Café com filho de imigrantes argelinos, que vive em Paris

Uma das vantagens de trabalhar na Europa respeitando o horário do Brasil é que eu podia acordar mais tarde. Isso no inverno ajuda bastante. Nessa época, começar a trabalhar às 9h do Brasil significava estar online à partir de meio-dia na Itália. Era isso que eu fazia e aí fechava a lojinha mais tarde, mesmo que estivesse sempre com o WhatsApp à mão para possíveis emergências.

Nesse dia, eu estava tomando café da manhã por volta de 11h, no hostel onde morava em Milão. Eis que um moço pede licença para se sentar na mesa compartilhada e segue o protocolo: “De onde você é? Qual é o seu nome? O que você faz?”.

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Eu retribuí com as mesmas perguntas e nossas respostas renderam longas conversas durante os dois dias em que ele esteve lá a trabalho, ou de manhã ou na hora do jantar.

Khalil* tem 30 anos, é francês, filho mais novo de imigrantes argelinos, morador da região periférica de Paris e funcionário de uma empresa de trens. Ao me responder, ele foi logo justificando:

– Ah, é que muita gente acha estranho quando eu digo que sou francês com esse nome.

Eu, que sou resultado de uma mistura de imigrantes árabes, italianos e portugueses, além de ter sangue de índios também, logo fiquei imaginando a história dele. Coisa de jornalista, pode ser… O que será que o tinha levado até ali naquele café da manhã?

Sabe-se que a relação entre França e Argélia é delicada e cheia de conflitos históricos, reconhecidos inclusive pelo atual presidente francês, Emmanuel Macron, em discurso.

Entre algumas xícaras de café de manhã e outras taças de vinho à noite, Khalil me contou que os pais se mudaram para Paris há mais de 30 anos em busca de uma vida melhor.

Por mais que Paris seja uma cidade dominada por imigrantes, imagino que não seja fácil. O tom de desabafo com que ele me contou entregava um pouco desse sentimento de segregação.

Ele nasceu na França, mas não se sente um francês de fato. Também disse não se sente argelino ao visitar o país de origem dos pais, os tios e os primos durante as férias:

– Pode parecer estranho o que vou dizer, mas, em muitos momentos, me sinto sem pátria. Parece que não sou de lugar nenhum.

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O que eu senti após ouvir essa frase – que nunca vou esquecer e que deixei anotada no bloco de notas do celular – é gratidão ao Brasil, que acolheu aos que vieram antes de mim quando eles buscaram aqui (e encontraram) a mesma vida melhor que os pais de Khalil.

Mesmo com cidadania italiana reconhecida, falando o idioma e amando a Itália, ali eu sentia um pouco disso. Só não sem pátria porque sou e me sinto brasileira.

A história dele é como a de muitos brasileiros, é como a minha. Triste é quando a gente se lembra disso quando quer o reconhecimento da cidadania para “fugir do Brasil”, como muitos afirmam ao mesmo tempo em que destilam xenofobia (escancarada ou velada) ao se referir à presença de imigrantes aqui no nosso país.

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Khalil foi uma aula e tanto para mim. Sobre agradecer por ter alternativas. Por ter possibilidade de dizer e sentir que tenho uma pátria, mesmo com todos os seus problemas. Isso todo lugar tem. A gente só esquece e, por esquecer, reclama quando deveria agradecer.

Escrevi esse texto no Aeroporto de Guarulhos, tomando café, na manhã de 15 de abril de 2018, quando retornei ao Brasil após 5 meses vivendo na Europa.  

 

* Nome fictício para preservar a identidade da pessoa.

Fernanda Haddad é idealizadora e editora do projeto @UmCafezinho. Formada em jornalismo, tem uma empresa de conteúdo e estratégia digital. Trabalhou no Grupo Bandeirantes por quase 5 anos, gerenciou o conteúdo do Universo Jatobá nos primeiros 2 anos de portal e trabalhou em outros projetos de Content Marketing para grandes marcas, em startup. Também é locutora e apaixonada por bulldogs e chocolate. Nas horas vagas, toma café, lê, vê um filme ou outro e escreve um pouquinho. Fernanda escreve às terças-feiras.

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O que aprendi ao tomar café com americano desconhecido

Eu estava em Milão. Tinha reservado pelo menos 20 dias para ficar num hostel: o Ostello Bello Grande, um dos lugares mais animados da cidade, onde chegam e vão embora pessoas do mundo inteiro, a todo momento. Mas, antes de contar sobre o café com americano, preciso voltar um pouquinho.

Um dias antes, o meu celular havia sido furtado ali dentro, numa das mesas do bar, que é aberto para não hóspedes na hora do famoso aperitivo italiano (o nosso happy hour). Dei bobeira. Ficava tanto tempo ali, ou trabalhando ou confraternizando, que talvez tivesse achado mesmo que estava em casa, literalmente.

