Cafés coados: diferenças entre métodos de extração

Tem dia que tudo o que a gente quer é o afago de um café coado na hora, não é mesmo? Por sorte, hoje em dia a gente consegue isso até estando fora de casa. Já são várias as cafeterias que disponibilizam os filtrados para seus clientes. Isso parece perfeito até o momento em que a gente entra na loja para pedir nosso café. Olhamos o cardápio e lá tem: Hario V60, Kalita, Aeropress, Prensa Francesa e por aí vai. Todos eles são cafés coados, mas feitos de formas diversas.

Arte: Cinthia Bracco

Ter diferentes métodos de preparo disponíveis é muito legal, pois cada um deles tem suas particularidades e a gente sente isso na xícara. Porém, nem sempre o barista explica as diferenças e nem sempre temos tempo para ouvir.

Resolvi falar um pouquinho dos principais métodos de extração que encontramos por aí. Assim,  da próxima vez, você já vai saber qual deles faz mais o seu estilo ou até mesmo o que esperar caso resolva provar algo diferente.

Leia também: 

Conheça os principais métodos de extração dos cafés coados

Hario V60

Hario é o nome de uma empresa japonesa que nasceu nos anos 20, fabricando artigos de vidro para laboratórios médicos. Hoje é muito conhecida no mundo do café pelos diversos tipos de produtos que desenvolveu para essa área.

Um de seus principais itens é o V60,  um equipamento muito similar ao Melitta visualmente. Porém, se a gente olhar bem, vai notar que a abertura da base é maior, que na parte de dentro tem linhas em espiral e que seus filtros são cônicos e mais porosos.

Resultado: uma bebida com doçura e, principalmente, acidez acentuadas.

Foto: Cinthia Bracco

Kalita Wave

Também de origem japonesa, a Kalita costuma encantar alguns coffee lovers. Quando a gente olha para ela, acha que também é um cone, mas chegando mais perto, percebemos que a base é achatada. Possui furos pequenos em forma de triângulo e relevos circulares na parte interior.

Outro diferencial é seu filtro, que lembra bastante uma forminha de cupcake. A ideia é que esse tipo de filtro previna o contato da água com as paredes do coador para manter ao máximo sua temperatura. O café tem que sair pelos três furinhos ao mesmo tempo e com o mesmo fluxo. A extração  desse método requer técnica e, por esse motivo, é considerado por alguns baristas uma das mais difíceis.

Resultado: café com acidez e doçura equilibradas.

Foto: Cinthia Bracco

Aeropress

Desenvolvida nos EUA por Alan Alder, um especialista na criação de brinquedos, que queria muito uma forma prática de beber café. A Aeropress é toda feita de plástico e você pode utilizar filtro de papel ou metal. É um método que faz café coado com pressão, assim como acontece com o espresso, só que ao invés da pressão da água, na Aeropress a gente tem a pressão do ar.

É um método muito versátil e querido pelos baristas. Tanto que até existe um campeonato só para ele. Além da pressão, dependendo da receita, também pode ser usado um tempo de infusão.

Resultado: café rico em açúcares e óleos essenciais próprios do grão.

Foto: Cinthia Bracco

Prensa Francesa

Historiadores observaram que um equipamento muito similar ao que temos hoje apareceu nas cozinhas francesas por volta de 1850, mas foi um designer italiano que, em 1929, a registrou.

A prensa francesa ou french press é um método que utiliza infusão. A extração em si ocorre após empurrarmos seu êmbolo para baixo, o que vai fazer com que o pó de café seja separado da bebida. Não é necessária a utilização de filtro de papel. Em uma outra ocasião a gente falou bastante da prensa. Se você não lembra e tiver curiosidade, dá um olhada.

Resultado: bebida equilibrada e intensa.

Foto: Pixabay

Chemex

Criada em 1941 nos EUA por um químico alemão, a Chemex parece uma garrafa bonita de vidro quando você a olha pela primeira vez. Na verdade, não deixa de ser, mas ela também faz uma excelente xícara de café.

Possui filtros de papel especiais, mais grossos e em formato circular, que dobrados formam um cone. Não há um suporte, o filtro é encaixado no próprio recipiente de vidro. Depois disso, é só colocar café moído e fazer a extração.

Resultado: uma bebida saborosa, leve e extremamente limpa.

Foto: Pixabay

 

Agora quando o barista  perguntar qual método você prefere, já vai ser mais fácil escolher. Você já tem o seu preferido? Qual dos cafés coados gostaria de provar?

