Café e sustentabilidade

Já diziam nossos avós: “por fora bela viola, por dentro pão bolorento”. Esse sábio ditado, que facilmente pode ser usado nos dias de hoje, se aplica não somente às pessoas, mas também aos lugares que frequentamos.

Outro dia fui à uma cafeteria  que abriu num shopping perto de casa. É uma gracinha e tem uma vitrine de doces de encher os olhos, mas também tem atendente bufando porque nitidamente está sobrecarregada e quando fui ao balcão pagar, a pessoa que aparentava ser o dono, permaneceu no celular sem olhar para a minha cara. Quando a atendente deu um toque nele, sem tirar os olhos do aparelho, fez sinal para a gente esperar. Depois de terminar o que estava fazendo, foi me atender e deu bronca na funcionária, na minha frente, por ela ter escrito meu nome errado na comanda.

O que quero dizer com essa história é que, no meu ponto de vista, uma cafeteria para ser boa de verdade deveria se preocupar além do café. Isso porque, hoje em dia, temos consumidores mais atentos e mais conscientes, além da concorrência crescendo. Não apenas isso, mas pensar em um negócio sustentável, por exemplo, é querer que todas as partes se deem bem simplesmente por uma questão ética e justa.

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Você sabe o que é sustentabilidade?

Outro dia vi uma live de uma grande figura do mundo café, que tinha ido à um simpósio internacional, e estava compartilhando sua experiência. Entre outras coisas, ela contou que um dos temas abordados foi a sustentabilidade e, com isso, ela percebeu que o conceito ainda é confuso na cabeça da maioria.

As pessoas e empresas têm esse tema relacionado unicamente ao meio ambiente. Dessa maneira voltam seus esforços para projetos como troca de sacola de plástico pela de papel, por exemplo. Algumas até fazem isso aleatoriamente apenas para se encaixarem em algo que está sendo muito discutido.

No entanto, a sustentabilidade é mais que isso. Há um modelo chamado Triple Bottom Line que engloba três pilares: ambiental (como já sabemos), econômico e social. Assim, para uma empresa – no nosso caso, uma cafeteria – ser sustentável, ela deve fazer com que esses três pilares interajam e convivam de forma harmoniosa, dentro de suas possibilidades, claro.

Tripé da sustentabilidade – Meio ambiente, sociedade e economia. Foto: Depositphotos

O café e os pilares da sustentabilidade na prática

Ambiental

Minimizar ao máximo os impactos ambientais. Isso não se refere apenas ao que está dentro da cafeteria aos olhos do cliente, como abolir os canudos e colocar lixeiras de coleta seletiva. Essas atitudes são importantes, sim, mas para ser sustentável precisamos ir além.

É necessário saber como os fornecedores trabalham. Não adianta  comprar copos de papel de alguém que descarta resíduos desenfreadamente no meio ambiente. Repare se mesmo podendo abrir janelas e persianas para usar iluminação natural, o local prefere manter as luzes acesas. É importante também que as cafeterias façam um planejamento para não desperdiçar alimentos.

Esses são apenas alguns exemplos para explicar que tudo o que envolve o negócio, direta ou indiretamente, deve estar em sintonia com a questão do meio ambiente. São muitos detalhes e, às vezes, demanda investimento de tempo e dinheiro. Trocar um fornecedor por outro ecologicamente correto pode ter um custo no final do mês e pesar no bolso.

Econômico

Buscar soluções para o desenvolvimento de um negócio sem que isso agrida os ecossistemas ao seu redor não é fácil, mas isso, ao invés de ser encarado como um problema, deveria ser um desafio.

A sustentabilidade se baseia no equilíbrio e quando falamos da parte econômica, significa que a empresa deve manter uma competitividade justa com relação aos concorrentes, de maneira que respeite a sociedade e o meio ambiente. Um bom administrador preocupado com esses temas vai saber lidar com isso de maneira que o negócio não deixe de lucrar e crescer.

Não adianta a empresa ter um preço competitivo e se desenvolver economicamente se isso é feito através de más condições de trabalho.

Social

O capital humano que está relacionado com as atividades da empresa, seja ele os funcionários, clientes, fornecedores, a comunidade e a sociedade de maneira geral, é o que define o pilar social da sustentabilidade.

Lembram da atendente da cafeteria que eu comentei ali em cima? Ela se encaixa muito bem aqui. Além de eu ser ignorada pelo dono, naquele dia eu já percebi que o local não valoriza e desrespeita seus funcionários. Por isso, nem vou mais nesse lugar.