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Conferi a câmera de segurança e fiz boletim de ocorrência, prova cabal de que finalmente eu estava conseguindo me comunicar em italiano.

Eu precisava muito do celular para trabalhar, o meu era novinho, 5 meses de uso. Era o momento certo de praticar tudo aquilo que eu vinha lendo nos livros de autoconhecimento. Não queria deixar que sentimentos ruins me tomassem.

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E pensei: “Confia, menina. Tudo acontece por uma razão. O que é que você tem a aprender com isso?”.

Me permiti sofrer por 5 minutos e soltei.

No dia seguinte, eu estava sentada trabalhando com o computador na mesma mesa em que o celular foi furtado, no mesmo lugar.

Eis que surge um cara para fazer seu check-in. Ele sentou na minha frente para preencher o formulário, colocou o seu welcome drink de um lado e seu celular de outro. O aparelho era idêntico ao meu, o mesmo modelo.

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Ele puxou conversa, perguntando o que eu tava fazendo ali, de onde eu era, etc. Todo mundo fazia cara de espanto quando eu dizia que estava viajando com passagens só de ida, inclusive ele, que é fotógrafo e estava numa jornada parecida.

Dei o alerta:

– Olha só… Fica atento com seu celular. Ontem, levaram o meu aqui nessa mesa.

Eu tinha contado um pouco sobre o meu trabalho, sobre como fazia para trabalhar viajando, e continuei no computador enquanto ele acabava de fazer o check-in no balcão da recepção.

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Peguei um café no bar, ele voltou com um café na mão também e me disse:

– Eu imagino que o celular esteja te fazendo muita falta, até pelo seu tipo de trabalho. Eu trouxe um aparelho extra, mais velhinho, de backup. Quer ficar com ele? Eu deixo com você.

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Eu fiquei assustada, achei que não tinha entendido direito. Afinal, quem é que oferece um iPhone para uma pessoa que conheceu há 5 minutos? Ele continuou:

– Eu vou ficar aqui por uns dias e, no máximo, vou visitar a região, tudo aqui perto. Mas, volto e pego o celular. O que acha?

Eu continuei sem resposta, incrédula. E ele:

– Bom, pense aí… Eu vou deixar minha mala no quarto e sair para comer. Quando eu voltar, você me diz.

O celular é importante mesmo para quem trabalha com internet, os meus clientes contavam comigo, tinha entregas a fazer.

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Na Europa não existe essa coisa de parcelar em 12x. Eu estava esperando receber de um trabalho e ainda ia ter que enviar o dinheiro da minha conta do Brasil para comprar um aparelho novo.

Aceitei. E fiquei emocionada depois, sozinha. Como é que pode encontrar a solução no mesmo lugar de onde surgiu o problema num intervalo de menos de 24 horas?

O gesto de gentileza desse garoto americano é algo de que nunca mais vou me esquecer. E digo mais: se eu não tivesse ficado no pé dele, ele nem teria voltado para buscar o celular. Aqui aprendi um pouco mais sobre desapego.

E quer saber sobre o que mais aprendi (na prática)? Confia! O universo pode te surpreender entre um café e outro.

 

Fernanda Haddad é idealizadora e editora do projeto @UmCafezinho. Formada em jornalismo, tem uma empresa de conteúdo e estratégia digital. Trabalhou no Grupo Bandeirantes por quase 5 anos, gerenciou o conteúdo do Universo Jatobá nos primeiros 2 anos de portal e trabalhou em outros projetos de Content Marketing para grandes marcas, em startup. Também é locutora e apaixonada por bulldogs e chocolate. Nas horas vagas, toma café, lê, vê um filme ou outro e escreve um pouquinho. Fernanda escreve às terças-feiras.

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Passagem só de ida e muito café durante 5 meses

Não tinha prazo definido. Tinha só uma vontade de viver um dia de cada vez, sair do automático, estar no presente. Foi por isso que resolvi comprar passagem só de ida para a Itália e viver na Europa. A ideia era morar em Milão. Eu gosto do ambiente urbano, a locomoção dali para outros lugares era mais fácil, na minha visão. A facilidade com o idioma e a cultura do café ajudaram muito na escolha também.

Eu já tinha morado numa pequena cidade na Itália para fazer o meu processo de cidadania italiana. Nessa época, eu já tinha começado a trabalhar por conta própria. Era só colocar o computador na mala e ficar atenta ao fuso e aos prazos dos clientes.

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Com o passaporte europeu em mãos, voltei para o Brasil para mais 8 meses até chegar a hora de comprar passagem só de ida e viver assim literalmente – só comprando passagens de ida mesmo – por 5 meses para vários lugares, entre Itália, França e Suíça. Eu nunca sabia o dia de ir embora. Achava uma promoção ou uma oportunidade e ia. Vivi intensamente um dos períodos mais especiais da minha vida, com muitos cafés. Muitos mesmo.