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto de destaque: Pixabay

Compartilhe com seus amigos:

Cold brew: de onde surgiu, como é feito e muito mais

Café frio ou gelado ainda causa estranheza em muitos brasileiros, mas aos poucos essa forma de consumir a bebida vai ganhando espaço e o coração dos coffeelovers. Hoje eu vou falar do cold brew.

A história do cold brew

Apesar de a gente ter ouvido falar muito do cold brew nesse último ano, sua história começou já tem um bom tempo. E não estou falando de quando a bebida apareceu nas cafeterias dos EUA e Europa. Historicamente, surgiu em meados do século XVII.

A partir da necessidade de transportar o café em viagens e guerras, os holandeses tiveram a ideia de produzir um tipo de extrato de café. Os japoneses relacionaram o método com a forma de produzir chá, sempre muito presente em sua cultura, fazendo com que essa bebida também ficasse bem conhecida na terra do sol nascente.

Porém, naquela época a forma de consumo era um pouco diferente. O extrato era misturado em água quente e dali saía um café quentinho. Se a gente pensar bem, era quase como o café solúvel de hoje em dia.

Somente por volta de 1837, na França, é que a bebida passou a ser consumida gelada, mais parecida com a que fazemos atualmente. Depois disso e do auge desse formato que aconteceu no Japão na década de 60, as técnicas foram se aperfeiçoando até chegarem às latas a garrafinhas de cold brew que a gente vê nas prateleiras.

Leia também:

Como é feito o cold brew?

O cold brew nada mais é que a extração de café a frio. Ele é feito a partir de duas maneiras: infusão ou gotejamento. Para ambas, a moagem do café deve ser grossa.

Na primeira, basta deixar o café infusionado em água gelada durante algumas horas – o tempo exato e a proporção (café x água) vão depender de cada receita. Depois, é só fazer a separação do líquido.  Um equipamento que a gente pode usar para fazer o cold brew em casa é a prensa francesa. Ao final do período em infusão, basta abaixar o êmbolo. Se você não tiver a prensa ou quiser uma bebida com menos resíduo, dá para usar um coador de pano.

A segunda maneira, gotejamento, já demanda um equipamento próprio, que é um tipo de torre composta por três recipientes: um para a água gelada (em cima), outro para o café moído (meio) e um vazio (base) para receber a extração. No recipiente em que colocamos a água, tem uma torneirinha. É ali que a gente controla o fluxo do gotejamento, que deve ser bem lento.

Sim, nós temos cold brew!

Apesar de não ser um assunto super novo, falar de cold brew é legal porque ainda tem gente descobrindo a bebida por aqui. Se a gente prestar um pouquinho de atenção, vai perceber que o mercado cresceu nesse último ano e continua evoluindo. Até a Starbucks lançou sua bebida há uns meses.

Falando nisso, a gente não pode deixar de citar a True Coffee Inc., que foi uma das pioneiras na produção de cold brew no Brasil. Eles começaram em 2014 e até hoje são referência no assunto, seja pela inovação ou pela qualidade.

Uma marca mais recente é o Amigo Cold Brew, que vale ser citada por seu diferencial na criação de sabores diferentes.  Sempre usando ingredientes naturais e livre de aditivos, a gente pode beber cold brew de limão siciliano e alecrim e até maracujá com canela!

As novidades não param por aí. Tem até clube de assinatura de cold brew, que você recebe a bebida em casa todo mês. O Sede de Café, por exemplo, tem produção artesanal e faz todo um trabalho informativo, dando detalhes sobre o produto que eles estão enviando, além de sugerir formas de consumo.

Muitas cafeterias também fabricam seu próprio cold brew, seja para oferecer ao seu cliente como produto final ou para usar como ingrediente nos drinks da casa. Aproveite que o verão está aí e prove o café gelado!

Sozinho ou acompanhado

Sempre uma boa pedida cafeinada no calor, o cold brew vai bem de qualquer jeito. Pode ser só com gelo, misturado com tônica e até com gim, por que não? 😉

O legal é criar e dar uma chance para o café gelado. São outras sensações de aromas e sabores. Para se ter uma ideia do que o cold brew é capaz, confira duas receitas que a Revista Espresso publicou há um tempinho: Cold Citrus e Coconut Coffee. A gente se refresca só de ler!

E vocês, gostam de cold brew? Alguém tem outra receita para compartilhar? Conte nos comentários.

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Fotos: Depositphotos

Compartilhe com seus amigos:

Como fazer café na cafeteira italiana

A cafeteira italiana – ou moka, como também é conhecida – foi inventada em 1933 por Alfonso Bialetti. A história conta que sua inspiração veio de mulheres lavando roupa em um tanque que distribuía sabão e água quente através de uma tubulação central. A partir daí, surgia a ideia da cafeteria a vapor, que pouco mudou desde sua criação.