O dono desse café deve achar que já faz muito por essa moça por pagar VR e VT, quando na verdade isso é obrigação. Uma cafeteria cuida bem de um barista, por exemplo, quando oferece um espaço decente para comer, descansar, se desenvolver e quando se preocupa com um salário um pouco mais justo ao invés de pensar somente na média.

O social não é só recolher agasalhos na época de frio para ter uma boa imagem perante o cliente. Isso é legal, ainda mais se for feito de coração, mas o social começa dentro da empresa. Como um negócio pode se preocupar com as demais pessoas se não dá valor para quem faz sua empresa funcionar? Estranho, né?

Sei que vocês gostam de dicas de lugar para conhecer ou de como preparar café em um determinado método. Eu também adoro falar sobre isso, mas sustentabilidade é algo que precisa ser dito e que a gente tem que começar a prestar mais atenção.

Se eu como barista, vocês como consumidores de café, e todo mundo que faz parte dessa cadeia deixar isso pra lá, o produtor vai ser mal pago e vai resolver plantar outra coisa. O barista ou mestre de torra sem condições descentes de trabalho vai desistir da área e a mão de obra qualificada vai ficar escassa. O serviço nas cafeterias vai decair e isso vai chegar até o cliente.

O que eu proponho é um exercício de observação nas cafeterias que vocês já frequentam. Converse com os baristas, peça para visitar a cozinha (isso é direito do consumidor), veja se há muita rotatividade de pessoas, repare quais são as preocupações com o meio ambiente e nas ações que esses locais fazem para apoiar a comunidade. Dê sugestões e faça críticas, vamos construir isso juntos. O Sofá Café tem um projeto lindo chamado Fazedores de Café, vocês conhecem?

Qual outra cafeteria tem um projeto assim? Pensando nessas questões e na relação entre café e sustentabilidade, qual cafeteria vocês indicariam ou qual fez uma ação legal? Conta pra gente!

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto de destaque: Depositphotos

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Processamento do café é o que vem depois da colheita

Uma das melhores coisas da vida para mim é aquele cheirinho de café pela manhã, que logo preenche minha xícara e me transforma em uma pessoa mais sociável. Quem me conhece sabe que não sou uma boa companhia logo cedo. Imagino que, assim como eu, muitos de vocês gostam dessas sensações que o café nos proporciona. Acredito também que nem todo mundo parou para fazer o seguinte questionamento: o que acontece com o café depois que é colhido?

Se você já leu alguns textos dessa coluna, provavelmente aprendeu que o café está relacionado com a ciência. Hoje vamos falar de uma etapa, ainda na fazenda, na qual acontecem transformações físicas, fisiológicas e bioquímicas: o processamento do café.

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O que é exatamente o processamento do café?

Quando falamos sobre os tipos de café, vimos que tudo começa na lavoura. Aprendemos também que o café é um fruto e que, no caso dos cafés especiais, apenas os que estão no auge da maturação são colhidos. Os frutos maduros são chamados de cereja. O que vai ser torrado, moído e preparado para compor a nossa xícara serão as sementes desse fruto.

Assim, o processamento do café é a parte em que frutos ruins são separados dos bons. Esses bons, por sua vez, passam por um processo para terem suas sementes extraídas.

Existem três métodos de processamento do café: natural, descascado e despolpado.  Cada um dos métodos tende a destacar determinadas características do grão.

Métodos de processamento do café

1 . Natural

Idealmente o primeiro passo é fazer a separação dos “bóias”, que são os frutos que secaram no pé. Eles receberam esse nome porque, quando são colocados no lavador, os mais secos boiam por terem densidade diferente dos cerejas ou verdes.

A seguir, os bóias vão para o terreiro ou secador, separados dos demais. Os cerejas podem ser separados dos verdes nessa parte do processo ou no beneficiamento– falaremos disso em outra oportunidade. Estes também vão para o terreiro.

No caso de o produtor optar pelo terreiro, o café será espalhado sob o sol e mexido várias vezes para uma secagem uniforme. Existem também os terreiros suspensos, nos quais a estrutura permite um melhor fluxo de ar, reduzindo em até 30% o tempo de secagem do café, segundo reportagem do Globo Rural.

A tendência desse tipo de processamento do café é deixar o grão doce e encorpado – seca com casca e polpa.