Como consegui comprar passagem só de ida durante 5 meses?

Essa coisa de comprar passagem só de ida parece fácil e até coisa de filme, mas não é bem assim, especialmente quando você ouve as seguintes frases de TODOS os lados:

Ah, mas tendo dinheiro é fácil. Só tendo muito dinheiro para sair trabalhando e viajando assim.  

Claro que é preciso ter o mínimo de planejamento financeiro, mas você está enganado se pensa que precisa ser rico para realizar. No meu caso, o planejamento foi longo. Tudo começou para ir para Itália com passagem de ida e volta para fazer a cidadania. Fiquei lá por 3 meses na casa de uns primos, que me ajudaram muito (se você já tentou fixar residência na Itália para começar o processo, sabe do que eu estou falando).

Para isso, saí do apartamento onde morava com uma amiga e vendi tudo o que eu tinha lá. Só fiquei com as roupas e um saca-rolhas que eu adoro. Desapego total! Fui para a casa dos meus pais, comecei a guardar o dinheiro que antes ia para o aluguel e, passado um tempo, pedi demissão do emprego que já não me fazia feliz – importante reforçar que fiquei nele até conseguir cumprir o mínimo da meta financeira.

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Ainda lá na Itália – já considerando esse retorno sem prazo que durou 5 meses -, fiz economia e voltei para o Brasil com dinheiro. Aí, foram mais 8 meses no Brasil, sem saber se eu ia ou não me jogar nessa aventura. Detalhe: tinha deixado minhas roupas de inverno todas na Europa. Inevitavelmente, eu precisaria voltar pra buscar (ou pra ficar) em algum momento.

Você vai ganhar em real e gastar em euros?

Sim. O estilo do meu trabalho me permite atuar remotamente. Lidar com as variações de câmbio fez parte do pacote de escolhas de vida. Se você quer tentar, isso já tem que estar previsto de alguma forma nos seus gastos fixos mensais. O seu estilo de vida também vai impactar no montante necessário.

Eu cheguei a fazer entrevista para trabalhar por pelo menos meio período como barista ganhando em euros (isso foi no final dos 5 meses e eu acabei decidindo voltar para o Brasil por mil motivos que não vêm ao caso).

Ah, mas você tem família e amigos morando lá.

Tenho, mas isso não significa que vou me mudar de mala e cuia para a casa das pessoas. É importante ter tato. Quando você viaja nessa vibe, não quer se prender muito. O custo de viver assim precisa compreender os gastos com moradia (aluguel de quarto, de apartamento, hotel, Airbnb, bed and breakfast ou hostel), transporte, alimentação, entretenimento e imprevistos (sim, eles podem acontecer! Por exemplo: roubaram meu celular em Milão e eu precisei comprar outro. Na Europa, não tem essa de parcelar em 12x).

Ah, mas você tem passaporte europeu. Assim é fácil. 

Isso ajuda (e muito!) na hora de comprar passagem só de ida. Ajuda a entrar nos países sem muita burocracia e a ficar o tempo que desejar. Mas, é bom ter em mente que você continua sendo tratado como imigrante, é fato. Chegando do Brasil em Milão, por exemplo, mesmo com passaporte, já fui parada e sabatinada pela polícia por pelo menos 30 minutos.

Eu e meu computadorzinho rodamos. A cada dia, o escritório era uma cafeteria diferente. Trabalhei em inúmeras cafeterias pelo caminho, tomei muito café com pessoas incríveis e que talvez eu nunca mais veja (vou escrever sobre as mais interessantes aqui), dormi em quartos compartilhados… Andei, andei muito.

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Do Brasil, fui com duas malas grandes sem necessidade. Para viajar, usei apenas uma mala pequena e uma mochila. Era tudo o que eu tinha nesse tempo e muito mais do que eu precisava. Em resumo, não é dinheiro. São suas prioridades que vão te fazer viver uma experiência incrível. Planejar não é fácil, desapegar muito menos, mas transforma… Como transforma.

Você já viajou assim ou já pensou em comprar passagem só de ida para algum lugar? Compartilhe aqui comigo, eu vou amar saber. 

 

Fernanda Haddad é idealizadora e editora do projeto @UmCafezinho. Formada em jornalismo, tem uma empresa de conteúdo e estratégia digital. Trabalhou no Grupo Bandeirantes por quase 5 anos, gerenciou o conteúdo do Universo Jatobá nos primeiros 2 anos de portal e trabalhou em outros projetos de Content Marketing para grandes marcas, em startup. Também é locutora e apaixonada por bulldogs e chocolate. Nas horas vagas, toma café, lê, vê um filme ou outro e escreve um pouquinho. Fernanda escreve às terças-feiras.

Foto: rawpixel on Unsplash

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Cafeterias pelo mundo: como escolher quais visitar em viagens

Que eu gosto de falar sobre cafés e cafeterias pelo mundo, você já sabe. Mas, se já é difícil conhecer todas as que eu gostaria na cidade onde eu moro, como é que eu seleciono aquelas que vou visitar quando viajo? (Isso vale para viagens nacionais e internacionais, tá?)