Dentre os métodos, esse é o que mais se aproxima do espresso, por levar às nossas xícaras um café encorpado e de sabor intenso. Perfeito para pessoas que, assim como eu, precisam de uma boa dose de cafeína para acordar de manhã.

Como fazer café na cafeteira italiana (moka)

Falando sobre a parte um pouco mais prática, vamos, então, explicar como fazer café na cafeteira italiana. Caso você tenha alguma dúvida sobre esse equipamento, vai ver que é muito fácil de usá-lo. Se você ainda seguir nossas dicas de ouro, aí não vai ter pra ninguém. 😉

A água fervente da parte inferior gera vapor, que pressiona a água quente para fora desse compartimento. Assim, a água passa pela parte central, onde está o café e, por fim, chega à parte de cima, que é quando veremos nosso cafezinho pronto. É um processo que depende da pressão do vapor e da gravidade.

Leia também:

A marca mais conhecida é a Bialetti, claro. No entanto, é possível encontrar outras marcas, diferentes tamanhos e preços. Se você gosta da ideia de fazer café na moka, opções não faltam no mercado.

E você, já provou café feito na cafeteira italiana? Gostou das dicas como fazer café na cafeteira italiana? Tem mais alguma dica para compartilhar com a gente? Escreva nos comentários.

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto de destaque: Pixabay

Compartilhe com seus amigos:

Como fazer café na prensa francesa

Imagine uma boa xícara de café coado, com bom corpo, equilibrado e intenso. Se a ideia te agrada, é sinal de que french press é um método de prepado indicado para você. Hoje eu vou falar sobre como fazer café na prensa francesa. Além dessas características, esse é um equipamento não requer filtro de papel e nem troca das peças, o que faz dele um dos produtos mais ecologicamente correto para extração de café.

No entanto, os pontos fracos, para algumas pessoas, seriam a presença de resíduo na xícara e a limpeza, que não é difícil, mas acaba dando um pouquinho mais de trabalho do que simplesmente descartar o filtro de papel no lixo. Vamos falar um pouco mais sobre isso e também algumas dicas de preparo.

Para o preparo, além da prensa em si, que você encontra em diversos tamanhos, modelos e preços – que variam de R$ 40 a R$ 400 – será necessário também água quente, uma colher ou mexedor, café em grão, moinho e xícaras.

Na minha receita, eu usei 40 g de café, o que equivale a ½ xícara, e 400 g de água, o que vai dar um pouquinho mais de 400 ml ou pouco mais de dois copos americanos. Essa é apenas uma sugestão, sinta-se livre para criar sua própria receita.

Se você não tiver moinho em casa, várias cafeterias hoje em dia, moem o café na hora para o método que você pedir. No caso da prensa francesa, isso é importante porque a moagem deve ser mais grossa. Os cafés moídos que vendem no supermercado não são indicados. O pó é muito fininho, o que vai resultar em uma bebida com resíduo em excesso na xícara. Veja o comparativo do café já moído e da granulometria que precisamos para esse método:

Veja agora como fazer café na prensa francesa

Para ajudar a manter a temperatura da bebida, vamos tirar a tampa da prensa e escaldar o recipiente. Em seguida, descartamos a água e colocamos o café, já moído na granulometria adequada.

Feito isso, o próximo passo é fazer a pré-infusão, que consiste em jogar uma pequena quantidade de água sobre o café moído, suficiente apenas para cobrir e umedecer todo o pó. Esse procedimento, além de já liberar os primeiros aromas e óleos essenciais do café, vai permitir maior homogeneidade na extração.

Aguarde cerca de 30 segundos e complete com o restante da água, fazendo movimentos circulares. Misture com a colher – três “mexidas” é suficiente – e coloque a tampa, sem empurrar o êmbolo. Aguarde 3 minutos.

Passados 3 minutos em infusão, empurre o êmbolo com cuidado. Fazendo isso, você estará extraindo o café, separando o pó do líquido. Pronto! Aí é só servir as xícaras e aproveitar.

Você vai gostar de ler:

Agora que você já sabe como fazer café na prensa francesa, confira algumas dicas de limpeza e manutenção para aplicar em casa:

Dicas para limpar a french press

Antes de tirar a tampa, vire o recipiente na xícara ou na pia. Deixe escorrer a maior quantidade de líquido possível. Depois, retire a tampa e, com a ajuda de uma colher, descarte a borra no lixo ou a utilize como adubo.

O recipiente pode ser lavado apenas com água quente. A parte onde fica o filtro, na outra extremidade da tampa, deve ser desmontada para uma boa limpeza, que também pode ser feita com água quente. No máximo, use esponja, sem sabão mesmo. Depois que secar, é só montar de novo.

