Le Café Marly: o café do Louvre podia ser melhor

Por fora, bela viola. Por dentro… Não vá com tanta expectativa assim para o café. Quem visita Paris possivelmente tem o Museu do Louvre na programação. Se você é como eu e não pode ver a palavra café escrita em algum lugar, que já quer entrar pra ver qual é, segura a emoção quando passar pelo Le Café Marly, o café do Louvre, bem de frente às pirâmides.

Vale a pena visitar o Le Café Marly, o café do Museu do Louvre, em Paris?

O Le Café Marly foi inaugurado logo após a reforma do Museu e construção do Carrousel du Louvre, aquele shopping subterrâneo que tem a pirâmide invertida, e isso foi em 1993. Ele é realmente lindo e chama a atenção dos turistas. A decoração clássica, assinada por Olivier Gagnère e Yves Taralon, faz jus ao peso cultural do local.

Passei mais de um mês em Paris e pude conversar com moradores da cidade que confirmaram isso: é um lugar pouco frequentado por locais. Tinha acabado de passar o ano novo de 2017 para 2018 e eu fui encontrar um amigo brasileiro que também estava na cidade. Como ele gosta de café e me conhece bem, paramos para descansar (se é que é possível se cansar em Paris rs) e conversar.

Agora, o Le Café Marly é bom? A parada para apreciar a movimentação de selfies e fotos dos turistas pode não ser tão vantajosa. Pode ser que para almoço, jantar ou happy hour seja interessante, mas aí já não posso julgar porque fui apenas para tomar um cafezinho mesmo.

O café espresso não é lá grande coisa e custa 5 euros. Minha dica: se você tem um dinheirinho a mais, peça um chocolate quente (7,50 euros) e tenha paciência. O atendimento dos garçons (que são lindos!) é bem ruim. Esteja preparado (a)! Nada tão recomendado quando não se quer gastar muito.

Le Café Marly

Endereço: 93 Rue de Rivoli (Linha amarela do metrô – Palais Royal Musée du Louvre)
Horário de funcionamento: todos os dias, das 8h às 2h.

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Where to Drink Coffee

Gosta de dicas de cafeterias pelo mundo? Primeiro, continue acompanhando aqui. Meu objetivo de vida é visitar o máximo número de cafeterias que conseguir e compartilhar com você (adoro saber suas dicas também). Segundo, veja esse livro, uma das minhas descobertas mais felizes. Ele foi desenvolvido por 150 baristas e especialistas e traz 600 endereços para tomar café em 50 países, com dicas e tudo mais.

O livro é em inglês e tem na Amazon do Brasil. Clica na imagem aí do lado para saber mais detalhes e comprar.

O que achou do Le Café Marly? Já visitou? Conta aqui nos comentários. Vai para Paris logo e está fazendo seu roteiro? Comenta aqui também se essa dica te ajudou. 

Lembra que temos também o Booking.com direto aqui no blog para você pesquisar passagens e hospedagens? A caixinha está aqui no canto direito, se você está lendo pelo blog, ou aqui em baixo, se você está lendo pelo celular.

Fotos: Fernanda Haddad ©

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Café Europa em Copenhagen e o brunch nórdico

Café Europa em Copenhagen foi fundado em 1989 e fica em frente à Stork Fountain (fonte com 3 cegonhas em posição prestes abater voo, dada de presente de bodas de prata ao, na época Príncipe Frederik – depois Frederik VIII e Princesa Louise em 1894; e que, como tradição, recém-formadas parteiras dançam em sua volta).

Tem uma aparência de hotel, com balcão de PUB, mas mesas de café. Tem mesinhas no lado de fora também, cobertas pelos grandes e quadrados guarda-sóis (-chuvas, no caso de Copenhagen), tão comuns na Europa.

 

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Sentei encostada na janela (claro) e lá fui eu ler os cardápios: o de brunch, o de café-da-manhã e o de bebidas. Fiquei curiosa pelo Nordisk Brunch, mas imaginei ser hiper grande e pedi o simples pão com queijo mesmo + 1 cappuccino. Eis que, dois caras (gatos, claro) sentam na mesa ao lado e seus brunches chegam, eu vejo que são grandes, mas não hiper, e vou correndo pedir para a garçonete trocar meu pedido.

O brunch nórdico do Café Europa em Copenhagen, na Dinamarca

  1. Skyr com farelos torrados de pão de centeio e xarope de maçã. *Skyr é um iogurte da Islândia maravilhoso, rico em proteínas e com pouca gordura e açúcar / pão de centeio é o comum aqui na Dinamarca e os farelos estavam bem pequeninos e em cima, lembrando até uma granola.
  2. Mini omelete com bacon defumado, cogumelos Karl Johan & groselhas;
  3. Cachorro-quente nórdico com mostarda e cebolas caramelizadas;
  4. Salmão defumado com cream-cheese defumado e bolacha crocante de centeio;
  5. Torrada Skagen: uma entrada típica da Suécia que consiste em camarões com maionese em cima de um pão na chapa + caviar Kalix bleak;
  6. Fatia de pão de centeio e outra de pão branco com cream-cheese e ervas;
  7. Queijo Unika (linha premium de queijo artesanal Dinamarquês) + Sæter rømme (creme azedo Norueguês) com compota de cloudberry (é uma frutinha de regiões geladas que não achei tradução para o português. Apesar do Google traduzir para amora-preta, não tem absolutamente nada a ver). O quadradinho marrom em cima do queijo é uma gelatina de gordura animal (em dinamarquês: sky), que nenhuma garçonete conseguiu me explicar direito (achei que faltou vontade também).