Rá. É uma tarefa difícil, especialmente se você tem poucos dias em um determinado lugar. Atualmente, eu adoto alguns critérios e é sobre isso que eu vou falar neste artigo.

Dicas para selecionar as cafeterias pelo mundo: quais visitar na sua próxima viagem?

Para toda e qualquer viagem que eu mesma organizo, não tenho um roteiro específico e nem gosto muito desse formato “congelado” de viajar (claro que isso depende muito do nível de segurança do destino e é muito mais fácil para quem viaja sozinho ou com uma dupla que tenha bastante afinidade).

Acho legal descobrir cada canto de um jeito próprio. Ao sair andando ou pegar um ônibus, um metrô rumo a um ponto turístico, por exemplo, que você já vai conhecer, pode ser surpreendente estar atento para ver o que atrai os seus olhos, afinal nem tudo está nos guias e na internet e você pode gostar do que nem todo mundo gosta.

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Cafeterias pelo mundo não faltam e confesso que já passei mal ao ficar o dia todo só tomando café. Hoje em dia, estipulei o máximo de 4 cafés por dia e nunca depois das 18h30. Para alguns, isso já é muito. Não ignore as limitações do seu organismo, dá para se divertir e conhecer muita coisa sem ultrapassá-las.

Vamos às 4 recomendações:

1 . Pesquise as cafeterias que você deseja conhecer

Essa primeira dica funciona como uma prévia. Liste absolutamente todas as cafeterias que você iria: as que se dedicam a cafés especiais, as cafeterias históricas, aquelas que foram cenários de filmes ou séries que você gosta, a que a sua prima indicou, aquela super maravilhosa que serve cappuccino com latte art de ursinho você viu pelo Instagram, etc.

O livro Where to Drink Coffee ajuda bastante nessa fase. São mais de 600 endereços em 50 países com várias dicas de especialistas. Comprei recentemente e vou estrear na próxima viagem. Mesmo se você não é tão bom com o inglês, é fácil de entender.

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Em alguns lugares, o hábito do café é mais forte do que em outros, mas sempre tem café. Lista feita? Vamos em frente.

2 . Hotel com café da manhã ou não?

A segunda dica (e que tem muito a ver com o seu estilo de viagem) é a escolha da hospedagem. Não adianta chegar em Milão com 15 cafeterias para conhecer em 2 dias se você vai ficar em um hotel com café da manhã.

Vamos otimizar o seu orçamento. Pense comigo: você prefere reservar esse hotel com café da manhã ou tomar café em uma das cafeterias da sua lista? Assim, você consegue economizar de um lado, paga menos no hotel, e começa o dia já conhecendo um lugar diferente.

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Tenha a mesma linha de raciocínio ao reservar um hostel, um b&b (bed and breakfast) ou Airbnb. Isso vai muito do gosto de cada um. Se o café da manhã do hotel for muito maravilhoso, pode valer a pena riscar algum da sua lista.

3 . Defina minimamente o seu dia

A terceira dica para escolher as cafeterias pelo mundo que você vai conhecer é fazer um planejamento mínimo. Essa é a parte que eu mais sofro, mas é importante quando se tem limite de tempo.

Com a sua lista em mãos e já sabendo a localização da sua hospedagem, considere os pontos turísticos que vai visitar. Nessas horas um mapa físico ajuda muito (eu prefiro). Em geral, os hotéis ou hostels disponibilizam nas recepções. Pergunte para não gastar dinheiro sem necessidade. Vamos usar o dinheiro pro café.

 

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Risque no mapa os lugares que você vai visitar, inclusive as cafeterias. Com isso, você não perde tempo nem se frusta ao descobrir que no dia anterior passou ao lado de um lugar que queria muito conhecer, mas nem se deu conta que era ali.

Isso quase aconteceu comigo em Budapeste. Passei sem querer ao lado do New York Café, que é considerado o café mais bonito do mundo. Imagina se eu voltasse de lá sem ver isso? Sorte que eu estava hospedada bem perto. Foi pura coincidência. Ainda bem!

4 . Conte com as exceções e imprevistos

Última dica: como em toda viagem, exceções e imprevistos acontecem e temos que estar preparados. Isso vale para coisas boas e para as não tão boas.

Quando se trata das cafeterias, eu chego ao destino consciente de que, mesmo seguindo os passos anteriores, eu posso não dar conta de visitar tudo o que eu gostaria, principalmente se eu não estiver sozinha. Nem todo mundo tem a mesma vibe de coffee shop hunter.