A desmontagem/montagem não é difícil, as partes são presas com rosca.

Com esses pequenos cuidados e não tendo um marido desastrado em casa (estou na minha 4ª prensa), o seu equipamento pode durar para sempre. Eu gosto muito desse método. Junto com a Hario V60, é um dos meus favoritos. E você? Qual o seu método preferido? Gostou de aprender como fazer café na prensa francesa?

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Fotos: Cinthia Bracco

Compartilhe com seus amigos:

Água e café: entenda a importância dessa relação

Falamos muito sobre a qualidade do café, sua origem, tipos de torra, formas de extração. Porém, você já parou para pensar que a maior parte da sua bebida na xícara é composta por água?

Nesse momento, talvez, você pode estar pensando: “Água não é tudo igual: inodora, insípida e incolor?”. É aí que você se engana!

Vamos falar mais a fundo sobre a relação entre água e café?

Coisa de gente grande

Esse é um assunto tão sério que, hoje em dia, existe gente especializada: sommelier de água. Esses profissionais, entre outras atividades, até participam de degustações competitivas para escolher a melhor água.

Falando mais especificamente de café, é possível encontrar cursos focados em como esse líquido influencia no resultado da bebida.

Que tipo de água devo usar?

Na hora de fazer um cafezinho em casa, muitas pessoas têm dúvida sobre qual tipo de água deve ser usado para a extração. Da torneira, filtrada, mineral?

Você pode usar a filtrada, assim como eu, ou a mineral. Jamais a da torneira, que possui cloro, o que diminui as características aromáticas de seu café. Além disso, um estudo recente realizado pela Orb Media comprovou que há microplásticos na água da torneira de todo o mundo, incluindo no Brasil.

Água e café: a temperatura ideal na hora do preparo

Entre 92°C e 96°C, essa é a temperatura indicada para preparar o café. Água muito quente pode realmente alterar o sabor da sua bebida, dando aquele gostinho de queimando. Se muito fria, possivelmente você não conseguirá extrair todo o potencial do café.

Agora vamos lembrar um pouco das aulas de ciências. O ponto de ebulição da água está relacionado à pressão atmosférica. Ou seja, a água ferve em temperaturas diferentes dependendo da localização com relação ao nível do mar. Quanto maior a altitude, menor será o ponto de ebulição. Por isso, aquela história de que você deve desligar o fogo assim que as bolinhas começarem a se formar, não é necessariamente verdade.

Eu moro na cidade de São Paulo e sim… Já usei termômetro para saber qual é a temperatura de ebulição na minha casa. Fervendo, ainda com o fogo ligado, marcou 95°C.

Você vai gostar de ler:

Faça o teste

Se você é movido a curiosidade – como eu sou – faça o teste. Devo confessar que me surpreendi quando fiz degustação de água. Essa é uma variável muito importante da sua bebida na xícara, a qual não deve ser ignorada.

Agora você tem mais um motivo para tomar café! Já coloca na lista do mercado uns três tipos de água e depois fala pra gente o que achou da experiência.

Gostou de saber da importância da relação entre água e café? Conte nos comentários.

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto: Pixabay

Compartilhe com seus amigos:

Coador de pano ou de papel?

Os coados estão com tudo! Em diversas cafeterias do país já é possível tomar um cafezinho passado na hora. Até o nostálgico coador de pano voltou a ganhar força e hoje ainda habita muitos lares brasileiros. Na hora de escolher o que beber ou qual comprar, pode surgir a dúvida: coador de pano ou de papel? Se essa pergunta já passou pela sua cabeça ou se você é um coffeelover curioso, esse post é para você!

Coador de pano ou de papel: dicas para ajudar na escolha

Vamos falar agora sobre algumas características de cada um deles para você ter mais informações na hora de decidir.

Coador de papel

É inquestionável a sua praticidade. Usou, jogou fora. O odor e resíduo do papel é eliminado quando molhamos o filtro com água quente, antes de colocar o café para fazer a extração.

O uso dele não requer cuidados de higiene para prevenir bactérias. Em termos de grana, vai sair mais caro. Sob a ótica da sustentabilidade, considerando não só o tempo de vida na natureza, mas também o seu processo de produção e quantidade utilizada, vai ser mais agressivo ao meio ambiente.

Na xícara, o papel vai absorver um pouco mais os óleos e deixar o café menos encorpado. Mesmo assim, o resultado será de uma bebida saborosa, aromática e limpa.