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Em geral, o Brunch Nórdico tinha um pouco de cada cultura Escandinava. O café espresso é de qualidade, mas nada de especial.

O preço? Salgadinho: custou 400 coroas dinamarquesas (por volta de R$ 250), mas a experiência foi bem instrutiva e interessante!

Where to Drink Coffee | Onde tomar café

O Café Europa em Copenhagen é uma das sugestões do livro Where to Drink Coffee. A publicação é como um guia pelas cafeterias do mundo todo, feito pelos 150 melhores baristas e especialistas.

São 600 endereços para tomar café em 50 países, com dicas e tudo mais. A melhor descoberta para quem ama café, inclusive para dar de presente. O livro é em inglês, mas tem na Amazon do Brasil e o link já está aqui para quem quiser comprar.

Fernanda Rodante é formada em Direito e Gastronomia; sua independência a fez mudar da cidade onde nasceu para o mundo; e seu exagero sagitariano transforma todos seus interesses em paixão, como escrever, compartilhar e conhecer. Enxerga a vida como uma coleção de momentos e um de seus sonhos é montar o seu próprio Café, mas enquanto isto não acontece, ela vai estudando da melhor maneira possível: explorando! 

Lembra que temos também o Booking.com direto aqui no blog para você pesquisar passagens e hospedagens? A caixinha está aqui no canto direito, se você está lendo pelo blog, ou aqui em baixo, se você está lendo pelo celular.

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Fotos: Fernanda Rodante | umcafezinho.com.br ©

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Coffee Design Lavazza: a loja conceito da marca, em Milão

Hoje eu vou dividir com vocês um pouco sobre um dos meus lugares favoritos para tomar café em Milão: Coffee Design Lavazza. Essa é a loja conceito da marca italiana, que abriu há um ano mais ou menos. Quando estive lá em 2016, o lugar abrigava uma loja de produtos de decoração e design. Aí, voltei em novembro de 2017 e me deparei com um espaço todo repaginado com cheirinho de café, melhor impossível!

O que você vai encontrar no Coffee Design Lavazza?

Desde que conheci o Coffee Design Lavazza era raro o dia em que não passava lá pelo menos para o espresso ou para encontrar amigos brasileiros que moravam ou estavam de passagem pela cidade. Primeiro porque ele fica muito pertinho da Duomo, da Galeria Vittorio Emanuele, do Teatro La Escala, do famoso panzerotto do Luini, que é uma massa de pizza frita ou assada com vários recheios (faz fila e sou viciada), e também do Cioccolatitaliani, uma boa parada para o gelato ou café. Ou seja: todo mundo que vai pra Milão passa ali perto inevitavelmente.

O Coffee Design Lavazza tem muito de café e muito de design. Além do espaço para aproveitar qualquer refeição, tem uma parte dedicada à torra e moagem de grãos de vários países, inclusive do Brasil, e também o balcão para quem passa rapidamente para o café. (Dica: pedir o café no balcão é sempre mais barato na Itália. Se quiser economizar, é só pedir o cafezinho e tomar em pé mesmo).

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Para quem gosta de métodos de extração diferentes, tem também e o atendimento é muito bom. Eles estão preparados para explicar tudinho sobre cada item do cardápio com a maior gentileza possível. Ah: a máquina de latte art é sensacional. Cada cappuccino vem com um desenho diferente. Perdi as contas de quantos tomei.

 

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A verdade é que virei uma master cliente, tanto que cheguei a encontrar por lá muita gente para quem recomendei, sem querer. Já não vejo a hora de voltar!

Coffee Design Lavazza Milano

Piazza san fedele, 2, milão
Horário: de segunda a quarta, das 8h às 20h30; quintas e sextas, das 8h às 21h; sábados e domingos, das 9h às 21h.

O que achou do Coffee Design Lavazza, em Milão? Comente aqui e compartilhe nas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

>>>> Ah! Para você que vai pra Itália e quer procurar passagens, hospedagens e alugar carro, tem a caixinha do Booking.com aqui no blog (no canto direito pra quem tá vendo pelo computador e aqui em baixo do post para quem está vendo pelo celular). Facilita sua vida e você ajuda o blog a continuar trazendo informações bacanas de cafés e cafeterias pelo mundo.   

Foto de destaque: Divulgação | Instagram: umcafezinho.com.br ©

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Café Le Fouquet’s Paris: vale a pena visitar?