Tem mais dicas legais aqui:

E outra: posso estar caminhando e encontrar alguma cafeteria muito incrível que não está listada e aí é preciso decidir na hora: 1) Paro ali e cancelo alguma das que estão pré-programadas; 2) Passo reto;  3) Acrescento só mais um espresso no meu dia, enquanto espero o celular carregar. Eu, geralmente, fico com a 3. Mas, lembra do que eu falei ali em cima: respeite os limites do seu organismo. Não tem nada pior do que passar mal em viagem.

#UmCafezinhoPeloMundo

O café é um ótimo recurso para conhecer a cultura local. O cappuccino na Itália pode ser completamente diferente daquele servido na Bélgica. Eu já falei sobre isso aqui em algum momento. É lógico que temos que levar em conta que o cappuccino nasceu na Itália, mas o gosto local influi bastante. Um jeito muito legal de reparar isso é observando o cardápio das cafeterias pelo mundo, as bebidas, as comidas e também os hábitos, o que as pessoas mais pedem.

Minha próxima viagem está marcada para fevereiro de 2019, mais pra frente vou dar mais detalhes aqui e pelas redes sociais. Se você ainda não me acompanha pelo Instagram e Stories, vai lá. Além de ter conteúdo diversificado, você pode ver mais de perto sobre essa fase de planejamento, dia a dia e tal…

E aí? Bora fazer o roteiro para conhecer mais cafeterias pelo mundo, coffee lover? Se essas dicas te ajudaram, me conta aqui. Será que você tem alguma outra para complementar essa minha lista? Vou adorar saber. Ah, compartilha com os amigos usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto: Fernanda Haddad ©

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Mostra traz café com aquarela, no Museu do Café, em Santos

Café para beber e também para pintar! Eu já falei aqui de alguns artistas que usam o café em seus trabalhos e esse é mais um exemplo. A exposição “Café com aquarela, uma experiência de imagem e contos”, fica no Museu do Café até o dia 4 de novembro de 2018.

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São 16 ilustrações que compõem a coleção assinada pelo artista plástico Rogerio Bessa Gonçalves. De acordo com ele, o grão proporciona um padrão cromático nas gravuras e possibilita tons dourados diversificados, que espelham as propriedades do líquido

As peças buscam destacar o uso da infusão na composição de trabalhos figurativos, oferecendo um produto com características obscuras e de um aspecto envelhecido. Elas foram criadas com variadas formas e intensidades de café, além de outros materiais pouco convencionais. A ideia do artista é fugir do convencional, propondo projetos gráficos sintetizados e novas alternativas técnicas.

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Museu do Café

Rua XV de Novembro, 95, Centro Histórico de Santos.
Horário de funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 17h; Domingos, entre 10h e 17h.
Entrada: R$ 10 (inteira); R$ 5 (meia).Aos sábados, a visitação é gratuita.
A Cafeteria do Museu abre de segunda a sábado, das 9h às 18h. Aos domingos, funciona entre 10h e 18h.

“Café com aquarela, uma experiência de imagem e contos” fica até 4 de novembro, hein. Gostou da dica? Compartilha com os amigos. Conhece mais artistas que usam o café em suas obras? Conta aqui em baixo. 

Foto: Karina Frey/Museu do Café/Divulgação

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Le Café Marly: o café do Louvre podia ser melhor

Por fora, bela viola. Por dentro… Não vá com tanta expectativa assim para o café. Quem visita Paris possivelmente tem o Museu do Louvre na programação. Se você é como eu e não pode ver a palavra café escrita em algum lugar, que já quer entrar pra ver qual é, segura a emoção quando passar pelo Le Café Marly, o café do Louvre, bem de frente às pirâmides.

Vale a pena visitar o Le Café Marly, o café do Museu do Louvre, em Paris?

O Le Café Marly foi inaugurado logo após a reforma do Museu e construção do Carrousel du Louvre, aquele shopping subterrâneo que tem a pirâmide invertida, e isso foi em 1993. Ele é realmente lindo e chama a atenção dos turistas. A decoração clássica, assinada por Olivier Gagnère e Yves Taralon, faz jus ao peso cultural do local.

Passei mais de um mês em Paris e pude conversar com moradores da cidade que confirmaram isso: é um lugar pouco frequentado por locais. Tinha acabado de passar o ano novo de 2017 para 2018 e eu fui encontrar um amigo brasileiro que também estava na cidade. Como ele gosta de café e me conhece bem, paramos para descansar (se é que é possível se cansar em Paris rs) e conversar.

Agora, o Le Café Marly é bom? A parada para apreciar a movimentação de selfies e fotos dos turistas pode não ser tão vantajosa. Pode ser que para almoço, jantar ou happy hour seja interessante, mas aí já não posso julgar porque fui apenas para tomar um cafezinho mesmo.

O café espresso não é lá grande coisa e custa 5 euros. Minha dica: se você tem um dinheirinho a mais, peça um chocolate quente (7,50 euros) e tenha paciência. O atendimento dos garçons (que são lindos!) é bem ruim. Esteja preparado (a)! Nada tão recomendado quando não se quer gastar muito.