Frutos verde e cereja. Foto: Cinthia Bracco

2 . Descascado (CD)

Aqui, como o próprio nome diz, os frutos perdem sua casca após passarem pelo descascador. A máquina pressiona os cerejas e verdes contra um cilindro cheio de furos. Os cerejas  passam – perdem sua casca pelo grau de maturidade – e os verdes ficam retidos.

Depois, esses grãos – temos a mucilagem envolvida pelo pergaminho – são levados para o terreiro onde ocorre a secagem.

Nesse tipo de processamento do café a tendência é resultar em um café com sabor equilibrado e delicado.

Terreiro com café secando. Foto: Cinthia Bracco

3 . Despolpado ou Lavado

Depois de descascado, como explicamos ali em cima, ao invés de o café ir para o terreiro ou secador diretamente, ele será submerso em tanques de água para passarem por um processo de fermentação induzida. Durante esse período, ocorre a eliminação da mucilagem, que será encontrada na superfície da água. O pergaminho, que agora está sem a mucilagem, vai para o terreiro ou secador.

A tendência é uma bebida frutada, floral e com acidez acentuada, desde que as características já pertençam ao tipo de café.

Interessante, não é mesmo? O que não podemos esquecer é que o resultado que sentimos na xícara está atrelado à todas as etapas do café. Isso significa que não adianta o produtor investir em um tipo de processamento do café se não cuidou bem na lavoura. Da mesma forma, uma torra mal feita pode desvalorizar o cuidado do produtor ou o barista pode estragar tudo isso se fizer uma má extração.

Cada pessoa tem sua responsabilidade na cadeia do café. É por isso que a gente estuda bastante. Ainda mais sabendo que os consumidores e coffee lovers estão cada vez mais munidos de informações.  Isso só faz esse mundo se fortalecer.

Foto: Cinthia Bracco

Vocês já conheciam essa etapa? Já repararam que em alguns pacotinhos de café de melhor qualidade vem escrito o tipo de processamento? (Veja na foto acima)

 

Cinthia Bracco atuou quase 9 anos nas áreas de Comunicação e Marketing, mas não conseguiu fugir do que realmente queria o seu coração. Em novembro de 2016 tornou-se barista profissional e trabalha em uma cafeteria, em São Paulo, onde vem aprendendo e se desenvolvendo em sua nova profissão. É vegana, tem um Bull Terrier chamado Tofu, fã de Battlestar Galactica e simplesmente adora comer. Em seu tempo livre, vai a cafeterias (sim, o barismo acaba fazendo parte da vida), brinca com o cachorro, cozinha, assiste séries/filmes e cuida de suas plantas.

Foto de destaque: Depositphotos

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Reutilização de filtro de café faz parte do trabalho deste poeta

O nome dele é Carlos La Terza. Esse mineiro, de São Lourenço, no sul de Minas Gerais, tem 31 anos e escreve poesias desde os 13. Do ano passado para cá, ele tem se dedicado mais intensamente a um projeto literário com reutilização de filtro de café para abrigar suas palavras. “Sempre foi algo que cultivei e procurei levar em frente. Sou professor de redação e Inglês também. Sinto que nunca vou conseguir parar de escrever, é uma terapia. Escrever me emociona, muito”, conta.

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Confecção de livros com reutilização de filtro de café

La Terza diz que já perdeu as contas de quantos livros escreveu usando filtros de café. E tudo é feito de forma artesanal, usando máquina de escrever. O primeiro deles, intitulado de Leite de Pedra, vendeu mais de 500 exemplares.

O poeta Carlos La Terza (Divulgação)

Tudo começou porque ele estudou o mercado e a cultura, as tendências do universo literário contemporâneo, e percebeu a oportunidade. “Busquei o formato e o material por algum tempo, passando por papel de pão, guardanapos, entre outros. Como sou viciado em café, os filtros aqui em casa se acumulavam de 3 em 3″, conta.

Do filtro sujo ao livro foi um pulo. A tinta de café foi a solução para a capa, também provinda do vício e dos fundos de xícara com aquele restinho, sabe?

O mais legal é que a iniciativa sustentável acabou ganhando colaboradores, contagiou as outras pessoas. Muitas delas, sabendo do projeto, deixaram de jogar fora seus filtros de café sujos e passaram a enviar para ele. “Eu lavo e prenso os filtros. No final desse processo, eles estão prontos para serem páginas. Os poemas são datilografados em máquina de escrever, um a um”.  A máquina foi presente de um querido tio, que a usava em seu escritório nos anos 90.

O livro vem com cheirinho de café. Isso porque a capa, também artesanal, é pintada com tinta feita da bebida. “O livro é fechado com lã ou com linha encerada. A cada edição tento mudar algo no fechamento mas de forma sutil. Gosto do formato simples”, reforça.

