.

Cartaz do filme O Grande Hotel Budapeste. Reprodução

Quando cheguei a Milão, em fevereiro de 2017, era minha primeira vez na cidade. Cheguei sozinha e ia encontrar uma amiga brasileira. Como sempre, tinha feito uma lista de cafeterias para visitar, sabendo que não conseguiria ir a todas, mas segui o fluxo da vida.

Gosto de viajar assim, sem uma programação muito rígida. Acho legal ter a liberdade de sair andando cada dia para um lado e descobrir o lugar de um jeito que você goste, de um jeito só seu. Até porque sempre tenho em mente que posso encontrar cafeterias incríveis e restaurantes que nem sempre estarão listadas nos sites ou aplicativos pesquisados.

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Muita gente não consegue viajar sem uma programação, talvez seja esse um dos motivos que me faz amar viajar sozinha. (Pensando aqui: isso pode até ser tema de uma crônica em algum momento, BUT voltemos ao café do Wes Anderson).

A Fundação Prada

O Bar Luce fica na Fundação Prada. Se você gosta de exposições e obras de arte, vá em frente. O lugar de 19 mil metros quadrados é todo futurista, cheio de espelhos e tem uma arquitetura diferente, que mistura muito do moderno com o que já havia ali antes do espaço existir: uma destilaria.

O projeto é do arquiteto Rem Khoolas, que já fez também lojas e desfiles da marca. Tem uma torre dourada, inclusive, que é folheada a ouro. Não fica perto da Duomo e sim numa região industrial, cheia de galpões, mas é fácil de chegar de metrô + uma caminhadinha. Eu li que o que o senhor e a senhora Prada queriam era compartilhar sua coleção com os turistas e milaneses. Muitas obras são deles, mas o espaço também recebe outras exposições que não são fixas.

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Pois bem. Eu gosto muito de ver exposições, visitar museus e tal, mas tudo o que eu sabia era que ali havia uma cafeteria… Só não sabia que era o café do Wes Anderson, muito menos inspirado no filme O Grande Hotel Budapeste (sim, sou meio desligada às vezes, o que pode ser bom porque traz surpresas constantes e dá uma certa graça e leveza à vida rs).

Bar Luce: o café do Wes Anderson em Milão

O Bar Luce tem uma decoração linda, tudo rosa, verde e azul. Bemmm a cara do filme! No cardápio tem vários tipos de café, chás, lanches, doces, pizza…

Independente do horário, é claro que eu ia optar pelo café. Escolhi cappuccino e gelato de chocolate. Eu amo affogato (sorvete com café por cima), mas também adoro gelato para harmonizar com café, separados mesmo, para ficar naquela de esfria, esquenta… Foi o que fiz aí. <3 Amei, amei, amei. Uma super experiência e cafezinho delicioso.

Ah, leia esses aqui também ó:

(Preciso confessar pra vocês que só me dei conta que se tratava do café do Wes Anderson depois que voltei pra casa. Foram duas felicidades: uma quando eu estava lá e outra quando eu não estava mais lá, mas me dei conta de que lá era lá :))

Bar Luce – Fundação Prada

Largo Isarco, 2, Milão, Itália (metrô linha amarela – estação lodi t.i.b.b)
Segundas, quartas e quintas, das 9h às 20h; sextas, sábados e domingos, das 9h às 22h; é fechado às terças.
Dica: não sei se ainda funciona assim, mas se você comprar a entrada para ver as exposições na fundação ganha um ingresso para ver um espaço exclusivo da prada dentro da galeria vittorio emanuele. aí pode parar na pasticceria marchesi para mais um cafezinho.

Que tal colocar o café do Wes Anderson no seu roteiro? Juro que é demais. Vai aqui no Booking, que tá no canto direito – se você tá lendo pelo computador – ou aqui em baixo – se você tá lendo pelo celular, e pesquise suas passagens e hotéis para Milão.