Não é só em Paris, mas na Europa em geral (pelo menos por onde passei até agora): os cafés estão por toda parte. De fato, é impossível – especialmente, quando se tem um tempo determinado – entrar em TODOS os lugares onde está escrita a palavra “café”. Por isso, escolhi alguns com história legal para contar, como é o caso do Café Le Fouquet’s Paris, que está na icônica Avenida Champs Elysées desde 1899.

Um pouquinho da história do Café Le Fouquet’s Paris

O Café Le Fouquet’s Paris foi fundado por Louis Fouquet. Esse é um daqueles lugares históricos cheios de pompa e uma das referências na cidade. Para se ter uma ideia, desde 1990,  a sua sala principal faz parte do Inventário dos Monumentos Históricos (Inventaire des Monuments Historiques) da França.

Não se surpreenda se cruzar com celebridades de fama mundial e políticos também. Digo isso porque o Café Le Fouquet’s Paris é onde Nicolas Sarkozy, o ex-presidente francês, comemorou sua vitória nas eleições de 2007. E mais: o jantar de gala do Prêmio César, considerado o Oscar do cinema francês, é servido aqui desde 1979.

Em 1998, ele foi comprado pelo Groupe Barrière e, desde então, faz parte do Hotel Barrière Le Fouquet. Outras unidades do café/restaurante foram inaugurados em destinos luxuosos da França, como: Cannes, Courchevel e Toulouse. Uma das coisas que eu mais amo fazer quando viajo é sentar em um café e observar as pessoas. Quando tem história então… Eu já fico tentando imaginar como foi, quem já se sentou ali, o que pensava e sonhava cada pessoa enquanto tomava seu cafezinho.

O Café Le Fouquet’s Paris é caro, sim, e já vou falar mais sobre isso. Mas, se você é dos meus e troca qualquer ida ao shopping por experiências principalmente gastronômicas, vá em frente. Vale a pena considerar também que você pode gastar mais em um restaurante de luxo no Brasil, acredite. Isso não é nem um pouco difícil. Além disso, se trata da Avenida mais famosa do mundo.

Há quem prefira passar a fast food e comprar coisas para levar. Então, vai do gosto e do estilo de viagem de cada um. Eu uso meu dinheirinho para colecionar experiências. Meu planejamento é todo em cima disso e não necessariamente vou a todos os pontos turísticos na primeira visita a qualquer lugar. Já falei aqui que até vou com uma coisa ou outra programada, mas gosto mesmo é de descobrir a cidade do meu jeito, sair andando e ver o que encontro.

Fui para o café da tarde com minha irmã. Pagamos 52 euros em 2 cappuccinos, uma água sem gás, um bolo de chocolate e uma eclair de chocolate. Os doces são maravilhosos, tanto no sabor quanto na apresentação. O atendimento é excelente também. Experiência super válida, ainda quero voltar para experimentar os pratos do restaurante.

Café Le Fouquet’s Paris

Av. des Champs-Élysées, 99, Paris, França
Funciona todos os dias, de segunda a domingo, das 7h30 às 23h30
Telefone: (+33) 1 40 69 60 50

(Dica: outro lugar que eu recomendo para comer eclair é L’éclair de Génie. Tem algumas unidades espalhadas pela cidade. Clique aqui para conferir os endereços). Os doces de Paris são surreais.

Para reservar passagens e hospedagens, lembra que eu deixei a caixinha do Booking.com aqui né? Se você está lendo pelo computador, confira no canto direito da tela. Se está lendo pelo celular ou tablet, é só rolar aqui para baixo do post.

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O Café Le Fouquet’s Paris é uma das minhas recomendações para vocês em uma das cidades mais lindas do mundo. Gostou da dica? Quero saber nos comentários. Compartilhe usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

Fotos: Fernanda Haddad ©

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Hotel com café da manhã é preferência de 68% dos brasileiros

Quando você vai viajar, escolher um hotel com café da manhã é uma prioridade entre os detalhes da hospedagem? Uma pesquisa global feita pelo Booking.com mostrou que a maioria dos brasileiros (68%)  fazem a busca de lugares para ficar com essa preferência. E acreditem: ela ganha, inclusive, quando comparada ao Wi-Fi (50%).

Hotel com café da manhã: o que mais as pessoas pelo mundo procuram?

O levantamento foi feito com  57 mil pessoas de 30 países. Para os brasileiros, em segundo lugar vem o ar-condicionado no quarto (61%), depois equipe profissional e solícita (57%), wi-fi grátis (50%) e equipe que fala seu idioma (48%).

Para a maior parte dos australianos (45%), japoneses (60%) e também norte-americanos (66%), o ar-condicionado é mais importante. Apenas 2 a cada 10 australianos dão preferência ao café da manhã na hora de fazer a sua reserva de hospedagem. Quanto ao Wi-Fi, os dados mostram que ele fica em primeiro lugar para os viajantes na Nova Zelândia (51%). No caso dos dinamarqueses, 49% priorizam a conexão. Já entre os japoneses esse número é de 36%.

O que pesa na hora de decidir?

Na hora de fazer a busca pela melhor hospedagem, seja hotel com café da manhã, ar-condicionado ou Wi-Fi, o que mais pesa na hora de decidir é a opinião de outros viajantes.