Segundo ele, a temática varia. “Pode surgir de uma conversa, de um encontro ou de um sentimento que exige sair para o mundo de alguma forma. Desde o amor e as relações humanas como amizade e confiança, apego… Passando por temas políticos ou simples observações despretensiosas do cotidiano, em pequenos Haikais”, completa.

Além de livros, Carlos também faz quadros com poemas, usando a máquina de escrever e os filtros de café. “Faço outros trabalhos em parcerias com artistas sul mineiros e logo lançarei uma linha de camisetas com meus poemas”.

Foto: livro e quadro feitos com reutilização de filtro de café, com a ajuda da máquina de escrever. (Divulgação)

Hora do cafezinho

La Terza contou na entrevista que nem sabe quantas xícaras consome por dia. “Conhecido como um ativador de memórias, o cafezinho me acompanha desde a escrita até o trabalho manual nos livros, o que nos torna uma dupla. Eu e o café, o café e eu”.

Tomar café é ativar a mente com prazer e poesia. Meu tipo preferido é o expresso curto. Tenho uma paixão por café de qualidade coado também, creio que pela lembrança familiar da coisa.

Onde comprar

O projeto de livros e quadros com reutilização de filtro de café funciona de forma independente. Quer conhecer mais de perto? Acesse o perfil no Instagram @poetalaterza. Os livros custam R$ 35 cada e são enviados sem frete para a região Sudeste.

O que achou do trabalho do poeta com reutilização de filtro de café? Conhece mais algum trabalho bacana que envolva o café? Conte nos comentários. Compartilhe usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

Foto de destaque: Divulgação

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Cafeteria de SP emprega pessoas com Síndrome de Down

O Chefs Especiais Café, inaugurado no último dia 8, em São Paulo, tem uma proposta diferente. É o primeiro café “hardcore” inclusivo do Brasil. Isso significa que se você for até lá para tomar um cafezinho, vai receber o atendimento de pessoas com Síndrome de Down.

O local é uma iniciativa do Instituto Chefs Especiais, que desde 2006 atende gratuitamente 300 pessoas com Síndrome de Down, promovendo inclusão pela gastronomia. A nova cafeteria é toda decorada com inspiração no Motoclube In’Omertà, que é parceiro do Instituto Chefs Especiais em eventos.

O visual dos atendentes não fica de fora desse “espírito”. Todos eles usam roupas pretas, com coletes de couro e tudo mais. “A caveira representa a igualdade entre todas as pessoas”, explica Simone Berti, cofundadora e gestora do Instituto Chefs Especiais.

O espaço foi cedido pelo empresário Tedd Albuquerque, que é dono do restaurante “Como Assim”. A cafeteria fica na entrada e, justamente por isso, Tedd não vai mais servir cafés nem sobremesas no restaurante. No cardápio, que também dispõe da opção em braile, tem cafés espresso e coado na hora, chás, bolos variados, tortas, quiches, salgados, pães de queijo, croissant e itens variados, inclusive produzidos pelos próprios alunos do Instituto.

No início, os atendentes estão recebendo ajuda dos voluntários. Aos poucos, vão pegando o jeito e a ideia é que, pouco a pouco, vão assumindo novas responsabilidades.

A ideia não é exclusividade brasileira. Há outros defensores da causa por um mercado de trabalho mais inclusivo. É o caso da cafeteria Bitty & Beau’s, que fica na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Eles abriram as portas no ano passado e hoje já contam com mais de 40 empregados, todos com algum tipo de deficiência, inclusive pessoas com Síndrome de Down.

Leia na íntegra: Café oferece emprego para pessoas com deficiência

Chefs Especiais Café

Endereço: Rua Augusta, 2559 – Jardins

Horário de Funcionamento: De segunda a sexta-feira, das 11h às 19h.

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Que lindo trabalho de inclusão, não acha? Conte sua opinião sobre a cafeteria de São Paulo que emprega pessoas com Síndrome de Down e compartilhe com seus amigos pelas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Fotos: Divulgação

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5 opções de cápsulas de café reutilizáveis

Já ouviu falar das cápsulas de café reutilizáveis? Junto com a tendência dos cafezinhos individuais, eis que surge também uma nova oportunidade de mercado. Não tem como negar que os cafés em cápsulas viraram uma verdadeira febre no Brasil e no mundo. Com as cápsulas reutilizáveis, você escolhe o seu grão de preferência, coloca o café moído dentro, usa e lava para usar novamente.

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Cápsulas de café reutilizáveis reduzem a produção de lixo

Confira 5 opções de cápsulas de café reutilizáveis disponíveis no mercado:

1 . MyCoffeeStar

Foto: Divulgação

Essa é uma cápsula de aço inox, que vem da Suíça, e a ideia é que você possa consumir o café que preferir, além de reduzir a produção de lixo, o que torna o produto uma opção super sustentável. Segundo o site que comercializa a cápsula, todos os nossos produtos são enviados do Brasil, livre de taxas de importação e sem fretes elevados de transporte.

Opções compatíveis com as máquinas Nespresso e Dolce Gusto.

Preço: de R$ 139,90 a R$ 349,90

Acesse o site da Ecoreciclos para comprar.

2 . Coffeeduck

Foto: Divulgação

A Coffeeduck é a líder em sistemas de café reutilizáveis. Segundo as instruções do site, para que o café saia bom na Nespresso ou na Senseo, é importante que esteja na moagem fina e seja torrado propriamente para espresso.

Opções compatíveis com as máquinas Nespresso e Senseo.

Preço: 14,95 euros

Acesse o site da Coffeeduck para comprar.

3 . WayCap

Foto: Divulgação

Outra alternativa para as cápsulas de café reutilizáveis é a WayCap. Segundo pesquisa da marca, usando a cápsula é possível economizar até 1 mil euros por ano, considerando o consumo de uma família de 4 pessoas.

Compatível com Nespresso.

Preço: de 11 euros a 209 euros (os kits estão disponíveis em site de financiamento coletivo e devem ser liberados até julho deste ano).

Acesse o site da WayCap para comprar.

4 . Ne-cap

Foto: Divulgação

A Ne-cap é uma solução que vem da Espanha e as cápsulas reutilizáveis são feitas de um material plástico próprio para suportar a temperatura das máquinas. Além disso, vendem cápsulas descartáveis para você colocar o café que preferir e também as cápsulas já cheias de café.

Opções compatíveis com as máquinas Nespresso e Dolce Gusto.

Preço: 10 euros (Nespresso); 12 euros (Dolce Gusto)

Acesse o site da Ne-cap para comprar.

5 . Tostio

Foto: Divulgação

A Tostio é uma marca 100% brasileira, com produtos desenvolvidos em aço cirúrgico de alta qualidade, além de opções feitas em alumínio. Segundo pesquisa da marca, é possível economizar cerca de R$ 1 mil por ano, considerando uma pessoa que consome até 2 cafezinhos por dia.

Opções compatíveis com as máquinas Nespresso, Dolce Gusto e Três Corações.

Preço: produtos de R$ 16 a R$ 389

Acesse o site da Tostio para comprar.

A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) prevê que serão consumidas 16 mil toneladas de café por meio delas em 2019. Com isso, cresce a busca por alternativas mais sustentáveis e soluções mais “verdes”, inclusive vindas das próprias marcas, que estão trabalhando duro para estruturar um ciclo de reciclagem 100% eficiente.

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O que achou das opções de cápsulas de café reutilizáveis? Já usou alguma delas? Divida com a gente sua opinião nos comentários e compartilhe com seus amigos nas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto de destaque: MyCoffeeStar/Divulgação

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Onde descartar cápsulas Dolce Gusto? Confira!

Boa notícia para você que quer saber onde descartar cápsulas Dolce Gusto. A Nescafé anunciou essa semana que está ampliando seus postos de coleta de cápsulas em 42%. São 13 novos locais para recolhimento do material em lojas Grupo Pão de Açúcar distribuídas em diversas cidades do Estados de São Paulo (Barueri, Campinas, Indaiatuba, Santana do Parnaíba, São Caetano do Sul, São José do Rio Preto e São Paulo) e do Paraná (Curitiba).

Saiba onde descartar cápsulas Dolce Gusto e faça sua parte

Reforçando o comprometimento com o uso sustentável dos recursos e preservação do meio ambiente, a marca está constantemente em busca de alternativas para reduzir o impacto ambiental e gerar valor compartilhado para toda a sociedade.