Le Café Marly

Endereço: 93 Rue de Rivoli (Linha amarela do metrô – Palais Royal Musée du Louvre)
Horário de funcionamento: todos os dias, das 8h às 2h.

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Where to Drink Coffee

Gosta de dicas de cafeterias pelo mundo? Primeiro, continue acompanhando aqui. Meu objetivo de vida é visitar o máximo número de cafeterias que conseguir e compartilhar com você (adoro saber suas dicas também). Segundo, veja esse livro, uma das minhas descobertas mais felizes. Ele foi desenvolvido por 150 baristas e especialistas e traz 600 endereços para tomar café em 50 países, com dicas e tudo mais.

O livro é em inglês e tem na Amazon do Brasil. Clica na imagem aí do lado para saber mais detalhes e comprar.

O que achou do Le Café Marly? Já visitou? Conta aqui nos comentários. Vai para Paris logo e está fazendo seu roteiro? Comenta aqui também se essa dica te ajudou. 

Lembra que temos também o Booking.com direto aqui no blog para você pesquisar passagens e hospedagens? A caixinha está aqui no canto direito, se você está lendo pelo computador, ou aqui em baixo, se você está lendo pelo celular.

Fotos: Fernanda Haddad ©

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Café Europa em Copenhagen e o brunch nórdico

Café Europa em Copenhagen foi fundado em 1989 e fica em frente à Stork Fountain (fonte com 3 cegonhas em posição prestes abater voo, dada de presente de bodas de prata ao, na época Príncipe Frederik – depois Frederik VIII e Princesa Louise em 1894; e que, como tradição, recém-formadas parteiras dançam em sua volta).

Tem uma aparência de hotel, com balcão de PUB, mas mesas de café. Tem mesinhas no lado de fora também, cobertas pelos grandes e quadrados guarda-sóis (-chuvas, no caso de Copenhagen), tão comuns na Europa.

 

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Sentei encostada na janela (claro) e lá fui eu ler os cardápios: o de brunch, o de café-da-manhã e o de bebidas. Fiquei curiosa pelo Nordisk Brunch, mas imaginei ser hiper grande e pedi o simples pão com queijo mesmo + 1 cappuccino. Eis que, dois caras (gatos, claro) sentam na mesa ao lado e seus brunches chegam, eu vejo que são grandes, mas não hiper, e vou correndo pedir para a garçonete trocar meu pedido.

O brunch nórdico do Café Europa em Copenhagen, na Dinamarca

  1. Skyr com farelos torrados de pão de centeio e xarope de maçã. *Skyr é um iogurte da Islândia maravilhoso, rico em proteínas e com pouca gordura e açúcar / pão de centeio é o comum aqui na Dinamarca e os farelos estavam bem pequeninos e em cima, lembrando até uma granola.
  2. Mini omelete com bacon defumado, cogumelos Karl Johan & groselhas;
  3. Cachorro-quente nórdico com mostarda e cebolas caramelizadas;
  4. Salmão defumado com cream-cheese defumado e bolacha crocante de centeio;
  5. Torrada Skagen: uma entrada típica da Suécia que consiste em camarões com maionese em cima de um pão na chapa + caviar Kalix bleak;
  6. Fatia de pão de centeio e outra de pão branco com cream-cheese e ervas;
  7. Queijo Unika (linha premium de queijo artesanal Dinamarquês) + Sæter rømme (creme azedo Norueguês) com compota de cloudberry (é uma frutinha de regiões geladas que não achei tradução para o português. Apesar do Google traduzir para amora-preta, não tem absolutamente nada a ver). O quadradinho marrom em cima do queijo é uma gelatina de gordura animal (em dinamarquês: sky), que nenhuma garçonete conseguiu me explicar direito (achei que faltou vontade também).

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Em geral, o Brunch Nórdico tinha um pouco de cada cultura Escandinava. O café espresso é de qualidade, mas nada de especial.

O preço? Salgadinho: custou 400 coroas dinamarquesas (por volta de R$ 250), mas a experiência foi bem instrutiva e interessante!

Where to Drink Coffee | Onde tomar café

O Café Europa em Copenhagen é uma das sugestões do livro Where to Drink Coffee. A publicação é como um guia pelas cafeterias do mundo todo, feito pelos 150 melhores baristas e especialistas.

São 600 endereços para tomar café em 50 países, com dicas e tudo mais. A melhor descoberta para quem ama café, inclusive para dar de presente. O livro é em inglês, mas tem na Amazon do Brasil e o link já está aqui para quem quiser comprar.

Fernanda Rodante é formada em Direito e Gastronomia; sua independência a fez mudar da cidade onde nasceu para o mundo; e seu exagero sagitariano transforma todos seus interesses em paixão, como escrever, compartilhar e conhecer. Enxerga a vida como uma coleção de momentos e um de seus sonhos é montar o seu próprio Café, mas enquanto isto não acontece, ela vai estudando da melhor maneira possível: explorando! 