Se for na pegada mochilão e hostel, recomendo o Ostello Bello Grande, minha casa italiana, do lado da Estação Central. Eu sempre fico lá quando estou em Milão e já morei um tempo, inclusive. Incrívelllll! Deixe seu comentário e compartilhe com seus amigos pelas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

Foto de destaque: Reprodução do site da Fundação Prada/Attilio Maranzano

Instagram: Fernanda Haddad©

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Caffè degli Specchi está na praça principal de Trieste desde 1839

Hoje eu trago aqui a última das cafeterias históricas que visitei em Trieste, na Itália. O Caffè degli Specchi (Café dos Espelhos, em português) foi fundado em 1839 e hoje é o único café da praça principal da cidade: a Piazza Unità d’Italia. A Itália tem muitas praças lindas, mas, como essa, não encontrei por enquanto. Ela é em formato de U e, logo em frente, a vista é para o mar.

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Visitar o Caffè degli Specchi é como voltar no tempo

Mesmo durante o inverno, as mesas externas do Caffè degli Specchi – que contam com aquecedores e mantinhas nas cadeiras – chamam a atenção na praça. A decoração é deslumbrante e o cardápio de doces e cafés é super variado, mas as outras refeições também podem ser feitas por lá porque tem um restaurante. O século é o XXI, mas a sensação é mesmo de estar lá no Século XIX, durante o de Império Habsburgo.

Muita história aconteceu por lá. Isso porque o local era o escolhido para encontros importantes entre intelectuais, oficiais, artistas e escritores da época, como como Joyce e Svevo. Além disso, o café era cenário de concertos dirigidos por Franz Lehar, um dos maiores compositores austríacos, que se mudou para Trieste.

A origem do nome vem de uma tradição de gravar eventos históricos em placas de vidro ou espelhos. Poucos deles ainda existem.  No período pós-guerra, o Caffè degli Specchi tornou-se a sede da marinha britânica. 

Hoje, o espaço está sob comando da família Faggiotto, que também é reconhecida pela produção de chocolates artesanais italianos.

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Caffè degli Specchi
Piazza dell’Unità d’Italia, 7.
Funciona todos os dias, das 8h às 23h.

O que achou do Caffè degli Specchi? Vale a pena colocar no seu roteiro de viagem na próxima ida à Itália. A cidade está cheia de cafeterias bacanas. Compartilhe sua opinião com a gente nos comentários e conte para os seus amigos nas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

Foto de destaque: Depositphotos/Foto do post: Fernanda Haddad©

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Caffè Tommaseo, o círculo dos eruditos, em Trieste

O Caffè Tommaseo é um dos lugares mais lindos que eu já pisei na vida. Eu tinha pouco tempo na cidade de Trieste e esse foi um dos 3 cafés históricos da cidade escolhidos para visitar. O primeiro, eu já contei aqui no blog. Foi o Antico Caffè San Marco, que chegou a ser destruído no período de guerra, mas foi restaurado e hoje abriga também uma linda livraria. Saindo de lá, fui ao Tommaseo, o mais antigo da cidade, que me foi indicado pela Anna Illy, neta do fundador da illycaffè, motivo da minha ida até lá.

Um pouco da história do Caffè Tommaseo

Fundado em 1830 por Thomas Marcato, conhecedor de arte de Pádua, o Caffè Tommaseo fica ao lado da Piazza Unità d’Italia, um dos pontos turísticos da cidade. O nome do lugar vem de Niccolò Tommaseo, herói da República de San Marco (1848-1849). Há quem diga que Carolina Bonaparte, irmã mais nova de Napoleão e esposa do general Joaquim Murat, compraram o local em segredo.

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Segundo informações oficiais, Thomas Marcato chegou a Trieste para trabalhar e foi o primeiro a introduzir o consumo de sorvete na cidade. Ele abriu o café e, com o passar dos anos, o espaço passou por algumas renovações, mantendo a inspiração no estilo tradicional dos cafés vienenses.

Apelidado de “La conventicola dei dotti” (O círculo dos eruditos), o local era frequentado por nomes como Svevo, Joyce, Stuparich, Quarantotti Gambini, Franz Kafka e Umberto Saba. Além de artistas, intelectuais e advogados, o Caffè Tommaseo também era ponto de parada dos banqueiros da Bolsa de Valores.

Atualmente, ele está sob gerência de Enoteca Bischoff, tradicional na cidade de Trieste desde 1777. Sem deixar a cafeteria histórica de lado, vinhos de alto nível estão disponíveis para os clientes, que podem aproveitar o lindo espaço para todas as refeições.

Caffè Tommaseo
Piazza Tommaseo 4,C
O café funciona de segunda a domingo, das 10h às 22h. O restaurante funciona de terça a domingo, das 12h às 15h e das 19h às 22h.

Gostou de conhecer o Caffè Tommaseo, em Trieste? Conhece mais alguma cafeteria por lá para indicar? Deixe o seu comentário e compartilhe nas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto de destaque: Fernanda Haddad©

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Café San Marco existe desde 1914, em Trieste

Eu amo cafeterias históricas e hoje vou levar vocês ao Café San Marco, um dos que visitei quando estive em Trieste, na Itália. Ele existe desde 1914 e, nessa época, a cidade fazia parte do império Austro-Húngaro. Esse espaço lindo era um popular entre os artistas, estudantes e intelectuais da época e chegou a ser destruído pelas tropas austro-húngaras durante a guerra, em 1915.

Há quem diga que, nesse período, o café chegou a abrigar austríacos que queriam fugir para a Itália. Escritores como Giani Stuparich e Virgilio Giotti eram clientes assíduos, assim como James Joyce, Italo Svevo e Umberto Saba.

Trieste é uma cidade que respira café. Por ser uma cidade portuária e de grande importância para a economia do país, inclusive recebendo cafés do mundo todo, é lá que fica a sede da illycaffè, uma das marcas de café mais importantes e tradicionais do mundo.

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O Antico Café San Marco ficou bastante tempo fechado e foi só reaberto em 1997, depois de ser restaurado pela empresa de seguros Assicurazioni Generali.

Em 2013, o espaço ganhou ainda uma pequena livraria, que trouxe mais charme e cultura ao lugar, sem descaracterizar toda a história que carrega. Entre os livros, tem algumas mesinhas para quem quiser aproveitar o momento para o café, para turistar, trabalhar ou estudar.

As mesas são todas com tampo de mármore e pés de ferro fundido super trabalhados. Nas paredes, alguns afrescos do pintor Vito Timmel, molduras lindas com referência às folhas do pé de café e lustres maravilhosos.

No cardápio não tem só café, mas opções que servem bem todas as refeições. Fui para o café da tarde e provei o espresso e o cappuccino e também duas opções de doces. A vitrine é linda e difícil de escolher.

Antico Caffè San Marco
via Battisti, 18 Trieste
+39 0400641724
FUNCIONAMENTO: DE TERÇA A QUINTA, DAS 8H30 às 22h; sextas e sábados, das 8h30 à meia-noite e domingos, das 8h30 às 23h. às segundas-feiras é fechado.

Gostou de conhecer o Antico Café San Marco, em Trieste? Essa é apenas uma das cafeterias históricas na cidade. Conte sua opinião nos comentários e aguarde os próximos posts com cafeterias pelo mundo. 

Fotos: Fernanda Haddad ©

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Café illy: conheça a empresa em Trieste, na Itália

Andiamo in Italia? Neste artigo, você vai conhecer um pouquinho mais sobre a história do tradicional café illy e também a sede da empresa que fica em Trieste, na região nordeste do país. A empresa familiar é comandada pela terceira geração, com Andrea Illy na presidência.

Quem me recebeu para contar essa história foi Anna Illy (foto acima), neta do fundador. Ela é quem  cuida do relacionamento com os produtores de café, que a empresa seleciona cuidadosamente e compra de todo o mundo, inclusive do Brasil.

Sede da illy desde 1965, na via Flavia, em Trieste, na Itália.

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A história do café illy em Trieste

O espresso faz parte da vida dos italianos não é de hoje, mas como a Itália não oferecia boas condições para o plantio do café, ele era – e ainda  é – importado e, assim como uma série de outros produtos, chegava pelo porto da cidade.

De origem húngara e formado em economia, Francesco Illy chegou à Trieste depois da Primeira Guerra Mundial e, atento às oportunidades, fundou a illycaffè em 1933.

Trieste já pertenceu ao Império Austro-Húngaro e foi cenário de acontecimentos importantes da Primeira e também da Segunda Guerra Mundial.  Ainda hoje, a cidade é de grande importância para a movimentação da economia italiana.

Desde 1965, a sede do Café illy é na Via Flavia. Um único blend de café 100% arábica é comercializado. De acordo com Moreno Faina, Diretor da Universidade do Café, 120 mil toneladas de café chegam à fábrica por dia. Os grãos chegam de 9 das melhores regiões produtoras de café arábica do mundo e o Brasil é o principal fornecedor

São consumidas mais de 7 milhões de xícaras de café illy por dia em mais de 140 países.

O café chega verde em Trieste. Com a tradição e o apoio de toda a estrutura de ciência e tecnologia que a illy tem internamente, os grãos são selecionados digitalmente um por um, passam pela torra e são embalados. Parece muito simples, mas não é.

Para cada um desses passos, estão envolvidos muitos profissionais e a preocupação com a excelência é algo que pude notar em todos os setores da empresa. Fiquei impressionada com o laboratório e a fábrica, mas pouco pude fotografar por lá.

Parte de uma das máquinas internas da Fábrica, em Trieste.

Alguns marcos históricos do café illy

  • 1934 – A illycaffè registra patente do sistema de pressurização, que usa até hoje. Com ele, o aroma e frescor do café fica garantido e pode ser exportado  por todo o mundo.
  • 1935 – Francesco Illy inventa a Illeta, precursora das máquinas de café espresso que conhecemos hoje. Essa foi a primeira máquina de café de alta pressão.
  • Anos 1940 – Ernesto, filho do fundador, se forma em química e cria um laboratório internamente para aprimoramento dos produtos com apoio de pesquisa e tecnologia.
  • 1988 – Illy registra a patente de máquina que faz a seleção digital dos grãos perfeitos de café.
Essa embalagem inicialmente era produzida para ser refil. A aceitação foi tão boa, que ela passou a ser vendida assim.

Além do logo da marca, que foi redesenhado por James Rosenquist em 1996, outros três marcos históricos importantes ocorreram nos anos 90. O Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso começou em 1991, a illy Art Collection começou em 1992 e a Universidade do Café foi aberta em 1999.

Confira mais detalhes sobre eles:

Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso

Sempre prezando pelos grãos de café de qualidade e pelos princípios da sustentabilidade, a illy foi a pioneira na compra direta de fornecedores. Neste ano de 2018, o Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso chega à sua 28ª edição.

Desde 1991, a ideia do Prêmio foi justamente para facilitar a seleção dos melhores cafés do mundo desde a sua origem. O cafeicultor pode se inscrever e enviar quantas amostras de café desejar, mas somente concorrerá com a melhor avaliada. As análises são feitas considerando: aspecto, seca, cor, tipo, peneiras, teor de umidade, torração e qualidade da bebida, inclusive com degustação para espresso.

Segundo Anna, essa foi a forma que eles encontraram de garantir excelência e qualidade em todo o processo do café illy. Perguntei para Anna Illy o que é tomar café para ela. Dê o play para assistir a resposta:

Università del Caffè

Em 1999, nasceu a Universidade do Café, com o objetivo fornecer treinamento acadêmico abrangente e prático para cafeicultores, baristas e amantes do café e também difundir a cultura da bebida. A Universidade abriu inicialmente em Napoli e em 2002 foi transferida para Trieste. São 28 sedes pelo mundo – parceria inclusive com a Universidade de São Paulo (USP) – e 26 mil formandos no último ano.

Para o Mestrado Internacional em Economia e Ciência do Café (International Masters in Coffee Economics and Science Ernesto Illy), todos os anos é disponibilizada uma bolsa integral para um brasileiro, reforçando ainda mais esse laço entre a illy e o Brasil. Para a próxima turma, as inscrições para a bolsa já terminaram. Pagantes podem se inscrever de 16 de junho até 1º de outubro de 2018, diretamente pela Fundação Ernesto Illy. Envie um e-mail para  master@illy.com e saiba mais detalhes.

Parede interna da sede da Illy mostra o grão de café logo que é colhido.

illy Art Collection

Uma xícara de porcelana pode levar mais arte, cultura e beleza para o seu momento do café. Ideia de Francesco Illy, irmão de Anna, a illy Art Collection surgiu em 1992. Há mais de 25 anos, artistas renomados são convidados para estampar sua arte em xícaras de café e de cappuccino em coleções incríveis.

Artistas de fama internacional, grandes mestres e jovens talentos da arte contemporânea já participaram do projeto. As xícaras vêm com certificado de autenticidade e são numeradas.

Ainda sobre a visita de hoje, na @illy_coffee, em Trieste. Ganhei de lembrança essa linda xícara da illy Art Collection, exclusiva e assinada pelo fotógrafo Maurizio Galimberti. Essa especificamente é uma homenagem à regata Barcolana, um dos eventos mais famosos da cidade de Trieste, que chega a ter mais de 2 mil embarcações. A coleção recém-lançada traz 6 xícaras de café com fotos de cidades emblemáticas da Itália e essa é uma delas. Maurizio é conhecido pelos mosaicos de Polaroid compostos de retratos do mesmo tema, em diferentes ângulos. A illy Art Collection existe desde 1992 – ideia de Francesco Illy – e a cada ano um artista convidado tem a oportunidade de estampar sua arte num conjunto de xícaras de porcelana para inspirar ainda mais o nosso momento do café. Essa ligação com arte, para mim, é um dos pontos fortes da marca. Sou fã da iniciativa! Para quem ainda não viu, corra no Stories que ainda dá tempo de conferir como foi a visita na #illycaffè. ☕❤ #UmCafezinhoPeloMundo #illyartcollection #livehappilly

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Sempre reforçando essa ligação do café com a arte e a tradição italiana, a empresa voltou a investir em Marketing em 2017. O tenor italiano Andrea Bocelli é quem protagoniza a campanha:

Hoje, a empresa tem mais de 1200 empregados e cerca de 244 lojas illy em 43 países.

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No blog Cappuccino e Cia, você pode conferir também o artigo sobre a visita no Sítio Daniella, em Pardinho, um dos fornecedores brasileiros do Café illy. Clique aqui.

*Agradecimento especial à Anna Illy e Moreno Faina pela recepção e também à Agência Ads Brasil

Você gostou de saber mais sobre o café illy na Itália e sua relação com o Brasil? Conte nos comentários. Se você quer ver mais detalhes dessa experiência, as máquinas de torra, de seleção digital de grãos, etc., confira nos Destaques do InstaStories do @UmCafezinho. 

Fotos: Fernanda Haddad ©

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Gran Caffè Defilla funciona desde 1914, em Chiavari

O Gran Caffè Defilla foi a primeira cafeteria histórica que conheci neste retorno à Itália. Fica no centro histórico da cidade de Chiavari, na costa da Ligúria, região bastante badalada durante o verão europeu especialmente. As praias são lindas e, independentemente da época que você for visitar, não tem como não gostar.