Confira os novos 13 endereços onde descartar cápsulas Dolce Gusto no Brasil:

Campinas/SP
R. Alecrins, 616 – Cambuí
Av. Barão de Itapura, 2233 – Itapura

Barueri/SP
Alameda Rio Negro, 111
Alameda Madeira, 152

São Paulo/SP
R. Gonçalves Crespo, 217 – Tatuapé
R. Cardoso de Almeida, 472 – Perdizes
R. Teodoro Sampaio, 1933 – Pinheiros
R. Bairi, 435 – Alto da Lapa
Av. Washington Luís, 3919 – Chácara Monte Alegre

Santana do Parnaíba/SP
Av. Marte, 624 – Alphaville

São José do Rio Preto/SP
Av. Bady Bassitt, 5300

Indaiatuba/SP
Av. Pres. Vargas, 1264

São Caetano do Sul/SP
R. Maranhão, 975

Curitiba/PR
Av. Rep. Argentina, 1297

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Processo de reciclagem de cápsulas Dolce Gusto

Foto: Divulgação

As cápsulas da Dolce Gusto recolhidas nos pontos de coleta passam por um processo de reciclagem e são transformadas em novos produtos, como o porta-cápsulas Renove. Esse foi o primeiro artigo da marca feito neste conceito. As cápsulas são triadas, fragmentadas e transformadas em uma resina termoplástica, que é a matéria-prima usada para a produção do porta-cápsulas.

Presentes para os clientes

Para marcar a ampliação da operação, mil “Clientes Mais” destas unidades do Pão de Açúcar, previamente selecionados pela frequência e volume de compras de cápsulas Dolce Gusto, vão receber em casa um porta-cápsulas Renove. Eles também vão receber um material informativo sobre a iniciativa, convidando-os a levar suas cápsulas usadas aos novos pontos.

O que achou da ideia? Agora que você já sabe onde descartar cápsulas Dolce Gusto, que tal avisar os amigos? Compartilhe nas suas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Fotos: Divulgação

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Mudas de plantas vão parar em cápsulas de café

Se você usa café em cápsulas com frequência já deve ter reparado a sua quantidade de lixo aumentou, não é mesmo? O que você faz com cápsulas de café usadas? Muitas pessoas ainda têm o hábito de jogá-las no lixo comum, mas existe também quem pensa no destino delas de forma mais sustentável.

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Projeto usa cápsulas de café para colocar mudas de plantas

As principais empresas que vendem cafés em cápsulas têm se preocupado com o descarte correto cada vez mais e estão buscando alternativas e ações que engajem seus consumidores. Mas, a realidade está longe de ser a ideal. Segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), em 2019, serão consumidas 16 mil toneladas de café por meio dessas cápsulas. Acadêmicos do bacharelado em Ciências Biológicas da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) encontraram uma utilidade nada convencional para a reutilização dessas embalagens: abrigar mudas de orquídeas e suculentas.

A aluna Diliane Harumi Yaguinuma, que está envolvida na iniciativa, conta que as mudas de suculentas foram produzidas por eles, já as de orquídeas foram doadas pelo docente da graduação, Dr. Nelson Barbosa Machado Neto. “Realizamos uma campanha para a arrecadação na comunidade em geral. Esses pequenos vasinhos poderão dar um toque diferenciado nos jardins e residências. Agora é só aguar e cuidar para que essas plantinhas se mantenham com vida e saudáveis”, conta Diliane.

“Além da produção extra de lixo, existe outro agravante: o desinteresse ou a dificuldade em realizar a reciclagem das cápsulas. Por serem muito pequenas e compostas de alguns materiais não recicláveis, muitas são simplesmente descartadas como lixo orgânico por causa da borra de café”, acrescenta Diliane.

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Os pequenos vasos serão distribuídos gratuitamente aos participantes da 23ª Jornada de Educação da Faculdade de Artes, Ciências, Letras e Educação de Presidente Prudente (Faclepp/Unoeste), que será realizada entre os dias 22 e 27 de maio.

O que achou da ideia de projeto sustentável com cápsulas de café? Conhece mais alguma iniciativa nesse sentido? Conte nos comentários. Ações como essa merecem ser compartilhadas! Não se esqueça de usar a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo nas suas redes sociais. 

Fotos: Gabriela Oliveira

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Onde fazer descarte de cápsulas corretamente?

O mercado de café em cápsulas só cresce no Brasil e no mundo. E, junto com ele, aumentam as proporções de uma problemática que clama por soluções: a quantidade de lixo que é gerada. Elas são lindas e oferecem toda a praticidade que a correria no dia a dia pede, mas e aí, o que fazer depois de usar? Onde fazer o descarte de cápsulas? Para te ajudar, fizemos uma lista com as possibilidades das principais marcas.