Coador de pano

Só de escrever essas palavras, já imagino a vida no campo, o fogão de lenha e o cheirinho de café. Consequentemente, eu lembro da minha avó, que vivia me contando histórias do interior. Para mim, o coador de pano tem algo a mais: afeto.

Indo dessa calmaria para o nosso dia-a-dia, coador de pano acaba sendo inviável na opinião de algumas pessoas. Não é nada prático. Também é recomendado umedecê-lo antes do colocar o café para a extração.

O uso do coador de pano requer limpeza e cuidados de armazenamento para evitar o acúmulo de bactérias. Deve ser lavado somente com água, sem fazer uso de sabão ou outro produto, e mantido submerso em água dentro da geladeira.

Mesmo seguindo todos esses os cuidados, o filtro de pano deve ser trocado periodicamente. Dependendo da frequência de uso, a cada dois ou três meses.

Na xícara, eventualmente pode apresentar poucos resíduos e leve sabor do café que foi extraído ali anteriormente. A bebida será levemente mais encorpada, quando comparada ao papel, e vai conter mais óleos. Aroma e sabor também serão somados ao resultado final.

Você vai gostar de ler:

Outras opções

Hoje já existem algumas opções de filtros permanentes, feitos de aço inoxidável ou titânio, por exemplo, como é o caso de produtos oferecidos pela Able Brewing e pela dinamarquesa Bodum. Não são facilmente encontrados no Brasil, mas se você tiver oportunidade de beber uma café a partir desses equipamentos, certamente vale a experiência.

Esse tipo de filtro não vai reter os óleos essenciais do café, como acontece com o pano e papel. Conserva melhor a temperatura da bebida e é fácil de limpar. O problema aqui para algumas pessoas, além do investimento, é que ele deixa passar resíduos.

Uma das coisas mais legais do mundo do café é poder experimentar, criar e descobrir novos sabores. Faça alguns testes em casa ou indo às cafeterias. Converse com o barista e preste um pouquinho mais de atenção em cada uma das maneiras para encontrar suas particularidades. Depois, vem aqui e conta pra gente de qual deles você gostou mais! Qual você usa: coador de pano ou de papel?

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto: Pixabay

Compartilhe com seus amigos:

Crema do café espresso: o que é, para que serve e como avaliar?

Hoje eu vou falar sobre a crema do café espresso. Uma das coisas mais emocionantes para um barista é fazer a extração de um espresso em xícara de vidro e observar cada detalhe daquela maravilha. Pode até parecer exagero, mas admito que mesmo em meu mau humor matinal, quando pego um espresso bem tirado,  eu consigo esboçar um sorriso e ainda dizer: “Gente, olha essa crema!”.

Todo mundo fica feliz com um bom café, mas você deve estar se perguntando o que essa tal de crema tem a ver com tudo isso. Lendo esse texto você vai perceber o quanto ela é importante e, ainda, arrisco a dizer que você nunca mais olhará para o seu espresso com os mesmos olhos.

Você vai gostar de ler:

O que é exatamente a crema do café espresso?

Crema do café espresso: duas xícaras de vidro com crema na máquinaA palavra crema vem do italiano e nós a traduzimos para o português como creme. De forma simples e direta, ela seria aquela espuminha que fica na parte de cima do espresso. Porém, como nada é tão fácil assim quando falamos sobre café, podemos dizer que crema é o resultado de uma alquimia entre quatro elementos: café, água, pressão e temperatura. É a emulsão de microscópicas gotículas de água e óleo, de textura densa, com coloração de avelã.

Para que serve a crema?

Além de dar indícios de qualidade sobre o café, a crema tem como função preservar os aromas do espresso até que ele seja bebido. Por isso, quando você diz que não quer açúcar e mesmo assim o barista deixa uma colherzinha, ele apenas quer que você misture o café. Sim, isso mesmo! Dessa forma, o aroma e óleos essências vão se misturar e você vai sentir todas as características da bebida.

Como avaliar a crema do café espresso?

Crema ideal. Foto: Cinthia Bracco

A crema deve ter uma coloração que lembra avelã, quase que dourada. Além disso, deve ter uma certa espessura e não se desmanchar (ou “quebrar”, como nós falamos). Você vai notar que mesmo misturando com a colher, ela vai se refazer.

Se for muito escura, é sinal de um espresso super-extraído. Isso significa que a extração levou mais tempo que o necessário devido a alguma variável. Pode ser o excesso de pó de café no porta-filtro, por exemplo. Xícaras ou máquina muito aquecidas também podem “queimar” a crema, dando a ela esse aspecto mais escuro e sabor amargo.