De acordo com a pesquisa do Booking, um terço dos viajantes globais (33%) considera uma das três fontes de informação mais importante antes de fazer uma reserva. Brasileiros, russos e coreanos passam a maior parte do tempo em busca de opiniões. Cerca de seis em cada 10 viajantes entre japoneses, mexicanos e suecos não dão muita importância para qualquer tipo de avaliação. Eles se baseiam no que sabem sobre as comodidades e outras informações relevantes.

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Para miml, o hotel com café da manhã e Wi-Fi é importante. Mas, confesso que dependendo do lugar, gosto mesmo é de começar a explorar os cafés e cafeterias logo cedo. Se já tem no hotel (e eu amo porque também posso falar deles aqui!), muitas vezes eu não almoço só para poder experimentar mais cafés.

E aí, me conta: você é do time que busca sempre hotel com café da manhã? Se esse texto te lembrou de procurar hospedagem, procura a caixinha do Booking aqui no canto direito da tela (se estiver lendo pelo computador) ou aqui em baixo (se estiver lendo pelo celular). Em qual destino você gostaria de tomar muitos cafezinhos?  Aproveite as dicas aqui do blog, monte o seu roteiro e compartilhe com a gente usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto: Jennifer Pallian on Unsplash

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Loja Merci em Paris tem um café literário lindo

Café, livros, floricultura, moda, design e sustentabilidade na cidade luz. A loja Merci em Paris une tudo isso em cerca de 1500 metros quadrados. Quem me apresentou o lugar foi uma amiga que mora por lá e que sabe que eu amo cafés interessantes.

Na entrada, um Fiat 500 vermelho abarrotado de objetos chama a atenção e já é a marca registrada do lugar. A boutique vende peças de roupas multimarcas, acessórios, perfumes, móveis, obras de arte, livros, etc., desde 2009, mas o seu grande diferencial é a pegada solidária por trás do negócio.

Mornin’ coffee at the Used Book Cafe #coffeetime #usedbookcafe #merciparis #mercifiat500 #fiat500

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Loja Merci em Paris tem café e promove a compra de itens exclusivos com responsabilidade social

Marie-France Cohen e o marido, Bernard Cohen (falecido em 2010), são os fundadores da loja de moda infantil francesa Bonpoint. Tudo ia bem no negócio, mas eles buscavam algo com propósito.

A solução foi unir o que sabiam e amavam fazer com um projeto solidário. Criaram a Merci Foundation com o intuito de financiar, com parte das vendas da loja Merci, uma escola que ajuda crianças e mulheres em Madagascar. Era de lá que eles importavam os tecidos bordados usados na Boinpoint. A criação do projeto foi nada mais que a forma que encontraram de retribuir.

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Grandes nomes da moda como Stella McCartney, YSL, Azzaro, Alexis Mabille, Marni, Kris Van Assche e Paul Smith chegam a vender peças com valor 40% menor do que o das lojas próprias. Uma série delas são produzidas com exclusividade para a loja Merci em Paris.

Tem muita coisa com a pegada Vintage também. Para quem gosta de decoração, pode encontrar peças do Philippe Stark e cadeiras Bugatti, por exemplo. Há uma seleção de tudo o que é vendido ali e existem profissionais que se dedicam a isso com afinco. Os produtos precisam ter história, serem raros…

Depois de ver tudo isso, e comprar se você quiser, por favor pare para tomar um cafezinho.

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Uma pausa para o cafezinho no Le Used Book Café

Dentro da loja Merci em Paris você encontra um lugar super aconchegante para tomar um café ou um chá, ler um livro, conversar e descansar. Tem restaurante também, mas o que eu recomendo é o Le Used Book Café (aqui no link tem o cardápio), uma cafeteria entre mais de 10 mil livros.

Você pode ir para fazer um lanche com um amigo, para um almoço rápido antes de continuar a turistar, para descansar das suas compras… Não importa, mas vá. Você pode comprar livros usados ali por 2 euros.

Será que você já viu?

Uma das coisas que eu mais amo em Paris é que tem metrô fácil em todos os cantos. O Le Used Book Café funciona das 10h às 18h. 

Comprar coisas para levar em viagens não é muito o meu forte (a menos que seja café, chocolate e vinho), gosto mesmo é de usar meu dinheiro para experiências. Como muitas delas têm a ver com café, é para compartilhá-las que eu uso esse espaço aqui.

Merci

111, boulevard Beaumarchais, Paris (estações de metrô: Filles du Calvaire, Oberkampf e Saint-Sébastien-Froissart)
hORário de funcionamento: de segunda a sábado, das 10h às 19h30.
Telefone:  01 42 77 79 28

O que achou da loja Merci em Paris? A cidade luz é cheia de atrações incríveis e esse é um dos lugares mais legais que conheci. Você já tem planos de fazer uma viagem para a França em breve? Faça sua pesquisa de passagens e hospedagens diretamente aqui. Tem uma caixinha do Booking logo aqui do lado (se você está lendo pelo computador) ou aqui em baixo (se você está lendo pelo celular). Compartilhe nas suas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. Ah, e comenta aqui se você gostou. Vou adorar saber. 