Lembra que temos também o Booking.com direto aqui no blog para você pesquisar passagens e hospedagens? A caixinha está aqui no canto direito, se você está lendo pelo blog, ou aqui em baixo, se você está lendo pelo celular.

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Fotos: Fernanda Rodante | umcafezinho.com.br ©

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Coffee Design Lavazza: a loja conceito da marca, em Milão

Hoje eu vou dividir com vocês um pouco sobre um dos meus lugares favoritos para tomar café em Milão: Coffee Design Lavazza. Essa é a loja conceito da marca italiana, que abriu há um ano mais ou menos. Quando estive lá em 2016, o lugar abrigava uma loja de produtos de decoração e design. Aí, voltei em novembro de 2017 e me deparei com um espaço todo repaginado com cheirinho de café, melhor impossível!

O que você vai encontrar no Coffee Design Lavazza?

Desde que conheci o Coffee Design Lavazza era raro o dia em que não passava lá pelo menos para o espresso ou para encontrar amigos brasileiros que moravam ou estavam de passagem pela cidade. Primeiro porque ele fica muito pertinho da Duomo, da Galeria Vittorio Emanuele, do Teatro La Escala, do famoso panzerotto do Luini, que é uma massa de pizza frita ou assada com vários recheios (faz fila e sou viciada), e também do Cioccolatitaliani, uma boa parada para o gelato ou café. Ou seja: todo mundo que vai pra Milão passa ali perto inevitavelmente.

O Coffee Design Lavazza tem muito de café e muito de design. Além do espaço para aproveitar qualquer refeição, tem uma parte dedicada à torra e moagem de grãos de vários países, inclusive do Brasil, e também o balcão para quem passa rapidamente para o café. (Dica: pedir o café no balcão é sempre mais barato na Itália. Se quiser economizar, é só pedir o cafezinho e tomar em pé mesmo).

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Para quem gosta de métodos de extração diferentes, tem também e o atendimento é muito bom. Eles estão preparados para explicar tudinho sobre cada item do cardápio com a maior gentileza possível. Ah: a máquina de latte art é sensacional. Cada cappuccino vem com um desenho diferente. Perdi as contas de quantos tomei.

 

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A verdade é que virei uma master cliente, tanto que cheguei a encontrar por lá muita gente para quem recomendei, sem querer. Já não vejo a hora de voltar!

Coffee Design Lavazza Milano

Piazza san fedele, 2, milão
Horário: de segunda a quarta, das 8h às 20h30; quintas e sextas, das 8h às 21h; sábados e domingos, das 9h às 21h.

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>>>> Ah! Para você que vai pra Itália e quer procurar passagens, hospedagens e alugar carro, tem a caixinha do Booking.com aqui no blog (no canto direito pra quem tá vendo pelo computador e aqui em baixo do post para quem está vendo pelo celular). Facilita sua vida e você ajuda o blog a continuar trazendo informações bacanas de cafés e cafeterias pelo mundo.   

Foto de destaque: Divulgação | Instagram: umcafezinho.com.br ©

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Café Le Fouquet’s Paris: vale a pena visitar?

Não é só em Paris, mas na Europa em geral (pelo menos por onde passei até agora): os cafés estão por toda parte. De fato, é impossível – especialmente, quando se tem um tempo determinado – entrar em TODOS os lugares onde está escrita a palavra “café”. Por isso, escolhi alguns com história legal para contar, como é o caso do Café Le Fouquet’s Paris, que está na icônica Avenida Champs Elysées desde 1899.

Um pouquinho da história do Café Le Fouquet’s Paris

O Café Le Fouquet’s Paris foi fundado por Louis Fouquet. Esse é um daqueles lugares históricos cheios de pompa e uma das referências na cidade. Para se ter uma ideia, desde 1990,  a sua sala principal faz parte do Inventário dos Monumentos Históricos (Inventaire des Monuments Historiques) da França.

Não se surpreenda se cruzar com celebridades de fama mundial e políticos também. Digo isso porque o Café Le Fouquet’s Paris é onde Nicolas Sarkozy, o ex-presidente francês, comemorou sua vitória nas eleições de 2007. E mais: o jantar de gala do Prêmio César, considerado o Oscar do cinema francês, é servido aqui desde 1979.

Em 1998, ele foi comprado pelo Groupe Barrière e, desde então, faz parte do Hotel Barrière Le Fouquet. Outras unidades do café/restaurante foram inaugurados em destinos luxuosos da França, como: Cannes, Courchevel e Toulouse. Uma das coisas que eu mais amo fazer quando viajo é sentar em um café e observar as pessoas. Quando tem história então… Eu já fico tentando imaginar como foi, quem já se sentou ali, o que pensava e sonhava cada pessoa enquanto tomava seu cafezinho.