Descarte de cápsulas: confira onde deixar as suas depois de usar

1 . Nespresso

A Nespresso começou a pensar nisso em 1991 na Suíça, onde os pontos de coleta somam 2.600. Segundo informações disponíveis no site oficial da empresa, tanto lá como em países como Alemanha, Suécia e Finlândia contam com um processo de logística e recuperação de cápsulas um pouco mais à frente. Aqui no Brasil, a coleta nas lojas da marca vem funcionando bem, à medida que as pessoas vão se conscientizando da importância dessa ação. Quanto ao processo de reciclagem por aqui, funciona assim: o alumínio, que é de primeiro uso, é encaminhado para a indústria química Suzaquim e pode virar bikes, pias, circuitos, etc. Já a borra vai para indústria de fertilizantes orgânicos Visafértil e acaba retornando à cadeia no plantio.

Veja como funciona:

São 28 pontos de coleta em todo o Brasil por enquanto. Dá para consultar o endereço para o descarte de cápsulas no site Nespresso. 

2 . Dolce Gusto

A Nescafé Dolce Gusto também trabalha com um programa de descarte de cápsulas da sua marca em parceria com o Grupo Pão de Açúcar, que é referência em práticas de sustentabilidade. Os pontos de coleta da Dolce Gusto podem ser encontrados, por enquanto, em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Em São Paulo são 3 endereços: Av. Brig. Luis Antonio, 3126 – Jd. Paulista; Rua Serafim Orlange , 299 – Ipiranga; e Rua Dr. Altino Arantes, 268 – Vila Clementino. No Rio: Rua José Linhares, 245 – Leblon; e Av. das Américas, 13.701 – Recreio dos Bandeirantes. Em Curitiba: Rua Coronel Dulcidio, 915 – Batel. No site da marca, você também encontra ideias para reaproveitar as cápsulas em casa.

3 . Tres

A Tres, do Grupo 3corações, começou um projeto piloto agora no mês de abril para coletar as cápsulas usadas da marca. Inicialmente, as unidades estão disponíveis em São Paulo e Fortaleza, mas deve haver expansão à medida que for evoluindo. Eles fizeram uma parceria com a Recycling Development e os produtos descartados serão transformados em objetos, como coletores, cantoneiras, telhas e até bases/estrados para uso em unidades fabris do grupo.

Em São Paulo, os pontos de entrega estão disponíveis nas unidades das lojas Fnac de Pinheiros – Praça dos Omaguás, 34 – e Paulista – Av. Paulista, 901. Tem também um ponto no bairro do Ipiranga: Av. Nazaré, 1139. Em Fortaleza, os consumidores podem descartar suas cápsulas nas lojas dos super mercadinhos São Luíz  – Av. Oliveira Paiva, 170, Cidade dos Funcionários ou Desembargador Lauro Nogueira, 1500, Papicu. Além disso, tem o ponto de entrega da Enel (Distribuidora de energia – CE) – Av. Washington Soares, 3000, Engenheiro Luciano Cavalcante. 

Café proibido

A questão é polêmica não só aqui no Brasil. Na segunda maior cidade da Alemanha, Hamburgo, os órgãos públicos estão proibidos de comprar o cafezinho individual. E a preocupação é ambiental, já que existe a dificuldade da reciclagem do material. A dificuldade existe porque a cápsula é fechada e tem a borra de café dentro, ou seja, o que dificulta é a mistura do material orgânico com o inorgânico. Um grande desafio para as marcas, não?

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E aí, gostou de saber onde fazer o descarte de cápsulas da maneira certa? Compartilhe nas redes sociais e avise os amigos usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto: Nespresso/Divulgação

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Café oferece emprego para pessoas com deficiência

Hoje é o Dia Internacional da Síndrome de Down e vamos aproveitar para mostrar um exemplo inspirador e que tem tudo a ver com café. A cafeteria Bitty & Beau’s, que fica na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, oferece emprego para pessoas com deficiência, inclusive aquelas com Síndrome de Down.

Foto: Reprodução/Facebook

Cientes da dificuldade que as pessoas com qualquer tipo de deficiência têm para encontrar um posto de trabalho em seleções tradicionais, os donos Amy Wright e o marido resolveram fazer diferente. A ideia de oferecer emprego para pessoas com deficiência surgiu porque eles são mesmos são pais de dois filhos com Síndrome de Down.

Defensores da inclusão e aceitação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, a cafeteria abriu as portas em janeiro de 2016, com 19 funcionários. Todos eles com deficiências intelectuais e de desenvolvimento. Hoje, são mais de 40 empregados.

Viva a diversidade! Vamos torcer para que iniciativas como essa se espalhem pelas cafeterias do Brasil e do mundo, né?

Endereço:

4949 New Centre Drive
Wilmington, NC 28403

Conheça um pouco mais sobre eles (vídeo em inglês):

Emprego para pessoas com deficiência ainda é uma dificuldade

Casos extremos existem. Mas, vale considerar que também existem pessoas com deficiências físicas ou mentais que são perfeitamente capazes de realizar qualquer trabalho com o mesmo rendimento e comprometimento que qualquer outra pessoa.

No Brasil, o cenário vem melhorando, o que demonstra uma leve queda no nível de preconceito na sociedade. Nesta terça-feira, o Ministério do Trabalho informou através da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) que 32.144 pessoas com deficiência mental ou intelectual ocupam postos de emprego formal no Brasil. Em 2013, esse número era de 25.332.

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O que achou do exemplo desse café que dá emprego para pessoas com deficiência, nos Estados Unidos? Tomara que a ideia se espalhe pelo mundo! Dê a sua opinião usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo e compartilhe com os seus amigos pelas redes sociais. 

Foto de destaque: Reprodução/Facebook

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Pó de café usado: 5 dicas para reaproveitar

O cafezinho tá na mesa! Mas, depois que a bebida fica pronta, o que é que você faz com o pó de café que fica? Muita gente joga a borra no lixo sem saber que ela pode ter utilidades interessantes e até mais sustentáveis. O pó de café usado pode e deve ser reaproveitado no dia a dia e existem alternativas nada complicadas de implementar na sua rotina. De quebra, você consegue reduzir a produção de lixo em casa e ajuda o meio ambiente. Quer ver só?

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O que fazer com o pó de café usado?

Veja as dicas para reaproveitar a borra depois de preparar o cafezinho em casa. Para todas as recomendações, é importante que o café tenha sido preparado sem açúcar, ok?

1 . Fertilizante natural

O pó de café usado é um adubo natural excelente. Experimente colocar um pouquinho nas suas plantas, misturado com um punhado de folhas secas trituradas. Além de ajudar no crescimento saudável das plantas, a borra também as protege contra formigas e lesmas que se aproximarem para danificá-las.

2 . Espanta o mau cheiro

Outra dica boa é usar o pó de café usado para remover o mau cheiro de ambientes em casa, do chulé e até aquele cheiro de alho e cebola das mãos depois de cozinhar. No caso dos ambientes, deixe o pó secar e coloque em um recipiente pequeno no cantinho do ambiente de sua preferência. Para acabar com o chulé, coloque o pó de café usado seco em um saquinho com furinhos bem pequenos dentro do sapato de um dia para o outro. Para tirar o cheiro de alho e cebola das mãos, basta passar o pó de café esfregando suavemente e depois lavar com água e sabão. Um pouquinho do pó de café dentro da geladeira também pode ser a solução para quando aquele mau cheiro não sai de jeito nenhum.

3 . Ajuda nas tarefas domésticas

A borra de café pode ser uma super colaboradora para aquelas tarefas chatas do dia a dia em casa. Quer clarear a pia ou o piso, por exemplo? Misture um pouco do pó de café com o sabão da sua preferência e use uma bucha para aplicar. Na hora de lavar a louça, essa mesma mistura ajuda a tirar os alimentos presos de pratos, panelas e assadeiras.

4 . Esfoliante natural

Cuidar da beleza pode ficar mais em conta com a ajuda do cafezinho. Você pode preparar um esfoliante natural para o seu corpo. Basta misturar o pó de café usado com o sabonete líquido de sua preferência e aplicar na hora do banho. Misturar com óleo de banho também funciona.

5 . Renova suas roupas

A borra de café pode ser usada também para deixar suas roupas de cara nova. Basta escolher aquela peça mais velhinha do guarda-roupa e misturar um pouco da borra em um recipiente grande com água. Ao colocar a peça, verifique se a água a cobre por completo. Deixe descansar por mais ou menos 8 horas. O efeito em cada peça é único. A tonalidade pode mudar de acordo com a quantidade de café que você colocar na água, com a composição do tecido e também de acordo com o tempo de repouso da experiência. Tem até uma marca de Santa Catarina que já usou o café para tingir jeans e malhas em sua coleção. Não é legal?

Tem mais alguma dica ou sugestão sobre a reutilização do pó de café usado? Conte nos comentários e, se você gostou, compartilhe nas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto: Pixabay

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