Fotos: Fernanda Haddad ©

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Bar Luce, o café do Wes Anderson, em Milão

Hoje eu vou contar sobre uma das surpresas lindas que eu tive em Milão, em 2017: o café do Wes Anderson, diretor do filme O Grande Hotel Budapeste. Ele assinou o design do Bar Luce, uma cafeteria cheia de charme, que fica na Fundação Prada.

Cartaz do filme O Grande Hotel Budapeste. Reprodução

Quando cheguei a Milão, em fevereiro de 2017, era minha primeira vez na cidade. Cheguei sozinha e ia encontrar uma amiga brasileira. Como sempre, tinha feito uma lista de cafeterias para visitar, sabendo que não conseguiria ir a todas, mas segui o fluxo da vida.

Gosto de viajar assim, sem uma programação muito rígida. Acho legal ter a liberdade de sair andando cada dia para um lado e descobrir o lugar de um jeito que você goste, de um jeito só seu. Até porque sempre tenho em mente que posso encontrar cafeterias incríveis e restaurantes que nem sempre estarão listadas nos sites ou aplicativos pesquisados.

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Muita gente não consegue viajar sem uma programação, talvez seja esse um dos motivos que me faz amar viajar sozinha. (Pensando aqui: isso pode até ser tema de uma crônica em algum momento, BUT voltemos ao café do Wes Anderson).

A Fundação Prada

O Bar Luce fica na Fundação Prada. Se você gosta de exposições e obras de arte, vá em frente. O lugar de 19 mil metros quadrados é todo futurista, cheio de espelhos e tem uma arquitetura diferente, que mistura muito do moderno com o que já havia ali antes do espaço existir: uma destilaria.

O projeto é do arquiteto Rem Khoolas, que já fez também lojas e desfiles da marca. Tem uma torre dourada, inclusive, que é folheada a ouro. Não fica perto da Duomo e sim numa região industrial, cheia de galpões, mas é fácil de chegar de metrô + uma caminhadinha. Eu li que o que o senhor e a senhora Prada queriam era compartilhar sua coleção com os turistas e milaneses. Muitas obras são deles, mas o espaço também recebe outras exposições que não são fixas.

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Pois bem. Eu gosto muito de ver exposições, visitar museus e tal, mas tudo o que eu sabia era que ali havia uma cafeteria… Só não sabia que era o café do Wes Anderson, muito menos inspirado no filme O Grande Hotel Budapeste (sim, sou meio desligada às vezes, o que pode ser bom porque traz surpresas constantes e dá uma certa graça e leveza à vida rs).

Bar Luce: o café do Wes Anderson em Milão

O Bar Luce tem uma decoração linda, tudo rosa, verde e azul. Bemmm a cara do filme! No cardápio tem vários tipos de café, chás, lanches, doces, pizza…

Independente do horário, é claro que eu ia optar pelo café. Escolhi cappuccino e gelato de chocolate. Eu amo affogato (sorvete com café por cima), mas também adoro gelato para harmonizar com café, separados mesmo, para ficar naquela de esfria, esquenta… Foi o que fiz aí. <3 Amei, amei, amei. Uma super experiência e cafezinho delicioso.

Ah, leia esses aqui também ó:

(Preciso confessar pra vocês que só me dei conta que se tratava do café do Wes Anderson depois que voltei pra casa. Foram duas felicidades: uma quando eu estava lá e outra quando eu não estava mais lá, mas me dei conta de que lá era lá :))

Bar Luce – Fundação Prada

Largo Isarco, 2, Milão, Itália (metrô linha amarela – estação lodi t.i.b.b)
Segundas, quartas e quintas, das 9h às 20h; sextas, sábados e domingos, das 9h às 22h; é fechado às terças.
Dica: não sei se ainda funciona assim, mas se você comprar a entrada para ver as exposições na fundação ganha um ingresso para ver um espaço exclusivo da prada dentro da galeria vittorio emanuele. aí pode parar na pasticceria marchesi para mais um cafezinho.

Que tal colocar o café do Wes Anderson no seu roteiro? Juro que é demais. Vai aqui no Booking, que tá no canto direito – se você tá lendo pelo computador – ou aqui em baixo – se você tá lendo pelo celular, e pesquise suas passagens e hotéis para Milão.

Se for na pegada mochilão e hostel, recomendo o Ostello Bello Grande, minha casa italiana, do lado da Estação Central. Eu sempre fico lá quando estou em Milão e já morei um tempo, inclusive. Incrívelllll! Deixe seu comentário e compartilhe com seus amigos pelas redes sociais usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

Foto de destaque: Reprodução do site da Fundação Prada/Attilio Maranzano

Instagram: Fernanda Haddad©

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Florada do café na Fazenda Sertãozinho, em Botelhos

Ah, a florada do café… Provavelmente, uma das cenas mais lindas de se ver quando se trata desse ciclo produtivo. A infinidade de flores brancas é um show para os nossos olhos e dura no máximo 3 dias. Eu tive essa oportunidade na Fazenda Sertãozinho, em Botelhos, Minas Gerais. Essa é uma das 5 propriedades produtoras do  Café Orfeu e soma mais de 2 milhões de pés de café.