Crema fina. Foto: Cinthia Bracco

O contrário também acontece: a sub-extração. Quando isso ocorre, a gente vai notar uma crema fina, que se desmancha rapidamente. Muito provavelmente esse espresso terá pouco corpo e sabor.

Bom, agora você já sabe qual é a primeira coisa a ser observada em sua xícara de espresso. Faça uma experiência visual e sensorial em diferentes lugares. Lembre-se também de questionar o barista. Alguns de nós adoramos falar sobre café e passar nosso conhecimento.

 

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto de destaque: Pixabay

Compartilhe com seus amigos:

Você conhece o seu barista?

Todo mundo sabe que o café é uma das bebidas mais consumidas no Brasil. Ele ocupa o segundo lugar no ranking, perdendo apenas para a água, de acordo com uma pesquisa divulgada pela Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café) em 2015.

O consumo do café cresce a cada ano e, além disso, novas tendências surgem, abrindo espaço para oportunidades dentro dessa área.  Um bom exemplo são os cafés especiais. Esse mercado tem crescimento aproximado de 15% ao ano e vem conquistando não apenas consumidores, mas também profissionais que descobrem um mundo envolvente de aromas e sabores.

Todas as pessoas que compõem o processo, da plantação até a xícara, possuem um papel fundamental para que você possa tomar um café de qualidade. Existe muito estudo e dedicação, horas e horas de trabalho.

Andrea, Gabriel e Cinthia

O nosso dia-a-dia é tão corrido que, muitas vezes, nem percebemos esses pequenos detalhes e não temos tempo de parar para pensar nas pessoas que, de alguma forma, fazem parte de nosso cotidiano.

Você, por exemplo, alguma vez já se perguntou quem é o seu barista? Nós achamos que não… Por isso, na estreia da nossa coluna, resolvemos contar um pouquinho de nossas trajetórias até chegarmos a ser profissionais, que amam o que fazem e que colocam muito carinho em cada xícara de café.

Cinthia, Positive Mental Attitude

Eu sou Cinthia, filha e neta de boleira e salgadeira. Cresci em uma cozinha caseira, vendo minha avó e minha mãe fazerem suspiro, coxinha, brigadeiro, bolo, empadinha. Sempre estive em contato com a área da gastronomia de certa forma, mas escolhi estudar publicidade.

Como consequência do apoio de meus pais e de meu esforço e dedicação, tive a oportunidade de trabalhar por quase 9 anos atuando em Marketing e Comunicação. Meu último emprego nessas áreas foi em uma ótima empresa, que oferecia um salário digno e diversos benefícios, inclusive GymPass, mesa de pebolim e vídeo game.

Porém, um dia parei para analisar e percebi que, mesmo tendo chegado numa posição legal, eu não me sentia completa. Então, nessa busca interior, resolvi entender um pouco mais sobre café, algo que já há algum tempo me interessava muito. Cursei o Barista Júnior no Coffee Lab. Me apaixonei, ali, naquele curso. Fui lá e fiz o Sênior. Aí, percebi que não era apenas uma paixonite de verão, era o que eu queria para a minha vida.

Entre sonhos e devaneios, um dia surgiu um post na minha timeline do Instagram, publicado pela Um Coffee Co.: Precisamos de Barista/Ajudante Geral. Eu, que já imaginava ser demais trabalhar nessa cafeteria, fiquei com aquela vaga na cabeça. Depois de muito pensar, resolvi mandar o meu CV.

Após três dias montando um currículo – afinal, como eu iria tentar explicar uma mudança dessas de carreira? -,  enviei o e-mail para o endereço indicado. Fui até a cafeteria duas vezes para entrevistas. E, desde o meu primeiro contato com eles, eu pensava todos os dias que eu ia conseguir. Eu queria muito estar lá, até troquei a senha do meu computador do escritório para UmCoffeeCo. Sério.

Então, num sábado de outubro, recebi o e-mail de um dos proprietários dizendo que eles tinham me escolhido. Eu fique tão feliz, mas tão feliz que até chorei de emoção. Juro que isso não é nenhuma técnica de storytelling, eu chorei de verdade! Assim começou minha vida como barista e a cada dia eu tenho mais certeza de que fiz a escolha certa.

Gabriel, Explorador

Escrever um texto nunca é fácil, principalmente quando ele é baseado em você. Digo isso porque antes de começar a digitar essas primeiras palavras me deparei com uma daquelas “lembranças” do Facebook. Um Gabriel com seus 25 anos, cheio de esperança, energia e praticamente fechando um acordo vitalício com o universo. Porém, como qualquer burocrata engravatado, o universo é alguém de quem você precisa duvidar. As coisas se perdem no meio do caminho, as escolhas se tornam maiores e as dúvidas crescem muito mais do que as certezas. Acho que esse pode ser considerado um dos principais motivos que faz alguém virar um barista.