A história do Gran Caffè Defilla

O Gran Caffè Defilla foi fundado em 1914 por Gaspero Defilla, integrante de família vinda da Suíça para a Itália. Ele comprou o restaurante dos irmãos Sanguineti e começou, então, a reestruturar o espaço, que conta com 15 lindas e grandes janelas com vista para as arcadas do Corso Garibaldi.

 Frequentado pela burguesia, políticos importantes e pelos intelectuais do começo do século XX, o lugar é ainda hoje conhecido pelos produtos e serviço de alta qualidade mesmo tendo passado por diversos donos.

O café é divido em salas, todas bem decoradas no estilo clássico e floral e mesas em madeira, além dos candelabros de vidro do final do século XIX. Destaque para a sala de chá e a enoteca, que foi implantada algum tempo depois, e que hoje oferece bons rótulos para degustar ali ou levar para casa. Na calçada também há mesas com aquecedores no período de inverno.

O cardápio é farto não só de cafés, acompanhamentos e vinhos, mas de boa comida também. Vale a parada para qualquer refeição do dia. Na confeitaria, destaco a torta de maçã com sorvete de baunilha (famosa!) e todos os doces com chocolate (só porque eu amo chocolate). O cappuccino, o chocolate quente e o toast de queijo são maravilhosos!

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Gran Caffè Defilla

Endereço: Corso Garibaldi, 4 – Chiavari (Ge)

Horário de funcionamento: aberto todos os dias das 7h30 a meia-noite. Aos feriados, podem ocorrer alterações.

Telefone: +39 0185 309829

Conte nos comentários a sua opinião sobre o Gran Caffè Defilla. Tem vontade de conhecer? Já visitou? Coloque no seu roteiro de viagem para a Itália. Ali no canto direito você pode fazer a sua reserva de voo e hospedagem pelo Booking. Facilitamos a sua vida e você ajuda o blog a continuar trazendo conteúdos interessantes sobre as cafeterias históricas pelo mundo. Vai compartilhar? Use a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

Fotos: Fernanda Haddad ©

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Café suspenso é tradição na Itália. Já ouviu falar?

A tradição do café suspenso tem origem na cidade de Nápoles, no Sul da Itália. Não se sabe exatamente como tudo começou, mas é certo que foi no período da Segunda Guerra Mundial. Em um tempo de tanta escassez, o café suspenso era – e ainda é – considerado um pequeno gesto de gentileza protagonizado pelo café: você paga o seu e deixa mais um pago para o próximo cliente que não tiver condições financeiras, tudo de forma anônima.

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Café suspenso: de Nápoles para o mundo

A história do café suspenso começou em Nápoles e, aos poucos, foi se espalhando pelo resto da Itália e para outros países do mundo. Hoje, até mesmo cafeterias no Brasil praticam a ideia. Alguns lugares são mais organizados quanto a isso: ou fazem uma lista dos cafés suspensos e deixam no caixa para controle ou deixam um recipiente no balcão para que os recibos sejam depositados. Assim, quem não tem como pagar, entra, pega o recibo e toma o seu café. Claro, que depende muito da honestidade de quem atende, mas aí já é outra história.

Tomar café na Itália faz parte da cultura e é também um ato social. É um bom motivo para fazer aquela pausa no meio do dia, bater um papo e descansar a cabeça, além do que essa é uma boa maneira – e barata – de se fazer o bem sem olhar a quem. Afinal, todo mundo merece um cafezinho, né?

Experiência da Editora na Itália

Como surgiu no Sul da Itália, a prática do café suspenso é mais comum à medida que se chega mais perto de lá. Passei exatos 3 meses no Norte da Itália, para fazer o processo da minha cidadania italiana, e uma das tradições que eu mais queria ver de perto era essa.

Fiquei perto da cidade de Treviso, na região do Veneto. Foi lá na cidade de Istrana que encontrei essa plaquinha. Na legenda tem a tradução:

Essa foi a única cafeteria de todas que eu fui que encontrei um aviso sobre o café suspenso. Acho provável que tenha em muitas das que eu estive, mas não é tão explícito. Esse ano pretendo retornar à Itália e aí, sim, vou visitar todas as cafeterias que ficaram só na vontade.

Aqui no Brasil sei que isso acontece em alguns lugares porque já vi pela internet e pelas redes sociais, mas, de fato, nunca presenciei um estabelecimento que pratique o café suspenso por aqui. Quem conhecer algum bacana pode colocar nos comentário que eu vou amar saber.

De coração, torço para que essa iniciativa se espalhe. Acho lindo o poder transformador que o café pode oferecer para a sociedade.

Comece você a corrente do café suspenso

Deixo aqui uma sugestão para fazer na Itália, no Brasil ou onde você estiver: quando parar para tomar um cafezinho e puder, é claro, deixe mais um pago. Avise ao atendente para oferecer a quem não puder pagar. Comece a corrente. Quem sabe você não inspira mais alguém pelo caminho!

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Foto de destaque: Pixabay

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Caffè Florian: parada obrigatória em Veneza

Tudo começou em dezembro de 1720 e segue operando maravilhosamente bem desde então. O Caffè Florian tem quase 300 anos, gente! Ele é o café mais antigo da Itália e tem esse nome em homenagem a Floriano Francesconi, o primeiro proprietário da casa.

A história do Caffè Florian

O Florian já foi cenário de mudanças econômicas e sociais importantes e no começo eram apenas 2 salas. O que vemos hoje é resultado da última restauração, começada por volta de 1858 e terminada em 2012, com 3 salas a mais. São 5 salas, todas com afrescos, sofás em veludo vermelho, detalhes em dourado e mármore.

Tem a Sala do Senado, a mais importante para os Venezianos, dada a sua importância histórica e artística. Em 1893, foi ali que nasceu a ideia Bienal de Veneza, que viria a sair do papel 2 anos depois; a Sala Chinesa, com obras de Antonio Pascutto; a Sala Oriental, com pinturas do veneziano Giacomo Casa, datadas da segunda metade do Século XIX; a Sala das Estações, toda em motivos florais, com a inspiração do famoso arquiteto italiano Ludovico Cadorin; e, por último, a Sala Liberdade, que é a menor de todas e também tem influência floral. Essa última tem espelhos pintados à mão e foi criada em 1920 para marcar o bicentenário do café e mais tarde foi usada para armazenamento. Em 1986, foi restaurada e voltou a funcionar.

Estar em uma das salas do Florian é como voltar no tempo! Goethe, Rousseau, Balzac, Marcel Proust e Modigliani são alguns exemplos de frequentadores do Caffè nesses quase 300 anos de vida, já que por algum tempo era a única cafeteria que permitia a entrada de mulheres.

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O cardápio do Caffè Florian

Para comer, pedimos um Toast Florian (com presunto, queijo e um molho da casa delicioso), um Tiramisù (dos deuses!!!) e dois cafés, sendo o da esquerda o Caffè dell’Imperatore (café, licor de zabaione e creme de leite) e o Caffè del Doge (café, creme de gianduia da casa, creme de leite e avelã). Tem opções para todos os gostos e é difícil escolher! Dá uma olhadinha aqui no cardápio completo.

Não é barato, tá? (A conta da mesa abaixo ficou em torno de 50 euros). Mas, garanto que é uma experiência histórica e gastronômica que vale a pena!

Caffè Florian

Endereço: Piazza San Marco, 57, Veneza (Itália)

Aberto todos os dias. De segunda a quinta-feira, das 10h às 21h. Sextas e sábados, das 9h às 23h. Domingos, das 9h às 21h.

E-mail: servizi@caffeflorian.com

Tel.: +39 041 520 56 41

Gostou de conhecer um pouquinho mais sobre o Caffè Florian em Veneza? Deixe um comentário e compartilhe com seus amigos usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

Foto de destaque: Pixabay

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