Se você me acompanha pelo Instagram ou pelo Facebook, é possível que tenha visto tudinho sobre essa visita*. Se não, leia esse artigo até o final, que eu vou contar agora.

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A importância da florada do café

Pode-se dizer que a florada do café é determinante para o sucesso da safra. O que ocorre é um trabalho em equipe do homem com a natureza! O fruto do café vem depois da florada. Ele guarda a semente, que é o café, e que vai ser beneficiado, seco, torrado e moído, antes de virar bebida. O ponto é que a florada depende totalmente das condições climáticas da região de cultivo. Depois disso, sim, entra a força de trabalho humana e das máquinas.

Um detalhe importante entre uma safra e outra é manter o máximo de galhos e folhas nos pés de café. Isso colabora para que haja mais flores e, consequentemente, mais café nas próximas colheitas. Quanto mais nós, melhor. Esses nós são os pontos em que nascem novos ramos e folhas a partir dos ramos laterais formados na safra anterior.

Quando é a florada do café?

Mas, afinal, quando é a florada do café? Em geral, os campos ficam todos floridos durante a primavera, entre os meses de setembro e novembro. Fato é que pode haver mais de uma florada, dependendo do meio ambiente e suas características (temperatura, sol, chuva/água). As mudanças no clima e as estações cada vez menos definidas fazem com que fique cada vez mais difícil precisar o período da florada, afetando, inclusive, a qualidade do café.

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Visita à estrutura do Orfeu Cafés Especiais, na Fazenda Sertãozinho

Depois de conhecer e entender a florada, passamos aos pés do famoso e imponente Jequitibá-Rei, o segundo Jequitibá mais antigo do Brasil, considerado o guardião da lavoura da Fazenda Sertãozinho. São 40 metros de altura e mais de 1500 anos. O que se sente estando ali em baixo é uma energia inexplicável.

O segundo Jequitibá mais antigo do Brasil, com 1500 anos e 40 metros de altura.

Devidamente reenergizados, seguimos para ver de perto a estrutura de torrefação, moagem e encapsulamento do Café Orfeu.

Existe muito cuidado em cada fase do processo. Desde outubro de 2017, a marca começou a fabricar os cafés em cápsulas compatíveis com as máquinas Nespresso® utilizando um material biodegradável e compostável. Isso significa que, depois de preparar o seu cafezinho, a cápsula pode ser descartada junto ao lixo orgânico (cascas e restos de alimentos). Veja aqui onde fazer o descarte de cápsulas corretamente.

Quando esse lixo orgânico é corretamente destinado para a coleta seletiva, depois de 4 meses a cápsula de bioplástico vira adubo. Quando destinado para a compostagem – que pode ser feita em casa, inclusive – o material da cápsula é degradado em um período de 2 a 4 meses. Na composteira elétrica, esse tempo é ainda menor.

Um avanço e tanto para esse mercado que fidelizou tantos consumidores, especialmente motivados pela praticidade das monodoses de café, não acham?

Antes dessa viagem, eu já havia recebido um convite, mas não pude comparecer. Veja o que rolou no artigo escrito pela Litiene, do blog Cappuccino e Cia.

(*) Viajei a convite do Orfeu Cafés Especiais

O que achou de conhecer um pouco mais sobre a florada do café e os processos produtivos na Fazenda Sertãozinho, em Minas? Esse Jequitibá é de cair o queixo, não é? Compartilhe usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Fotos: Fernanda Haddad ©

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Cafeteria da Amélie Poulain, em Montmartre, Paris

Se você gosta de cinema, acho difícil que não conheça o filme francês O Fabuloso Destino de Amélie Poulainprotagonizado pela atriz Audrey Tautou. Com direção de Jean-Pierre Jeunet, a história se passa no charmoso bairro de Montmartre, em Paris, onde a fica o Café des Deux Moulins, a cafeteria da Amélie Poulain. Neste artigo, vou contar um pouquinho do que eu vi por lá. Será que vale a pena?

Leia também:

Café des Deux Moulins: a cafeteria da Amélie Poulain

Minha lista de cafeterias para visitar em Paris, era extensa (continua sendo, já que não deu tempo de finalizar) e esse era um dos lugares que eu, uma fã do filme, mais queria visitar. A sensação é mesmo de estar no cenário do filme e, logicamente, é cheio de turistas.

A parada foi para o café da tarde. Nas fotos, parece noite, mas era inverno e escurece mais cedo mesmo. Eles têm várias opções para café, almoço e jantar, mas como tínhamos acabado de comer, então ficamos apenas com um cappuccino (para mim – 5,50 euros) e um chocolate quente (para minha irmã – 4,50 euros). Mas, fiquem tranquilos…  Tem creme brulée.

[Paris 🇫🇷] – “Bonjour, Amélie!”. Se você gosta de cinema, sabe onde é essa foto. “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” é um filme de 2001, lindo, cheio de significados que valorizam a simplicidade e com uma trilha sonora incrível (procurem no YouTube). Esse é um dos filmes que eu mais amo, gente! A escolha foi um cappuccino (5,50€) é um chocolate quente (4,50€). Não deu para comer o crème brulèe e quebrar a casquinha porque não cabia, mas tem! 😍 Vale a visita! 📍15 Rue Lepic, 75018. De segunda a sexta, das 7h30 às 2h. Sábados e domingos, das 8h às 2h. #UmCafezinhoPeloMundo ☕️❤️💚 Quem já foi? Nos destaques dos Stories tem mais das cafeterias pelo mundo, vai lá ver! 😉

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Aí você me pergunta: vale a pena ir à cafeteria da Amélie Poulain? Eu te respondo: se você gosta do filme e quer perambular pelo bairro e parar para comer alguma coisa gostosa e tomar um cafezinho, almoçar, jantar… Sim. Agora, se você nem gosta do filme e tem um paladar muito exigente para o café, não vá. Paris tem opções de lugares que servem apenas cafés especiais, mas eu não gosto de me limitar a eles, como já expliquei aqui no blog.

Também não vale comparar o cappuccino na França com o cappuccino italiano, tá? Isso em qualquer lugar na França! Temos que considerar que cada país tem suas preferências e adaptações AND que nem todo mundo sabe fazer bem a receita original do cappuccino italiano, mesmo na Itália.

No mesmo bairro ficam pontos turísticos como o Moulin Rouge e a famosa e linda igreja Sacré-Coeur. Prepare as pernocas para caminhar bastante e subir escadas e ruas mais íngremes. Vale a pena e você poderá comer o creme brulée e quebrar a casquinha sem culpa (quem já viu o filme sabe do que eu tô falando!).

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

Um filme que fala sobre sonhos e sobre valorizar as coisas mais simples da vida. A fotografia e a trilha sonora são os quesitos que mais me encantam.

Estranho o destino dessa jovem mulher, privada dela mesma, porém, tão sensível ao charme das coisas simples da vida… – Frase do filme

Amélie foi criada isolada do mundo, em casa. Quando adulta, ela começa a trabalhar como garçonete no Café des Deux Moulins. Um belo dia, ela acha uma caixa com brinquedos antigos do ex-morador do seu apartamento. Ela decide procurar por ele para devolver, de forma anônima. Ao ver a felicidade dele com seus objetos de infância, Amélie percebe que pode tornar a vida das pessoas a sua volta mais feliz, com pequenos gestos. Esse passa, portanto, a ser o sentido da sua vida.

Veja o trailer (tem no Netflix):

Café des Deux Moulins

15 Rue Lepic, Paris > > > (LEVE SEU BICHINHO, é PETFRIENDLY)
De segunda a sexta-feira, das 7h30 às 2h. Sábados e domingos, das 8h às 2h.
Metrô | linha 12 – estação pigalle ou linha 2 – estação blanche

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E aí, deu vontade de conhecer a cafeteria da Amélie Poulain, em Paris? Coloque no seu roteiro de viagem. Gostou da dica? Me conte aí em baixo e compartilhe usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Fotos: Fernanda Haddad ©

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Fazenda Santa Alina: uma experiência única no cafezal

A Fazenda Santa Alina fica em São Sebastião da Grama, no Estado de São Paulo, próxima a Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais. A convite do Suplicy Cafés Especiais, fui passar dois dias lá e viver uma experiência incrível em uma fazenda de café.

História da Fazenda Santa Alina

A história da Fazenda Santa Alina começou em 1907, com o bisavô da Tuca Dias, que faz parte da  4° geração da família e é quem cuida da propriedade hoje em dia, junto com tantas outras pessoas maravilhosas. Desde o início, a Santa Alina é uma fazenda de café, porém o cultivo foi sendo aprimorado com o passar dos anos e hoje é uma referência na produção de café de qualidade. São 239 hectares cultivados a 1.100 metros de altitude.

Na fazenda com Suplicy Cafés Especiais

Chegamos à Fazenda Santa Alina numa quinta-feira (28 de junho), no final do dia, sem saber o que aconteceria nos próximos dias. Essa, aliás, é a principal característica da nossa viagem e também de quem visita a Fazenda: não existe um roteiro e a Tuca sabe surpreender como ninguém.