Eu cresci em uma família em que todas as minhas ideias ganhavam reticências e alguém falava: “Ok Gabriel, se você quer mesmo construir uma máquina do tempo, iremos te apoiar”. Isso me deu a chance de explorar uma série de coisas, conhecer diferentes pessoas e testar o máximo de possibilidades possíveis. Foi aí que me deparei com o universo do café e, consequentemente, com o Barismo. Depois de perambular por diferentes carreiras, achei que precisava mais. Tinha que me reinventar de alguma forma e começar do zero de novo. Fiz um curso de barista e, em pouco tempo, já estava empregado. Além de conhecer pessoas incríveis as quais gostaria muito de guardar dentro de um potinho e carregar por aí, a profissão já me possibilitou expandir diferentes sensações, que estavam hibernadas dentro de mim, e até mesmo um talento despercebido.

Ainda é cedo para dizer que ficarei nesse ramo para sempre, mas no momento o café e tudo que o rodeia tem sido meu ópio durante esses últimos meses e, pelo andar das coisas, acho que esse vício ainda tem muito para render.

Andrea, Punk Rock Girl

O café apareceu na minha vida em 3 ondas. A primeira por volta dos 5 anos de idade. Nesta época eu morava num sobrado cor de rosa pastel, cujo chão era um mosaico de tijolinhos vermelhos, amarelos e pretos. Sendo a mais velha de 3 irmãos, sobrava sempre para mim ajudar nos afazeres domésticos.

Não podia tomar café porque era muito nova, mas tinha de servi-lo para as visitas e, foi numa dessas ocasiões, que acabei derrubando uma bandeja cheia de xícaras de café em mim mesma. Veja bem: minha mãe nunca respeitou o limite de temperatura da água de 90 a 100 graus, ela sempre a fervia bem antes de coar o seu café tradicional. O acidente acarretou em uma cicatriz que carrego até hoje.

A segunda onda se deu na minha adolescência quando, diagnosticada com gastrite nervosa e início de úlcera, tive de começar um tratamento médico com uma dieta bem restrita. Nessa época eu gastava todo o meu salário em CDs, revistas musicais da “gringa” e equipamentos para a minha banda riot grrrl. Lógico que sempre guardava uns 10 “conto” por semana para os meus prazeres proibidos – junk food e café de padoca.

Caro leitor, vamos esclarecer uma coisa: se você tem úlcera, beber um café preto tradicional, daqueles carbonizados mesmo, é a coisa mais punk rock do universo, cara! E eu fui uma adolescente bem punk rock.

A terceira onda foi mais uma tsunami, dessas que destroem tudo e te fazem recomeçar do zero. Sou geração X, nunca tive medo de mudar de carreira. Já fui secretária, fotógrafa, assistente pessoal, professora de inglês e tive um brechó e loja de acessórios. Quando ser dona do próprio negócio parou de ser lucrativo, acabei fazendo uns extras nos finais de semana para ajudar no orçamento. Hostess, bartender, garçonete, o que aparecesse…

Até que acabei descolando um trampo de bartender num café bar que trabalha com cafés especiais. Foi paixão ao primeiro gole. A partir daí, fiz curso de barista, de métodos de preparo e de águas (Sim! Existe um curso que explica como os diferentes tipos de águas influenciam no café, mas isso é assunto pra uma próxima coluna). O interessante é que o café é muito mais complexo do que se imagina e estar na área do barismo é ser um eterno estudante, não só da bebida, mas de tudo que a envolve: terroir, torra, variedades, etc.

Atualmente, trabalho em uma cafeteria que me proporciona as ferramentas para me aprimorar como barista. Me sinto muito realizada e aguardo ansiosamente a 4ª onda do café.

Está no ar oficialmente a coluna Litros de café, assinada por Cinthia, Gabriel e Andrea, sempre às quartas-feiras. Conte sua opinião nos comentários e compartilhe usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto de destaque: Pixabay

Compartilhe com seus amigos:

Como fazer café coado no Hario V60

Tá na hora do café! A verdade é que, para quem ama um cafezinho mesmo, toda hora é hora. Um dos métodos de preparo da bebida é o filtrado no Hario V60, um coador desenvolvido no Japão. Ele se parece com aquele coado tradicional, mas tem algumas características que diferem, inclusive, o sabor do cafezinho. Quer entender direitinho e saber como fazer café coado no Hario V60 em casa sem errar? Olha só:

Hario V60 versus coador tradicional

Uma das diferenças desse método em relação ao do coado tradicional é a estrutura interna do coador, que tem espirais. Isso faz com que a água, ao ser despejada ali, siga o fluxo dessas espirais passando pelo pó de café mais rapidamente, sem obstáculos, também por causa do tipo de filtro de papel. Ele, por sua vez, tem o formato de um cone, sem aquela base reta do método coado tradicional.