O Café Le Fouquet’s Paris é caro, sim, e já vou falar mais sobre isso. Mas, se você é dos meus e troca qualquer ida ao shopping por experiências principalmente gastronômicas, vá em frente. Vale a pena considerar também que você pode gastar mais em um restaurante de luxo no Brasil, acredite. Isso não é nem um pouco difícil. Além disso, se trata da Avenida mais famosa do mundo.

Há quem prefira passar a fast food e comprar coisas para levar. Então, vai do gosto e do estilo de viagem de cada um. Eu uso meu dinheirinho para colecionar experiências. Meu planejamento é todo em cima disso e não necessariamente vou a todos os pontos turísticos na primeira visita a qualquer lugar. Já falei aqui que até vou com uma coisa ou outra programada, mas gosto mesmo é de descobrir a cidade do meu jeito, sair andando e ver o que encontro.

Fui para o café da tarde com minha irmã. Pagamos 52 euros em 2 cappuccinos, uma água sem gás, um bolo de chocolate e uma eclair de chocolate. Os doces são maravilhosos, tanto no sabor quanto na apresentação. O atendimento é excelente também. Experiência super válida, ainda quero voltar para experimentar os pratos do restaurante.

Café Le Fouquet’s Paris

Av. des Champs-Élysées, 99, Paris, França
Funciona todos os dias, de segunda a domingo, das 7h30 às 23h30
Telefone: (+33) 1 40 69 60 50

(Dica: outro lugar que eu recomendo para comer eclair é L’éclair de Génie. Tem algumas unidades espalhadas pela cidade. Clique aqui para conferir os endereços). Os doces de Paris são surreais.

Para reservar passagens e hospedagens, lembra que eu deixei a caixinha do Booking.com aqui né? Se você está lendo pelo computador, confira no canto direito da tela. Se está lendo pelo celular ou tablet, é só rolar aqui para baixo do post.

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O Café Le Fouquet’s Paris é uma das minhas recomendações para vocês em uma das cidades mais lindas do mundo. Gostou da dica? Quero saber nos comentários. Compartilhe usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo.

Fotos: Fernanda Haddad ©

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Hotel com café da manhã é preferência de 68% dos brasileiros

Quando você vai viajar, escolher um hotel com café da manhã é uma prioridade entre os detalhes da hospedagem? Uma pesquisa global feita pelo Booking.com mostrou que a maioria dos brasileiros (68%)  fazem a busca de lugares para ficar com essa preferência. E acreditem: ela ganha, inclusive, quando comparada ao Wi-Fi (50%).

Hotel com café da manhã: o que mais as pessoas pelo mundo procuram?

O levantamento foi feito com  57 mil pessoas de 30 países. Para os brasileiros, em segundo lugar vem o ar-condicionado no quarto (61%), depois equipe profissional e solícita (57%), wi-fi grátis (50%) e equipe que fala seu idioma (48%).

Para a maior parte dos australianos (45%), japoneses (60%) e também norte-americanos (66%), o ar-condicionado é mais importante. Apenas 2 a cada 10 australianos dão preferência ao café da manhã na hora de fazer a sua reserva de hospedagem. Quanto ao Wi-Fi, os dados mostram que ele fica em primeiro lugar para os viajantes na Nova Zelândia (51%). No caso dos dinamarqueses, 49% priorizam a conexão. Já entre os japoneses esse número é de 36%.

O que pesa na hora de decidir?

Na hora de fazer a busca pela melhor hospedagem, seja hotel com café da manhã, ar-condicionado ou Wi-Fi, o que mais pesa na hora de decidir é a opinião de outros viajantes.

De acordo com a pesquisa do Booking, um terço dos viajantes globais (33%) considera uma das três fontes de informação mais importante antes de fazer uma reserva. Brasileiros, russos e coreanos passam a maior parte do tempo em busca de opiniões. Cerca de seis em cada 10 viajantes entre japoneses, mexicanos e suecos não dão muita importância para qualquer tipo de avaliação. Eles se baseiam no que sabem sobre as comodidades e outras informações relevantes.

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Para miml, o hotel com café da manhã e Wi-Fi é importante. Mas, confesso que dependendo do lugar, gosto mesmo é de começar a explorar os cafés e cafeterias logo cedo. Se já tem no hotel (e eu amo porque também posso falar deles aqui!), muitas vezes eu não almoço só para poder experimentar mais cafés.

E aí, me conta: você é do time que busca sempre hotel com café da manhã? Se esse texto te lembrou de procurar hospedagem, procura a caixinha do Booking aqui no canto direito da tela (se estiver lendo pelo computador) ou aqui em baixo (se estiver lendo pelo celular). Em qual destino você gostaria de tomar muitos cafezinhos?  Aproveite as dicas aqui do blog, monte o seu roteiro e compartilhe com a gente usando a hashtag #UmCafezinhoPeloMundo. 

Foto: Jennifer Pallian on Unsplash

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