Dedicar parte do meu tempo a um hobby como o café me traz experiências incríveis como essa dos últimos dias na Fazenda Santa Alina. Depois de uma hora e meia de colheita ontem, hoje separamos o café, entendemos e praticamos a secagem, conhecemos uma fazenda produtora de azeite (com sabonetes maravilhosos) e ainda almoçamos no meio da natureza. A verdade é que não dá vontade de ir embora! Esses dias ocorreram sem roteiro, tudo era surpresa, assim como a vida! Agradeço à @tucadias e toda a equipe da Fazenda Santa Alina e também ao @suplicycafes pelos lindos dias de tanto aprendizado. (Tem mais nos Stories e logo vou escrever um artigo no blog porque todo mundo pode conhecer esse paraíso) ☕️❤️ #umcafezinhopelomundo . . . . #suplicycafes #coffeelovers #coffeelife #coffeetime #cappuccinoecia #coffeeexperience #cafezinho #cafestagram ▶️ Primeira foto: 📸 @cappuccinoecia

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Quinta-feira, 28 de junho de 2018

Deixamos as malas nos quartos e nos pediram para escrever numa tag o nome de 4 pessoas da nossa família de diferentes gerações. Seguimos andando, com lanternas presas à cabeça, rumo à primeira atividade: um plantio de árvores noturno. As diversas mudas já nos esperavam ao lado dos buracos e a ideia era colocar a mão na terra mesmo (como é bom!). Depois de plantar, cada um colocou sua tag na muda. Estava ali, então, uma singela homenagem aos nossos ancestrais.

Em seguida, pegamos carona com um tratorzinho da Fazenda e ele nos deixou na frente da Capela. Tuca nos contou um pouco da história e nos convidou para entrar e fazer um agradecimento. Quando acenderam a luz, supresa! Nos prepararam um lindo jantar ali mesmo, dentro da capela.

Jantar dentro da capela na Fazenda Santa Alina. Foto: Cappuccino e Cia.

Eram três mesas de 4 pessoas. A ideia era escolher jantar com pessoas que não fossem conhecidas. Já sentados, as mãos de cada 4 participantes foram amarradas entre si com uma fita e, assim, deveriam se servir em um buffet ao lado e jantar.

E mais: uma pessoa de cada mesa deveria passar pela experiência com os olhos vendados. Eu me candidatei para ser vendada e foi uma das experiências mais incríveis que já tive. Um exercício e tanto de solidariedade e confiança no próximo.

Sexta-feira, 29 de junho de 2018

No dia seguinte, acordamos e fomos tomar café da manhã no curral, mais uma surpresa da Tuca e dos colaboradores da Fazenda.

O cafezinho passado na hora e os quitutes da Lúcia (não sei descrever o quanto ela cozinha bem!) ajudam qualquer pessoa a acordar de bom humor. Queijo, geleia, manteiga, pão com castanha, biscoito de polvilho. Apenas imagine! Precisávamos de energia para o que viria em seguida: a colheita do café.

Duplas foram sorteadas, equipamentos de segurança distribuídos e colocados. Seguimos para o cafezal. Colhemos café por uma hora e meia, sem descanso. No final, tomamos um lanche ali, na sombra, com as mãos sujas de terra e tudo. Confesso que a experiência mudou o gostinho do meu café na xícara para sempre.

Na hora da colheita do café. Foto: Tuca Dias

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O resto do dia foi de descanso e, na hora do jantar, mais uma supresa: churrasco, caldinho de feijão, fogueira e cinema ao ar livre, com sofás, cobertinhas e um espaço na grama e cheio de almofadas. Terminamos o dia assistindo ao vídeo que a Tuca fez durante a nossa experiência na colheita, além de outros que contavam a história da Fazenda Santa Alina e dos seus colaboradores.

Cinema ao ar livre. Foto: Fernanda Haddad

Sábado, 30 de junho de 2018

No último dia, o café da manhã foi no jardim da casa. Para tornar a experiência ainda mais completa, fomos conhecer a estrutura do beneficiamento do café e também da secagem. Separamos o café que colhemos à mão e passamos o rastelo no café que secava no terreiro.

Café da manhã na varanda da casa. Foto: Fernanda Haddad

A próxima surpresa foi uma visita na Fazenda Irarema, produtora de um dos melhores azeites do mundo, premiado em Nova York. Eles têm uma estrutura super preparada para receber visitantes e grupos, com um espaço para degustar e comprar azeites, além da Lili Doces Gourmet, uma cafeteria, e também uma loja de sabonetes 100% naturais. Comprei um esfoliante de café, claro.

Voltamos para almoçar na Fazenda Santa Alina, onde mais uma surpresa nos aguardava, antes de ir embora: um almoço ao ar livre. Eles montaram tudo literalmente no meio da natureza. O tempo todo ouvíamos o som da água corrente, que passava em baixo da mesa.

Almoço de despedida. Foto: Fernanda Haddad

Visite a Fazenda Santa Alina

Telefone: (35) 3714-1256
E-mail: tucadias10@gmail.com.br

Visitar um lugar como a Fazenda Santa Alina faz com que qualquer pessoa saia de lá diferente, transformada para melhor. Isso porque é fácil de perceber que todos que vivem ali são uma grande família, que zelam pelo bem comum.

É bem verdade que todo amor pelo ser humano e pela natureza chega ao café. Nunca mais vou tomar café do mesmo jeito.

Clique aqui e confira a experiência da minha amiga Litiene, do blog Cappuccino e Cia, que também estava no grupo.

O que achou dessa experiência na Fazenda Santa Alina? Conte sua opinião nos comentários e compartilhe com seus amigos pelas redes sociais usando hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.  

Foto de destaque: Fernanda Haddad©

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