O mercado oferece Hario V60 em diversos materiais e tamanhos: tem de vidro, de cerâmica, de acrílico e de porcelana, como essa que você vai ver no vídeo. Alguns materiais são capazes de reter mais o calor do que outros. Esse é um ponto que também interfere no resultado, mas depende do gosto de cada um, não tem certo e errado nesse caso. A abertura do Hario V60, por onde o café passa ao ser coado, é maior do que aquele coador tradicional. Isso também influi no resultado do sabor, já que reduz o tempo de contato da água com o pó.

Você vai gostar de ler:

Passo a passo de como fazer café coado no Hario

Veja as recomendações do barista Ricardo, da Suplicy Cafés Especiais, para fazer um bom cafezinho filtrado usando o Hario V60 em casa.

  1. Para cada 10 gramas de café, use 100 ml de água;
  2. Escalde o filtro com água quente;
  3. Em seguida, coloque o pó de café;
  4. Pré-infusão: coloque um pouco de água de forma que umedeça todo o pó de café;
  5. Despeje o restante da água fazendo movimentos circulares e aguarde uns minutinhos até que a água termine de passar pelo filtro. Voilà.

Dica importante: não deixe que a água chegue no ponto de fervura. Aí você queima o café e a bebida não fica tão boa quanto poderia.

É recomendado usar a moagem média do grão que você preferir. O resultado é uma bebida saborosa e limpa, sem aqueles resíduos de café no fundo da xícara, sabe?

Gostou de saber como fazer café coado no Hario V60? Você gosta desse método de preparo? Conte nos comentários e compartilhe com os amigos nas redes sociais, usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto: Pixabay

Compartilhe com seus amigos:

Coffeeaholic: cafeteria no RJ oferece vivências sensoriais

Se você chegou até aqui, é bem provável que goste de café. Se também é do Rio de Janeiro ou está de passagem pela cidade maravilhosa, pode ser uma boa oportunidade para uma experiência diferente. Estou falando do programa Coffeeaholic, promovido pela cafeteria Sofá Café, no bairro de Copacabana.

Programa Coffeeaholic no Sofá Café RJ

A ideia do Coffeeaholic é te levar para uma experiência sensorial e elevar a percepção e o conhecimento sobre o café de forma interativa e prática. Você pode participar quando quiser, dentro do horário de funcionamento da loja, com cinco diferentes métodos de café. Cada módulo custa R$ 80 e é necessário fazer o agendamento prévio. Os grãos de café utilizados são especiais, orgânicos e com origem certificada.

Leia também:

Conheça os módulos do Coffeeaholic

1 . Personalidade dos Métodos

Esse é um módulo que permite provar o mesmo grão de café em quatro métodos diferentes de preparo – Hario, Frenchpress, Chemex e Aeropress. A Hario v60 usa filtro japonês com ranhuras no interior, que facilita a expansão do pó de café no momento da coagem e faz com que os grãos absorvam mais água. Com isso, há hidratação completa do café, o que garante uma bebida mais incorporada e homogênea.

Depois, vem o Frenchpress. Sem uso de filtro de papel, ele faz uma infusão que mistura o café com a água aquecida e depois o separa por um êmbolo. Para quem gosta de um café mais leve e sem resíduo, o melhor é o Chemex. Criado nos Estados Unidos, em 1941, o filtro de papel grosso é dobrado em forma de cone, formando uma parede tripla em um dos lados. O Aeropress agrada a todos os paladares, por ser um café coado com características de espresso.

2 . Café Coado

Simplificando o Café Especial em Casa > FrenchPress * Aeropress * HarioV60 * Chemex * Coador Pano

3 . Espresso

Desvendando o espresso * Onde beber * Xícara Cheia x 30ml * Extração Perfeita

4 . Infantil

Proporcionar para as crianças experiências com o café. Com atividades interativas e lúdicas > Café Coado * Bebidas Infantis

5 . Coffee Star

A máxima experiência em uma xícara de café > Treinamento + vivência

Sofá Café RJ

Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 300, Loja A. Copacabana, Rio de Janeiro

Funcionamento: de segunda a sábado, das 8h às 21h

Telefone: (21) 2543-9107

O que achou do programa Coffeeaholic? Quer participar? Conte nos comentários e compartilhe nas suas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto: Divulgação

Compartilhe com seus amigos: